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sábado, 13 de outubro de 2012

HITLER TINHA ASPERGER?

Por Hebert Campos


Há motivos para acreditar que o ditador da Alemanha nazista Adolf Hitler (1889-1945?) tinha características suficientes para enquadrá-lo dentro de um quadro diagnóstico de Síndrome de Asperger, a forma mais branda do espectro autista. Temos que ter em mente que a análise do histórico clínico e da biografia do indivíduo forma base para uma provável inclinação diagnóstica de uma condição neurobiológica ou psiquiátrica e assim, pode ser utilizada para inferir como uma personalidade histórica já falecida se estruturava através do diagnóstico post mortem.

Sua trajetória de vida o tornou um maligno raro, embora alguns o considerem como o maior político europeu do século XX. Provavelmente ele cumpriu os critérios para uma variedade de diagnósticos psiquiátricos, entre eles TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e distimia. Contudo, Hitler preenchia os critérios da “Tríade de Wing” que caracteriza o amplo espectro do autismo, que também inclui formas severas com grave retardo mental. Primeiro, ele tinha interesses muito específicos, isto é, era imerso em interesses especiais, além de pensamentos obsessivos e inflexíveis. O monólogo foi principal forma de comunicação verbal de Hitler. Possuía comportamento emocional inadequado, e como mesmo afirmava, preferia em muitos momentos a companhia de animais a pessoas. É sabido que sua cadela favorita Blonde – uma pastora alemã – o fez companhia até seus últimos dias de vida no Bunker em Berlim. O ditador apresentava ausência de amigos íntimos e sempre achou difícil se aproximar do sexo oposto, o que pode caracterizar um déficit de empatia. Outras características curiosas mencionadas e relatadas incluem fotofobia, olhar estranho e “penetrante”, frequentes crises de flatulência e irritabilidade descontrolada. 
 Movimentos rígidos e estereotipados também puderam ser observados. Sua inteligência lógico-matemática superdesenvolvida direcionada para estratégia militar e sede insaciável por leitura fez parte da rotina de Hitler desde a infância.

De acordo com artigo com o psiquiatra Andreas Fries do Hospital da Universidade Karolinska na Suécia, as evidências de que Adolf Hitler se encontra no espectro do autismo são: o pai apresentou sintomasque pode falar de problemas autistas, com pedantismo, rigor e inacessibilidade. Tinha tambémdificuldades de cooperação, problemas de agressão eum interesse estritamente definido (para apicultura). Hitlerse mostrou evidências iniciais de viés na comunicação, dificuldades de se relacionar com seus pares, sociale emocionalmente comportamento inadequado e imersiva interesses especiais. “Ele era inteligente e tinha interesses intelectuais, mas pode-se dizer que sofreu com a falta de bom senso”, disse Fries.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

EMPATIA NA SÍNDROME DE ASPERGER

Por Hebert Campos


Uma das definições de empatia, de Carl Rogers, diz que O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém, como se fosse à outra pessoa, em outras palavras, colocar-se no lugar do outro, porém sem perder nunca essa condição de “como se”. A empatia implica, por exemplo, sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele a percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro. Se esta condição de “como se” está presente, nos encontramos diante de um caso de identificação. Porém, de acordo com a psicóloga e escritora Valerie Gauss, a pessoa com Asperger não é intelectualmente capaz de inferir que o colega de trabalho que perdeu seu gato pode estar triste, especialmente no momento. Eles podem perceber estas horas mais tarde em casa. “Mas quando eles sabem que a pessoa está triste, eles são capazes de sentir essa tristeza sem qualquer dificuldade, talvez até mais intensamente do que as pessoas comuns”, disse ela. Em outras palavras, “eles têm empatia difícil de expressar de uma maneira convencional”.

A “frieza emocional” e déficit acentuado de empatia emocional é uma característica típica da psicopatia. Nas duas condições, psicopatia e Síndrome de Asperger, há alteração no funcionamento da amígdala cerebral. Mas o indivíduo com Asperger não pode ser caracterizado como “frio e calculista”, embora haja o desenvolvimento muito acentuado do pensamento racional e frequentemente não saiba expressar corretamente suas ações emocionais. Nesse ponto é interessante a diferenciação da empatia nos psicopatas de diferentes níveis e dos aspies. Pois os primeiros entendem – e, às vezes, dominam com excepcional destreza – o funcionamento e interpretação das emoções alheias, já os aspies não.

Alguns consideram que há três tipos de empatia – cognitiva, emocional e compassiva. Os aspies possuem déficit de empatia cognitiva e a empatia emocional preservada.