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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

OS BENEFÍCIOS DA VULNERABILIDADE

Se perguntarmos a alguém qual é a frequência em que se permite ficar vulnerável, é muito provável que
responda: o mínimo possível. Aliás, até evita essas situações.

Percebemos a vulnerabilidade como um momento de desconforto, no qual nos sentimos expostos ao outro, temendo que esse possa nos ferir emocionalmente.

No entanto, se buscarmos em nossa memória lembranças de bem-estar junto a outras pessoas, há uma grande probabilidade de que as situações que nos venham a mente sejam junto de pessoas com as quais nos sintamos a vontade, próximos e, por que não, vulneráveis?

Como é se lembrar de algum momento em que tenha se arriscado a dizer seus sentimentos amorosos para alguém ou ainda poder se abrir sobre algo que estava te machucando?

Pode haver medo presente nessa memória, mas também um alívio ou até alegria após baixar a guarda e se mostrar vulnerável.

Desse modo, percebemos que passamos a maior parte do tempo nos protegendo do possível julgamento dos outros, da possibilidade do sentimento de alguém a quem se considera especial não ser recíproco. 

Resumindo: estamos o tempo todo fugindo da rejeição, mesmo sem saber se ela está lá ou não.

Você já parou para pensar quanta energia despende nisso?

Quantas boas oportunidades pode ter perdido?

O quanto de tempo pode ter desperdiçado?

O quanto você cria desfechos terríveis na sua cabeça sem ao menos ter alguma evidência com base para isso?

Permitir-se viver colocando-se mais em situações de vulnerabilidade emocional pode parecer uma aventura grande demais mas, na realidade, nos leva a nos aproximarmos de nosso lado mais humanitário, bem como estreitar os laços afetivos com outras pessoas. 

Aprendemos a viver em uma realidade de aparências na qual nos engessamos; são pouquíssimos aqueles que nos conhecem verdadeiramente e, somente com esses, sentimo-nos realmente à vontade.

Convido-os a reflexão de como seria vivenciar mais momentos de vulnerabilidade e se o risco pode valer os resultados alcançados com essa atitude.

Lembre-se de quando você sentiu aquele frio na barriga para dizer algo que sentia e, como ficou depois consigo mesmo, independente do resultado.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

POR QUE EXISTE SUPERSTIÇÃO?

1-      Por quê algumas pessoas acreditam em superstições?

Psicólogo: Porque gostam de “certezas”. Não vamos negar, é reconfortante pensar que X causa Y. Algumas superstições oferecem garantias preciosas como por exemplo: Se quisermos um ano de prosperidade é só usar roupa branca no ano novo. Se quisermos arrumar um namorado é só colocar a imagem de Santo Antonio debaixo do travesseiro.
Além de “certezas” gostamos de coisas simples e fáceis. Claro que sabemos que se quisermos um ano de prosperidade podemos fazer cursos, ousar em novos projetos, investir e trabalhar duro, mas tudo isso dá muito trabalho, portanto nada melhor do que um talismã para ter a sensação de que teremos tudo isso com menos esforço.

2-      Até que ponto as superstições afetam o comportamento social das pessoas dentro da sociedade?

Psicólogo: O comportamento é afetado conforme os rituais são cumpridos. Um exemplo de ritual seria bater na madeira, desviar de uma escada para não passar por baixo, amarrar fitinhas no pulso. Muitas vezes estes rituais são feitos escondidos, a pessoa tem vergonha de admitir que é supersticiosa e acaba elaborando desculpas, diz que na realidade usa o trevo de 4 folhas atrás de todas as portas porque “enfeita”!.

2 A - Um supersticioso pode se sentir prejudicado? Como?

Psicólogo: Creio que o supersticioso se sente prejudicado quando não recebe a graça esperada. Quando perde tempo se dedicando apenas aos rituais de conseguir um namorado, por exemplo, e não se dedica a ter uma vida social saudável e rica de possibilidades – que seria muito mais eficiente para conseguir o tal namorado.

3-      Acreditar em superstições pode ser considerado saudável para o indivíduo? Existem casos em que as pessoas "exageram" no que se refere as superstições? Quando isso passa do limite?

Psicólogo: Será saudável enquanto a superstição oferecer esperança, mas passa ao patológico quando a vida é consumida pela busca de soluções e saídas supersticiosas. Como psicóloga clinica já atendi muitos e muitos casos de pessoas com quadros clínicos graves e que passaram anos tentando solucionar com técnicas que não passavam de simpatias.

4-      Quem é mais supersticioso: o homem ou a mulher? Por quê?

Psicólogo: A mulher já foi mais supersticiosa em outros tempo. Mas com o passar do tempo está ficando equiparado pois a questão é cultural, os homens estão cada vez mais envolvidos com caminhos supersticiosos.

5-      Há mulheres que são adeptas em certos rituais ou simpatias para conseguir algo que estão almejando, tanto no ramo profissional quanto no amoroso. Com o final de ano, elas (na maioria) tendem a fazer esses tipos de superstições, como usar certa cor de roupa para atrair o amor ou o dinheiro, pular sete ondas etc. Isso pode significar que a mulher, no caso, pode ser/estar insegura para buscar esses tipos de artifícios?

Psicólogo: A insegurança está intimamente ligada à superstição. A sensação de incapacidade – imposta culturalmente – acaba sendo o grande motivador para a mulher recorrer às estratégias supersticiosas. A superstição se apresenta como a única saída possível para  conquistar sucesso, autonomia, independência. Claro que esta não é uma informação verdadeira, cada vez mais as mulheres estão percebendo que seu potencial é ilimitado. Nós já temos um numero maior de mulheres com curso superior, com pós graduação. O que falta é apenas um ponto muito simples: descobrir que podemos conquistar qualquer coisa a qual nos dedicamos e nos fazemos eficientes.

6-      Na sua opinião, o quê a maioria das mulheres desejam mais, que estão sempre fazendo certas simpatias e até procuram ajuda de “profissionais místicos” (cartomantes entre outros) para conseguir em 2011?

Psicólogo: Parece que a mulher ainda se interessa muito mais por relacionamentos. Relacionamentos amorosos, amizade, ou uma família saudável. Pode parecer que se interessa em aparência, mas quer apenas ser provada. Pode parecer que se interessa por bens matérias, mas quer apenas oferecer conforto aos seus filhos.
Mulher sonha em ter pessoas para poder cuidar, e receber carinho e apoio, sempre.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SOBRE O CONSUMO E A SELEÇÃO NATURAL

Estamos vivendo numa época onde o ter sobrepuja o ser. Essa frase se tornou um clichê. Mas ela diz a verdade, realmente estamos muito mais sensíveis ao que o outro tem do que ao que ele é. Às vezes, o que se tem funciona como um indicador daquilo que se é. Claro que algumas pessoas fogem a essa regra, mas o quanto elas realmente fogem? Será que é possível fugir de tal tendência totalmente? Estudos interessantíssimos mostram que, além de avaliarmos a confiabilidade, beleza, respeitabilidade e status de alguém de acordo com o que essa pessoa possui, também levamos em conta – e muito – o valor gasto. Alguns estudiosos chegam a dizer que esse mecanismo está por trás não só da mente humana, mas também das relações de seleção sexual de outros animais, mostrando que essa é uma tendência antiga que compartilhamos com outros seres. 


Costly Signaling Theory

O pavão é uma das aves mais bonitas que existem. Chama atenção a sua cauda, muito grande em relação ao corpo e coloridíssima.  Certamente ela chama a atenção de muitos predadores [ou talvez seus predadores sejam incapazes de perceber a cor das penas da mesma forma que nós, o que faça essas aves chamarem menos a atenção] mas algum outro benefício deve existir em sustentar uma plumagem tão chamativa e custosa. É sabido que as fêmeas são atraídas pelos machos que exibem a mais graciosa das caudas, isto é, de alguma forma, toda aquela parafernália ajuda na cópula, favorecendo a reprodução de uma maneira que supera o suposto risco de atrair predadores e parasitas. Mas o que chama a atenção das fêmeas ao verem aquela cauda? Será que o esquema de cores e o tamanho tornam aquele arranjo algo irresistível para elas?

costly signaling theory (Miller, 2009; Saad, 2007) tem sido invocada com sucesso para explicar o uso de recursos que não possuem nenhuma funcionalidade manifesta (prática) (Bliege Bird & Smith, 2005; Cronk, 2005). Segundo essa idéia, o pavão, com todo seu dispendioso rabo, estaria sinalizando que é saudável e apto o suficiente para gastar recursos na manutenção de tal aparato e ainda conseguir obter alimento e sobreviver. Ou seja, é a lógica da ostentação das qualidades invisíveis possuídas. É como um marketingpessoal dos luxuosos recursos do animal. 


