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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ABUSO SEXUAL E PSICOLOGIA POSITIVA

Pesquisas realizadas em todo o mundo apontam que aproximadamente 7,4% das meninas e 3,3% dos meninos já sofreram algum tipo de abuso sexual (Pfeiffer & Salvagni, 2005). Ao mesmo tempo, os números demonstram apenas estimativas a respeito do fenômeno, pois é difícil saber sua real ocorrência, visto que muitos casos são subnotificados ou ainda que muitas vítimas não revelam a situação abusiva. Apesar de iniciativas recentes para enfrentamento do problema, poucos são os casos denunciados oficialmente, o que dificulta o dimensionamento do problema e a criação de políticas adequadas. 
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Tendo em vista a importância e amplitude do tema, estudo desenvolvido por Doralúcia Gil da Silva, Lara Lages Gava e Débora Dalbosco Dell’Aglio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  objetivou-se a discutir a ausência de sintomas e quadros psicopatológicos em supostas vítimas de abuso sexual infantil, enfatizando o enfrentamento positivo deste tipo de violência.  Foram analisados 927 laudos do Departamento Médico-Legal de Porto Alegre/RS, resultantes de perícias psiquiátricas e psicológicas realizadas entre os anos de 2009 e 2011, por um grupo composto de quatro peritos psicólogos e oito peritos psiquiatras. As conclusões dos laudos apontam em termos probabilísticos a ocorrência ou a ausência de elementos para a afirmação da ocorrência do abuso sexual.
A análise dos documentos indicou que houve maior prevalência de casos em que foi possível apontar probabilidade de ocorrência de abuso. Dos 927 laudos, 673 (72,59%) apontaram evidências de que tenha ocorrido o abuso, enquanto que em 254 (27,41%) não foi possível afirmar a probabilidade de ocorrência de situação abusiva.
Os resultados revelaram que houve a manifestação de sintomas e/ou quadros psicopatológicos em casos em que não havia evidências para afirmar a ocorrência de abuso, assim como não houve apresentação de sintomas e/ou quadros psicopatológicos em laudos que apontavam a probabilidade de abuso. Esses dados apontam para a necessidade de analisar criteriosamente a presença, a magnitude e o impacto de sintomas e quadros psicopatológicos, além do histórico de desenvolvimento, antes de afirmar a existência de dano psíquico em supostas vítimas de abuso sexual.
Por fim, o estudo pontua ainda acerca da importância de se atentar para a necessidade de uma visão mais positiva dos profissionais que trabalham direta ou indiretamente com vítimas de abuso. Na avaliação dos casos, devem ser considerados os recursos pessoais de enfrentamento dos jovens, as estratégias de coping adaptativas e os processos de resiliência, assim como os fatores protetivos, tais como a rede de apoio presente, que possam representar um efetivo recurso para as vítimas, contribuindo para um desenvolvimento saudável.
SILVA, Doralúcia Gil da; GAVA, Lara Lages; DELL’AGLIO, Débora Dalbosco. Sintomas e quadros psicopatológicos em supostas vítimas de abuso sexual: uma visão a partir da psicologia positiva. Aletheia,  Canoas ,  n. 40, abr.  2013 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942013000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  30  jul.  2014.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

5 DICAS PARA A PAIXÃO NÃO TE PARALISAR

Por Eduardo Yabusaki


"Insegurança na paixão: mais do que negá-la é preciso reconhecê-la e enfrentá-la"


Como toda situação nova, o apaixonamento por alguém, pode ser uma situação naturalmente geradora de
ansiedade.

Afinal, são muitos interesses e sentimentos envolvidos e consequentemente receios e inseguranças podem surgir e fazer com que a ansiedade cresça.


Primeiro passo

Primeiro passo importante é reconhecer que aquela pessoa é importante e que tem despertado interesse, atração e sentimentos mais intensos e, claro, isso acaba por criar todo um clima de conquista e envolvimento maior, portanto é importante sentir esse friozinho na barriga, que indica ser ela uma pessoa especial e pela qual vale a pena ter uma dedicação especial.

Negar que possa existir uma insegurança pelo ainda futuro incerto, ou mesmo receoso de ser ou não correspondido, certamente não é a melhor alternativa, pois esse processo faz parte do conhecimento e do envolvimento mais profundo em qualquer relacionamento. Portanto, mais do que querer negá-la é preciso reconhecê-la e enfrentá-la.

Cinco dicas para a ansiedade da paixão não te paralisar:

1ª) Saiba que quando nossos sentimentos são envolvidos num relacionamento, ou seja, quando a paixão é grande, certamente ficamos mais vulneráveis, mas isso é um bom sinal no sentido de poder revelar seus reais sentimentos e emoções.

2ª) Lembre-se que assim como você, a outra pessoa, se em sintonia e na mesma vibração, estará sentindo e vivendo os mesmos medos e inseguranças, portanto deixe a coisa rolar solta.

3ª) Procure não valorizar as preocupações ou angústias de como a outra pessoa irá receber essa ou aquela demonstração; seja você mesmo, original e autêntico. Só assim se fará ser conhecido verdadeiramente na sua essência.

4ª) Se perceber que a ansiedade está fugindo do controle gerando reações físicas ou mesmo te paralisando, procure algo para combater: um relaxamento, uma atividade física, não permita que ela cresça a ponto de gerar incômodos.

5ª) Tenha sempre em mente que a paixão é um sentimento dos mais intensos e inexplicáveis, portanto não queira entendê-lo, simplesmente solte-se, curta e deixe rolar. Aproveite e seja feliz!



Fonte: Vya Estelar

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CINCO LINGUAGENS DO AMOR PODEM PREJUDICAR SEU RELACIONAMENTO 2

Por Arlete Gravanic


No texto anterior (veja aqui), expliquei três das cinco linguagens do amor. Agora, na segunda e última parte deste artigo, irei falar das outras duas.

A quarta linguagem do amor chama-se: atos de serviço.

Esse nome parece estranho. Na verdade, essa linguagem deveria ser chamada de: "fazer coisas para agradar quem gostamos".

Quando gostamos de alguém, expressamos afeto fazendo coisas que possam agradar a outra parte.

Parece simples?

E até que é, o problema é que muitas vezes as pessoas não percebem essas demonstrações de amor, pois acabam achando que aquilo é sua "obrigação" ou "missão", ou que o outro tem "obrigação" de fazer, que aquilo seria um dever do outro ou um direito seu.

As pessoas deixam de perceber que essas atitudes, que podem ser desde coisas simples como colocar a mesa, preparar uma comida, lavar a louça ou dar banho no cachorro, fazer uma festa surpresa ou até pagar uma conta (ou várias!) são atitudes que merecem ser consideradas de maneira especial, pois para que elas aconteçam precisamos dedicar vontade, tempo, energia... precisamos colocar isso no planejamento. É preciso reconhecer que esses atos significam uma expressão de amor, pois ninguém tem obrigação de fazer, cuidar ou pagar... isso é uma linguagem e está dizendo: eu gosto, eu cuido, eu protejo, eu amo.

Prestar atenção nessa linguagem pode facilitar a sua demonstração de afeto como também melhorar sua percepção dos afetos amorosos dedicados a você.

5. Toque físico

O toque físico é a linguagem do amor primária de todos nós. O carinho de sentir o aconchego acalma e traz a sensação de amor desde quando éramos bebês. Nós crescemos, desenvolvemos nosso racional, mas os toques e carícias sempre mobilizam afeto; são uma expressão de amor!

Nos relacionamentos entre pessoas, os toques desde os mais simples como um cafuné, andar de mãos dadas ou abraçar, beijar ou até mesmo as carícias mais íntimas de uma relação sexual também são uma forma de demonstrar afeto, um amor entre as pessoas. São essas atitudes carinhosas e sensuais que faz com que o outro se sinta amado(a), a ausência de atitudes carinhosas e até mesmo de carícias no momento de intimidades sexuais traz para a outra parte uma insegurança com relação ao amor do outro.

