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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

MATURIDADE E RELACIONAMENTOS LONGOS: ENTENDA O EQUÍVOCO

É UM EQUÍVOCO ASSOCIAR MATURIDADE A RELACIONAMENTOS LONGOS
Por Saulo Fong
 
 
 

"É comum para esses profissionais associar pessoas que mantêm um relacionamento afetivo tradicional longo com um alto nível de maturidade emocional..."
 
 
Frequentemente, escuto a associação de algum comportamento no campo afetivo com o nível de maturidade emocional. É comum também encontrar tal associação até mesmo em algum artigo ou livro de terapeutas, psicólogos ou psicanalistas.

É importante deixar claro que essas associações são apenas generalizações e opiniões de cada profissional baseado nas próprias crenças e valores.
E o que acontece quando as crenças e valores pessoais de um profissional não são os mesmos das crenças e valores pessoais de um cliente?

É comum alguns profissionais tentarem enquadrar o cliente nos seus próprios modelos mentais utilizando a questão da maturidade emocional como estímulo para causar alguma pressão interna no cliente. Essa atitude pode gerar culpa ou sentimento de inadequação.
Observo muito esse tipo de comportamento principalmente nos profissionais que atendem pessoas com conflitos de relacionamento. É comum para esses profissionais associar pessoas que mantêm um relacionamento afetivo tradicional longo com um alto nível de maturidade emocional, enquanto que associam pessoas que não mantêm um relacionamento afetivo tradicional ou que se relacionam afetivamente com mais de uma pessoa como tendo um baixo nível de maturidade emocional.
Ao invés de julgar o nível de maturidade emocional com a duração de um relacionamento, eu particularmente associo a maturidade emocional com a capacidade de manter a paz interior e a serenidade em situações de conflito, sejam elas quais forem.
Há pessoas que mantêm um relacionamento afetivo por anos, mas perdem a tranquilidade e o equilíbrio em qualquer situação de conflito, da mesma forma que pode haver pessoas que mantêm diversos relacionamentos afetivos, mas mantêm seu equilíbrio e serenidade em situações de estresse.
Essa visão está unicamente baseada também na minha experiência, crenças e valores pessoais. Cabe apenas a você escolher ou decidir qual é a visão que lhe faz mais sentido ou não.


Fonte: UOL

segunda-feira, 29 de abril de 2013

LIDAR COM A MORTE PODE NOS DAR FORÇA OU TIRÁ-LA


Por Saulo Fong


"Estar em sintonia com a morte como parte da vida e não como oposição a ela, é a última compreensão para encontrar a paz diante dela" 

A morte ainda é um grande tabu em nossa sociedade pelo mistério que ela representa.

Por fazer parte da vida, a morte de um familiar ou de uma pessoa próxima é algo que todos teremos de lidar cedo ou tarde. Há formas de lidar com o falecimento de tal pessoa que podem tirar força, dar força ou fazer com que você fique indiferente à situação.

Vivenciar o luto, a tristeza e a dor fazem parte do processo de enfrentar essa situação desconfortável. Cada pessoa tem o seu próprio tempo e maneira de lidar com a morte de um ente querido.


Como ganhar força frente à morte de um familiar

1º) Se passada a *fase do luto, você ainda carregar alguma mágoa, remorso ou culpa em relação à pessoa falecida, há grandes possibilidades de você sentir-se fraco com a morte de tal pessoa. Nessa situação, imaginá-la e verbalizar o que você sente, sem fazer cobranças, mas sim agradecendo e lembrando dos momentos felizes que compartilharam, pode fazer com que esses sentimentos se transformem. É importante também vivenciar conscientemente cada emoção que aflorar. Ou seja, vivenciar a emoção prestando ATENÇÃO nas sensações, percebendo cada detalhe sobre como essa emoção se apresenta, ao invés de ficar com a mente focada no contexto ou na história que causou a emoção.

