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terça-feira, 23 de setembro de 2014

BONECAS PARA MENINAS E CARRINHO PARA MENINOS

Que crianças pequenas sabem o que são brinquedos tipicamente masculinos e femininos é um fato, mas elas concordam que, por exemplo, bonecas são para meninas, e carrinhos para meninos? Estudo de Laura Rabelo, Renato Bortoloti e Debora Souza, da Universidade Federal de São Carlos, publicado no The Psychological Record, pode nos ajudar a responder essa pergunta.
Os pesquisadores recrutaram 10 crianças, seis meninos e quatro meninas, de 7 a 10 anos de idade, que responderam um instrumento chamado “Procedimento de Avaliação Relacional Implícita (IRAP, em inglês), que baseia-se em um conceito costumeiramente chamado de cognição implícita, e parte do pressuposto de que respondemos a relações consistentes com nossa história de aprendizagem mais rápido do que a relações inconsistentes. Em outras palavras, uma criança que precisa responder inicialmente que bonecas combinam com meninas e, mais tarde, que bonecas combinam com meninos, responderá mais rápido à primeira relação do que à segunda, se tiver aprendido, durante sua vida, que bonecas são para meninas, e não para meninos. Da mesma forma, se a relação fosse “carrinhos combinam com meninos”, e depois “carrinhos combinam com meninas”, ela provavelmente responderia mais rápido à primeira relação.
As tarefas consistiam em visualizar as seguintes configurações na tela: “Maria e boneca”, “João e carrinho”, “Maria e carrinho” e “João e boneca”, e responder, pressionando uma determinada tecla localizada à direita ou à esquerda no teclado do computador, de maneira rápida (no máximo 3 segundos) e com alto nível de acertos (pelo menos 70% ), à instrução dada pelo experimentador. Nos blocos ditos consistentes, as crianças tinham que dizer que “Maria e boneca” e “João e carrinho” combinavam (tecla da esquerda), enquanto que “Maria e carrinho” e “João e boneca” não combinavam (tecla da direita). Nos blocos ditos inconsistentes, as crianças deveriam responder o oposto.

Como era de se esperar, as crianças responderam mais rápido quando apontaram que Maria e boneca combinavam, e que “João e boneca” não combinavam. Entretanto, a latência das respostas para “carrinho e João” e para “carrinho e Maria” não diferiu significativamente, o que indica que, para essas crianças, carrinhos combinam tanto com meninas quanto com meninos.

Os autores comentam o resultado citando pesquisas que demonstraram que meninos são mais punidos ao manusear brinquedos considerados femininos do que meninas o são ao manusear brinquedos considerados masculinos. Além disso, meninos sofrem maior pressão de seus pares para se comportar de acordo com padrões normativos de gênero.

Embora o objetivo do estudo fosse avaliar a adequação do IRAP para crianças com idade escolar, uma vez que nenhum estudo havia sido publicado sobre o assunto, a pesquisa mostrou que as atitudes das crianças revelam que os estereótipos de gênero parecem estar presentes em crianças pequenas.

Rabelo, L.Z.; Bortoloti, R. & Souza, D.H. (2014). Dolls are for girls and not for boys: Evaluating the appropriateness of the Implicit Relational Assessment Procedure for school age-children. The Psychological Record, 64,1, 71-77. Disponível em:http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs40732-014-0006-2

