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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ABUSO SEXUAL E PSICOLOGIA POSITIVA

Pesquisas realizadas em todo o mundo apontam que aproximadamente 7,4% das meninas e 3,3% dos meninos já sofreram algum tipo de abuso sexual (Pfeiffer & Salvagni, 2005). Ao mesmo tempo, os números demonstram apenas estimativas a respeito do fenômeno, pois é difícil saber sua real ocorrência, visto que muitos casos são subnotificados ou ainda que muitas vítimas não revelam a situação abusiva. Apesar de iniciativas recentes para enfrentamento do problema, poucos são os casos denunciados oficialmente, o que dificulta o dimensionamento do problema e a criação de políticas adequadas. 
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Tendo em vista a importância e amplitude do tema, estudo desenvolvido por Doralúcia Gil da Silva, Lara Lages Gava e Débora Dalbosco Dell’Aglio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  objetivou-se a discutir a ausência de sintomas e quadros psicopatológicos em supostas vítimas de abuso sexual infantil, enfatizando o enfrentamento positivo deste tipo de violência.  Foram analisados 927 laudos do Departamento Médico-Legal de Porto Alegre/RS, resultantes de perícias psiquiátricas e psicológicas realizadas entre os anos de 2009 e 2011, por um grupo composto de quatro peritos psicólogos e oito peritos psiquiatras. As conclusões dos laudos apontam em termos probabilísticos a ocorrência ou a ausência de elementos para a afirmação da ocorrência do abuso sexual.
A análise dos documentos indicou que houve maior prevalência de casos em que foi possível apontar probabilidade de ocorrência de abuso. Dos 927 laudos, 673 (72,59%) apontaram evidências de que tenha ocorrido o abuso, enquanto que em 254 (27,41%) não foi possível afirmar a probabilidade de ocorrência de situação abusiva.
Os resultados revelaram que houve a manifestação de sintomas e/ou quadros psicopatológicos em casos em que não havia evidências para afirmar a ocorrência de abuso, assim como não houve apresentação de sintomas e/ou quadros psicopatológicos em laudos que apontavam a probabilidade de abuso. Esses dados apontam para a necessidade de analisar criteriosamente a presença, a magnitude e o impacto de sintomas e quadros psicopatológicos, além do histórico de desenvolvimento, antes de afirmar a existência de dano psíquico em supostas vítimas de abuso sexual.
Por fim, o estudo pontua ainda acerca da importância de se atentar para a necessidade de uma visão mais positiva dos profissionais que trabalham direta ou indiretamente com vítimas de abuso. Na avaliação dos casos, devem ser considerados os recursos pessoais de enfrentamento dos jovens, as estratégias de coping adaptativas e os processos de resiliência, assim como os fatores protetivos, tais como a rede de apoio presente, que possam representar um efetivo recurso para as vítimas, contribuindo para um desenvolvimento saudável.
SILVA, Doralúcia Gil da; GAVA, Lara Lages; DELL’AGLIO, Débora Dalbosco. Sintomas e quadros psicopatológicos em supostas vítimas de abuso sexual: uma visão a partir da psicologia positiva. Aletheia,  Canoas ,  n. 40, abr.  2013 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942013000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  30  jul.  2014.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

PSICÓLOGA ACONSELHOU MINHA MULHER A PROCURAR OUTRO HOMEM!

O QUE EU FAÇO?
Por Sandra Vasques


Minha mulher sente pouco prazer e uma psicóloga disse para ela procurar outro homem. Isso tem cabimento?

"Se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa quem tem de saber se quer ou não ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional"

Resposta: Sua esposa tomou uma boa decisão ao buscar o apoio psicológico ao perceber que tinha dificuldades para sentir prazer, pois um profissional da área realmente pode auxiliar homens e mulheres a viver com mais satisfação e saúde esse aspecto da vida que é a sexualidade.
Mas vamos às considerações que envolvem a sua questão, pois existe uma concepção errada entre as pessoas de que um psicólogo interfere sobre a vida de seus clientes determinando o que os mesmos devem fazer. Isso não deve ser feito e é passível de consequências legais junto ao Conselho que rege a profissão.