Muitos casais, com o passar do tempo, perdem essas atitudes carinhosas e passam a se distanciar física e emocionalmente.

Preste atenção nesses detalhes:

- Há quanto tempo não andamos de mão dadas?

- O beijo carinhoso, o beijo de língua (não aquele selinho robotizado), há quanto tempo não acontece? Ou não dedicam pelo menos uns 20 ou 30 minutos para trocarem beijos e carícias?

- Há quanto tempo não dançam juntos?
Preste atenção às suas atitudes e veja se você pode melhorar sua demonstração de amor através da linguagem corporal.

Essas cinco linguagens:

1ª) palavras de afirmação;
2ª) tempo de qualidade;
3ª) presentes;
4ª) atos de serviços
5ª) e toque físico são todas fundamentais para que a boa qualidade dos relacionamentos possa ser vivida.

Muitas vezes a pouca sensibilidade que vivemos na rotina do dia a dia, somada ao estresse da vida, nos afastam da possibilidade de alimentá-las e percebê-las. Essas linguagens comunicam o amor que tanto desejamos viver!



Fonte: UOL

terça-feira, 5 de agosto de 2014

SELFIES E POST PODEM PRODUZIR EFEITOS DANOSOS AO RELACIONAMENTO

Por Eduardo Yabusaki



"Redes sociais não deveriam se sobrepor à interação 'cara a cara' do casal"



Não podemos deixar de considerar que as redes sociais estão presentes em nosso cotidiano e consequentemente em nossos relacionamentos interpessoais. Ignorá-las não resolve, bem como apenas saber de sua existência não é o suficiente para não sofrer sua influência.

É preciso que se reflita sobre como elas atingem e influenciam as pessoas. Ou seja, como cada um a utiliza ou permite que essa invada sua vida e consequentemente seu relacionamento amoroso.

Lutar contra é impossível, porém pode-se estabelecer condições e limites (evitar mancadas) para que essas não venham a se tornar geradoras de conflitos entre o casal. 

Pela minha prática clínica, constato queixas recorrentes de meus pacientes em relação ao mau uso das redes sociais. Bem... vamos a elas!


Cinco mancadas nas redes sociais que podem prejudicar seu relacionamento:

1ª) Comentar fotos postadas pelo ex u em que o ex ou a ex estejam

Situação que certamente gerará desconfiança ou incômodo ao par. Afinal, quem gosta de receber notícias de ex-relacionamentos da pessoa amada?

2ª) Comentar posts de amigos 

Isso em situações que possam incomodar o par. Exemplo: o amigo(a) posta um selfie rodeado de garotas(os) numa balada dizendo sentir a sua falta, e você ainda completa comentando: queria estar nessa com você! Certamente isso provocaria um rebuliço no seu relacionamento. Afinal, você quer ir para balada sozinho ou estar com o seu par?

3ª) Postar fotos com o seu par 

Isso pode gerar comentários de pessoas não tão bem intencionadas. É preciso que ambos tenham segurança e clareza de que nem todos querem bem ao casal, portanto podem surgir comentários desde "casal lindo" bem como "ainda estão juntos?". Dependendo de quem faça o segundo comentário, um(a) pretendente de qualquer uma das partes, pode ser o suficiente para gerar intrigas e conflitos entre o par. Se não estiverem num bom momento, então pode ser ainda pior.

4ª) Manter conversas muito prolongadas com amigos

Por mais amigos que sejam, isso pode gerar ciúme. Afinal, tempo gasto com essas conversas podem reduzir o tempo de convivência do par. O que de fato pode acontecer quando ambos trabalham e estudam, por exemplo: o tempo durante a semana fica bastante reduzido, e as poucas horas em que não estão dormindo, precisam ser dedicadas ao relacionamento.

5ª) Acessar redes sociais por muitas horas

Isso pode interferir na qualidade da convivência entre o par. Quando saem para jantar ou se divertir e o outro fica o tempo todo acessando pelo celular Facebook, Instagram Twitter e etc. Mas não necessariamente para postar, mas para se manter informado. Isso pode se tornar entediante para o parceiro.

Enfim, a tecnologia está aí e faz parte de nossas vidas. Entretanto, não podem ser mais importantes que a interação cara a cara do casal. Portanto, curta e usufrua da tecnologia, porém jamais se escravize. Viva sua vida a dois com toda intensidade, amor, prazer e alegria, só assim ela terá sentido e valerá a pena!



Fonte: Vya Estelar

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

CINCO LINGUAGENS DO AMOR PODEM PREJUDICAR SEU RELACIONAMENTO

Por Arlete Gavranic



"É preciso dedicar atenção ao outro com coração aberto"

Ao ler o livro de *Gary Chapman As Cinco Linguagens do Amor, pensei em avaliá-lo no sentido de como essas linguagens podem ajudar ou prejudicar os relacionamentos, dependendo de como são vivenciadas. Essas linguagens são as seguintes: 

1ª) Palavras de afirmação; 
2ª) Tempo de qualidade;
3ª) Presentes; 
4ª) Atos de serviços; 
5ª) Toque físico. 

1. Palavras de afirmação - dificuldade de ouvir e de falar afetivamente

Segundo Gary Chapman, muitos parceiros têm algum potencial não aproveitado em uma ou mais áreas da vida, que ele pode desenvolver através de um curso, de uma parceria profissional bem-sucedida e talvez falte a ele palavras encorajadoras vindas de sua parceira.

Isso me chama muito atenção, pois uma das principais queixas que vejo no consultório, é a falta de apoio e companheirismo, mas principalmente a dificuldade de ouvir e de falar afetivamente. As pessoas se elogiam pouco, aliás, com o passar do tempo, parecem perder o olhar cuidadoso e carinhoso de olhar para as qualidades, para os potenciais do outro, e só falam se for para criticar.

Observe ao seu lado, os casais se criticam mutuamente, muitos falam em tom alterado de voz e outros infelizmente chegam até a xingar: "seu burro";"sua incompetente";"seu pau mandado"...

Até para fazer críticas - que possam ser importantes para o crescimento e mudança do outro - é importante saber falar com afeto (de querer bem), pois o que é dito vai ser captado e internalizado com o tom afetivo que vier. Uma dica carinhosa importante de ser pensada ou, uma crítica agressiva ou jocosa da qual não vale a pena pensar ou, pior ainda, que cause raiva e faça o outro ficar na defensiva ou até querer fazer o contrário.

2. Tempo de qualidade - falta tempo de dedicação plena ao outro

O uso da expressão "tempo de qualidade", para Gary significa dar atenção completa a alguém. 

Que coisa complicada nos dias de hoje! As pessoas correm, fazem muitas coisas e, quando estão juntas, ou é para assistir à TV ir ao teatro ou ao cinema, ou sentam para comer juntas, mas com smartphone/iPhone /tablet a tiracolo. Tempo de qualidade é tempo de dedicação integral, mútua! É o momento de se sentar juntos, de passear juntos, de estar efetiva e afetivamente juntos, olho no olho!

Ninguém está falando que isso deva ocorrer em tempo integral, mas o problema dos relacionamentos atuais é exatamente que isso não acontece! Estamos sedentos de atenção e informação, mas estamos viciados em tecnologia, e aí perdemos o hábito de olhar nos olhos, de ouvir, de conversar com nosso parceiro e até com filhos.

Dedicar atenção ao outro com coração aberto (sem Facebook e jogos online) com disponibilidade plena para alimentar essa sensação de se sentir amado. Será que perdemos de fato o romantismo, o interesse no outro ou estamos tecnologicamente viciados em ver, ler, jogar e estamos sem querer anestesiando nossa capacidade de sentir e expressar afeto?

