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segunda-feira, 14 de julho de 2014

O QUE É UM SURTO PSICÓTICO?

Frequentemente vemos em jornais, revistas e na TV falarem sobre surto psicótico. Creio que a maior
parte das pessoas sabem mais ou menos o que significa, porém, é sempre bom entender com clareza o que quer dizer o termo, de acordo com a psicologia, não é mesmo?
No termo surto psicótico temos o termo psicose, que é uma doença mental  descrita e classificada pela psiquiatria, pela psicanálise e pela psicologia.
Bem, e o que é psicose?
Dizendo de uma forma bem simples, podemos entender a psicose como a loucura. Quando pensamos em uma pessoa louca, geralmente estamos pensando em uma pessoa psicótica. Quando vemos em um filme, um sujeito no hospício dizendo ser Napoleão, podemos ter certeza de que se trata de um sujeito psicótico.
A principal característica da psicose é a incapacidade da pessoa distinguir entre o surto (irreal ou fantasia) e a realidade. Ela acredita no surto, no exemplo, ela acredita que é Napoleão. E além de não conseguir fazer a diferença entre a realidade e a fantasia interna, ela acredita piamente que a fantasia é realmente real.
Por exemplo, no filme Uma Mente Brilhante o personagem central possui um tipo de psicose, que é a esquizofrenia. Durante o filme, vamos descobrindo que pessoas próximas a ele são, na verdade, produtos de sua imaginação, de sua fantasia. Ou seja, uma parte do seu mundo – que para ele era verdade – não é. Ou, em outros termos, é real, mas apenas em sua mente. 
Em outras palavras, quando a pessoa tem uma alucinação, visual ou auditiva, ela acredita que o que escuta ou vê é verdadeiro. Ela não duvida do que vê ou escuta. Não trata aquelas manifestações como partindo de seu interior.
Um surto psicótico é um dos possíveis sintomas de quem esta doença mental, a psicose. Quando a pessoa surta, toda a sua consciência se perde, de modo que ela perde as referências de seu mundo, podendo cometer atos violentos ou não reconhecer parentes próximos ou a si mesmo.
No estado de surto psicótico a pessoa, se ficar comprovado o fato por especialistas, se cometer um ato violento, poderá ter a sua responsabilidade reduzida, pois neste estado, como dissemos, ela perde totalmente a consciência, o seu eu, a sua capacidade de avaliação e orientação.
Mas, caso cometa um assassinato, por exemplo, poderá – ao contrário de quem é “normal” e é assassino – o psicótico poderá ficar internado em um hospital de custódia por toda a vida e não apenas por 30 anos, no máximo, como nas cadeias.


Fonte: PsicologiaMSN

quarta-feira, 18 de julho de 2012

TABAGISMO E TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS

Recente estudo publicado pela USP revela a forte relação do tabagismo e portadores de transtornos mentais. Segundo os pesquisadores, o tabagismo parece melhorar a cognição, o humor e a ansiedade por uma multiplicidade de efeitos reforçadores e a abstinência de nicotina pode exacerbar todos estes sintomas. A abstinência nicotínica também pode agravar alguns transtornos psiquiátricos, levar à recaída e aumentar os níveis sangüíneos de muitos medicamentos.

Está comprovado que a probabilidade de abandono do tabagismo é reduzida em pacientes com transtornos de depressão. O tabagismo pode, por exemplo, auxiliar na “automedicação” de sentimentos de tristeza ou humor negativo. Ou seja, os níveis de depressão podem influenciar, em uma relação de causalidade direta, os níveis subseqüentes de consumo de tabaco. Há evidências, ainda, de que o uso de nicotina interfere nos sistemas neuroquímicos (neurorreguladores como acetilcolina, dopamina e norepinefrina), que, por seu turno, afetam circuitos neurais, tais como mecanismos reforçadores associados à regulação de humor.

Já em portadores de esquizofrenia, o consumo de tabaco pode ser reflexo de processo de institucionalização, tédio e baixo controle dos impulsos dos portadores dessa doença. Esquizofrênicos relatam que fumar produz relaxamento, reduz a ansiedade e os efeitos colaterais de medicações. Como algumas medicações antipsicóticas acarretam efeitos desagradáveis, é possível que a alta prevalência de tabagismo observada em esquizofrênicos seja uma tentativa de reduzir os efeitos colaterais desses medicamentos. Além disso, o consumo de tabaco pode ainda melhorar a concentração, reduzir a hiperestimulação desagradável experimentada por esquizofrênicos e promover um dos poucos prazeres disponíveis para muitos portadores da doença.

A pesquisa aponta que alguns autores sugerem uma associação inversa entre consumo de tabaco e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Há indícios de que a prevalência de tabagismo é menor em portadores desse transtorno em relação à população em geral e em comparação a outras populações psiquiátricas.

Portanto, o trabalho reconhece e confirma dados de pesquisas de natureza biológica, como o consumo de tabaco para alívio de efeitos colaterais de medicações e tentativa de automedicação dos sintomas da doença. Entretanto, segundo os fumantes entrevistados, a principal barreira para o abandono do tabaco parece ser o sentimento de desespero por ser portador de uma doença mental, a falta de esperança em recuperação e a necessidade de controle. Além disso, as desigualdades nas percepções e nos padrões de consumo de tabaco encontradas entre pacientes com diferentes transtornos mentais sugerem que a intervenção pode ser mais eficaz se o diagnóstico psiquiátrico for também levado em consideração durante o tratamento.



Fonte: USP