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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO SEXUAL E FAMÍLIA

A IMPORTÂNCIA DE VISITAR UM UROLOGISTA NA ADOLESCÊNCIA
Por Viviane Varial




Todos sabemos que a saúde é um bem precioso que deve ser cuidada e preservada desde a infância. E incentivar os filhos a buscar acompanhamento médico na medida em que verificamos além de comportamentos típicos, mudanças físicas e psicológicas, é tarefa para os pais. Esse acompanhamento deve ser feito tanto com as meninas quanto com os meninos. Pois o menino também precisa descobrir seu corpo, conhecer o seu funcionamento, treinar as atividades e carícias sexuais, ter informações, esclarecer suas dúvidas e obter algumas certezas quanto a sua normalidade física.

Na adolescência principalmente, por se tratar de uma fase que causa tanta angústia, timidez, insegurança e por vezes agressividade, pois as transformações corporais que ocorrem durante a adolescência, podem causar um importante choque psicológico. 

Apesar de estar relacionada com fatores muito positivos para o desenvolvimento psicológico, a sexualidade na adolescência não está livre de perigos. Mais do que cumprir uma função fisiológica, a sexualidade na adolescência caracteriza-se por demarcar a fronteira entre a infância e a idade adulta, focalizando-se em uma validação da capacidade genital.

O desenvolvimento do corpo do homem, durante a puberdade, acontece de forma desordenada, principalmente no que se refere aos genitais. O termo puberdade deriva-se de púbis, que diz respeito a cabelo. Quando o corpo da criança começa a se modificar rumo a um modelo adulto. Os indícios do início da puberdade são as características sexuais secundárias e as mudanças abruptas do esquema corporal. Variando de pessoa para pessoa, dependendo de uma série de fatores: sócio econômico, nutrição, o étnico, o ambiente e os fatores genéticos que anunciam o início psicológico da adolescência.

É importante destacarmos que nos meninos a maturação sexual ocorre em média 2 anos mais tarde do que nas meninas. E que todas estas transformações da menina e do menino os preparam para a vida sexual e a reprodução. 

Apesar de todo desenvolvimento sócio-cultural e tecnológico, informações relacionadas aos aspectos de crescimento e desenvolvimento biopsicossocial e sexual, tão necessárias à construção da identidade do sujeito, ainda não têm alcançado de forma ampla e adequada a maior parte dos adolescentes, ocasionando entre estes, altos índices de desorientação sobre diferentes aspectos.

O que podemos observar é que meninos e meninas, por motivos diversos, tornam-se sexualmente ativos num período da vida em que as dúvidas sobre temas como gênero, identidade de gênero, sexo, sexualidade, direitos reprodutivos e DST´s não estão totalmente esclarecidos na mente deles. Por isso, as dúvidas que surgem deveriam normalmente ser esclarecidas pelos pais, professores, médicos e psicólogos, pois como sabemos, a adolescência é totalmente influenciada pelo ambiente familiar, social e cultural onde o jovem se desenvolve. 

Em nossa cultura há uma expectativa social de que o adolescente ainda não está preparado para as responsabilidades da vida de adulto, e isso, acaba sendo um forte elemento de identidade do adolescente, pois psicologicamente ele vive neste momento, a angústia que representa a ambigüidade de não ser mais criança e ainda não ser adulto.

No Brasil, não existe uma cultura dos homens se sentirem necessitados de procurar um urologista. Para muitos, essa visita é considerada “coisa de mulher”. O preconceito e até mesmo a vergonha, impedem muito homens ainda nos dias atuais de recorrer a um urologista, mesmo que necessitem de forma grave. Pois esta especialidade está muito associada à idéia de que é um médico que cura problemas de disfunção sexual.

Vulnerabilidade pode definir a situação de jovens atualmente, perante a experimentação de sua sexualidade, e a necessidade de se empreenderem ações educativas que procurem combater essas circunstâncias, oferecendo a possibilidade de uma orientação sexual que promova a segurança, o bem estar, a saúde e a cidadania.