O Consumo Conspícuo – Preferindo o caro ao invés do barato

De acordo com o Global Luxury Retailing,os gastos mundiais com produtos de luxo chegarão a $450 bilhões em 2012, e 41,9% dos gastos se referem somente ao gasto com roupas (citado em Nelissen, 2011). Nelissen (2011) destaca o fato de que não é preciso ter uma renda muito alta para que a preferência pelo luxo se manifeste. De fato, até mesmo pessoas pobres em países em desenvolvimento se comportam dessa forma, por exemplo, preferindo roupas de marca do que sem marca ou de marcas menos luxuosas (mais baratas), o chamado consumo conspícuo (Veblen, 1899). De fato, essa face do comportamento humano acaba com a visão de consumidor racional que alguns economistas alimentam. Mas a lógica da preferência pelo mais caro é regida pelo ganho de status social. Status pode ser definido como a posição mais alta ocupada em algum setor das relações humanas, seja no mundo acadêmico, nas empresas, na rua, em casa, numa tribo e etc (Hyman, 1942).

Estudos de psicologia e outros com viés comparativo sugerem que esse é um fenômeno que rege o comportamento humano (Cummins, 2005; Miller, 2009; Saad, 2007), assim como o de primatas não humanos (de Waal, 1982); isso sem falar no exemplo do pavão, que mostra que essa é uma tendência dos animais em geral. Dessa forma, é coerente refletir sobre o fato de que para que os humanos consigam ostentar algo com sucesso, é de suma importância que o observador consiga processar aquilo como um indício das qualidades do ostentador. E o motivo de a seleção natural ter selecionado uma mente com capacidade para processar esse tipo de relação, é que a ostentação, seja do que for que tenha valor em dado cenário e época, beneficia as relações sociais para o ostentador. Nelissen (2011) realizou experimentos que corroboram essa hipótese. Mas, antes, vamos definir os critérios para que um comportamento seja considerado um consumo conspícuo:


1) Deve ser algo facilmente observável (ex: o rabo do pavão; uma longa capa, coroa brilhante e outros adereços dos reis; ninhos exageradamente ornamentados do pássaro-caramancheiro, um logo de uma roupa de grife);

2) Deve ser um sinal difícil ou/e custoso de se falsificar;

3) O sinal deve estar relacionado a algo que não é observado diretamente, ainda que seja desejável e que denote as qualidades do ostentador, como saúde, proteção e bons genes para uma prole saudável;   

4) O adereço, ou sinal, deve produzir um chamamento corporal.


Os exemplos do item 1 servem para todos os outros itens. Mas ao qual eu quero dar evidência é o último, as marcas de roupas


As Marcas de Roupas e a Ostentação do Consumo Conspícuo

Como vimos, os animais tendem a evidenciar os seus atributos não visíveis diretamente através do gastofuncionalmente desnecessário com elementos dispendiosos e chamativos, como uma forma, também, de promover seu status. Os humanos fazem exatamente isso. Observe os trajes e adereços desses indivíduos nas fotos a seguir:

Essa relação entre o consumo conspícuo, ostentação como referência a qualidades invisíveis e status ficou bem evidente, por exemplo, nos 9 experimentos feitos por Nilessen (2011) e sua equipe. No primeiro, um pequeno bloco em que a capa tinha a foto de um rapaz de boa aparência e as outras folhas eram de um também pequeno questionário, foram distribuídos nas ruas. O objetivo do questionário era avaliar o homem nos quesitos status, condição financeira, atratividade, amizade e confiabilidade. O detalhe é que, para um grupo de pessoas foi distribuído um conjunto de testes em que a blusa de gola polo que o homem usava, possuía uma pequena logo de uma famosa marca. 

Outro grupo de fotos foi manipulado para ter a logo de uma marca menos valorizada. Os blocos que apresentavam a foto do homem com a logo mais famosa foram melhor avaliados nos quesitos status e condição financeira.

Num segundo experimento, um homem saiu por um shopping pedindo doações para uma instituição de caridade. A tarefa foi dividida em duas etapas: primeiro usou uma blusa verde e lisa, e depois, a mesma blusa, porém, com um logo de uma marca bem conceituada. Os resultados mostraram que a coleta realizada com a blusa com a logo foi mais bem sucedida.

Outro estudo mostrou que candidatos a uma vaga de estágio em um laboratório tinham mais chances de serem selecionados quando estavam usando uma blusa de marca também (com o logo da marca visível).


Conclusão dos Experimentos   

Mais outros experimentos foram feitos mas os resultados sempre mostravam que as marcar mais bem conceituadas eram sempre mais bem avaliadas em relação à importância, status e condição financeira, também eram mais aceitas socialmente e conseguiam despertar com mais sucesso a atenção do público e convencê-los de algo, tanto das qualidades necessárias para uma vaga de estágio quanto para convencer alguém a fazer uma doação. 


As Preferências Femininas e o Consumo Conspícuo Masculino

Outro interessante dado é a maior atenção dada  pelas mulheres ao consumo conspícuo durante o período de ovulação (Lens, 2011). Isso é compatível com o modelo da psicologia evolucionista, que considera que a mente humana possui uma cognição moldada no ambiente de adaptação evolutiva (AAE), no Pleistoceno. Isso significa que, caso essa predileção feminina esteja relacionada diretamente a uma tendência evolutiva, relacionada à seleção sexual, o grau dessa característica seria variável ao longo do ciclo menstrual, com uma maior tendência à prestar atenção aos indícios de status social durante a fase da ovulação (período fértil) (Anderson et al., 2010). De fato, já foi verificado que nessa fase, as mulheres apresentam alterações nas preferências de características masculinas, apresentando maior atração por homens altos, com rosto mais másculo do que infantilizado, e com papel social dominante (Gangestad, Thornhill &Garver-Apgar, 2005; Lukaszewski & Roney, 2009). Assim, seria natural pensar também numa consequência para a percepção dos indícios de status masculino, assim como uma eliminação desses efeitos nas mulheres que fazem uso de pílulas anticoncepcionais. O resultado da pesquisa corroborou essas hipóteses, mostrando que produtos relacionados a luxo e que não são destacados por sua funcionalidade, despertavam dignificativamente mais a atenção das que estavam em período fértil.


Conclusão

Todas essas evidências mostram uma estrutura cognitiva comum aos seres humanos e aos animais nãohumanos. Primeiramente, podemos dizer que uma evidência é o fato de que para a lógica do statusfuncionar, precisamos ter uma mente que saiba evidenciá-lo e, por outro lado, uma que saiba percebê-lo como tal. Esse mecanismo é evidente na seleção sexual, como no exemplo do pássaro-caramancheiro,que gasta energia, recursos, tempo, e corre o risco de ficar mais visível aos predadores, ao enfeitar seu ninho da melhor manira possível a fim de “seduzir” as fêmeas. 

O consumo conspícuo é como se fosse uma regra que permanece constante mas que assume diversas faces no caso dos humanos. Hoje podemos dizer que essa estratégia é uma característica que foi mais útil na seleção sexual no nosso AAE até pouco tempo atrás, qundo era bem mais complicado de ostentar luxo sem que isso correspondesse diretamente a uma ampla gama de recursos, saúde e outras características buscadas pelas fêmeas. No caso dos humanos modernos, a possibilidade de comprar usando cartão de crédito, por exemplo, fez com que pessoas com baixa renda pudessem comprar coisas incompatíveis com suas possibilidades financeiras, considerando a compra à vista. Nossos ancestrais caçadores-coletores usavam adereços que mostravam claramente sua posição dentro do grupo. Indivíduos das altas hierarquias sempre eram os de idumentária mais barroca, o que persistiu até não muito tempo atrás, basta olhar as fotos de Reis e Imperadores e suas roupas e adereços barrocos. Porém, mesmo essas táticas não sendo tão eficazes hoje, essas pesquisas mostram que ainda continuamos com um cérebro ancestral.