terça-feira, 16 de setembro de 2014

USO DE MACONHA PELOS JOVENS E SEUS EFEITOS AO CÉREBRO

Fumar maconha apenas uma vez por semana pode ter um efeito negativo significativo no cérebro de adolescentes e adultos jovens, incluindo o declínio cognitivo, falta de atenção e memória, e diminuição do QI, de acordo com psicólogos que discutem as implicações para a saúde da legalização da maconha na Convenção Anual da American Psychological Association.
“É preciso enfatizar que o uso regular de cannabis, que consideramos como sendo uma vez por semana, não é seguro e pode resultar em dependência e danos neurocognitivos, especialmente na juventude”, disse Krista Lisdahl, Ph.D., diretor do laboratório de neuropsicologia na Universidade de Wisconsin-Milwaukee. 
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Ela observou que o uso da maconha está aumentando, citando um estudo de 2012 que constatou que 6,5% dos alunos do ensino médio relataram fumar maconha diariamente, índice muito acima dos 2,4% constatado em 1993. Além disso, 31% dos jovens adultos entre as idades de 18 e 25 relataram o uso de maconha no último mês.
As pessoas que são viciadas em maconha pode perder uma média de seis pontos de QI na idade adulta, de acordo com Lisdahl, referindo-se a um estudo de 2012 onde 1.037 participantes, que foram acompanhados desde o nascimento até aos 38 anos.
Estudos de imagem cerebral de usuários regulares de maconha têm mostrado mudanças significativas em sua estrutura cerebral, principalmente entre os adolescentes, de acordo com Lisdahl.
“Anormalidades na substância cinzenta do cérebro, que está associada com a inteligência, foram encontrados em 16 jovens de 19 anos que aumentaram seu consumo de maconha no ano passado”, disse ela.
“Ao considerar a legalização, as políticas públicas precisam abordar maneiras de evitar o fácil acesso à maconha e financiar tratamento adicional para usuários adolescentes e adultos jovens”, disse ela.
Ela também recomenda que os legisladores considerem a regulação dos níveis de tetrahidrocanabinol, ou THC, a principal substância química psicoativa da maconha, para ajudar a reduzir os potenciais efeitos neurocognitivos.
“Algumas formas legalizadas de maconha têm níveis mais altos de THC do que outros tipos”, disse Alan Budney, Ph.D., do Dartmouth College, que observou que o THC é responsável pela maioria dos efeitos psicológicos da maconha.
“Pesquisas anteriores demonstraram que o uso freqüente de alta potência de THC pode aumentar o risco de futuros problemas com depressão, ansiedade e psicose”, acrescentou.
“Estudos recentes sugerem que esta relação entre a maconha e a doença mental pode ser moderado pela freqüência com que a maconha é usada e a potência da substância”, disse Budney.
Além disso, a aceitação das pessoas quanto ao uso legalizado de maconha medicinal parece ter um efeito sobre a percepção dos riscos da droga dos adolescentes, de acordo com Bettina Friese, Ph.D., do Instituto do Pacífico para Pesquisa e Avaliação, na Califórnia.
Ela apresentou os resultados de um estudo realizado com 17.482 adolescentes no estado americano de Montana, que constatou que o uso de maconha entre os adolescentes em 2003 foi maior nos municípios com maior número de pessoas que votaram para legalizar a maconha medicinal em 2004. Além disso, adolescentes em municípios com mais votos para tal legalização percebiam o uso da maconha como algo menos arriscado.
“Estes resultados sugerem que uma atitude mais tolerante em relação à maconha medicinal pode ter um efeito maior sobre o consumo de maconha entre os adolescentes”, observou ela.


Fonte: PsychCentral News

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA?

Primeira impressão: apenas meio segundo é suficiente para formá-la

Pesquisa mostra que, com um "olá", pessoas já constroem opinião sobre a personalidade alheia

Quanto tempo se leva para formar uma primeira impressão de alguém? De acordo com um novo estudo, apenas meio segundo — ou um simples "olá" — já é suficiente para tirar conclusões sobre a personalidade de uma pessoa e julgar se ela lhe agrada. E, segundo a pesquisa, não é preciso necessariamente estar olhando para o outro para fazer esse tipo de julgamento.
Os autores do estudo, feito na Universidade de Glasgow, na Grã-Bretanha, chegaram a essas conclusões após pedir que 320 pessoas relatassem suas impressões após ouvir às gravações de diferentes indivíduos dizendo "olá". Os voluntários deveriam dizer o que acharam das vozes com base em dez critérios definidos pela pesquisa — entre eles, confiabilidade e entusiasmo.
Segundo os pesquisadores, a maioria das 64 gravações provocou as mesmas reações entre os participantes, e esse julgamento foi definido em apenas 300 a 500 milésimos de segundo. Uma das características mais levadas em consideração para os voluntários foi a confiança que a voz transmitia — para a maioria, homens que levantavam a voz pareciam mais confiáveis, por exemplo.
A equipe concluiu que o tom da voz de uma pessoa ao dizer "olá" é capaz de, imediatamente, formar a primeira impressão que alguém terá dela. Segundo os pesquisadores, isso pode ser um reflexo da história recente do ser humano, na qual se tornou cada vez mais importante para a sobrevivência identificar em que é possível confiar. O estudo completo foi publicado nesta semana no periódico Plos One.
"É surpreendente que discursos tão pequenos possam causar uma impressão tão definitiva sobre uma pessoa e, além disso, que essas impressões sejam as mesmas em diferentes ouvintes", diz Phil McAleer, pesquisador do Laboratório de Neurocognição da Voz da Universidade de Glasgow e coordenador do estudo. McAleer acredita que seu estudo poderá ajudar a aumentar a eficácia de sistemas de áudio educativos, além de elevar a compreensão sobre a interação humana.


