Por Victor Brito
A ejaculação retardada é uma das mais desafiadoras disfunções sexuais masculinas, pois, o homem não consegue ejacular com prazer nem sozinho nem com uma parceira, isto acaba gerando sentimentos de frustração e ansiedade. O sujeito também passa a acreditar que é sexualmente incompetente, ou seja, o homem sente desejo sexual e apresenta ereção durante o ato sexual, porém, não consegue ter um orgasmo durante o mesmo. Diferentemente da crença popular, na qual se acredita que a mulher teria plena satisfação com a dificuldade que seu parceiro possui para chegar ao orgasmo, podendo assim gerar mais prazer para ela, “algumas parceiras se sentem responsáveis pela falta de orgasmo de seus parceiros e até se censuram. Outras perdem o climax sexual compartilhado” (Leiblum 2011). A situação se agrava ainda mais quando o parceiro recusa estimulações manuais e/ou orais alegando só conseguir atingir o orgasmo através da autoestimulação isto faz com que a mulher se sinta desnecessária e rejeitada.
Muitos dos homens que apresentam tal disfunção, especialmente aqueles que vêm experimentando dificuldades ejaculatórias desde o inicio de suas experiências sexuais, sentem-se infelizes, preocupados com a ejaculação e temem a desaprovação de suas parceiras, consequentemente, o ato sexual acaba tornando-se menos agradável podendo chegar até a perda do desejo, aversão ou sentimento de repulsa.
Existem muitas teorias que tentam explicar essa disfunção, Leiblum (2011) traz que “as teorias comportamentais atribuem o problema ao excesso de indulgencias e confiança nas técnicas masturbatórias idiossincráticas”. Para o tratamento, a ideia geral é fazer com que o homem entenda que uma ereção por si só não significa prontidão para o ato sexual e que é necessária a comunicação direta de seus desejos e sentimentos sexuais com sua parceira.
Leiblum (2011) caracteriza a ejaculação retardada como
“Uma inibição involuntária no reflexo orgásmico masculino e pode ser vista como análoga ao transtorno orgásmico feminino. Também pode ser descrita como dissociação entre emissão e orgasmo, dois processos que costumam estar plenamente integrados”
Esta disfunção, a partir de um contexto geral, apresenta diversos níveis da gravidade, Kaplan (1974) classifica o grau de atraso ejaculatório em: formas suaves, quando o homem pode atingir o orgasmo intravaginal sob certas condições; Formas moderadas, nas quais o homem pode ejacular na presença de terceiros através de métodos variados, exceto o intravaginal; Nas formas mais graves quando o homem só consegue atingir o orgasmo sozinho; Nas mais graves quando o paciente nunca foi capaz de ejacular, seja sozinho ou na presença de terceiros.
De qualquer maneira, entende-se que a ejaculação retardada produz grande sofrimento, não somente para o homem, mas também para a sua parceira. Está disfunção por ser menos conhecida gera ainda mais transtorno devido o individuo não perceber que existem tratamentos, fazendo com que em alguns casos o sujeito continue vivendo silenciosamente em sofrimento.



https://www.facebook.com/Psicoqueblog1/photos/a.278115272227825.67621.233219096717443/761216103917737/?type=1
https://www.facebook.com/Psicoqueblog1/photos/a.278115272227825.67621.233219096717443/734484019924279/?type=1