3. Presentes - pessoas materializam o amor e vinculam o valor do presente ao valor financeiro

Vamos mexer num tema difícil para uma sociedade consumista. Para Gary, "Um presente é algo que você pode segurar nas mãos e dizer: "Olhe, ele estava pensando em mim", ou "Ela se lembrou de mim".

Essa é uma verdade difícil para muitos, primeiro porque entendemos que quando não somos presenteados é, de verdade, por que não fomos lembrados. É preciso pensar em alguém para presentear. O presente em si é um símbolo desse pensamento. Nas relações isso pode ser simbolizado de inúmeras formas: posso fazer um doce que você gosta; posso comprar um pirulito ou um pingente (que pode ser de bijuteria ou de uma pedra preciosa) com formato de coração. Posso comprar uma flor linda ou roubar uma do jardim, posso trazer um bombom pra comer ao lado de quem amo. Não é o valor em dinheiro, mas o pensamento expresso pelo presente oferecido como expressão de amor.

Gary diz que: "O presente é um símbolo visual do amor e os símbolos possuem valor emocional. Sem os presentes como símbolos visuais, talvez eu questione o amor do meu parceiro".

O problema da nossa sociedade é que materializamos demais. Para um casal que está iniciando um relacionamento, flores ou bombons podem ser lindos, mas as pessoas criam expectativas de que com tempo virão roupas, a grife, as joias, o tablet, viagens etc. E muitas vezes não valorizam o carinho envolvido, o investimento afetivo nesse pensamento e demonstração de querer bem.

Aliás, materializamos demais o amor, algumas pessoas chegam a confundir... Afinal, gosto dessa pessoa ou do que ela me proporciona?

Dois comportamentos perigosos: não presentear, pois demonstra não pensar, ou esperar demais, esperar o valor financeiro sem nem sempre enxergar o afetivo.

No próximo texto abordarei as outras duas linguagens do amor. Até lá!

*Gary Chapman: é escritor e possui doutorado em Filosofia.



Fonte: UOL

quinta-feira, 31 de julho de 2014

PSICÓLOGA ACONSELHOU MINHA MULHER A PROCURAR OUTRO HOMEM!

O QUE EU FAÇO?
Por Sandra Vasques


Minha mulher sente pouco prazer e uma psicóloga disse para ela procurar outro homem. Isso tem cabimento?

"Se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa quem tem de saber se quer ou não ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional"

Resposta: Sua esposa tomou uma boa decisão ao buscar o apoio psicológico ao perceber que tinha dificuldades para sentir prazer, pois um profissional da área realmente pode auxiliar homens e mulheres a viver com mais satisfação e saúde esse aspecto da vida que é a sexualidade.
Mas vamos às considerações que envolvem a sua questão, pois existe uma concepção errada entre as pessoas de que um psicólogo interfere sobre a vida de seus clientes determinando o que os mesmos devem fazer. Isso não deve ser feito e é passível de consequências legais junto ao Conselho que rege a profissão.

O psicólogo não escolhe pelo seu cliente quais as atitudes deve tomar. O profissional promove, dentre outras coisas, o autoconhecimento, leva o cliente a perceber seus comportamentos em determinadas circunstâncias, auxilia o reconhecimento dos sentimentos associados, o auxilia a perceber de maneira mais clara todo o contexto em que está vivendo. O psicólogo oferece condições para que as pessoas enfrentem conflitos e dores de origem psíquica.

Esse trabalho e apoio podem levar o cliente a fazer escolhas diferentes das que vinha fazendo até aquele momento. Então, o psicólogo não diz o que o cliente tem que fazer, é o mesmo quem tem que descobrir o que quer fazer, adotando atitudes e comportamentos mais saudáveis e de acordo com suas necessidades e possibilidades reais.

No Código de Ética Profissional do Psicólogo, no item “Das responsabilidades do Psicólogo” no Art. 2º, item b, está escrito: “Ao psicólogo é vedado: Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.”

Você poderá ler o Código integralmente e ter mais informações a respeito no site www.pol.org.br, do Conselho Federal de Psicologia.

Finalizando, as pessoas que estão psicologicamente capazes de assumir a responsabilidade por seus atos podem fazer escolhas diferentes das sugeridas por qualquer outra, se isso não corresponde ao que ela deseja para ela. Assim, se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa quem tem de saber se quer o
u não ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional. 


Fonte: UOL

quarta-feira, 30 de julho de 2014

MASTURBAÇÃO PODE SER MAIS INTERESSANTE DO QUE A TRANSA

Por Sandra Vasques


Sou casada e meu marido se masturba muito e acaba esquecendo-se de mim. Isso é normal? Pois está me fazendo muito mal.


Resposta: A masturbação é o ato de tocar o corpo, e em especial os genitais em busca do prazer sexual. Esse toque pode ser com as próprias mãos ou com objetos que não machuquem.


Em geral, durante a adolescência e quando não se tem uma par, as pessoas, homens e mulheres, a praticam mais. No entanto, ela pode estar presente durante toda a vida adulta.

A masturbação pode continuar acontecendo quando se tem um namorado, uma esposa, e mesmo que a vida sexual seja muito boa. Há ocasiões em que não é possível estar com a pessoa desejada, ou mesmo que o seja, às vezes o que se quer é algo rápido, só para relaxar. Também existem pessoas que tem um prazer especial na prática da masturbação, consideram um momento íntimo e particular do qual não abrem mão, o que não quer dizer que reprove o desempenho de seu par.

Alguns casais também acham muito estimulante a prática da masturbação de um pelo outro, e muitos homens curtem observar suas parceiras se masturbando.

No entanto, a masturbação, como tudo na vida, quando é praticada com exagero, geralmente indica problemas. Algumas pessoas usam esse ato para aliviar as tensões e o estresse. Assim, se estão passando por um momento muito difícil podem exagerar o que pode até machucar o órgão genital.

No caso de seu marido, é preciso que você se recorde se ele passou a se masturbar mais depois que ocorreu algum problema sério na vida dele. Mas, por outro lado, também é preciso avaliar como andava a vida sexual e afetiva de vocês. Antes dele te esquecer, como você diz, tinham uma vida sexual prazerosa e estimulante? Porque se não tinham, seu marido pode ter tomado a iniciativa de buscar uma alternativa de satisfação.

A diferença de ritmos entre os casais pode levar aquele que tem mais vontade a se masturbar quando o par não corresponde às suas investidas.
A falta de jogo sexual, de sensualidade e criatividade do casal, pode transformar os momentos de masturbação, recheada de fantasias, muito mais interessantes.

Assim, se você está insatisfeita porque gostaria de ter mais relações sexuais enquanto seu marido se nega a isso, e escolhe a masturbação, é preciso mudar o cenário. Seja clara com ele sobre seu desejo, e esteja aberta a ouvir o que ele tem a falar. Se ele disser que está passando por problemas, que não tem nada a ver com o relacionamento e está buscando alívio no ato, então o estimule a buscar ajuda psicológica e/ou psiquiátrica, que poderão dar um apoio realmente efetivo.

Mas se ele apresentar a masturbação como uma alternativa para a transa com a qual não mais se satisfaz, então é necessário uma atitude que envolverá os dois para mudar essa situação que também não satisfaz você. Afinal, você precisa saber o que se passa para poder fazer a sua parte e ele também. Afinal, não é fugindo dos problemas que conseguiremos resolvê-los.



