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sábado, 26 de janeiro de 2013

EJACULAÇÃO RETARDADA


Por Victor Brito


A ejaculação retardada é uma das mais desafiadoras disfunções sexuais masculinas, pois, o homem não consegue ejacular com prazer nem sozinho nem com uma parceira, isto acaba gerando sentimentos de frustração e ansiedade. O sujeito também passa a acreditar que é sexualmente incompetente, ou seja, o homem sente desejo sexual e apresenta ereção durante o ato sexual, porém, não consegue ter um orgasmo durante o mesmo. Diferentemente da crença popular, na qual se acredita que a mulher teria plena satisfação com a dificuldade que seu parceiro possui para chegar ao orgasmo, podendo assim gerar mais prazer para ela, “algumas parceiras se sentem responsáveis pela falta de orgasmo de seus parceiros e até se censuram. Outras perdem o climax sexual compartilhado” (Leiblum 2011). A situação se agrava ainda mais quando o parceiro recusa estimulações manuais e/ou orais alegando só conseguir atingir o orgasmo através da autoestimulação isto faz com que a mulher se sinta desnecessária e rejeitada.

Muitos dos homens que apresentam tal disfunção, especialmente aqueles que vêm experimentando dificuldades ejaculatórias desde o inicio de suas experiências sexuais, sentem-se infelizes, preocupados com a ejaculação e temem a desaprovação de suas parceiras, consequentemente, o ato sexual acaba tornando-se menos agradável podendo chegar até a perda do desejo, aversão ou sentimento de repulsa.
Existem muitas teorias que tentam explicar essa disfunção, Leiblum (2011) traz que “as teorias comportamentais atribuem o problema ao excesso de indulgencias e confiança nas técnicas masturbatórias idiossincráticas”. Para o tratamento, a ideia geral é fazer com que o homem entenda que uma ereção por si só não significa prontidão para o ato sexual e que é necessária a comunicação direta de seus desejos e sentimentos sexuais com sua parceira.

Leiblum (2011) caracteriza a ejaculação retardada como

“Uma inibição involuntária no reflexo orgásmico masculino e pode ser vista como análoga ao transtorno orgásmico feminino. Também pode ser descrita como dissociação entre emissão e orgasmo, dois processos que costumam estar plenamente integrados”

Esta disfunção, a partir de um contexto geral, apresenta diversos níveis da gravidade, Kaplan (1974) classifica o grau de atraso ejaculatório em: formas suaves, quando o homem pode atingir o orgasmo intravaginal sob certas condições; Formas moderadas, nas quais o homem pode ejacular na presença de terceiros através de métodos variados, exceto o intravaginal; Nas formas mais graves quando o homem só consegue atingir o orgasmo sozinho; Nas mais graves quando o paciente nunca foi capaz de ejacular, seja sozinho ou na presença de terceiros.

De qualquer maneira, entende-se que a ejaculação retardada produz grande sofrimento, não somente para o homem, mas também para a sua parceira. Está disfunção por ser menos conhecida gera ainda mais transtorno devido o individuo não perceber que existem tratamentos, fazendo com que em alguns casos o sujeito continue vivendo silenciosamente em sofrimento.



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

EJACULAÇÃO PRECOCE


Uma das disfunções sexuais bastante conhecida e temida pelo homem é a ejaculação precoce, nela existe uma grande discussão sobre como definir e mensurar o problema, tendo em vista que a duração de um estímulo sexual para que ocorra uma ejaculação é totalmente subjetiva, o tempo de uma relação sexual satisfatória dependerá de cada individuo.

A ejaculação precoce deve ser definida em permanente ou adquirida, sendo a primeira quando o homem sempre conviveu com este problema, enquanto que a adquirida se refere a um sujeito que tinha a possibilidade de controlar sua ejaculação, mas que posteriormente, devido a algum problema fisiológico ou psicológico desenvolveu tal disfunção. Faz-se necessário investigar a forma com que a disfunção sexual surgiu, pois, o caminho que será traçado dependerá dessa informação. Prioriza-se um tratamento focado mais nos medicamentos quando a disfunção é permanente e foca-se em tratamentos psicológicos em disfunções sexuais adquiridas. O que não impede de haver uma parceria dos tratamentos em ambos os casos.

Muitos estudiosos procuraram entender a origem da ejaculação precoce, Master e Johnson (apud Leiblum 2011) afirmam que a disfunção sexual em questão deve ser vista sob uma perspectiva de aprendizagem/comportamento, enfatizando o conceito de experiência que foi aprendida na sua historia de vida. Os homens passaram a ficar condicionados a ter uma relação mais rápida porque suas primeiras experiências os “obrigavam” a diminuir o seu tempo de ação. Podemos ter como exemplos as relações sexuais realizadas dentro de um carro ou escondidos em algum lugar, com o risco de serem flagrados, a pressão para terminar logo é muito maior, portanto, o corpo passa a responder desta forma ao longo do tempo.

Leiblum (2012) afirma ser uma das reclamações mais frequentes nos homens, por isso, os tratamentos medicamentosos cresceram bastante na ultima década. O “poder” que um medicamento possui é enorme, pois, o sujeito acaba depositando suas esperanças em remédios que fazem o corpo responder de uma forma mais apropriada, mas em alguns casos a causa da disfunção é psicológica e o medicamento não possui a capacidade de trabalhar essas questões.