Isso levanta uma hipótese interessante sobre a origem das roupas. Talvez as primeiras roupas servissem ao propósito de separar os indivíduos de acordo com sua posição social dentro das coalizões dos primeiros Homo sapiens sapiens e não para proteger do frio ou do calor, ou de parasitas. Ou, até, as primeiras roupas tenham servido a todos esses propósitos, matando vários coelhos com uma cajadada só.
  


Fonte: CogPsi

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

PAIS HOMOSSEXUAIS; QUE DIFERENÇA ISSO FAZ?

A realidade às vezes é tão graciosa que em alguns momentos se esconde nos clichês mais batidos do conhecimento popular. Veja bem, não há nada que um clichê bem empregado e sob o controle certeiro e objetividade das evidências não possa demonstrar de forma interessante e clara. O último destes clichês que foi corroborado pode ser considerado uma comprovação para ser comemorada de algo que já era esperado, pois vai servir de argumento contra discurso conservador e fundamentalista que, baseado apenas em preconceito, possa vir a se colocar contra a adoção de filhos por casais do mesmo sexo. Um estudo recentemente publicado no periódico Demography, realizado pelo sociólogo Michael Rosenfeld, e que – segundo o próprio Rosenfeld – é o estudo com crianças cuidadas por pais do mesmo sexo com a maior amostra já coletada, demonstrou que o mais importante para um bom desenvolvimento e futuro sucesso educacional de uma criança não é a orientação sexual de seus pais, mas corroborou com aquilo que humanistas liberais já sabiam, sendo o tal clichê supracitado: Nada é mais importante que a família!
Ou melhor, o importante é ter uma família.
Uma família bem estruturada é fundamental para um bom desenvolvimento de uma criança, a saúde mental desta está altamente relacionada com o que acontece dentro das quatro paredes de seu lar, e isso pouco tem a ver com o quarto dos pais. Segundo Rosenfeld, filhos de uma relação “não tradicional” (assim ele chama no artigo) se saem tão bem quanto filhos de casais tradicionais em diversos fatores, como notas na escola ou sociabilidade, e muito melhor em diversos fatores do que crianças que vivem em orfanatos ou em famílias extremamente disfuncionais e desestruturadas durante o seu desenvolvimento. Em verdade, é preciso lembrar que pais que adotam uma criança – sejam eles “tradicionais” ou não – possuem uma grande tendência a estarem em um estágio da vida de pleno equilíbrio financeiro, educacional e, principalmente, um desejo imenso de se dedicar da forma mais plena àquela criança que entra em sua casa.
Este estudo só vem para fortalecer ainda mais o argumento em favor da ideia de que todos os indivíduos devem possuir direitos iguais, seja esse o direito a casa ou a ter um filho, pois estudos anteriores já haviam comprovado que crianças criadas por pais de mesmo sexo não “aprendem” a sexualidade e a orientação sexual parental – o que parece ser o medo de muita gente por aí. A cada evidência científica que surge, o argumento preconceituoso parece ruir aos poucos. Agora se tem mais uma certeza de que a sexualidade dos pais pouco vai interferir em relação aos cuidados educacionais de uma criança, talvez até o efeito ocorra de forma inversa, ajudando crianças a crescerem com um senso de respeito e liberdade que às vezes não é encontrado em famílias extremamente conservadoras e tradicionais.
Referência:
Michael J. Rosenfeld (2010). Nontraditional Families and Childhood Progress Through School Demography


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

É POSSÍVEL APRENDER OUTRO IDIOMA ENQUANTO DORME?

Aprender uma nova língua durante o sono parece algo um tanto quanto diferente ou ainda sem relação. Porém, estudo suíço propôs-se a responder a seguinte pergunta: Quais os efeitos, para a aprendizagem, de se ouvir algo durante o sono?
Para tanto, pesquisadores das universidades suíças de Zurique e Fribourg desenvolveram pesquisa objetivando verificar se estudantes que aprendiam holandês poderiam melhorar sua memória, ouvindo novamente novas palavras durante o sono (Schreiner & Rasch, 2014). 
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Às 10 horas da noite eles receberam uma série de palavras-pares holandesas e alemãs para aprender – os sujeitos eram falantes nativos alemães. Metade do grupo, em seguida, foi para a cama, enquanto a outra metade permaneceu acordada; tanto o grupo que havia ido dormir quanto aqueles mantidos acordados depois ouviram uma reprodução de algumas das palavras-pares que tinham aprendido anteriormente.
Este procedimento foi realizado para verificar se ouvir repetidamente algumas das palavras teve qualquer efeito adicional benéfico a aprendizagem.
Às 02h:00 os dois grupos receberam um teste e, surpreendentemente, as pessoas que tinham dormido se saíram melhor ao recordar as palavras que tinham ouvido durante o sono do que aqueles que haviam sido mantidos acordados.
O estudo sugere que ouvir palavras durante o sono pode nos ajudar a aprendê-las, provavelmente porque ao ouvi-las, mesmo durante o sono, ativa novamente a área cerebral correspondente a palavra.
Um dos autores do estudo, Björn Rasch, ressalta, porém, que não é suficiente apenas ouvir as palavras enquanto você dorme:
” Esta melhora foi somente constatada quanto a palavras que já se aprendeu antes de dormir. Reproduzir palavras desconhecidas quando se está dormindo não tem efeito algum “.
Dr. Rasch está otimista sobre os usos práticos do método, pontuando que este é fácil de usar no dia a dia e pode ser adotado por qualquer pessoa.
Se você está pensando em tentar isso, os pesquisadores descobriram que o aprendizado ocorreu durante o sono REM – este é o sono profundo e sem sonhos, que acontece com mais freqüência na primeira metade da noite.
Fonte: PsyBlog

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA?

Primeira impressão: apenas meio segundo é suficiente para formá-la

Pesquisa mostra que, com um "olá", pessoas já constroem opinião sobre a personalidade alheia

Quanto tempo se leva para formar uma primeira impressão de alguém? De acordo com um novo estudo, apenas meio segundo — ou um simples "olá" — já é suficiente para tirar conclusões sobre a personalidade de uma pessoa e julgar se ela lhe agrada. E, segundo a pesquisa, não é preciso necessariamente estar olhando para o outro para fazer esse tipo de julgamento.
Os autores do estudo, feito na Universidade de Glasgow, na Grã-Bretanha, chegaram a essas conclusões após pedir que 320 pessoas relatassem suas impressões após ouvir às gravações de diferentes indivíduos dizendo "olá". Os voluntários deveriam dizer o que acharam das vozes com base em dez critérios definidos pela pesquisa — entre eles, confiabilidade e entusiasmo.
Segundo os pesquisadores, a maioria das 64 gravações provocou as mesmas reações entre os participantes, e esse julgamento foi definido em apenas 300 a 500 milésimos de segundo. Uma das características mais levadas em consideração para os voluntários foi a confiança que a voz transmitia — para a maioria, homens que levantavam a voz pareciam mais confiáveis, por exemplo.
A equipe concluiu que o tom da voz de uma pessoa ao dizer "olá" é capaz de, imediatamente, formar a primeira impressão que alguém terá dela. Segundo os pesquisadores, isso pode ser um reflexo da história recente do ser humano, na qual se tornou cada vez mais importante para a sobrevivência identificar em que é possível confiar. O estudo completo foi publicado nesta semana no periódico Plos One.
"É surpreendente que discursos tão pequenos possam causar uma impressão tão definitiva sobre uma pessoa e, além disso, que essas impressões sejam as mesmas em diferentes ouvintes", diz Phil McAleer, pesquisador do Laboratório de Neurocognição da Voz da Universidade de Glasgow e coordenador do estudo. McAleer acredita que seu estudo poderá ajudar a aumentar a eficácia de sistemas de áudio educativos, além de elevar a compreensão sobre a interação humana.