Fonte: Vya Estelar




terça-feira, 29 de abril de 2014

COMPORTAMENTO SEXUAL DO ADOLESCENTE ATUAL

Por Janaina Ribeiro



Antes de abordarmos esse tema numa fase tão conturbada como é a adolescência, é preciso (re)pensarmos sobre a questão da sexualidade. O que vem a ser sexualidade? Sexualidade é sexo? Ou sexo é sexualidade? Porque esse tema ainda é um tabu? Porque temos vergonha? Porque é tão difícil falar com alguém sobre isso, ainda mais quando se trata de nossos próprios filhos? Segundo Sigmund Freud, pai da psicanálise, " a sexualidade pode ser entendida como uma carga energética que se distribui pelo corpo de maneiras distintas". Já para Michel Foucault “a sexualidade faz parte de nossa conduta. Ela faz parte da liberdade em nosso usufruto deste mundo”. Sexualidade também é afeto, amor, desejo, intimidade, confiança, prazer, sorriso, abraço, carinho, paixão, responsabilidade, partilha, sedução, amizade, respeito, sexo, confiança, ternura, toque, segurança. Enfim, sexualidade é tudo o que se relaciona ao prazer com o corpo.Embora pelo senso comum ela se confunda com o erotismo, a genitalidade e as relações sexuais.

Mas a sexualidade é definida muitas vezes de acordo com que as pessoas pensam, sentem e se manifestam na sociedade e na sua vida particular. Há algumas opiniões carregadas de preconceito, outras abertas a diferentes formas e olhares, portanto, da mesma forma que é importante a compreensão e aceitação de sua própria sexualidade, também é importante o respeito à expressão da sexualidade das outras pessoas. Mas quando o assunto é sexualidade na adolescência? A expressão da sexualidade nessa fase se dá de diferentes maneiras. Uns podem apresentar repressão do próprio impulso, se os primeiros contatos foram frustrantes. Outros podem aceitar, mesmo que não tenham nenhum envolvimento afetivo, mas comumente o que acontece atualmente. A preferência sexual com o afeto é o posicionamento que demonstra postura mais integrada frente à sexualidade, escolha esta que se encontra subsidiada pelas vivências que cada adolescente enfrenta ao longo de sua vida, sejam elas sexuais ou não, e que são socialmente rotuladas de atitudes amadurecidas.

O desejo da relação sexual depende da identificação do adolescente com outra pessoa. O interesse surge primeiramente em decorrência da atração e da curiosidade e depois da paixão. É nesse momento que as vivências anteriores facilitam ou bloqueiam. Porém, nessa fase, o desejo de envolver-se e de se entregar causam muitos conflitos o que pode produzir insegurança em relação ao futuro. O ato sexual pode provocar frustrações ou ser fonte de estímulo permanente. No envolvimento soma-se o desejo de sensações com o contato físico, embora isso não fique muito claro para o adolescente. A satisfação em uma relação sexual é a base para o desenvolvimento das próximas vivências sexuais rumo à maturidade sexual. Um fator predominante dos adolescentes de hoje é a maneira que eles enxergam a sexualidade como enfrentamento aos pais. Sobre isso Nasio (2011, p.15) diz que o adolescente:"Manifesta sentimentos aos pais que são o oposto do que sente realmente por eles: despreza-os e grita-lhes seu ódio, ao passo que a criança que subsiste no fundo dele mesmo ama-os ternamente. É capaz de ridicularizar o pai em público, enquanto sente orgulho dele e o inveja em segredo. Tais reviravoltas de humor e atitude, tão frequentes e bruscas, seriam percebidas como anormais em qualquer época da vida. No entanto, na adolescência, nada mais normal "(2011,p15).

Embora as regras nessa fase sejam necessárias e se fazem fundamentais para que os adolescentes reconheçam seus limites, muitos reagem violentamente como resposta a quebra de regras que os pais impõem. Muitas vezes a falta de diálogo, faz com que os adolescentes iniciem sua vida sexual com promiscuidade e imaturidade servindo como afronta aos pais. Para Freud (1996, p.209) emoções vivenciadas intensamente, sejam elas de forma negativas ou positivas, são bem próximas da sexualidade. Sendo assim, em consequência de situações conflitantes na relação dos jovens com os pais, a tensão gerada pode ocasionar um acúmulo de energia libidinosa, “pois frequentemente em tais circunstâncias pode ser um sentido de estímulo que leva a criança a tocar os órgãos genitais, ou pode ocorrer alguma coisa semelhante a uma poluição noturna, com todas as suas consequências desnorteadoras” FREUD (1996, p.209). Segundo Freud (1996,p209) situações conflituosas impulsiona o sujeito a uma ação em busca do alívio da sensação de desprazer, e o adolescente encontra no ato sexual uma forma de descarregar toda essa energia. Portanto, torna-se significativo a atitude de alguns jovens que se apossa de seu corpo como instrumento de alívio das tensões provenientes das alterações ocasionadas pela passagem da adolescência.

Diante dessa discussão é importante reconhecer que a sexualidade faz parte do adolescer e é única para cada fase vivenciada pela pessoa, seja na infância, na adolescência, na fase adulta e por fim na fase senil. E é importante salientar que o jovem se utiliza da prática sexual como forma de liberar as energias causadas pelas pressões que lhe são atribuídas pela situação do processo do adolescer. Isso acontece porque o adolescente passa por um processo de mudança ao qual vive a perda da infância, e ao mesmo tempo encontra-se perdido entre esta, e o ignorado de uma vivência que se instaura. Além do mais existem as cobranças e expectativas pré-estabelecidas por uma sociedade que não lhe permite assumir um lugar. De forma desafiadora os adolescentes buscam meios de provarem para a sociedade que são capazes de estarem no seu lugar de adulto, fugindo da moratória impingida por eles. Nesse período de disputa, as figuras dos pais serão os alvos preferidos de contestação do adolescente. A compreensão por parte dos pais sobre o período conturbado da adolescência torna-se um fator de estrema necessidade para evitar situações que impulsione o jovem a se utilizar desses artifícios como forma de enfrentamento aos pais. Dessa forma a sexualidade e a educação afetivo-sexual é questão imprescindível a ser enfrentada não só pelos pais, mas por toda a sociedade como forma de contribuir com que o adolescente vivencie a sua sexualidade e as suas relações afetivas de forma vinculada e sem riscos, vinculado ao respeito mútuo e sem discriminação de gênero.


Referências:

FREUD, Sigmund. Um Caso de Histeria e Três Ensaios Sobre a Sexualidade e outros. Rio de Janeiro: Imago, 1996. Edição,Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.


NASIO, Juan-David. Como agir com um adolescente difícil?:Um livro para pais e profissionais. Rio de Janeiro; Editora Zahar, 2011.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

POR QUE NÃO TENHO SORTE NO AMOR?

Por Eduardo Yabusaki

"Falta de sorte ou azar em relacionamentos são construções distorcidas que mais justificam uma possível dificuldade em estabelecer bons e sólidos vínculos..."

Por vezes as pessoas ficam a se lamentar por um relacionamento que não deu certo, ou por uma decepção amorosa na qual não teve os sentimentos correspondidos naquele em quem depositava tantas expectativas e apostou todas as fichas; ou mesmo pela falta de viver um grande amor ou por não encontrar sua alma gêmea.

Muitas vezes a pessoa fica a se lamentar sem se questionar como seria a verdadeira relação em que isso poderia acontecer. Ou seja, fica em busca ou idealiza um relacionamento humanamente impossível de ser vivido: perfeito, sem dificuldades, conflitos, diferenças...             

É essencial que cada pessoa reflita, avalie e construa como pode ser esse relacionamento: o mais adequado à realidade de vida. Não se pode referenciar a perfeição como condição para vivência de um grande amor, mas sim considerar toda a realidade para que os sentimentos emerjam na interação com o par e assim possam dar vazão à afetividade e emoções.

Falta de sorte ou azar em relacionamentos são construções distorcidas que mais justificam uma possível dificuldade em estabelecer bons e sólidos vínculos; e pensar dessa forma não ajuda na resolução dessa situação.

Por que não tenho sorte no amor?

Ao se questionar sobre a falta de sorte, os questionamentos corretos devem ser:

1º) O que posso estar fazendo ou demonstrando que não permite a aproximação ou um envolvimento mais profundo?
 
2º) Como posso estar dificultando ou afastando as pessoas que amo?
 