Fonte: VEJA

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ESTUDO MOSTRA O QUANTO É DIFÍCIL FICAR SEM FAZER NADA

Em um teste em que deveriam permanecer sentados, sozinhos e acordados por até 15 minutos, participantes escolheram receber choques elétricos "para se distrair"


Realizar qualquer ação, mesmo que desagradável, é preferível a ficar sem fazer nada. Essa é a principal conclusão de onze experimentos compilados em um artigo publicado na quinta-feira na revista Science. A maioria das pessoas considerou desagradável ficar sozinha e sem nenhum entretenimento por períodos de 6 a 15 minutos. Dois terços dos homens e um quarto das mulheres julgaram o exercício tão insuportável que preferiram aplicar leves choques elétricos em si mesmos para se distrair. Em um caso, um homem apertou o botão que liberava o choque 190 vezes.

Na primeira fase do estudo, conduzido por psicólogos das universidades Harvard e de Virgínia, nos Estados Unidos, estudantes universitários eram deixados sozinhos em uma sala sem decoração, livros, telefone ou qualquer outra distração. A única regra é que eles deveriam ficar sentados e acordados. Questionados ao fim do teste, os voluntários disseram, na média, não ter gostado da experiência e relataram que a mente ficava vagando. 
Os pesquisadores suspeitaram que o ambiente pudesse ter atrapalhado e refizeram o experimento com outros estudantes, desta vez em suas casas. Os resultados não mudaram, exceto que a tarefa foi considerada ainda mais desagradável. Neste caso, 32% dos estudantes admitiram ter trapaceado, mexendo nos celulares, ouvindo música ou se levantando para fazer qualquer outra coisa durante o teste. 
Grupo ampliado  Para ter certeza de que o resultado não se aplicava apenas a universitários, os cientistas recrutaram voluntários de 18 a 77 anos em uma feira e uma igreja. Eles repetiram o experimento nas casas das pessoas, e os relatos foram iguais. Com isso, os pesquisadores concluíram que, independentemente da idade, nível econômico, escolaridade e frequência de uso do celular e de mídias sociais, as pessoas não gostam de ficar sozinhas com seus pensamentos.

Choque para se distrair — Mas seria isso tão desagradável a ponto das pessoas preferirem uma experiência negativa a não fazer nada? Em um estudo seguinte, os participantes tinham a opção de ficar sentados sem distrações ou aplicar choques elétricos em si mesmos. Surpreendentemente para os cientistas, 67% (12 de 18) dos homens e 25% (6 de 24) das mulheres aplicaram o choque pelo menos uma vez durante o teste. Antes do experimento, em uma conversa com os cientistas, a maioria dos participantes tinha afirmado que pagaria para não receber os choques, mas mudou de ideia diante do tédio.
Os pesquisadores ainda não sabem por que isso acontece com os humanos, mas acreditam que essa característica explica, por exemplo, porque algumas pessoas buscam técnicas para controlar melhor seus pensamentos, como a meditação.


Fonte: VEJA

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A VISÃO SKINNERIANA DE SELF

As atribuições do comportamento a causas internas soam poéticas e românticas, convencem muito bem àqueles que se interessam por explicações rápidas e satisfazem a maioria das pessoas que precisam entender o “motivo” de agirem de determinadas formas em dadas situações. Entre essas causas internas poderíamos citar as gestaltens das abordagens existenciais-humanistas, o inconsciente, o id, o ego e o superego freudianos e também o self. 