Fonte: VEJA

terça-feira, 5 de agosto de 2014

SELFIES E POST PODEM PRODUZIR EFEITOS DANOSOS AO RELACIONAMENTO

Por Eduardo Yabusaki



"Redes sociais não deveriam se sobrepor à interação 'cara a cara' do casal"



Não podemos deixar de considerar que as redes sociais estão presentes em nosso cotidiano e consequentemente em nossos relacionamentos interpessoais. Ignorá-las não resolve, bem como apenas saber de sua existência não é o suficiente para não sofrer sua influência.

É preciso que se reflita sobre como elas atingem e influenciam as pessoas. Ou seja, como cada um a utiliza ou permite que essa invada sua vida e consequentemente seu relacionamento amoroso.

Lutar contra é impossível, porém pode-se estabelecer condições e limites (evitar mancadas) para que essas não venham a se tornar geradoras de conflitos entre o casal. 

Pela minha prática clínica, constato queixas recorrentes de meus pacientes em relação ao mau uso das redes sociais. Bem... vamos a elas!


Cinco mancadas nas redes sociais que podem prejudicar seu relacionamento:

1ª) Comentar fotos postadas pelo ex u em que o ex ou a ex estejam

Situação que certamente gerará desconfiança ou incômodo ao par. Afinal, quem gosta de receber notícias de ex-relacionamentos da pessoa amada?

2ª) Comentar posts de amigos 

Isso em situações que possam incomodar o par. Exemplo: o amigo(a) posta um selfie rodeado de garotas(os) numa balada dizendo sentir a sua falta, e você ainda completa comentando: queria estar nessa com você! Certamente isso provocaria um rebuliço no seu relacionamento. Afinal, você quer ir para balada sozinho ou estar com o seu par?

3ª) Postar fotos com o seu par 

Isso pode gerar comentários de pessoas não tão bem intencionadas. É preciso que ambos tenham segurança e clareza de que nem todos querem bem ao casal, portanto podem surgir comentários desde "casal lindo" bem como "ainda estão juntos?". Dependendo de quem faça o segundo comentário, um(a) pretendente de qualquer uma das partes, pode ser o suficiente para gerar intrigas e conflitos entre o par. Se não estiverem num bom momento, então pode ser ainda pior.

4ª) Manter conversas muito prolongadas com amigos

Por mais amigos que sejam, isso pode gerar ciúme. Afinal, tempo gasto com essas conversas podem reduzir o tempo de convivência do par. O que de fato pode acontecer quando ambos trabalham e estudam, por exemplo: o tempo durante a semana fica bastante reduzido, e as poucas horas em que não estão dormindo, precisam ser dedicadas ao relacionamento.

5ª) Acessar redes sociais por muitas horas

Isso pode interferir na qualidade da convivência entre o par. Quando saem para jantar ou se divertir e o outro fica o tempo todo acessando pelo celular Facebook, Instagram Twitter e etc. Mas não necessariamente para postar, mas para se manter informado. Isso pode se tornar entediante para o parceiro.

Enfim, a tecnologia está aí e faz parte de nossas vidas. Entretanto, não podem ser mais importantes que a interação cara a cara do casal. Portanto, curta e usufrua da tecnologia, porém jamais se escravize. Viva sua vida a dois com toda intensidade, amor, prazer e alegria, só assim ela terá sentido e valerá a pena!



Fonte: Vya Estelar

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CONSCIÊNCIA E SUA RELAÇÃO COM OS CINCO SENTIDOS

Por Patrícia Renata


Ao falarmos sobre dados dos sentidos, referimos àquilo de que o sujeito tem consciência, quer isso corresponda a algo existente no mundo, quer não. Podemos dizer que nossos cinco sentidos, nos colocam em relação às coisas que estão fora de nossa mente – construída pelos processos internos do cérebro ou apenas ali depositada. Mas a representação enquanto tal é para alguns autores, inegável para o sujeito que a possui. Para outros, estaremos presos aos nossos próprios estados mentais de modo a termos apenas uma aposta de que o que existe em nível cerebral corresponda ao objeto “lá fora”. Abrir os olhos da face e fechar os do coração pode nos deixar frios demais. Escutar e ouvir modificando pensamentos e não apenas ensurdecendo por dentro, pode ser um bom começo. Sentir o perfume da flor na calçada é mais gratificante que, lembrar esse cheiro somente quando alguém partir, isso pode tornar-se pra sempre dolorido demais. Falar somente quando formos chamados ao processo, elevaria o nível de nosso vocabulário e capacidade de discernimento.

Para Wundt, considerado por muitos o “Pai da psicologia experimental” a consciência é um termo utilizado para nomear o fato de percebermos em nós próprios representações, sentimentos e impulsos voluntários, sendo este o objeto de fundamental importância da Psicologia. Ele acreditava que as sensações são formas elementares da experiência, por serem elementos simultâneos da experiência imediata e possuírem qualidade e intensidade. O autor considera que a mente e o corpo são sistemas paralelos, porém sem interferência mútua e que por isso era possível estudar a mente de forma eficaz, separadamente.

António Damásio complementa que a consciência se separa em CENTRAL e AMPLIADA. A central corresponde ao agora e ao aqui, não ilumina o futuro, e o único passado é o imediato instante anterior. A ampliada depende da memória e atinge seu ápice intensificado pela linguagem. Ele foca a importância da atenção para a consciência quanto a de ter imagens. Com os sentidos, a consciência consiste em construir um conhecimento sobre dois fatos: um organismo está empenhado em relacionar-se com algum objeto, e o objeto nessa relação causa uma mudança no organismo.

As sensações podem ser classificadas de acordo com a modalidade sensorial em que são recebidas; além disso, possuem qualidade e intensidade.

De acordo ainda com Wundt, a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos, como é o caso da nota musical; Pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes do consciente. Quando se vê uma casa, por exemplo, podem não estar presentes na consciência, as figuras que compõem aquela casa (triângulo, retângulo, quadrado). Como na fusão, essa combinação gera um produto novo que não é o resultado da simples soma dos elementos; A terceira forma é chamada complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades e sentidos: a noção do sabor e da temperatura. É possível que o autor tenha considerado as proposições de Aristóteles sobre: contingência, semelhança e contraste. Os afetos ou sentimentos acompanham as sensações e suas combinações entre os modelos de classificação dos sentimentos que utilizou o mais influente foi o referente à sua teoria tridimensional das emoções, que estabelecia três pares dicotômicos: agradável – desagradável; tenso – descontraído; excitado – calmo.

A conscientização ou voluntarismo segundo Wundt é uma combinação de complexos que envolvem as sensações e os aspectos subjetivos: emoções, volições, intelecções. O principal processo de conscientização é a atenção: o que torna o campo consciente mais nítido que o fundo no processo denominado apercepção.

Conclui-se que a relação entre os fenômenos DA CONSCIÊNCIA E os CINCO SENTIDOS ocorre quando a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos; pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes do consciente e pela complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades.



Como está sua consciência em relação aos seus cinco sentidos? Qual o seu toque de amor ao próximo? Você pode sentir vendo? E enxergar sentindo? Ouve suas sensações? Sente o verdadeiro sabor das coisas e da vida?


Até aonde a sua consciência te permite ir?

