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sexta-feira, 12 de junho de 2015

SOU PAVIO CURTO?

As pessoas de pavio curto são aquelas que perdem o eixo facilmente, e são naturalmente incomodadas com tudo e com todos. A personalidade de uma pessoa de pavio curto também envolve características como impulsividade, forte reação negativa, irritabilidade exagerada e raiva.

Também é comum ouvir que pessoas com pavio curto apresentam mau humor, falta de paciência, pessimismo, afastamento social e dificuldades de relacionamento. Se você se familiarizou com algumas destas características, saiba que você tem grandes chances de ser um exemplo clássico de pavio curto.

Quem tem essa personalidade, normalmente, fica frustado quando suas expectativas não são alcançadas, apresenta grande ansiedade e tem atitudes egoístas. Estas pessoas podem ter acessos de raiva e ira, podendo até desenvolver um lado agressivo.

A irritabilidade excessiva da pessoa com pavio curto pode refletir também no aspecto físico, causando problemas de saúde como enxaqueca, problemas gástricos, estresse e problemas dermatológicos.

Aquelas pessoas apontadas como pavio curto são negativas, buscam o alívio imediato da raiva e falam sem pensar. No fundo, estas pessoas são extremamente inseguras e vulneráveis.

Para saber se você pode ser considerado um pavio curto, basta fazer uma auto-análise. Você é uma pessoa autoritária e está sempre criticando os outros? Você tem explosões de raiva e age por impulso? Você se considera uma pessoa chata e impaciente? Se você respondeu sim para a maioria das perguntas, é muito provável que você seja um cidadão ou cidadã de pavio muito curto.

Estas características podem tornar a vida de uma pessoa insuportável. Por isso, é importante buscar uma terapia para tentar resolver questões referentes a própria personalidade e trabalhar a tolerância e a paciência.

Deixe de lado a tensão e fique atento ao próprio comportamento. Analise os efeitos negativos do seu comportamento e tente mudá-lo. Esta atitude facilitará sua adaptação social e evitará que a sua postura prejudique suas relações afetivas e profissionais.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

QUANTO TEMPO DURA UMA EMOÇÃO?


Estudos indicam que existem diferenças na duração de cada tipo de emoção humana. Entre todos os sentimentos que podemos ter, a tristeza é a emoção que dura mais tempo. Já as mais rápidas são a vergonha, a surpresa, o medo, o nojo, a irritação, o alívio e o tédio, que têm uma duração estimada em apenas alguns instantes.

De acordo com o pesquisador Philippe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica, as emoções que duram menos tempo são resultado de eventos com pouca importância. Ao passo que as emoções de longa duração são aquelas que resultam de eventos com fortes implicações para as preocupações mais importantes da vida.

Confira alguns tempos de duração das emoções:

1 – Felicidade – Este sentimento de pleno contentamento pode durar, no máximo, 35 horas.

2 – Tristeza – A tristeza pode durar até 5 dias, sendo a emoção mais longa dos seres humanos. São necessárias, em média, 120 horas para esquecer o abatimento causado por um fato triste.

3 – Desespero – Esta emoção passa em 24 horas.

4 – Tédio, Surpresa, Medo, Nojo, Alívio, Vergonha e Irritação – Estas emoções duram poucos minutos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

EMOÇÕES DOLOROSAS

Por Regina Wielenska


 "Escapadas imediatistas nos distanciam do autoconhecimento"

 
Muitas vezes a vida nos deixa atrapalhados. Surge raiva, tristeza, fúria ou medo. A nora que fez malcriação sem motivo. A infidelidade do sócio que garfou um naco do capital gerado com luta por alguém. Um caso de amor acaba sem aviso prévio e nos deixa ao relento do afeto. O emprego que não aparece. A fratura num osso ou na casa destruída pela inundação. Motivos não faltam.