3º) Será que essa pessoa estava mesmo predisposta para um envolvimento mais profundo?
 
4ª) Será que esta pessoa tem conflitos ou bloqueios que a impedem de se envolver mais num relacionamento?

Estes questionamentos são importantes, pois tendemos a nos apropriar do fracasso, ou seja, achar que as coisas não evoluíram ou não deram certo por algo que fizemos, deixamos de fazer, ou pelo que permitimos faltar na relação; e essa ideia nem sempre é correta.

Afinal, o que se passa com outro nem sempre tem só relação com o par. Por vezes acontece de o outro viver um grande conflito quanto à sua escolha em permanecer ou não, querer ou não aprofundar a relação. Portanto, uma avaliação profunda é sempre importante para que não fique se achando desafortunada, incompetente ou mesmo incapaz.

Se nessa reflexão considerar que tenha falhado, procure se acertar para que tenha menos possibilidades de se frustrar ou de o relacionamento não dar certo. Acredite em você e vá em busca do que deseja e acredita, o amor sempre vale a pena. Não desista nunca!
 
 
 

Fonte: UOL

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"AMOR E SEXO" MOSTRA DESCONHECIMENTO SOBRE A TPM

Por Joel Renó
 
 
"TPM do tipo grave pode atingir até 8% das mulheres e exige tratamento psiquiátrico"
 
 
Respeito o programa Amor e Sexo (Rede Globo) - apresentado por Fernada Lima - bem como seus objetivos humorísticos.

Eu, honestamente, nunca assisto a tal programa. Estava na noite de quinta-feira, 24/10, na cidade de Curitiba, no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, e resolvi ligar a TV do hotel.

A pauta do programa era TPM. Fiquei intrigado, havia duas profissionais dando entrevistas, além dos globais dando pitacos sobre o tema e fazendo muitas brincadeiras entre os casais. Até os globais suspensos por cabos brincaram de "pisar" nos órgãos genitais de modelos deitados no chão e apenas vestidos com sungas.
 
 
Fiquei, honestamente, indignado pelas "pérolas" de desinformação lançadas sobre o tema TPM. Foi uma pauta muito mal escolhida pela produção do referido programa que não deveria ter a petulância de discutir sobre um tema médico importante e complexo e que afeta a milhões de mulheres sofredoras. Quem tem a forma leve der TPM pode até achar engraçado, mas quem sofre da TPM grave deve ter se sentido ofendida.

Embora grande parte das mulheres tenha sintomas leves e que até podem ser levados na gozação por amigos e familiares, a TPM possui diferentes níveis de gravidade e pode sim chegar a ser uma doença séria.

Cerca de 3% a 8% das mulheres com TPM têm um quadro grave que é o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). Recentemente, na nova versão do DSM 5 (Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, de 2013), esse subtipo de TPM foi classificado como um Transtorno Mental do tipo Depressivo. Portanto, uma parte das mulheres que sofre de TPM têm uma doença mental séria e grave.

Tal transtorno é incapacitante e causa diferentes níveis de disfuncionalidade, tem etiologia genética e psicossocial e pode levar a crises depressivas graves, com impulsividade, agressividade e irritabilidade extremas. Há até riscos de suicídio e agressões físicas nessa forma grave de TPM. Os sintomas psíquicos podem ser tão graves a ponto das mulheres se sentirem muito culpadas depois e terem consequências até na esfera judicial.

No programa, um profissional disse que "TPM não é transtorno mental" o que é um erro crasso. A que tipo de TPM ele se referia? Será que sabe que há diferentes classificações e níveis de gravidade? Por que falar de um assunto que não possui nenhum domínio?

Uma outra profissional concordou com uma atriz global que durante o período pré-menstrual muitas mulheres têm aumento da libido e fazem mais sexo - o que não é confirmado pelos estudos sérios e bem conduzidos. Muito pelo contrário, grande parte das mulheres com TPM têm diminuição da libido no período pré-menstrual.

Por fim, para encerrar alguns ciclos de inverdades divulgadas em tal programa, uma profissional renomada afirmou que a TPM é desculpa para muita mulher mal-educada ou que não é capaz de se controlar.

Não tenho o objetivo de transformar a TPM em um grave distúrbio mental. Mas, efetivamente, há muitos estudos científicos sérios demonstrando que tudo depende do tipo de TPM que cada mulher enfrenta.
 
 


TPM do tipo grave exige tratamento psiquiátrico

Mudar hábitos de vida e alimentares, fazer exercícios aeróbicos, yoga e acupuntura podem ser úteis em muitos casos. Mas, infelizmente, nos casos graves (e que existem em até 8% das mulheres), o tratamento é psiquiátrico e não adianta mascarar ou negar o transtorno. A sociedade precisa parar de ser leviana em assuntos sérios e complexos. Se é para abordar um tema de saúde física e mental das mulheres, que seja feito com informações clínicas e científicas corretas e precisas.

Por fim, reitero que respeito os objetivos comediantes do programa "Amor e Sexo", mas daí a apoiar que divulguem informações médicas de forma incorreta e até vulgar tem uma grande distância. Mesmo em programas com objetivos de humor você pode passar informações de qualidade e corretas ao telespectador de diferentes classes sócioeconômicas.

Atenção!

Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra e não se caracterizam como sendo um atendimento. Dúvidas e perguntas sobre receitas e dosagens de medicamentos deverão ser feitas diretamente ao seu médico psiquiatra. Evite a automedicação.
 
 
Fonte: Vya Estelar

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SEXUALIDADE MUDA APÓS O PARTO - PARA AMBOS OS PARCEIROS

O parto é um evento marcante para um relacionamento, uma ocasião alegre que é modificadora de vida em todas as áreas.
 
Apesar da considerável pesquisa ter explorado as mudanças de vida dos pais depois de um bebê – seja para dormir, jantar, vida social, ou exercício – uma área de ajuste de vida raramente abordada é a sexualidade.
 
Um novo estudo explora a questão e descobre que o parto afeta a saúde sexual de ambos os parceiros, embora de uma forma talvez inesperada.
 
Os investigadores descobriram que parceiros de novas mães muitas vezes experimentam mudanças na sexualidade, e essas mudanças são muitas vezes relacionada a fatores biológicos ou médicos referentes ao parto.
 
Os resultados, que são publicados na The Journal of Sexual Medicine, ampliam o entendimento atual da sexualidade pós-parto, e pode ajudar os profissionais de saúde como eles aconselham os novos pais.
 
Pesquisa sobre a sexualidade pós-parto tem normalmente focado em biologia reprodutiva feminina em mães biológicas – por exemplo, como as mudanças hormonais que acompanham a gravidez, o parto e a amamentação afetam o desejo sexual, ou como as intervenções relacionadas ao nascimento afetam a atividade sexual.
 
Poucos estudos analisaram a sexualidade nos parceiros de mulheres no pós-parto, embora possa ser importante para a percepção das mulheres sobre sua própria sexualidade após o parto.
Sari van Anders, Ph.D., da Universidade de Michigan em Ann Arbor, e seus colegas desenvolveram um estudo para examinar a sexualidade pós-parto como um processo social e relacional, com foco em ambos os pais.
 
Um total de 114 parceiros (95 homens, 18 mulheres, uma não especificada) de mulheres que acabaram de dar à luz responderam a um questionário online sobre a sua sexualidade durante os três meses após o nascimento de seu filho mais novo.
 
Foi dada atenção às experiências físicas, sociais, psicológicas e relacionais.
 
Os pesquisadores descobriram que a experiência de parceiros mudam na sexualidade, assim como a das mães biológicas mudam. As mudanças que eles experimentaram estavam ligados a processos relacionais e sociais, e não apenas fatores biológicos ou médicos.
 
Na verdade, o baixo desejo de parceiros foi largamente influenciado por fatores relacionados ao cuidar de um bebê – como a fadiga e o estresse – e não por fatores relacionados ao nascimento e/ou à mãe biológica, como mais tipicamente presumido.
 