Atribuir causas internas ao comportamento diminui a ansiedade das pessoas com relação a fenômenos que pareçam inexplicáveis ou que ainda não têm uma explicação plausível ou satisfatória a quem se comporta (Skinner, 1953). Na concepção skinneriana de self no livro Science and Human Behavior de 1953, tal “estrutura interna” teria a característica de causar comportamentos quando as variáveis das quais um comportamento é função não são conhecidas ou são ignoradas. 

Independente do que o self seja, para Skinner (1953; 1974), ele não parece ter a mesma natureza do organismo físico. Uma pessoa age no mundo e é dito que ela faz isso em função de seu eu interior, pois é ele que inicia e direciona um comportamento à obtenção de reforçamento. Muitas vezes, mais de um self é utilizado para explicar o porquê uma pessoa se comporta. O mesmo acontece com a personalidade. 

Se uma pessoa se comporta de forma dita chamativa ou parece estranha, o faz porque tem uma personalidade histriônica, como a cantora Lady Gaga e o cantor Marylin Manson. Caso possua um superego bem estabelecido, acarreta que a pessoa tem uma personalidade predominantemente neurótica, o que os psicanalistas esperam que a maioria das pessoas sejam. Por essas razões, Skinner (1953) aponta que, numa análise do comportamento, não seria necessário o conceito de self. Mas não dar uma explicação do que seria esse fenômeno do ponto de vista comportamental, deixaria a teoria em dívida com relação a outras teorias da Psicologia. 

Skinner, então, conceitua self como um “sistema de respostas funcionalmente unificado” (1953, p. 285). O autor dá uma explicação alternativa a esse conceito pautado nos preceitos de uma ciência natural e, então, infere que self estaria relacionado a modos de agir enquanto que personalidades estariam relacionadas a ocasiões. Em outras palavras, o self estaria associado aos comportamentos emitidos pelo indivíduo enquanto que sua personalidade seria determinada pela estimulação antecedente que faria a resposta a ser emitida. 

Dessa forma, “contingências diferentes criam pessoas diferentes na mesma pele” (Skinner, 1974, p. 185) e isso explicaria o porquê uma pessoa se comporta de uma determinada forma numa determinada comunidade verbal e de outra forma numa comunidade verbal distinta. Por exemplo, porque um indivíduo se comporta de uma forma quando está no contexto familiar e de outra forma quando inserida num contexto profissional.

Esse entendimento de self implicaria que procurar por consistências e integridades funcionais em aspectos da personalidade seria contraproducente. Além disso, implicaria que não precisamos atribuir diferentes eus a um organismo que se comporta se entendermos as contingências de reforçamento em que ele está inserido. Uma pessoa pode ter seu comportamento de ingerir bebidas alcoólicas reforçado num grupo de amigos, mas não numa reunião familiar em que os membros desse grupo sejam conservadores. Ao contrário, pode ter seu comportamento punido. E não é por isso que essa pessoa possui duas personalidades diferentes; tudo depende das audiências serem positivamente reforçadoras ou não (Skinner, 1957). O que entra em vigor nesse caso, mais uma vez, é a contingência de reforçamento, as variáveis das quais um comportamento é função (Skinner, 1953; 1974). 

As pessoas apresentam repertórios comportamentais diferentes em circunstâncias diferentes. Muitos desses repertórios são controlados por contingências sociais, sendo assim, as concepções skinnerianas (1953, 1974; 1990), contemplam que o self é construído socialmente. E, por ser construído na interação com o outro, o self poderia ser controlado verbalmente, como evidenciam as terapias comportamentais de terceira onda como a Terapia de Aceitação e Compromisso (Saban, 2011) e a Psicoterapia Analítica Funcional (Kohlenberg & Tsai, 2006). 

Muito do que sabemos de nós mesmos, muito do que sabemos do outro e das coisas que nos cercam, só sabemos porque a comunidade verbal em que estamos inseridos arranjou contingências para que soubéssemos nomear e descrever cada um desses fenômenos (Skinner, 1957; 1974; Catania, 1999; Hübner, Borloti, Almeida & Cruvinel, 2012). Só dizemos como nos sentimos, o que pensamos e o nome das coisas a nossa volta porque nossa comunidade verbal arranjou contingências e consequenciou nossas verbalizações de acordo com aquilo que seria produtivo para a sobrevivência da própria comunidade verbal (Skinner, 1957; Abreu & Hübner, 2012). 