quinta-feira, 24 de julho de 2014

MELHORES LIVROS DE PSICOLOGIA PARA COMEÇAR A ESTUDAR

Neste texto, falarei sobre os melhores livros para começar a estudar a psicologia. Claro que é apenas uma seleção pessoal, minha, mas como já tenho mais de dez anos de estudos na área, creio que posso contribuir com quem está começando, seja antes de entrar na faculdade, seja no começo da mesma.
Para podermos listar os principais livros, temos que nos lembrar que a psicologia é uma ciência ampla. Na Universidade aonde estudei (UFSJ), o departamento do meu curso tinha o seguinte título na porta: Departamento das Psicologias. Notou a diferença? Não estava escrito Departamento da Psicologia, mas das psicologias, quer dizer, não existe uma só psicologia. Para falarmos a respeito da psicologia, temos que pensar no plural. Existem várias psicologias.
São várias as psicologias não só porque são várias áreas de atuação, mas porque existem diferentes abordagens teóricas para explicar a psique. No nosso Curso de Psicologia Online Grátis eu falo sobre as 3 principais abordagens, porém, na verdade, existem outras abordagens ainda. O que é importante notar é que estas abordagens não podem (ou não foram) reconciliadas até hoje. Ou seja, há um debate forte entre cada uma das escolas, que, para falar português claro, não se entendem, não se comunicam. As abordagens falam linguagens diferentes, tão diferentes que os especialistas de cada uma das áreas pode não vir a entender o linguajar da outra.
Embora tenhamos estudado na faculdade todas as principais abordagens, o natural é se especializar. Por exemplo, eu estou me especializando no Doutorando na abordagem da Psicologia Analítica de Jung que, por sua vez, tem certa relação com a psicanálise.
Uma dúvida frequente dos estudantes enquanto estão na graduação é não saber exatamente qual abordagem seguir. Bem, penso que esta decisão pode ser adiada até mais ou menos a metade do curso. E, no final das contas, pode ser alterada ao longo do percurso.
Quando eu entrei na faculdade, já estudava Jung e Freud, de modo que antevia que estudaria mais a psicanálise e a psicologia analítica. E isto realmente aconteceu, pois estudei a fundo a psicanálise do Freud e a de Lacan, ao mesmo tempo que me aprofundava na psicologia junguiana.
Porém, também estudei as outras abordagens para saber as suas teorias. Nesse sentido que digo que é preciso adiar um pouco a decisão de escolha de uma abordagem. É possível também estar sempre estudando as mais variadas teorias, para aprendermos outras visões de mundo e da área na qual formos trabalhar.
Neste texto, não vou me descrever livros sobre especialidades da psicologia. Então, não vou dizer sobre os melhores livros de psicologia clínica, jurídica, organizacional, educacional, etc. Quero descrever os principais livros gerais a respeito da psicologia como ciência e das 3 principais forças da psicologia.

Melhores Livros de Introdução à Psicologia

- História da Psicologia Moderna. Autor: Schultz, Sydney Ellen; Schultz, Duane P. Editora: Cengage Learning
O livro faz um percurso sobre a história da psicologia, desde o surgimento dos laboratórios de psicologia até o desenrolar das abordagens teóricas principais. Além de ser um livro geral, é fácil de ler e entender. Normalmente é utilizado nas disciplinas iniciais.
- Os Princípios de Psicologia. Autor: William James. Infelizmente, este livro é um pouco difícil de ser encontrado em português. Mas encontram-se edições em inglês e espanhol. Muitos consideram William James o pai da psicologia moderna. Outros atribuem a ele a criação do primeiro laboratório de psicologia, antes ainda de Wundt.

Melhores Livros de Psicanálise, Behaviorismo e Humanismo

Como disse na introdução deste texto, o principal objetivo é descrever os livros da 3 grandes forças da psicologia (a psicanálise, o behaviorismo ou comportamentalismo e  o humanismo). Lendo os livros a seguir, o estudante conseguirá ter uma visão geral a respeito de cada abordagem e de seu desenvolvimento:

Melhores Livros de Psicanálise

- Freud, a trama dos conceitos. Autor: Renato Mezan. Editora: Perspectiva
Renato Mezan é um dos principais psicanalistas brasileiros. Este livro é a sua dissertação de mestrado na qual ele faz uma profunda análise de toda a obra de Freud, seguindo a trama dos conceitos, ou seja, mostrando o porque ele começa a criar certos conceitos, a modificá-los, a abandoná-los, a criar novos ao longo das Obras Completas como um todo. É um livro excelente.
- Em 1916, Freud lecionou uma série de conferências sobre a psicanálise. Por serem conferências, ou seja, aulas, é um texto mais fácil de ler e também apresenta uma visão geral dos conceitos até então. Anos mais tarde, ele também publicou as Novas Conferências sobre Psicanálise. Lendo as duas Conferências, pode-ser aprender muito sobre a psicanálise.
- Autor: Freud. Editora Imago. Neste livro, Freud reconta os primórdios da psicanálise e o desenvolvimento da mesma desde o começo. As principais modificações e cisões com Adler e Jung. Muito interessante para saber o que o próprio Freud pensava a respeito do movimento criado por ele.
- Freud. Autor: C. G. Jung. Editora: Vozes. Este livro de C. G. Jung é excelente também para termos uma visão da psicanálise. O volume reúne textos de épocas diferentes do criador da psicologia analítica, desde o começo quando ele começou a colaborar com Freud até o rompimento. Digno de nota é o capítulos “A Divergência Freud e Jung”.
- As Conferências de Tavistock. Autor: C. G. Jung. Editora: Vozes. Jung foi um dos principais autores dentro da psicanálise. Ainda que tenha rompido com Freud e criado sua própria abordagem, podemos pensar que a sua obra possui relação com a psicanálise, por ser fundamental o conceito de inconsciente. Nas Conferências de Tavistock, ele explica de forma clara o conceito de complexo, a análise dos sonhos e o surgimento de sua linha teórica.
- Memórias, Sonhos e Reflexões. Autor. C. G. Jung. Editora: Nova Fronteira. Pouco antes de morrer, em 1961, Jung contou sobre a sua história de vida e sobre a sua obra teórica. Há um capítulo apenas dedicado à relação dele com Freud e outro no qual podemos ler a opinião dele a respeito de cada livro que ele publicou. Além de ser fácil de ler, é interessante observar o modo como um sdos principais teóricos da psicologia via a psicologia.

Melhores Livros de Behaviorismo ou Comportamental

A psicologia comportamental possui um outro olhar sobre o homem e sobre o modo como temos que estudar o psiquismo. Ao invés de focar na introspecção e no relato que o indivíduo faz de si mesmo no consultório, a comportamental vê que deve-se estudar o que é observável, o que pode ser medido e contado: o comportamento. Evidentemente, não desconsidera os pensamentos, que são chamados de comportamento verbal encoberto.
Embora não seja um especialista nesta abordagem, estudei com um dos principais psicólogos comportamentais do Brasil, Roosevelt Starling. Então vamos aos principais livros:
- Ciência e Comportamento Humano. Autor: Skinner. Editora: Martins Fontes. Apresentação geral e completa a respeito da abordagem comportamental, desde o seu surgimento. É, na minha opinião, o melhor livro e que deve ser comprado por todos que gostam de psicologia.
- Sobre o Behaviorismo. Autor: Skinner. Editora: Pensamento. Análise da linha teórica do behaviorismo
- Comportamento Verbal. Autor: Skinner. Editora: Cultrix. O behaviorsimo tem uma visão peculiar a respeito da linguagem, do comportamento verbal (como fala) e como comportamento verbal encoborto (como pensamento). Este é o livro que inicia o debate na área.
- O mito da liberdade. Autor: Skinner. Editora: Summus. Análise de Skinner do velho problema filosófico da relação entre a liberdade e a contingência. Até que pontos somos controlados por nosso ambiente?
Behaviorismo radical: crítica e metacrítica - Link para comprar no site da Amazon
- Livro que pretende oferecer ao leitor uma idéia bastante geral da literatura crítica acerca do behaviorismo. Ensaio introdutório preocupado em facilitar o trabalho dos interessados em melhor entender algumas das principais polêmicas que envolvem essa abordagem, baseadas em preceitos éticos, dimensões metodológicas, alegações filosóficas ou dissensões conceituais. Obra que caracteriza a crítica ao recuperar parte significativa da literatura científica publicada e reunindo-a sob critérios previamente enunciados. Apresenta algumas respostas de behavioristas a parte dessas críticas e acrescenta novas considerações sobre seu conteúdo e implicações a partir de alicerces internos do behaviorismo – daí um esboço de metacrítica.

Melhores Livros de Humanismo

A terceira abordagem principal da psicologia é o humanismo. Por vezes, é chamado de humanismo-existencial. Os livros abaixo podem servir de introdução ao estudo do humanismo. Entre as principais ideias do humanismo é a ideia de que o paciente não é paciente (por não ser doente) mas sim cliente; a ideia de que temos necessidades fisiológicas, emocionais, mentais e de auto-realização – a famosa pirâmide de Maslow; a ideia de que o homem é mais do que o seu sofrimento e que deve realizar o seu self, o seu potencial total. Veja a lista:
- Tornar-se Pessoa. Autor: Rogers
- Terapia Centrada no Cliente. Autor: Rogers
- Introdução à Psicologia do Ser. Autor: Maslow
- Motivação e Personalidade. Autor: Maslow

Conclusão

Neste texto, procurei indicar os principais livros para começar a estudar psicologia. Toda lista de “mais” ou “dos melhores” deixa de fora necessariamente livros excelentes que também poderiam e poderão ser incluídos posteriormente. Por isso, se você gosta do tema da psicologia, cadastre o seu email para receber os novos textos por email! É gratis!
Também ficaram de fora os livros a respeito das especialidades da psicologia. Ou seja, os melhores livros de psicologia clínica, hospitalar. educacional, organizacional, recursos humanos, etc. A lista procurou mostrar os principais livros de início de estudo. De modo que começando por estes, poderemos nos aprofundar depois nas áreas de atuação, já que diversas práticas utilizam os conceitos das três grandes forças da psicologia.
O objetivo, portanto, foi dar uma visão geral da história da psicologia e dos principais livros a respeito da psicanálise, do humanismo e do behaviorismo.