“Nossos resultados ajudam a esclarecer como os pais experimentam a sexualidade em inúmeras formas que são contextualizadas dentro das relações de parceiros e parentalidade”, disse Van Anders.
 
“O que é digno de nota é que temos vindo a reconhecer que a saúde sexual de um parceiro pode estar relacionada com a saúde sexual do outro, não importa a causa da mudança na sexualidade.”
 
 
 
Texto de RICKY NAUERT PHD, Editor Sênior de Notícias
Revisado por John M. Grohol, Psy.D. em 1 de Augusto de 2013
 
 
Fonte: PsychCentral

sábado, 28 de setembro de 2013

MASOQUISMO, ALÉM DO QUE SE IMAGINA

Por Katree Zuanazzi
 
 
Freud esclarece que a estruturação psíquica se da nos primeiros anos de vida através das relações objetais, são estes que influem sobre a maneira que posteriormente, na idade adulta, iremos encarar as questões que nos rodeiam. A sexualidade é definida através da atividade a passividade sem que este ativo/passivo tenha relação com gênero sexual. Enquanto o sádico tem uma ligação com a posição ativa, o masoquista com a passiva, sem desconsiderar que pode haver a coexistência de ambas nestes. Tanto no sadismo quanto no masoquismo há a associação do prazer com a crueldade.
 
O mesmo autor faz explanação de que o masoquismo pode ser originado pelo complexo de castração e sentimento de culpa emergente com este fazendo com que o sujeito se fixe a posição passiva originaria, mas considera que não passa de um sadismo direcionado a si mesmo, onde volta-se a agressividade para a própria pessoa. O prazer no castigo nada mais é do que a procura de amenizar o sentimento de culpa.
 
Ainda, segundo a psicanalise, no masoquismo ocorre a conexão da crueldade com a pulsão sexual concomitante a dor emergir como uma forma de prazer. Isto porque o masoquista faz uma supervalorização do objeto sexual, no qual apenas se percebe o bom deste, que é visto como perfeito, confiável, há credulidade no amor. Isto posto, evidencia-se que o masoquista tem uma atitude passiva em sua vida sexual onde o prazer está associado à dor produzida pelo objeto sexual que é sempre idealizado. Este é o lado belo do masoquismo.
 
Isto remete a compreender as escolhas de sujeitos masoquistas, para além dos pré-conceitos. Vulgarmente o masoquista é descrito como “aquele que gosta de sofrer”, mas o definir assim é uma postulação errônea. A concepção de sofrer não é estática, é subjetiva, logo, o que é sofrimento para mim não é, necessariamente, sofrimento para o outro. O fato de ele obter prazer de uma forma diferente da maioria das pessoas, não significa que goste de sofrer, simplesmente de obter prazer de uma maneira peculiar.
 
Outra questão pouco explorada e um ângulo do masoquismo despercebido: o das pessoas que obtém prazer de uma forma de dor mais sutil. Pessoas que se mantém em relacionamentos destrutivos, que só ama quem não corresponde, permanecem em trabalhos que não gostam, se colocam em situações de abuso, exploração, enfim, entram em um conjunto de interações indesejáveis e aí permanecem, mesmo que façam reclamações continuamente. De uma maneira singela, isso não deixa de fazer parte do movimento mental chamado masoquismo.
 
Lobão em uma de suas músicas diz uma frase que pode ser relacionada ao masoquismo, a saber, “como uma chuva, uma tristeza podem ser uma beleza, e o frio uma delicada forma de calor”. Trecho ótimo para esclarecer que o masoquismo compreende muito mais do que o senso comum prega, além de evidenciar que esta prática não é tão incomum assim como muitos acreditam. Afinal, quem nunca chorou ouvindo uma música e mesmo assim insistiu em tornar a ouvi-la, por vezes, continuamente?!
 
Pois é... Isso também é masoquismo.




Fonte: Temas de Psicologia

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

COMO FALAR DE SEXO COM OS ADOLESCENTES

A sexualidade juvenil é como uma tempestade: um turbilhão de emoções confusas e indomáveis.
Com a ajuda de Eunice Neta, psicoterapeuta especialista em adolescentes, tentamos perceber como lhes falar de sexo sem dramas.
 
A adolescência traz, inevitavelmente, o despertar da sexualidade. E é normal e saudável que assim seja. Mas sem pressas ou pressões, até porque não há uma idade ideal para deixar de ser virgem. Para que saiba lidar com esta situação, sem dramas, aqui deixamos seis ideias chave.
 
 
1.Não faça distinções
 
Como a moça engravida e o rapaz não, os pais costumam preocupar-se mais com a vida afetiva das filhas e restringir-lhes a liberdade. As responsabilidades de uma gravidez têm que ser assumidas por ambos os sexos.
 
 
2.Comece cedo a falar do assunto
 
Aos quatro ou cinco anos, já se começa a explicar 'de onde vêm os bebés'. Mais tarde, entre os 11 e os 13, pode vir o esclarecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e contracepção. Quase todos os pais ficam constrangidos a falar do assunto, é normal. Mas não é desculpa para não o fazer. Os adolescentes falam de sexo entre si, mas trocam muita informação errada, sobretudo no que toca à saúde e a contracepção. Porém, planeiam mais do que pensamos: "São muito poucos os adolescentes que têm a sua primeira experiência sexual sem pensarem muito nisso. O começo da vida sexual uma decisão única, pessoal e intransmissível", diz Eunice Neta. Moças e rapazes idealizam muito a primeira vez e querem que aconteça com alguém especial.
 
 
3.Lembre-o que há vida para além do sexo
 
"A vida sexual não se resume ao ato sexual. O grande papel que os pais podem ter como educadores é contextualizá-la com amor, amizade, sentimentos, respeito para consigo e para com o outro", observa Eunice.
 
 
4.Ensine-lhe o valor do 'não'
 
Muitas meninas são coagidas, física e psicologicamente, pelos namorados a ter sexo, sem considerarem isso como uma forma de agressão. Explique-lhe que é normal ter dúvidas, achar que se está preparado para, na hora H, estar nervoso e decidir que não é o momento certo; que ninguém 'deve' sexo a ninguém, que 'não' é 'não' e deve ser respeitado. E que quem ameaça ficar zangado e acabar a relação não merece o amor dela. Se quiser conhecer o pretendente, porque não convidar o namorado(a) para ir lá a casa?
 
 
5.Tenha presente que o "fruto proibido é o mais apetitoso"
 
Os adolescentes passam muito tempo por sua conta e risco. Pensar que os podemos proibir de ter sexo é ilusório e costumam aguçar a vontade de transgredir. "Vão fazê-lo à mesma, mas sentindo que não podem procurar ajuda junto aos pais", observa a terapeuta.
 
 
6.Valorize a confiança que ele tem em si
 
Se um dia ele lhe perguntar se a primeira vez é muito difícil, sinta-se de parabéns: o seu filho confia em si! O que não quer dizer que, por ter posto a questão, esteja a pensar em iniciar, de facto, a vida sexual.
 
 
Vamos falar de sexo?
 
 
A Associação para o Planeamento da Família dá alguns exemplos de perguntas importantes que podem ser feitas e debatidas com o seu filho.
 
- "Está preocupada(o) por ser virgem?"
- "Sabe se proteger da gravidez e de infecções?"
- "Está sendo pressionada(o) para ter relações sexuais?"
- "Ter sexo faz você se sentir diferente?"
- "Tem mesmo que fazer sexo com o teu namorado(a)?"
- "Será capaz de dar a conhecer os teus limites ao teu parceiro?"
- "Está preparada(o) emocional e financeiramente para as consequências de uma gravidez ou doença?"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

FALTA DE LIBIDO TAMBÉM É CULPA DO PARCEIRO

Desequilíbrio hormonal, menopausa, uso de medicamentos, doenças crônicas, falta de estímulo, maternidade, trabalho, casamento, rotina, pudor, baixa autoestima. Esses e outros fatores, em conjunto ou individualmente, podem ser a causa da falta de libido nas mulheres.
 