“Sou do sexo masculino, tenho 39 anos, trabalho como engenheiro civil e me chamo João” é uma descrição de quem a pessoa é e do que ela faz. Tatear, nomear e descrever aspectos internos e externos que nos competem, expressar as relações funcionais de considerado homem, ter um nome, ter uma determinada idade e uma dada profissão são relações verbais ocasionadas e reforçadas por contingências sociais. 

Uma vez que o self é uma construção social e que o comportamento social depende de outros para ocorrer e ser consequenciado, poderíamos dizer que, por só sabermos descrever quem somos e como nos comportamos em função de uma comunidade verbal, há uma evidência de que o self pode ser, portanto, controlado verbalmente. E isso não nos dá necessidade de explicar determinados comportamentos dividindo-os em diversos selves e/ou personalidades. 

Tanto o comportamento verbal como o self, segundo os preceitos da teoria skinneriana, são classes de comportamentos que só existem em função de contingências socioculturais que entram em vigor na determinação do comportamento (Skinner, 1981). No momento em que Skinner (1953) aponta que o self seria a causa de comportamentos quando o indivíduo que se comporta não conhece as variáveis das quais seu comportamento é função, pode-se inferir que causas são atribuídas a uma estrutura interna quando o indivíduo não tem a capacidade de descrever as variáveis que estão controlando seu comportamento, corroborando, assim, o controle verbal exercido sobre o self. 

A personalidade também tem pontos em comum com o conceito de self por depender também, como todo e qualquer comportamento humano, dos três níveis de seleção do comportamento apontados por Skinner (1981). Desse modo, podemos citar a importância dos aspectos de personalidade herdados geneticamente, dos aspectos aprendidos durante a história individual e dos aspectos aprendidos em convivência social, com a comunidade verbal (Lundin, 1977; Banaco, Vermes, Zamignani, Martani & Kovac, 2012), que adentraria especificamente o self. A personalidade poderia, então, ser descrita e avaliada com base em padrões comportamentais regulares, sensíveis aos paradigmas de condicionamento respondente e operante, contemplados pelos fenômenos comportamentais de reforçamento, punição e extinção, sem esquecer jamais da singularidade do indivíduo, que é incontestável na visão da ciência (Skinner, 1959). 

A compreensão skinneriana de que o self é construído em função de contingências ontogenéticas e culturais nos permite entender que uma pessoa pode ser quem ela é, de acordo com as contingências de reforçamento em que ela está inserida e em função da comunidade verbal com quem convive. Entender quem somos, estar sensíveis às consequências de nossas ações e saber descrever como nos comportamos é atender à afirmação de Skinner de que “a aquisição mais nobre da qual o homem pode aspirar (...) é aceitar ele mesmo pelo que ele é” (1961, p. 17). 



Fonte: Comporte-se

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO DIMINUEM ANSIEDADE ENTRE PAIS E FILHOS

por Ceres Alves Araujo

"O virtual e o real estão se aproximando e isso ajuda, e muito, a tornar próximas as situações de distância entre pais e filhos" 
O desenvolvimento da tecnologia da comunicação trouxe um benefício indiscutível para a relação pais-filhos, uma vez que o contato em tempo real, ainda que à distância, pode ser muito tranquilizador para todos.

Toda mãe se lembra, com certeza, da angústia vivida com a necessidade de se separar de seu bebê nos primeiros tempos do nascimento dele. Estão na memória também os registros da ansiedade e medo experimentados quando o filho ficou sob os cuidados de outras pessoas, quando foi deixado na creche ou na escolinha. O espaço da falta, sentido pelas mães e pelos bebês, que se criava, era obscuro por ser sem informação e, consequentemente, muito ansiógeno.
A comunicação praticamente cessava, quando pais se afastavam de casa, seja para trabalhar, passear ou viajar. As crianças, por seu lado, viviam a ansiedade de separação nessas situações e, não raro, a expressavam mediante choros. Vale lembrar também, que os filhos iam para a escola mais tarde, demoravam mais tempo para irem passar o dia ou para dormirem na casa dos avós, dos tios e dos amigos.