De acordo com Leiblum (2011) a ejaculação precoce possui um impacto na qualidade de vida do sujeito, como também no relacionamento. Em uma pesquisa realizada por Hartmann, Shedlowski e Kruger (2005), caracterizaram os sujeitos estudados como bastante preocupados com o controle de seu orgasmo, apresentando um comportamento ansioso, antecipando uma possível falha sexual e com pensamentos sobre vergonha e também sobre a manutenção da ereção. Percebe-se que existem muitos fatores psicológicos envolvidos nesses casos e é por isso que a psicoterapia se faz tão importante para esses sujeitos.

Percebe-se que a ejaculação precoce tem um efeito negativo na parceira, pois, estudos apontaram que as mulheres se sentiam insatisfeitas e até com raiva por acreditar que o seu parceiro não lhe deu a devida atenção. Em contra partida, os parceiros “acreditam que as mulheres não entendem o grau de frustração e humilhação que eles experimentam rotineiramente. Essa desconexão entre homens e suas parceiras é uma questão de considerável tensão no relacionamento.” (Leiblum, 2012)

Este movimento de negar a dor e buscar uma solução rápida para as questões que incomodam o sujeito tendem a criar o efeito da “bola de neve” no qual as questões psicológicas vão se acumulando e posteriormente desmoronam diante do sujeito de uma forma inesperada. Cuide, olhe e aceite a dor de hoje para que ela não venha te atormentar no futuro.



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

HIPOATIVIDADE SEXUAL




Por Victor Figueiredo de Noroes Brito


A falta de informações, a vergonha e o despreparo na forma de falar sobre as disfunções sexuais, em geral, acabam gerando dificuldades de se entender questões relativas ao corpo masculino. Uma das disfunções que atinge o homem é o transtorno do desejo sexual hipoativo, no qual, para Leiblum (2011) o sujeito passa a ter uma queda significativa do seu desejo sexual, este problema é um transtorno ainda maior dentro de um relacionamento amoroso, tendo em vista que a mulher espera que o seu parceiro a deseje e o próprio sujeito se vê em uma posição imposta socialmente de que o homem deve dar prazer a sua parceira e de que nunca pode deixar de ter desejos sexuais.

Para um diagnóstico positivo do transtorno de desejo sexual hipoativo, o DSM IV (2000) exige que se tenham três critérios: Deficiência ou ausência de fantasia e desejo sexual para as atividades sexuais; Fator de causar “sofrimento marcante e dificuldade interpessoais”; Que o transtorno não seja mais bem visto como resultado de uma condição mais grave de natureza psiquiátrica ou médica, ou do abuso de substancias.

Importante pontuar que na disfunção da hipoatividade sexual, o DSM IV (2000) subcategoriza as disfunções e no caso do transtorno do desejo sexual está separada em primária, quando a falta de desejo sexual sempre foi evidente desde a puberdade; Adquirida, quando o sujeito tinha um desejo sexual satisfatório, mas que houve uma diminuição após um determinado período; Generalizada, existente em todas as circunstâncias sexuais; Situacional, apenas em alguns momentos.


Um problema adquirido requer uma explicação e pesquisa diligente de uma razão; da mesma forma, uma dificuldade situacional significa que o corpo do paciente não está defeituoso e que não se precisa buscar uma explicação biogênica para a sua origem (Leiblum, 2011. P 174).


O desejo sexual tem a possibilidade de ser analisado principalmente pelas perspectivas biológicas, psicológicas e sociais. Antigamente, alguns autores colocavam o sexo como algo “natural”, portanto, o individuo não precisaria ser ensinando a ter uma ereção ou ter desejos sexuais por mulheres, porém, somente pelo fato dos reflexos sexuais serem considerados inatos “não significa que estejam imunes à falha devida à saúde enfraquecida, a condicionamento cultural ou estresse interpessoal” (Leiblum Apud Kolodny, Masters e Johnson, 2011. P178).

Leiblum afirma que as formas de se tratar o transtorno do desejo sexual em homens envolvem psicoterapia, drogas e hormônios, portanto, para que haja uma melhoria mais efetiva na qualidade de vida do sujeito, faz-se necessário um tratamento no qual medico e psicólogo possam trabalhar em conjunto, respeitando suas áreas de atuação. Em casos mais graves, o uso de drogas é necessário para poder fazer com que o corpo responda de uma forma satisfatória, mas mesmo nessas situações a presença do psicólogo é importante, pois, não se pode negar que existe um sofrimento diante da disfunção.

O psicólogo também tem um grande papel neste caso porque o sujeito que apresenta um quadro de disfunção sexual quer a cura de forma rápida e fácil e isso pode ser perigoso, pois, os medicamentos passam essa ideia de “cura”, mas na verdade estão apenas estimulando o corpo a responder de uma forma mais adequada e com isso as questões psicológicas que podem ser a verdadeira causa da disfunção não entram no foco do tratamento e isto poderá se manifestar de outra forma no futuro. Portanto, o Profissional da Psicologia precisa olhar para essa questão e sempre buscar mostrar a sua importância diante das terapias sexuais.



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