Aquelas que se encontram nessa condição podem e devem procurar tratamento. E o ideal é que isso não aconteça de forma solitária. Os parceiros têm papel fundamental no resgate da sexualidade feminina.
 
O coordenador do curso de pós-graduação em Sexologia e do ambulatório de urologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Roberto Vaz Juliano, acredita que boa parte da ausência de desejo feminino é culpa dos parceiros. "Falta o estímulo adequado. A mulher precisa de carinho, toque e sensibilidade e isso está em falta. O ideal é que o tratamento envolva o casal."
 
É verdade que, diferentemente dos homens, as mulheres necessitam de um ‘empurrão' para mostrar excitação. Mas a causa do desinteresse pode estar ligada a fatores orgânicos, como menopausa, hipertensão, diabetes, entre outros. "Quando isso ocorre, a primeira coisa a se fazer é tratar as disfunções", avalia o chefe do setor de Saúde e Medicina Sexual da faculdade, Eliano Pellini.
 
Se o problema for de causa emocional, o indicado é que se faça tratamento psicológico. A cada três meses, cerca de 20 mulheres iniciam a terapia em grupo oferecida pela FMABC. São 18 reuniões realizadas uma vez por semana por equipe multidisciplinar que inclui terapeuta, sexólogo, educador físico, ginecologista e urologista.
 
 
CAUSAS
 
Segundo Pellini, as causas da ausência de libido podem ser divididas em quatro partes: integridade hormonal, parceiro, histórico de vida da mulher e bagagem cultural, ou seja, o quanto ela é capaz de fantasiar e trabalhar sua imaginação.
 
A procura por ajuda é feita geralmente por mulheres que estão na casa dos 50 anos, mas a busca parte de todas as faixas etárias. Como a vida sexual está sendo iniciada mais cedo, consequentemente, as queixas também começam antes.
 
Durante o tratamento, elas aprendem a trabalhar basicamente a autoestima. Para isso, são ensinadas maneiras de se maquiar, andar de salto alto, entre outros. "O nosso grande objetivo é dar condições para as mudanças. É importante que a mulher saia da zona de conforto e adquira uma postura diferente", avalia o especialista.
 
 
HOMENS
 
A FMABC também possui um espaço destinado aos homens. O ambulatório de urologia realiza três vezes ao ano reuniões gratuitas e abertas ao público. "Visamos integrar questões que podem interferir no desempenho sexual deles", explica a psicóloga colaboradora no ambulatório de urologia, Margareth dos Reis.
 
Durante os encontros, cerca de 40 homens, na faixa etária média de 45 anos, debatem todos os aspectos de temas escolhidos por eles mesmos. Segundo Margareth, é comum que reclamem sobre a falta de iniciativa da mulher. "Muitos dizem não saber como abordar a parceira. No entanto, quando se mostram dispostos a melhorar, a resposta costuma ser bem satisfatória."
 
 
ESTUDO
 
Levantamento feito pelo Ambulatório de Sexualidade do HC (Hospital das Clínicas), da Faculdade de Medicina de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que de 150 a 200 mulheres que buscam o serviço mensalmente, 65% se queixam da falta de desejo sexual.
 
Além dessas, 23% reclamam de anorgasmia (falta de orgasmo) e 13% sofrem de vaginismo (contração involuntária dos músculos próximos à vagina, dificultando ou impedindo o ato sexual).
 
"Muitas mulheres estão à procura de medicamento para resolver o problema, mas isso não existe. A magia está dentro de cada uma", alerta a sexóloga do HC, Elsa Gay.
 
E para que cada mulher encontre sua solução, o ambulatório oferece terapia em grupo. Durante oito semanas, elas aprendem a investir no relacionamento e a trabalhar a sexualidade. "Por isso é importante se olhar e conhecer o próprio corpo. As mulheres estão cumprindo tantas tarefas, que o papel de amante fica esquecido", avalia.
 


Segundo Elsa, em média, 70% das pacientes apresentam retorno positivo ao tratamento. "O resultado depende de como elas vivenciam a vida sexual, como lidam com seus medos, desejos e mitos."
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E A TAL DA INFIDELIDADE



A infidelidade é uma temática de bastante repercussão no cenário contemporâneo. Em uma época em que relacionamentos conjugais mudam de configuração, ou melhor, emergem novas maneiras de se relacionar, o sentido da palavra fidelidade, ou falta desta, sofre uma transformação. Deixando de dizer respeito a simplesmente o ato de ter um relacionamento à parte ao casamento/namoro, a palavra infidelidade passa a compreender outros sentidos.

A nomenclatura infidelidade carrega o significado de deslealdade, falta de sinceridade e traição. Isto posto, remete ao entendimento de que trata-se de uma eventualidade com valores particulares, mensurado de maneira variável de casal para casal. Infidelidade é a quebra do acordo estipulado por ambos os cônjuges que, independente das regras aceitas socialmente, selaram uma espécie de contrato entre sí.

Vulgarmente a infidelidade é descrita como a prática sexual fora do casamento, a maioria das pessoas a concebe assim, no entanto, não se reduz simplesmente a isso. Não se remete a realização do sexo extraconjugal propriamente dita, mas principalmente à falta de honestidade para com a relação, uso de mentiras e rompimento de acordos outrora estabelecidos.

Existem casais que de comum acordo aceitam que o companheiro pratique sexo com outras pessoas desde que não haja um envolvimento maior, outros permitem que o companheiro pratique sexo com outros apenas se o corpo for instrumento de trabalho e não por prazer, há ainda os que permitem que o cônjuge tenha outros parceiros sexuais desde que sejam atos homossexuais, entre outros. Existem infindáveis tipos de acordos feitos por parceiro o que torna o quesito infidelidade muito subjetivo.

Por mais que a integridade social insista em delimitar um comportamento ético moral aceitável, não há como controlar o pensamento de todos. Cada um tem um histórico de vida que construirá suas próprias concepções de certo e errado. Se duas pessoas concordaram que o sexo com outros é aceito, assim o será. Totalmente diferente de quem fez juras de praticar sexo apenas com o companheiro, aí sim, sendo quebrada a promessa é infidelidade.

Entre homens e mulheres é diferente a maneira de se posicionar frente à infidelidade, principalmente pelo contexto histórico marcado pela intensa vertente do machismo. 

Querendo ou não, é mais ‘comum e aceitável’ que o homem traia, quanto este o faz é mais compreendido e não passa pelo estigma que passa uma mulher se for infiel.
Algumas mulheres embora não aceitem explicitamente que seus companheiros tenham relação com outras mulheres acabam relevando justificando para si própria e para os outros que a traição se deu devido ao instinto sexual masculino. Já os homens que não aceitam que suas mulheres tenham outro companheiro, caso elas venham a ter, fato que seria uma traição, não tem uma atuação passiva como a da mulher, raramente justificam as ações desta, muito pelo contrário, as condenam veementemente.

A temática infidelidade é muito debatida, as pessoas querem entender o motivo causador da infidelidade, mas não existe uma resposta absoluta. Uns traem porque estão insatisfeitos em alguns aspectos do relacionamento atual, outros porque precisam disso para se reafirmar, ainda há quem o faça por hábito, vingança e há os que realmente se apaixonaram por alguém que não o companheiro. As pessoas são diferentes, cada uma tem uma motivação subjetiva para trair (ou para ser fiel).


quarta-feira, 22 de maio de 2013

TERAPEUTA TRANSOU COM 900 CLIENTES PARA TRATAMENTO




Por Danielle Barg


Há mulheres que passam a vida toda procurando descobrir o próprio prazer – onde fica o ponto G? Como é um orgasmo? Com a terapeuta sexual Cheryl Cohen Greene, foi diferente: ela dedicou 40 anos da sua vida ajudando as outras pessoas na busca pela satisfação sexual.