Os pais e educadores deveriam se conscientizar de que a educação sexual correta desde a infância promove o desenvolvimento de um ser humano saudável mentalmente e fisicamente. Através desta, o indivíduo aprende a refletir sobre seus valores, distinguindo o conceito de certo e errado diante do mundo em que vive. Aprendendo assim, a respeitar a individualidade e a opção sexual de cada um.

Dando atenção, compreendendo, valorizando, elogiando, estimulando, incentivando e encorajando os jovens, futuramente terão maiores oportunidades de crescer como seres dotados de maturidade para saber conduzir cada momento novo em que viver e encarar cada problema consciente e seguro de si.

Sendo assim, podemos concluir que a associação entre educação e a melhoria da condição de vida se refere a nada mais nada menos do que à articulação entre conhecimentos, atitudes, comportamento e práticas pessoais e coletivas que possam ser compartilhadas por toda uma sociedade.


APRESENTAÇÃO

Viviane Varial é carioca, formada em Psicologia pelo IBMR - Laureate International Universities., especialista em sexualidade humana, palestrante, educadora e orientadora sexual. Sua atuação profissional se dirige a todos os temas relacionados à sexualidade.


CONTATO

E-mail: viviane_varial@hotmail.com




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE CONVERSAR SOBRE SEXO



Por Viviane Varial


É sempre muito bom falar de sexo, não é mesmo? Falar de sexo com os filhos pode não ser uma coisa muito confortável, mas é fundamental e necessário para o desenvolvimento deles.

Por mais que tentamos fugir desse assunto ou se você ainda não começou a falar de sexo com seus filhos, a TV e a internet certamente já começaram. Por isso, a educação sexual deveria ser iniciada na infância. Com o surgimento dos meios de comunicação, o processo de mudança de concepções e quebra de tabus ficou bastante acelerado. Neste sentido, a mídia se tornou, nas últimas décadas, uma poderosa instância de produção do conhecimento.

O sexo por ser um dos mais essenciais exercícios do instinto humano, tem sido causa de numerosos desacertos e mitos, por outro lado, nossa sociedade ainda é muito preconceituosa e ignorante em relação à sexualidade. Os mitos são instituídos com a função de divulgar a expressão social, e são transferidos de geração para geração. O que dificulta e muito, o acesso a uma vida sexual saudável e sem angústias. Com o passar dos tempos, vão surgindo novos mitos, reveladores de receios e inseguranças pessoais, que podem levar a certa inadequação e até mesmo à disfunções sexuais. Pois muitas pessoas ainda vêem o sexo como pecado. A virgindade atualmente, por exemplo, deixou de ser tabu para se tornar uma opção.

Podemos perceber que nos dias de hoje, existem muitas fontes de informação e um ambiente mais favorável onde o tema já é discutido em muitas famílias e escolas, ainda que seja com restrições e preocupações. Um excelente remédio contra esse mal-estar, não só para os jovens, mas para todas as pessoas em geral é a informação e sinceridade para poder lidar com diferentes pontos de vista.

A sexualidade é um assunto que desperta a curiosidade de muitos e ao mesmo tempo protagoniza uma discussão que envolve tabus, polêmicas, preconceitos e mitos. Por outro lado, ela acompanha o desenvolvimento da vida do sujeito desde a infância e vem sofrendo modificações ao longo de toda vida.

Existem diversas justificativas para a ausência de diálogo sobre sexo, por exemplo: “o pai não pode falar sobre sexo com a filha”, “meus pais nunca conversaram comigo sobre isso, não sei como falar com meus filhos”, “meu filho é homem, tem que ser o pai a conversar”, ou ainda “a escola que é responsável pela educação dos meus filhos, ela é que deve abordar o assunto” e por aí vai... E assim, jovens tem tido sua primeira experiência sexual cada vez mais cedo. O que observamos também é que tanto meninos quanto meninas, por motivos diversos, tornam-se sexualmente ativos num período da vida em que há ainda muitas dúvidas sobre essa temática, simplesmente por não recebem a devida orientação da sua própria família.