Hoje, o computador e a telefonia móvel aliados à internet criaram soluções para os obstáculos da comunicação, permitindo o acesso às informações a todo instante. Isso, alterou de forma sensível as práticas de criar filhos e diminuiu a ansiedade vivida pelas separações.

As babás eletrônicas, de mais de 40 anos atrás, foram os primeiros aparelhos que permitiram um descanso mais tranquilo aos pais. Mas, a evolução da tecnologia da comunicação aconteceu em passos galopantes.

As câmaras conectadas ao computador permitem observar as crianças em suas atividades, o que trouxe enorme alívio para as mães que precisaram deixar seus bebes muito cedo aos cuidados de outros.

A telefonia móvel facilitou também lidar com imprevistos, muito frequentes nas cidades grandes, ajudando a administrar o estresse de mães, pais e filhos quando os horários combinados não podiam ser cumpridos.

As crianças ganharam mais autonomia, conectadas às famílias pelo celular. Vão para a casa do amigo, viajam sem os pais, com a certeza da comunicação imediata com eles. O controle que os pais podem ter sobre as atividades de seus filhos, facilitou muito a vida, principalmente em relação aos filhos adolescentes.

Entretanto, um avanço muito significativo ainda estava por vir: a comunicação via skype e via face time. Ouvir e falar e ver é muito diferente de ouvir e falar. Sabe-se que a comunicação para ser eficiente precisa ser sintonizada entre os interlocutores. O olho-a-olho, a interpretação das expressões faciais garante a percepção do estado mental, emocional do outro. Tal possibilidade de comunicação pode ser carregada de afeto, permitindo manifestações corporais amorosas, permitindo talvez, estar junto ao outro de corpo e alma, à distância.


Tecnologias de comunicação não substituem contato presencial

A tecnologia está se colocando também a serviço do carinho. Para pais bem atentos, ver o filho permite senti-lo e tal fato pode trazer tranquilidade. Para a criança, ver a face da mãe em inter-relacionamento com ela, pode trazer segurança. O virtual e o real estão se aproximando e isso ajuda, e muito, a tornar próximas as situações de distância entre pais e filhos. Traz a sensação de estar presente mesmo estando ausente. Cumpre ressaltar que, por mais avançadas e prodigiosas as tecnologias, nada, ainda, substitui o calor do abraço, o gosto do beijo, o cheiro dos bem-amados.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CONSCIÊNCIA E SUA RELAÇÃO COM OS CINCO SENTIDOS

Por Patrícia Renata


Ao falarmos sobre dados dos sentidos, referimos àquilo de que o sujeito tem consciência, quer isso corresponda a algo existente no mundo, quer não. Podemos dizer que nossos cinco sentidos, nos colocam em relação às coisas que estão fora de nossa mente – construída pelos processos internos do cérebro ou apenas ali depositada. Mas a representação enquanto tal é para alguns autores, inegável para o sujeito que a possui. Para outros, estaremos presos aos nossos próprios estados mentais de modo a termos apenas uma aposta de que o que existe em nível cerebral corresponda ao objeto “lá fora”. Abrir os olhos da face e fechar os do coração pode nos deixar frios demais. Escutar e ouvir modificando pensamentos e não apenas ensurdecendo por dentro, pode ser um bom começo. Sentir o perfume da flor na calçada é mais gratificante que, lembrar esse cheiro somente quando alguém partir, isso pode tornar-se pra sempre dolorido demais. Falar somente quando formos chamados ao processo, elevaria o nível de nosso vocabulário e capacidade de discernimento.

Para Wundt, considerado por muitos o “Pai da psicologia experimental” a consciência é um termo utilizado para nomear o fato de percebermos em nós próprios representações, sentimentos e impulsos voluntários, sendo este o objeto de fundamental importância da Psicologia. Ele acreditava que as sensações são formas elementares da experiência, por serem elementos simultâneos da experiência imediata e possuírem qualidade e intensidade. O autor considera que a mente e o corpo são sistemas paralelos, porém sem interferência mútua e que por isso era possível estudar a mente de forma eficaz, separadamente.