 Só que ao invés de dicas apimentadas comuns às revistas femininas, ela usou o próprio corpo. Adepta da terapia do sexo, ela já foi para a cama com cerca de 900 pacientes, tentando curar traumas e disfunções de homens e mulheres.

Cheryl segue uma técnica desenvolvida por William Masters e Virginia Johnson na década de 50. Em inglês, a profissão é denominada “surrogate partner”, que pode ser traduzida como “parceira substituta”. Em seu consultório, recebe pessoas com os mais variados tipos de bloqueios entre quatro paredes – de problemas comuns como ejaculação precoce aos difíceis de se acreditar, como o de um senhor de 70 anos que a procurou porque ainda era virgem.

Ao Portal Terra, ela contou que as pessoas se assustam quando ela fala o número de pessoas que já passaram pelo seu consultório. “Fui chamada de muitos nomes. Mas vejo homens e mulheres com problemas e quero ajudá-los a se sentirem melhor sobre a sua sexualidade”, afirma, orgulhosa da própria missão.

Cheryl descobriu a técnica em 1973. Na época, o trabalho dela era “ser mãe”, já que se casou pela primeira vez aos 19 anos e teve o primeiro filho aos 20. A naturalidade com as questões do corpo começaram dentro de casa. “Meus filhos eram pequenos quando eu comecei. Quando perguntavam o que eu fazia, eu dizia ‘eu vou ajudar as pessoas a se sentirem melhor sobre a sua sexualidade’. Sempre que faziam perguntas, à medida que iam crescendo, eu respondia com honestidade”, contou.


AS SESSÕES

Com a vasta experiência, ela escreveu o livro As Sessões, publicado no Brasil pela editora BestSeller. A história foi adaptada para o cinema, com foco na história do seu cliente Mark O’Brien (vivido por John Hawkes), vítima de poliomielite. Segundo ela, este foi o primeiro deficiente físico que se tratou com ela e o mais difícil caso que já enfrentou. “Tive que aprender como tocar o corpo dele”.

Ela contou que Mark pesava pouco mais de 30 kg e, no filme, nem conseguiram retratá-lo tão magro. As dificuldades incluíam desde o medo do próprio cliente até questões práticas, como o cuidado em não depositar muito peso em cima dele. “Foi difícil, mas aprendi a lidar e foi muito profundo”. Helen Hunt deu vida à Cheryl no filme e concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.


NA CAMA

Assim como uma sessão de terapia “normal”, o tratamento envolve muita comunicação e é acompanhado por uma psicóloga, que troca informações com Cheryl sobre os bloqueios e a evolução de cada cliente.

“Cliente”, inclusive, é o nome que Cheryl faz questão de dar às pessoas que se consultam com ela. “Não uso o termo ‘paciente’ porque eles não estão doentes. São pessoas normais, como eu”, explica.

A primeira sessão geralmente é baseada em uma conversa, na qual a pessoa conta suas expectativas. Falam sobre a sensação do toque de cada área do corpo, sexo seguro, como usar camisinhas, masturbação. Tudo depende também das necessidades de cada um – problemas como ansiedade e falta de noção sobre o próprio corpo são comuns. “As sessões são a cada duas semanas e duram duas horas. A intimidade cresce gradualmente”.

Ao longo do tratamento, a terapeuta procura estimular o cliente a entender com mais profundidade a própria sexualidade. Um dos objetivos, segundo Cheryl , é fazer com que as pessoas falem sobre sexo com mais naturalidade. “Quero que elas tenham relacionamentos mais ricos. E isso não significa se apaixonar e se casar. Mas significa que quando você tem intimidade física você tem experiências muito mais bonitas. Eu incentivo as pessoas a fazerem sexo com quem elas gostem, com quem realmente as deixam excitadas.”

Ela observa que, entre as mulheres, a falta de diálogo sobre as questões sexuais tem uma explicação ainda mais profunda. “Elas têm medo de serem julgadas”, pontua. Outra questão bastante forte entre o público feminino é a falta de conhecimento sobre a própria anatomia.

Para isso, Cheryl lança mão também da teoria. “Mostro livros com fotos coloridas e elas podem sentir as diferentes variações de vulvas femininas”. Ela também recebe muitas dúvidas sobre masturbação, e dá algumas opções de movimento e sugestões, como vibradores para algumas, ou o uso de um travesseiro para outras.

A vergonha do corpo também entra como parte do bloqueio feminino e, nestes casos, a terapeuta usa a própria experiência para mostrar a importância do desprendimento. “Eu tenho 68 anos. Não sou mais jovem. Não tenho o seio direito. Ele foi reconstruído, mas não parece o meu outro seio. Eu tive câncer de mama em 2006. Mas eu não tenho vergonha e não me escondo. As mulheres têm que confiar nelas mesmas”, explica, completando que a excitação tem mais a ver com a atitude feminina do que com belas formas.


PROSTITUTA NÃO!

Ao longo destes 40 anos, não foram poucas as vezes que ela teve que explicar as diferenças entre o seu trabalho e o de uma prostituta. “Não tenho nada contra as prostitutas. Mas uma parceira substituta é bem diferente de uma profissional do sexo. Quando uma pessoa procura uma parceira substituta é para aprender mais sobre a sua sexualidade. A terapeuta e o cliente trabalham juntos, como um time”, explica.

Com o sucesso do filme e do livro, o conhecimento sobre o assunto se ampliou, o que ela comemora. “Estou dando muitas entrevistas. Mais pessoas sabem sobre as parceiras substitutas e isso é bom. Fico feliz, porque isso traz mais discussão a respeito”, contou, acrescentando que agora também recebe dúvidas e comentários de várias partes do mundo.


TRABALHO COM PRAZER

Sentir desejo e chegar ao orgasmo faz parte do trabalho de Cheryl, uma vez que a ideia central é fazer com que o cliente se aprimore na arte de dar e receber prazer. Ela explica que, como o tratamento envolve muita comunicação, os clientes sabem a forma como ela gosta de ser tocada e beijada.

No entanto, nem tudo são flores. Ela conta que os pacientes mais difíceis são os homens que não estão prontos para o processo. Em um caso, chegou a dispensar um cliente na terceira sessão.

O tratamento tem prazo para acabar – de seis a dez sessões – e a terapeuta explica que, assim como qualquer relacionamento, o dela com o paciente tem início, meio e fim, impedindo que os laços ultrapassem o limite do consultório.

Para toda regra, no entanto, há uma exceção. Quando perguntada sobre a história mais emocionante que já viveu, ela não tem dúvida: “bom, eu me casei com meu cliente Bob”.

Bob Greene, seu segundo marido, foi o único caso em que a vida profissional se misturou com a pessoal – eles estão juntos há 32 anos. Bob não se importa com a profissão de Cheryl, pelo contrário, se sente orgulhoso. “Ele sabe o que eu faço e o que eu fiz por ele. Ele confia e sabe que não vou me afastar dele”, conta, acrescentando que o marido nunca pediu que ela desistisse da sua meta.

Cheryl ainda está na ativa, porém, os remédios contra o câncer de mama trouxeram alguns efeitos colaterais e limitações físicas. “Farei isso enquanto o meu corpo resistir”, enfatiza. Para o futuro, ela também pretende aumentar o alcance deste tipo de terapia, por meio de palestras, “para que as pessoas pensem sobre a sexualidade de uma forma mais positiva”.

Para ela, a terapia sexual é um “processo maravilhoso”. “Muitas pessoas falam para mim, ao final do tratamento ‘eu gostaria de ter tido essas informações quando eu era mais jovem’”. A maior recompensa vai além da comprovação da evolução de um cliente, ela explica. “Proporcionar uma grande mudança na vida de alguém”, finaliza.