Fonte: Psicologia MSN

quarta-feira, 23 de julho de 2014

CONSCIÊNCIA E SUA RELAÇÃO COM OS CINCO SENTIDOS

Por Patrícia Renata


Ao falarmos sobre dados dos sentidos, referimos àquilo de que o sujeito tem consciência, quer isso corresponda a algo existente no mundo, quer não. 

Podemos dizer que nossos cinco sentidos, nos colocam em relação às coisas que estão fora de nossa mente – construída pelos processos internos do cérebro ou apenas ali depositada. Mas a representação enquanto tal é para alguns autores, inegável para o sujeito que a possui. Para outros, estaremos presos aos nossos próprios estados mentais de modo a termos apenas uma aposta de que o que existe em nível cerebral corresponda ao objeto “lá fora”. Abrir os olhos da face e fechar os do coração pode nos deixar frios demais. Escutar e ouvir modificando pensamentos e não apenas ensurdecendo por dentro, pode ser um bom começo. Sentir o perfume da flor na calçada é mais gratificante que, lembrar esse cheiro somente quando alguém partir, isso pode tornar-se pra sempre dolorido demais. Falar somente quando formos chamados ao processo, elevaria o nível de nosso vocabulário e capacidade de discernimento. Qual o seu toque de amor ao próximo? Você pode sentir? Até aonde a sua consciência te deixa ir?

Para Wundt, considerado por muitos o “Pai da psicologia experimental” a consciência é um termo utilizado para nomear o fato de percebermos em nós próprios representações, sentimentos e impulsos voluntários, sendo este o objeto de fundamental importância da Psicologia. Ele acreditava que as sensações são formas elementares da experiência, por serem elementos simultâneos da experiência imediata e possuírem qualidade e intensidade. O autor considera que a mente e o corpo são sistemas paralelos, porém sem interferência mútua e que por isso era possível estudar a mente de forma eficaz, separadamente.

António Damásio complementa que a consciência se separa em CENTRAL e AMPLIADA. A central corresponde ao agora e ao aqui, não ilumina o futuro, e o único passado é o imediato instante anterior. A ampliada depende da memória e atinge seu ápice intensificado pela linguagem. Ele foca a importância da atenção para a consciência quanto a de ter imagens. Com os sentidos, a consciência consiste em construir um conhecimento sobre dois fatos: um organismo está empenhado em relacionar-se com algum objeto, e o objeto nessa relação causa uma mudança no organismo.

As sensações podem ser classificadas de acordo com a modalidade sensorial em que são recebidas; além disso, possuem qualidade e intensidade.

De acordo ainda com Wundt, a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos, como é o caso da nota musical; Pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes do consciente. Quando se vê uma casa, por exemplo, podem não estar presentes na consciência, as figuras que compõem aquela casa (triângulo, retângulo, quadrado). Como na fusão, essa combinação gera um produto novo que não é o resultado da simples soma dos elementos; A terceira forma é chamada complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades e sentidos: a noção do sabor e da temperatura. É possível que o autor tenha considerado as proposições de Aristóteles sobre: contingência, semelhança e contraste. Os afetos ou sentimentos acompanham as sensações e suas combinações entre os modelos de classificação dos sentimentos que utilizou o mais influente foi o referente à sua teoria tridimensional das emoções, que estabelecia três pares dicotômicos: agradável – desagradável; tenso – descontraído; excitado – calmo.

A conscientização ou voluntarismo segundo Wundt é uma combinação de complexos que envolvem as sensações e os aspectos subjetivos: emoções, volições, intelecções. O principal processo de conscientização é a atenção: o que torna o campo consciente mais nítido que o fundo no processo denominado apercepção.

Conclui-se que a relação entre os fenômenos DA CONSCIÊNCIA E os CINCO SENTIDOS ocorre quando a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos; pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes do consciente e pela complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

48 DOCUMENTÁRIOS DE PSICOLOGIA: ONLINE E GRATUITOS

Neste texto, vamos listar 48 Documentário e vídeos de Psicologia, online e gratuitos que são simplesmente imperdíveis! São documentários completos e vídeos menores que tratam temas importantes da psicologia – como os principais autores e teorias – além de falar sobre as doenças mentais e, também, a respeito da motivação e mudança comportamental.
Sem mais demora, vamos à lista completa:
O documentário mostra muito material fotográfico e vídeos raros como o de Jung descrevendo seu primeiro encontro com Freud e relato de Ernest Jones, como também as últimas imagens de Freud em seu apartamento em Viena, pouco antes do exílio em Londres, feitas por Marie-Bonaparte, neta de Napoleão Bonaparte. Traz ainda a única gravação em áudio da voz de Freud em entrevista à BBC de Londres em 07 de dezembro de 1938. Mostra, detalhadamente, a trajetória da psicanálise, desde seu nascimento até as direções tomadas no período após a morte de Freud, associando-a aos fatos históricos de cada época. Todo o filme é comentado por Elisabeth Roudinesco e Peter Gay, biógrafo de Freud.
No Congresso de Salzburg em 1908, Freud apresenta o caso clínico conhecido como ‘Homem dos Ratos’. Desde então, muito se falou sobre este caso clássico de neurose obsessiva. O filme nos mostra as sessões com o paciente e a técnica do trabalho analítico. As famosas descrições da neurose do paciente são encenadas e podemos ver, através das representações cênicas, as experiências emocionais de Ernest Lanzer.
Filme/Documentário baseado no caso clínico de Sigmund Freud de 1909 “Notas sobre um caso de Neurose Obsessiva”, conhecido como O Homem dos Ratos — Ernest Lanzer. A obra foi realizada pela BBC, para a série “Horizons”, que foi ao ar em 21/06/1973.
C. G. Jung foi um dos maiores psicólogos do século XX. Trabalhou juntamente com Freud no início da psicanálise e, depois, elaborou sua própria abordagem a respeito da psique, a Psicologia Analítica. Conceitos como complexo, introversão, extroversão, inconsciente coletivo, anima, animus, Self, arquétipo, entre outros, são de sua autoria.
Descrever em poucas palavras quem foi Carl Gustav Jung não é uma tarefa fácil. Formado em medicina em 1900, ele se especializou em psiquiatria. No Hospital Psiquiátrico Burghölzli desenvolveu uma importante pesquisa utilizando o teste de associação de palavras, no qual conseguiu comprovar, experimentalmente, a influência de complexos inconscientes na fala. Esta pesquisa o aproximou de Freud.
Ao contrário do que normalmente se pensa, Jung não foi um simples aluno ou discípulo de Freud. Os dois pesquisadores trabalharam juntos na criação e divulgação da psicanálise. Porém, por divergências teóricas, Jung deixou o movimento psicanalítico e criou sua própria abordagem, a Psicologia Analítica. Conceitos fundamentais como introversão, extroversão, inconsciente coletivo, arquétipo, sincronicidade, individuação foram elaborados por ele.
No documentário “Questão do coração”, encontramos uma entrevista com Jung alguns anos antes de morrer, além de materiais especiais como entrevistas com colaboradores, como o escritor Sir Laurens van der Post e os analistas junguianos Marie-Louise von Franz e Joseph Henderson.
Documentário sobre Jacques Lacan, um dos maiores psicanalistas de todos os tempos.