O psicólogo não escolhe pelo seu cliente quais as atitudes deve tomar. O profissional promove, dentre outras coisas, o autoconhecimento, leva o cliente a perceber seus comportamentos em determinadas circunstâncias, auxilia o reconhecimento dos sentimentos associados, o auxilia a perceber de maneira mais clara todo o contexto em que está vivendo. O psicólogo oferece condições para que as pessoas enfrentem conflitos e dores de origem psíquica.

Esse trabalho e apoio podem levar o cliente a fazer escolhas diferentes das que vinha fazendo até aquele momento. Então, o psicólogo não diz o que o cliente tem que fazer, é o mesmo quem tem que descobrir o que quer fazer, adotando atitudes e comportamentos mais saudáveis e de acordo com suas necessidades e possibilidades reais.

No Código de Ética Profissional do Psicólogo, no item “Das responsabilidades do Psicólogo” no Art. 2º, item b, está escrito: “Ao psicólogo é vedado: Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.”

Você poderá ler o Código integralmente e ter mais informações a respeito no site www.pol.org.br, do Conselho Federal de Psicologia.

Finalizando, as pessoas que estão psicologicamente capazes de assumir a responsabilidade por seus atos podem fazer escolhas diferentes das sugeridas por qualquer outra, se isso não corresponde ao que ela deseja para ela. Assim, se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa quem tem de saber se quer o
u não ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional. 


Fonte: UOL

quarta-feira, 30 de julho de 2014

MASTURBAÇÃO PODE SER MAIS INTERESSANTE DO QUE A TRANSA

Por Sandra Vasques


Sou casada e meu marido se masturba muito e acaba esquecendo-se de mim. Isso é normal? Pois está me fazendo muito mal.


Resposta: A masturbação é o ato de tocar o corpo, e em especial os genitais em busca do prazer sexual. Esse toque pode ser com as próprias mãos ou com objetos que não machuquem.


Em geral, durante a adolescência e quando não se tem uma par, as pessoas, homens e mulheres, a praticam mais. No entanto, ela pode estar presente durante toda a vida adulta.

A masturbação pode continuar acontecendo quando se tem um namorado, uma esposa, e mesmo que a vida sexual seja muito boa. Há ocasiões em que não é possível estar com a pessoa desejada, ou mesmo que o seja, às vezes o que se quer é algo rápido, só para relaxar. Também existem pessoas que tem um prazer especial na prática da masturbação, consideram um momento íntimo e particular do qual não abrem mão, o que não quer dizer que reprove o desempenho de seu par.

Alguns casais também acham muito estimulante a prática da masturbação de um pelo outro, e muitos homens curtem observar suas parceiras se masturbando.

No entanto, a masturbação, como tudo na vida, quando é praticada com exagero, geralmente indica problemas. Algumas pessoas usam esse ato para aliviar as tensões e o estresse. Assim, se estão passando por um momento muito difícil podem exagerar o que pode até machucar o órgão genital.

No caso de seu marido, é preciso que você se recorde se ele passou a se masturbar mais depois que ocorreu algum problema sério na vida dele. Mas, por outro lado, também é preciso avaliar como andava a vida sexual e afetiva de vocês. Antes dele te esquecer, como você diz, tinham uma vida sexual prazerosa e estimulante? Porque se não tinham, seu marido pode ter tomado a iniciativa de buscar uma alternativa de satisfação.

A diferença de ritmos entre os casais pode levar aquele que tem mais vontade a se masturbar quando o par não corresponde às suas investidas.
A falta de jogo sexual, de sensualidade e criatividade do casal, pode transformar os momentos de masturbação, recheada de fantasias, muito mais interessantes.

Assim, se você está insatisfeita porque gostaria de ter mais relações sexuais enquanto seu marido se nega a isso, e escolhe a masturbação, é preciso mudar o cenário. Seja clara com ele sobre seu desejo, e esteja aberta a ouvir o que ele tem a falar. Se ele disser que está passando por problemas, que não tem nada a ver com o relacionamento e está buscando alívio no ato, então o estimule a buscar ajuda psicológica e/ou psiquiátrica, que poderão dar um apoio realmente efetivo.

Mas se ele apresentar a masturbação como uma alternativa para a transa com a qual não mais se satisfaz, então é necessário uma atitude que envolverá os dois para mudar essa situação que também não satisfaz você. Afinal, você precisa saber o que se passa para poder fazer a sua parte e ele também. Afinal, não é fugindo dos problemas que conseguiremos resolvê-los.



Fonte: Vya Estelar