António Damásio complementa que a consciência se separa em CENTRAL e AMPLIADA. A central corresponde ao agora e ao aqui, não ilumina o futuro, e o único passado é o imediato instante anterior. A ampliada depende da memória e atinge seu ápice intensificado pela linguagem. Ele foca a importância da atenção para a consciência quanto a de ter imagens. Com os sentidos, a consciência consiste em construir um conhecimento sobre dois fatos: um organismo está empenhado em relacionar-se com algum objeto, e o objeto nessa relação causa uma mudança no organismo.

As sensações podem ser classificadas de acordo com a modalidade sensorial em que são recebidas; além disso, possuem qualidade e intensidade.

De acordo ainda com Wundt, a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos, como é o caso da nota musical; Pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes do consciente. Quando se vê uma casa, por exemplo, podem não estar presentes na consciência, as figuras que compõem aquela casa (triângulo, retângulo, quadrado). Como na fusão, essa combinação gera um produto novo que não é o resultado da simples soma dos elementos; A terceira forma é chamada complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades e sentidos: a noção do sabor e da temperatura. É possível que o autor tenha considerado as proposições de Aristóteles sobre: contingência, semelhança e contraste. Os afetos ou sentimentos acompanham as sensações e suas combinações entre os modelos de classificação dos sentimentos que utilizou o mais influente foi o referente à sua teoria tridimensional das emoções, que estabelecia três pares dicotômicos: agradável – desagradável; tenso – descontraído; excitado – calmo.

A conscientização ou voluntarismo segundo Wundt é uma combinação de complexos que envolvem as sensações e os aspectos subjetivos: emoções, volições, intelecções. O principal processo de conscientização é a atenção: o que torna o campo consciente mais nítido que o fundo no processo denominado apercepção.

Conclui-se que a relação entre os fenômenos DA CONSCIÊNCIA E os CINCO SENTIDOS ocorre quando a mente executa uma síntese química mental que se processa através da associação e que se realiza de três formas: pela fusão, onde os elementos combinados aparecem sempre juntos; pela assimilação, que é também uma combinação de elementos em que nem todos estão presentes do consciente e pela complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades.



Como está sua consciência em relação aos seus cinco sentidos? Qual o seu toque de amor ao próximo? Você pode sentir vendo? E enxergar sentindo? Ouve suas sensações? Sente o verdadeiro sabor das coisas e da vida?


Até aonde a sua consciência te permite ir?

quinta-feira, 24 de julho de 2014

MELHORES LIVROS DE PSICOLOGIA PARA COMEÇAR A ESTUDAR

Neste texto, falarei sobre os melhores livros para começar a estudar a psicologia. Claro que é apenas uma seleção pessoal, minha, mas como já tenho mais de dez anos de estudos na área, creio que posso contribuir com quem está começando, seja antes de entrar na faculdade, seja no começo da mesma.
Para podermos listar os principais livros, temos que nos lembrar que a psicologia é uma ciência ampla. Na Universidade aonde estudei (UFSJ), o departamento do meu curso tinha o seguinte título na porta: Departamento das Psicologias. Notou a diferença? Não estava escrito Departamento da Psicologia, mas das psicologias, quer dizer, não existe uma só psicologia. Para falarmos a respeito da psicologia, temos que pensar no plural. Existem várias psicologias.
São várias as psicologias não só porque são várias áreas de atuação, mas porque existem diferentes abordagens teóricas para explicar a psique. No nosso Curso de Psicologia Online Grátis eu falo sobre as 3 principais abordagens, porém, na verdade, existem outras abordagens ainda. O que é importante notar é que estas abordagens não podem (ou não foram) reconciliadas até hoje. Ou seja, há um debate forte entre cada uma das escolas, que, para falar português claro, não se entendem, não se comunicam. As abordagens falam linguagens diferentes, tão diferentes que os especialistas de cada uma das áreas pode não vir a entender o linguajar da outra.
Embora tenhamos estudado na faculdade todas as principais abordagens, o natural é se especializar. Por exemplo, eu estou me especializando no Doutorando na abordagem da Psicologia Analítica de Jung que, por sua vez, tem certa relação com a psicanálise.
Uma dúvida frequente dos estudantes enquanto estão na graduação é não saber exatamente qual abordagem seguir. Bem, penso que esta decisão pode ser adiada até mais ou menos a metade do curso. E, no final das contas, pode ser alterada ao longo do percurso.
Quando eu entrei na faculdade, já estudava Jung e Freud, de modo que antevia que estudaria mais a psicanálise e a psicologia analítica. E isto realmente aconteceu, pois estudei a fundo a psicanálise do Freud e a de Lacan, ao mesmo tempo que me aprofundava na psicologia junguiana.
Porém, também estudei as outras abordagens para saber as suas teorias. Nesse sentido que digo que é preciso adiar um pouco a decisão de escolha de uma abordagem. É possível também estar sempre estudando as mais variadas teorias, para aprendermos outras visões de mundo e da área na qual formos trabalhar.
Neste texto, não vou me descrever livros sobre especialidades da psicologia. Então, não vou dizer sobre os melhores livros de psicologia clínica, jurídica, organizacional, educacional, etc. Quero descrever os principais livros gerais a respeito da psicologia como ciência e das 3 principais forças da psicologia.