Fazer o quê? Não penso agora em medidas práticas, estas são óbvias, menos sutis. O que me preocupa são os sentimentos, os estados de alma que nem sempre conseguimos reconhecer, dar nome aos bois. Não é todo mundo que cresce sabendo identificar o que sente e as razões desse sentir. Muito menos está habilitado pra lidar com tão complexo material, e transformá-lo em algo que favoreça o crescimento, a aprendizagem, um raro tipo de bem-estar.


A OBRIGAÇÃO DO BEM-ESTAR E SUAS PRECÁRIAS SOLUÇÕES

A sociedade ocidental contemporânea freneticamente enaltece o bem-star a qualquer preço, e aí se enraíza um tremendo problema. Se alguém está nervoso, que tal um comprimidinho de calmante, tão generosamente cedido pela amiga? Por que não começar a noitada com o “esquenta” na casa de alguém? Quem chega alcoolizado à festa escapa de sentir vergonha, se joga mais cedo na pista, paquera mais. Quem já não espantou o tédio ou a tristeza fazendo compras no shopping center favorito? Insônia é um fantasma, e hipnóticos devem dar cabo dos olhos arregalados no meio da noite.

Nesse sentido, parece que muitas práticas culturais existem com o propósito de eliminar de modo falsamente eficaz os sentimentos indesejados. Um calmante tem vida curta e, cessado seu efeito, como estarão o sujeito e o problema que o enervou? Quem se embriaga na festa pode acordar ao lado de alguém totalmente esquisito, cujo nome desconhece e preferirá não saber. Ou pior, pode não acordar, já que seu carro capotou na estrada e a vida foi ao fim. Compras indevidas representam gastos fora de esquadro. E, além do mais, trazem um bem-estar efervescente, rápido e escorregadio. Uma noite de insônia não é mesmo bom, mas começar o dia com efeito residual de hipnóticos pode ser horrível.


UM OUTRO JEITO

A falecida atriz Henriqueta Brieba (lembram dela, em idade avançada, miúda, atuando com Jô Soares?) numa entrevista contou que aproveitava a insônia para tricotar e assistir filmes de terror com Bela Lugosi. Será que um banho relaxante, ao som do compositor favorito, seguido por uma massagem e uma xícara de chá de maçã não substituiriam a loucura das compras?

Algumas dores talvez precisem ser acolhidas, tratadas a pão de ló. Se a gente não fugir delas, teremos a chance de conhecer mais nosso próprio funcionamento, suavemente, conseguiremos destrinchar as circunstâncias, aprender algo sobre elas e sobre nós mesmos. Escapadas imediatistas nos distanciam do autoconhecimento.

A resiliência, a capacidade de nos refazermos depois de um baque, depende de tolerarmos as frustrações, de conseguirmos assimilar os fatos, de encontrar as alternativas possíveis, negociando com a vida e refazendo nosso caminho. Aceitar as emoções, sem fugir delas, requer um compromisso com as coisas mais essenciais da vida, e desse compromisso não fazem parte as soluções tipo sopa instantânea.

Viver na plenitude parece mais com fazer doce no tacho. Cozimento vagaroso, sábio manejo do fogo, dedicação com a colher de pau, e assim depois se desfrutará da compota, com o orgulho parecido com o de quem peitou a adversidade e chegou aonde queria, ou próximo desse lugar.

Se a festa não tem graça, pra que beber para conseguir estar nela? Faça uma festa sozinho, a dois ou em grupo. Na mais absoluta sobriedade. Mas que seja uma festa boa de verdade, pelo sorriso dos amigos, as piadas que cada um sabe contar, as delícias a se degustar, a sensualidade da dança, a vibe da playlist escolhida. Sinta cada dimensão da festa. Sons, cheiros, texturas, movimentos, toques, presenças e ausências. Esteja nela por inteiro, sem aditivos, munido com muita disposição interna e uma postura de atenção plena.


Fonte: Comportamento