Um vídeo de animação muito interessante que mostra como é o trabalho dos psicólogos (e também de outros profissionais como psicanalistas e psicoterapeutas). Além de ouvir os pacientes e ajudá-los na mudança, outro aspecto da clínica é que o próprio terapeuta precisa de terapia.
Vídeo de José Angelo Gaiarsa sobre Ansiedade e Angústia, e sobre a importância da respiração para modificar nossos estados emocionais.
Neste vídeo Susan Cain, autora do livro O Poder dos Quietos, mostra a força que existe nas pessoas que são introvertidas ou tímidas.
Entrevista de C. G. Jung a BBC – Face to Face. Realizada pela BBC em 22 de Outubro de 1959
Documentário de 33 minutos sobre o universo da Esquizofrenia, intitulado “Entre o Corpo e a Alma”. Este vídeo tem por objetivo contribuir para uma melhor compreensão da esquizofrenia e oferecer uma esperança realista aos que convivem com o transtorno.
Brene Brown estuda conexão humana – nossa habilidade de sentir empatia, pertencer, amar. Em uma palestra comovente e divertida no TEDxHouston, ela compartilha uma percepção profunda de sua pesquisa, que a levou a uma busca pessoal para conhecer a si mesma e entender a humanidade. Uma palestra para compartilhar.
Analista de carreira Dan Pink examina o quebra-cabeça da motivação, começando pelo fato que cientistas sociais sabem mas a maioria dos gerentes não: recompensas tradicionais não são tão eficientes quanto pensamos. Escute histórias iluminadoras — e talvez, um caminho a trilhar.
Documentário “Em Nome da Razão – um Filme sobre os porões da loucura”  - quase todo filmado no manicômio de Barbacena, Minas Gerais. A câmera penetra em todos os ambientes do hospital – pavilhões de velhos, aleijados, crianças, homens e mulheres. As sequências são interligadas pela imagem de um longo e escuro corredor do hospício e uma ‘louca’ que canta uma música. Texto narrado em off propõe uma reflexão sobre a função social do manicômio a quem servem os hospitais psiquiátricos, quem são as pessoas enviadas para lá, qual o processo de ‘cura’ e recuperação a que são submetidos. O filme encerra com depoimentos da família de um paciente.
Vídeo sobre os arrependimentos listados no livro “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”. escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
No documentário “A ira de um anjo”, conhecemos a história de Beth Thomas, uma criança que sofreu abusos do próprio pai e quais as consequências comportamentais que isso desencadeou durante sua vida. Além deste documentário, a história de Beth Thomas também rendeu um filme para a TV.
Excelente documentário que define o que é autismo, os diferentes tipos e mostra casos reais e como podemos lidar de uma forma melhor com esta doença. Leia também o texto – Autismo e Psicologia – Respostas às principais dúvidas
Maravilhosa ideia descrita por um dos engenheiros do google: tente algo novo e crie novos hábitos ou deixe hábitos negativos.. Tente, descubra, divirta-se
Patch Adams ficou conhecido por levar alegria para os hospitais e criar ao redor do mundo práticas como os Doutores da Alegria. Entrevista especial com ele no Programa Roda Viva, da TV Cultura.
A depressão é considerada o mal do século. Uma doença que não se vê. Especialistas defendem que este é um dos principais motivos para tanto preconceito e desconhecimento em relação à depressão, que atinge um em cada oito brasileiros. Uma doença incapacitante em muitos casos, em outros está associada a diversos transtornos graves. Série de reportagens exibida pelo Jornal EPTV de Ribeirão Preto O objetivo da série é ajudar quem tem depressão, e também quem convive com essas pessoas. Na série de reportagens são contadas histórias de pessoas depressivas, suas limitações e seus medos. Também foram ouvidos médicos psiquiatras, psicólogos e cardiologistas
Wear Sunscreen (em português Use filtro solar) é o nome comum de uma obra chamada “Advice, like youth, probably just wasted on the young” escrita por Mary Schmich e publicada no Chicago Tribune como uma coluna em 1997. A forma mais conhecida da obra é uma música gravada em 1999, “Everybody’s Free (To Wear Sunscreen)”, produzida pelo cineasta australiano Baz Luhrmann. Narrado pelo dublador australiano Lee Perry, e usando um sample de “Everybody’s Free”, da cantora africana Rozalla (com o refrão cantado por Quindon Tarver) – canção que Luhrmann usou em seu filme Romeo + Juliet – a canção foi sucesso internacional, chegando ao primeiro lugar no Reino Unido e Irlanda. No mesmo ano a agência de publicidade DDB produziu um vídeo com o single.
Fritz Perls é um dos terapeutas mais importantes do século XX. Desenvolveu e elaborou a Gestalt Terapia, que é utilizada nos dias atuais por milhares de terapeutas e psicólogos.
A psicóloga Dra. Olga Tessari, autora do livro “Dirija sua vida sem medo” esclarece dúvidas sobre o medo de dirigir, no programa Olga  OLGA BONGIOVANNI da TV Aparecida.
Frederico Mattos (Psicólogo), fez treinamento com o terapeuta inglês Tony Wellet e é autor dos livros “Por que fazemos o mal?” e “Mães que amam demais”. Nesta interessante entrevista ele fala sobre complexo de inferioridade e baixa auto-estima
Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. A tradução para o português foi feita para o blog “Assim como Você”, de Jairo Marques
Poliamor é uma forma de estruturar os relacionamentos amorosos e afetivos entre parceiros, não se limitando a uma relação entre duas pessoas apenas. Veja o vídeo e compreenda!
Excelente Palestra do Professor Pier que explica como estudar melhor e estimular a inteligência
Vejas as dicas:
- Aula dada, aula estuda hoje
- A importancia da leitura, procure ler aquilo que gosta para adquirir o hábito de leitura
- O segredo é estudar pouco e todos os dias
- Estudar sozinho.
- Anotar o que se está estudando para guardar com mais facilidade e não esquecer.
Vídeo sobre como alcançar os seus sonhos, sair da zona de conforto, e conquistar os seus objetivos!
O Programa Cenários recebe a fonoaudióloga Fernanda de Morais que fala sobre a importância da comunicação nas apresentações em público, seja ele para uma grande plateia ou um grupo pequeno de pessoas e amigos. Uma boa comunicação pode ser traduzida como a facilidade em ser compreendido.
O modo de falar e se expressar influencia e muito as relações pessoais e profissionais, podendo impressionar, cativar e ganhar a simpatia do público. Portanto, veja nesta entrevista como você pode melhorar a sua fala e ser bem sucedido em suas apresentações, palestras, entrevistas e conversas.
A ONG australiana (NAPCAN) fez este vídeo para alertar sobre a influência do comportamento de pais e educares no comportamento infantil. Mais importante do que dizer o que é bom ou ruim, moral ou imoral, o que se faz é o que tem mais impacto na futura vida da criança em desenvolvimento.
O neurologista e escritor Oliver Sacks chama nossa atenção para a síndrome de Charles Bonnet — na qual pessoas visualmente deficientes experimentam alucinações lúcidas. Ele descreve as experiências de seus pacientes com detalhes afetuosos e nos conduz à biologia desse fenômeno pouco divulgado. O palestrante é biólogo, neurologista, escritor e, também, químico amador.
O vídeo mostra a transformação do método de tratamento como era no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, de um lugar semelhante a um campo de concentração nazista para métodos de tratamentos que consideram o indivíduo como um ser humano, possibilitando para eles a alfabetização, oficinas de terapia ocupacional, pinturas, bordados e atividades culturais.
Desde a Grande Depressão, a situação financeira atual é descrita pelos analistas financeiros como a pior crise acontecida desde então. Este documentário tenta revelar as razões pelas quais as teorias da economia clássica não foram capazes de prever esta crise global, e ainda não encontraram maneiras de detê-la.
Neste contexto surge uma nova ciência que tem por objeto incorporar a psicologia humana nas finanças e economia. Seremos testemunhas de reveladoras experiências que mostram como responde o cérebro de um corretor da bolsa de Wall Street durante a sua estressante jornada de trabalho, por que o ser humano reage com pânico perante situações econômicas extremas ou como as mentes dos consumidores se vêem ultrapassadas pelo excesso de oferta sem serem capazes, por vezes, de tomarem decisões racionais. Além disso, comprovaremos que o estado de ânimo, a tomada de decisões e a atividade econômica estão mais estreitamente ligados do que pensamos. Descobriremos a misteriosa e surpreendente relação entre as duas forças mais poderosas do planeta: a mente humana e o dinheiro.
Distúrbios de desenvolvimento em crianças são geralmente diagnosticados por observação de comportamento, mas Aditi Shankardass sabia que deveria-se olhar diretamente para o cérebro. Ela explica como o equipamento de eletroencefalografia,EEG, de seu laboratório descobriu diagnósticos errados e transformou a vida de crianças.
O vídeo mostra o treinamento realizado por pesquisadores da Universidade Positivo de Curitiba. Ao encadear reforçadores positivos (comida e clicker) com o comportamento desejado (jogar a bolinha na cesta de modos específicos), os pesquisadores vão modelando o comportamento do ratinho até fazê-lo jogar basquete. O título do vídeo é: “Encadeamento de resposta: a construção de comportamentos incríveis”.
Vídeo-didático utilizado na apresentação com o mesmo título realizado no I Congresso Brasileiro de Terapia por Contingências de Reforçamento. Campinas, 2012. Autores: Helder Lima Gusso, Rodrigo Puppi, Fabíola Fleishfresser, Guilherme Ramos e Karina Pinheiro.
A fala é algo único, que nos faz humanos, mas – ainda assim – permanece um mistério. O documentário conversa com cientistas que começam a desvendar os segredos da fala, incluindo um pai que está filmando cada segundo de vida de seu filho para descobrir como nós aprendemos a falar; um autista savant que pode falar mais de 20 línguas, e o primeiro cientista que identificou um gene que faz a fala possível.
O documentário também comenta sobre o pai da linguística, Noam Chomsky, o primeiro que sugeriu que a nossa habilidade de falar é inata. Um experimento único mostra como uma língua estranha e desconhecida pode surgir em apenas uma tarde, na tentativa de se descobrir de onde a linguagem vem e porque é do jeito que é.
 * A Evolução da Psicoterapia: Uma Conferência.* Workshop filmado no Phoenix Civic Plaza.
* Dia 11 de Dezembro de 1985* A Abordagem Centrada na Pessoa.
* Palestrante: Carl Rogers.
* Co-palestrante: Ruth Sanford.Meu filho bipolar – Documentário sobre Bipolaridade