E ainda nos surpreendemos hoje em dia com crianças ainda muito pequenas fazendo diversas perguntas relativas à sexualidade. São perguntas simples de como é beijar na boca (de língua)? Como se faz um bebê ou por onde eles entram na mulher, e ainda, por onde eles nascem? Para essas perguntas é fundamental não mentir. É comum que alguns pais e educadores mesmo que inconscientemente, acabam reprimindo o tema e reproduzem por aí frases do tipo: “tira mão daí”, “isso é sujo”, “isso é feio”, “vai machucar”, “vai ficar doente”, “seu pipi vai cair”, “é pecado”... Sem saber que posturas como estas, podem trazer dificuldades sexuais futuras para a criança e o jovem.

Falar sobre o corpo e sexo perpassa por uma boa comunicação construída entre pais e filhos. As conversas ajudam a derrubar mitos e corrigir informações equivocadas. Então, para que você aborde o assunto de uma maneira séria e principalmente sem muitos rodeios, seguem algumas sugestões:


Não fique esperando as perguntas surgirem. Procure ser intencional e aproveite para criar momentos que dêem liberdade para seus filhos perguntarem sobre qualquer coisa. Quando seu (sua) filho (a) se sentir à vontade vai perguntar sobre tudo.

Lembre-se de se preparar para as respostas, pois não existe a hora certa de falar sobre sexo. Os momentos das dúvidas chegarão mais cedo ou mais tarde.

Explique o que a criança lhe perguntar, sem muitos detalhes e com calma, pois é normal ficar nervoso (a) e ansioso (a) diante dessa situação.

Responda pacientemente apenas o que for perguntado. Porém antes de responder, é importante descobrir o que ele (a) já sabe. O que não vale é deixar a criança sem resposta. E se por acaso, não souber responder, não se preocupe, é improvável que saibamos mesmo sobre tudo, então não tente disfarçar, convide seu filho para buscar a resposta junto com você. Pode ser uma excelente oportunidade de aproximá-los para discutir o assunto e ensinar sobre os propósitos da sexualidade como, por exemplo: a união, o amor, a procriação, a gratificação, o prazer e a doação, sempre num contexto familiar. E se por acaso as perguntas se repetirem, é sinal de que seu (sua) filho (a) ainda possui dúvidas sobre o tema.

O ideal é falar o nome correto dos órgãos do corpo humano evitando apelidos principalmente para os genitais.

Uma boa dica também é se informar e manter-se atualizado sobre bons livros.

Contudo o resultado será ter um (a) filho(a) bem informado(a) e com maiores chances de viver no futuro, sua sexualidade sem medos, dúvidas ou culpa. E ainda, vale ressaltar aqui que crianças precisam aprender desde pequenas a conhecer e respeitar seus corpos, para defenderem- se de possíveis abusos.

O senso comum indica o psicólogo como o profissional mais preparado para dar conta da sexualidade. Porém, somente com um esforço conjunto entre família e escola é que se poderá superar uma visão preconceituosa com relação ao corpo, ao desejo, ao sexo em sua função de equilíbrio vital e à sexualidade como direito e exercício de liberdade e cidadania.

Sendo assim, promover saúde sexual e reprodutiva dos jovens é uma importante contribuição para a sua formação pessoal e social. E futuramente, a sensibilização para a importância da educação sexual como meio de promoção da saúde deve dar origem a modelos de intervenção para as escolas e centros de saúde, permitindo que se consiga promover mais saúde para esses jovens.


ESTE AUTOR ESTÁ PARTICIPANDO DO CONCURSO PARA NOVO COLUNISTA DO BLOG PSICOQUÊ?. 
O VENCEDOR SERÁ AQUELE QUE TIVER CONSEGUIDO O MAIOR NÚMEROS DE LIKE.