2º) Outra forma de lidar com esse acontecimento de forma que lhe traga força, é dedicar os momentos felizes de sua vida em homenagem à pessoa falecida. Quando você vive sua vida em homenagem a alguém que se foi ou é importante em sua vida, você se sente mais motivado e apoiado em suas ações. Dar um lugar à pessoa falecida no seu coração e nas suas lembranças é também uma forma de homenagear e de se sentir conectado e apoiado pelo ente querido.

Não temos como saber quando a morte acontecerá para nós ou para os entes queridos, mas temos a certeza de que um dia ela ocorrerá. Estar em sintonia com a morte como parte da vida e não como oposição a ela, é a última compreensão para encontrar a paz diante dela.

* Pode durar dias, meses e em casos muito traumáticos anos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

MUDE SUA PERCEPÇÃO SOBRE O OUTRO


AO INVÉS DE QUERER MUDAR O OUTRO, MUDE SUA PERCEPÇÃO SOBRE ELE
Por Saulo Fong


"Lembre-se, os incômodos que sentimos na presença de outras pessoas estão em nós, e não nos outros. Ao mudar a forma de perceber o outro, você não sentirá mais a necessidade de mudá-lo."

Uma das principais causas de sofrimento e angústia na vida de muitas pessoas são os conflitos de relacionamento. Muitos desses conflitos acontecem pela expectativa que se cria sobre a outra pessoa e pela não aceitação do outro.

Aceitar o outro é um dos principais pilares para manter um relacionamento harmonioso com qualquer pessoa. Quando existe a intenção de mudar alguém, cria-se uma tensão no vínculo entre essas pessoas, pois a maioria irá resistir a essa tentativa de ser influenciada.


POR QUE SENTIMOS NECESSIDADE DE MUDAR O OUTRO?

Esse desejo de modificar um pai, uma mãe, um filho(a), um parceiro(a) ou um amigo(a) surge a partir de um incômodo que a pessoa sente na presença dele(a). Esse incômodo está muitas vezes relacionado às crenças e valores da pessoa que se sente incomodada.

Caso você acredite que alguma pessoa do seu círculo social necessite mudar, experimente se questionar e perceber quando você se sente incomodado com ela. Provavelmente, o desconforto está relacionado ao comportamento e atitude que ela manifesta. Nesses casos, tomar consciência de que esses comportamentos são apenas estratégias que a pessoa utiliza para suprir alguma necessidade, podem mudar sua percepção do outro.

Outro fator que pode estar relacionado ao desejo de mudar uma pessoa é o sentimento de superioridade em relação a ela, como se você soubesse o que é melhor para essa pessoa.

Três exercícios para você mudar sua percepção sobre o outro:

Nesses casos, alguns exercícios simples podem ajudá-lo a mudar sua percepção.

1º) Experimente imaginar os pais atrás dela todas as vezes que vocês se encontrarem. Isso porque a imagem dos pais atrás da pessoa, faz com que nossa percepção sobre ela se altere: colocamos uma origem em sua existência. Assim, percebemos a pessoa mais forte e mais independente. Você também pode imaginar os seus pais atrás de você para fazer com que a relação fique mais equilibrada. 

2º) Muitas vezes, você pode ter uma representação interna da pessoa onde ela se apresenta menor que você, como se você olhasse para ela por cima. Caso isso aconteça, imagine a pessoa na sua mente, e faça com que ela cresça até ficar do seu tamanho.

3º) Outro exercício muito eficaz para lidar com seu próprio incômodo é imaginar a pessoa que você deseja mudar e verbalmente dizer: "Eu te aceito do jeito que é." Esta frase pode fazer com que algum sentimento venha à tona. Acolha qualquer sentimento que surgir, respirando de maneira suave e contínue até sentir uma tranquilidade.

Lembre-se, os incômodos que sentimos na presença de outras pessoas estão em nós, e não nos outros. Ao mudar a forma de perceber o outro, você não sentirá mais a necessidade de mudá-lo.