Este especial acompanha quatro famílias com filhos diagnosticados com transtorno bipolar e mostra como essa condição afeta significamente suas vidas
Neste vídeo, Alex, um adolescente diagnosticado com a Síndrome Asperger, faz uma simples e clara apresentação da sua mente: como se sente, como interage com o mundo e como aprende.
James Hillman é  considerado um dos maiores psicólogos dentro da Psicologia Analítica, que foi elaborada por C. G. Jung. Tanto é assim que a forma de Hillman interpretar e explicar a Psicologia Analítica foi designada por Psicologia Arquetípica, ao lado de outros desdobramentos possíveis da abordagem junguiana, como a psicologia junguiana clássica ou desenvolvimentista.
Neste vídeo ele fala sobre  a Psicologia Arquetípica e a Sociedade sem Alma.
As lembranças sãos os bens mais apreciados do ser humano e constituem uma visão do mundo única e própria para cada indivíduo. Mas, o que é realmente a memória e como funciona? Uma viagem espantosa pela nossa memória, desde o útero materno, onde se começam a formar as primeiras lembranças e o bebé aprende a reconhecer a sua mãe; passando pelo nascimento e pela infância, onde os genes conduzem o desenvolvimento do sistema da memória e determinam o seu bom funcionamento; até à idade adulta, quando a memória começa a falhar, e a morte, onde todas as lembranças de uma vida desaparecem em questão de minutos.
Não percam os últimos avanços científicos neste campo e as novas técnicas que estão a ser aplicadas para ajudar pacientes com problemas psicológicos causado pela dor que as lembranças lhes provocam. Veremos como o cérebro não é apenas um arquivo ordenado de dados mas também uma rede caótica, que armazena lembranças fidedignas mas, da mesma maneira, inclui defeitos e erros. O que é notável é que a identidade, a história da nossa vida, está guardada tanto nestes erros como nas nossa lembranças, uma vez que tudo diz respeito a um padrão genético. Nós vemo-nos a nós próprios como habitantes dos nossos corpos mas serão as nossas lembranças algo mais do que uma disposição de células no nosso cérebro?
Mais de 90 % das nossas ações diárias, tais como beber um café, mudar de canal ou abrir uma porta, fazem-se inconscientemente através de uma espécie de piloto automático que temos no cérebro. Com a ajuda de alguns dos neurocientistas mais prestigiados do mundo, como os professores Allan Snyder ou John Bargh, veremos quais são os mecanismos que regem estes processos e, em que medida, o cérebro inconsciente é capaz de moldar a nossa atenção, percepção e memória. Na verdade, investigações recentes já revelaram que o inconsciente determina também decisões mais importantes, como por exemplo, escolher o nosso companheiro afetivo ou pilotar um caça de combate. O Odisseia tem o prazer de apresentar este apaixonante documentário sobre o cérebro inconsciente, em que desafiaremos os espectadores através de divertidos e interessantes desafios mentais. Descobriremos que enganar o nosso próprio cérebro é muito mais fácil do que pensamos.
No dia 10 de agosto de 1990, a American Psychological Association prestou merecida homenagem a um dos mais eminentes psicólogos do século passado e nos ofereceu a oportunidade de ouvir e ver Skinner, uma semana antes de sua morte.
A apresentação de Skinner é comovente em vários aspectos. Sabe-se que, ali, ele está com a saúde profundamente abalada mas sua fala é serena, concisa, clara, fluente. Ele não precisou recorrer a anotações para sintetizar a essência da produção intelectual de toda uma vida.
Em poucos minutos, ele nos transmitiu o seu legado. Uma contribuição que mudou drasticamente a concepção de homem, oferecendo, aos que o ouvem, um novo paradigma sobre a natureza humana. Ele se coloca ao lado dos grandes homens que mudaram a historia da humanidade. Esta contribuição ainda está por ser plenamente reconhecida.
Atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro. Projeções da OMS estimam que no ano de 2030, entre todas as doenças, a depressão será a mais comum. Existem tratamentos efetivos, mas menos da metade dos afetados pela doença recebem qualquer tipo de tratamento. Se você ou alguém próximo a você sofre de depressão, procure ajuda profissional. Esse pode ser o primeiro grande passo em direção a uma grande mudança.
Anthony Robbins ou simplesmente Tony Robbins é um dos mais famosos autores do chamado Coaching, palavra inglesa para Treinamento. Utilizando os conhecimentos da PNL – Programação Neuro-linguística – e da psicologia comportamental e cognitiva ele é o autor de diversos livros de sucesso como Desperte o Gigante Interior (1992) e Poder sem Limites (1987).
Recomendo muitíssimo os livros dele. Neste vídeo, ele explica as forças invisíveis” que motivam as ações de cada um. Porque você faz o que faz, do jeito que faz? O que te levou a tomar as suas mais importantes escolhas? Não se trata aqui, de racionalizar, mas sim de entender a emoção por trás dos comportamentos…
Documentário a respeito da Síndrome do Pânico, feito para a disciplina de Audiovisual de pós-graduação em Gestão e Produção em Jornalismo, PUC – Campinas, feito sob orientação do Prof. Duilio Fabbri.
O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma das doenças mentais mais conhecidas. Também chamado de TOC, o transtorno atinge cerca de 2 a 3% da população e os sintomas podem ser mais leves e quase imperceptíveis até quadros graves, nos quais a pessoa portadora vê sua vida impedida.
Os sintomas mais comuns do TOC são:
- lavar frequentemente as mãos;
- checar se a casa está fechada ou o fogão está desligado;
- ter que cumprir um ritual como falar 3 vezes a mesma frase ou – como no vídeo – dar um número X de beijos;
- pensamentos obsessivos envolvendo desastres ou a própria morte;
- andar de determinado jeito nas calçadas, pulando as frestas e rachaduras ou outras “imperfeições”
- etc.
O vídeo ficou famoso por unir estes e outros sintomas com o sentimento de amor do autor do poema por uma mulher. Misturando as questões da doença com o sentimento romântico e com a intensidade com que fala, o resultado é impressionante.


Fonte: PsicologiaMSN