Por Hebert Campos
Há motivos para acreditar que o ditador da Alemanha
nazista Adolf Hitler (1889-1945?) tinha características suficientes para
enquadrá-lo dentro de um quadro diagnóstico de Síndrome de Asperger, a forma
mais branda do espectro autista. Temos que ter em mente que a análise do
histórico clínico e da biografia do indivíduo forma base para uma provável
inclinação diagnóstica de uma condição neurobiológica ou psiquiátrica e assim,
pode ser utilizada para inferir como uma personalidade histórica já falecida se
estruturava através do diagnóstico post
mortem.
Sua trajetória de vida o tornou um maligno raro,
embora alguns o considerem como o maior político europeu do século XX.
Provavelmente ele cumpriu os critérios para uma variedade de diagnósticos
psiquiátricos, entre eles TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade) e distimia. Contudo, Hitler preenchia os critérios da “Tríade
de Wing” que caracteriza o amplo espectro do autismo, que também inclui formas
severas com grave retardo mental. Primeiro, ele tinha interesses muito específicos,
isto é, era imerso em interesses especiais, além de pensamentos obsessivos e
inflexíveis. O monólogo foi principal forma de comunicação verbal de Hitler. Possuía
comportamento emocional inadequado, e como mesmo afirmava, preferia em muitos
momentos a companhia de animais a pessoas. É sabido que sua cadela favorita Blonde
– uma pastora alemã – o fez companhia até seus últimos dias de vida no Bunker
em Berlim. O ditador apresentava ausência de amigos íntimos e sempre achou
difícil se aproximar do sexo oposto, o que pode caracterizar um déficit de
empatia. Outras características curiosas mencionadas e relatadas incluem fotofobia,
olhar estranho e “penetrante”, frequentes crises de flatulência e
irritabilidade descontrolada.
Movimentos rígidos e estereotipados também
puderam ser observados. Sua inteligência lógico-matemática superdesenvolvida
direcionada para estratégia militar e sede insaciável por leitura fez parte da
rotina de Hitler desde a infância.
De acordo com artigo
com o psiquiatra Andreas Fries do Hospital da Universidade Karolinska na
Suécia, as evidências de que Adolf Hitler se encontra no espectro do autismo
são: o pai apresentou sintomasque pode falar de problemas autistas, com
pedantismo, rigor e inacessibilidade. Tinha tambémdificuldades de cooperação,
problemas de agressão eum interesse estritamente definido (para apicultura).
Hitlerse mostrou evidências iniciais de viés na comunicação, dificuldades de se
relacionar com seus pares, sociale emocionalmente comportamento inadequado e
imersiva interesses especiais. “Ele era inteligente e tinha interesses
intelectuais, mas pode-se dizer que sofreu com a falta de bom senso”, disse
Fries.



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