Melhores Livros de Introdução à Psicologia

- História da Psicologia Moderna. Autor: Schultz, Sydney Ellen; Schultz, Duane P. Editora: Cengage Learning
O livro faz um percurso sobre a história da psicologia, desde o surgimento dos laboratórios de psicologia até o desenrolar das abordagens teóricas principais. Além de ser um livro geral, é fácil de ler e entender. Normalmente é utilizado nas disciplinas iniciais.
- Os Princípios de Psicologia. Autor: William James. Infelizmente, este livro é um pouco difícil de ser encontrado em português. Mas encontram-se edições em inglês e espanhol. Muitos consideram William James o pai da psicologia moderna. Outros atribuem a ele a criação do primeiro laboratório de psicologia, antes ainda de Wundt.

Melhores Livros de Psicanálise, Behaviorismo e Humanismo

Como disse na introdução deste texto, o principal objetivo é descrever os livros da 3 grandes forças da psicologia (a psicanálise, o behaviorismo ou comportamentalismo e  o humanismo). Lendo os livros a seguir, o estudante conseguirá ter uma visão geral a respeito de cada abordagem e de seu desenvolvimento:

Melhores Livros de Psicanálise

- Freud, a trama dos conceitos. Autor: Renato Mezan. Editora: Perspectiva
Renato Mezan é um dos principais psicanalistas brasileiros. Este livro é a sua dissertação de mestrado na qual ele faz uma profunda análise de toda a obra de Freud, seguindo a trama dos conceitos, ou seja, mostrando o porque ele começa a criar certos conceitos, a modificá-los, a abandoná-los, a criar novos ao longo das Obras Completas como um todo. É um livro excelente.
- Em 1916, Freud lecionou uma série de conferências sobre a psicanálise. Por serem conferências, ou seja, aulas, é um texto mais fácil de ler e também apresenta uma visão geral dos conceitos até então. Anos mais tarde, ele também publicou as Novas Conferências sobre Psicanálise. Lendo as duas Conferências, pode-ser aprender muito sobre a psicanálise.
- Autor: Freud. Editora Imago. Neste livro, Freud reconta os primórdios da psicanálise e o desenvolvimento da mesma desde o começo. As principais modificações e cisões com Adler e Jung. Muito interessante para saber o que o próprio Freud pensava a respeito do movimento criado por ele.
- Freud. Autor: C. G. Jung. Editora: Vozes. Este livro de C. G. Jung é excelente também para termos uma visão da psicanálise. O volume reúne textos de épocas diferentes do criador da psicologia analítica, desde o começo quando ele começou a colaborar com Freud até o rompimento. Digno de nota é o capítulos “A Divergência Freud e Jung”.
- As Conferências de Tavistock. Autor: C. G. Jung. Editora: Vozes. Jung foi um dos principais autores dentro da psicanálise. Ainda que tenha rompido com Freud e criado sua própria abordagem, podemos pensar que a sua obra possui relação com a psicanálise, por ser fundamental o conceito de inconsciente. Nas Conferências de Tavistock, ele explica de forma clara o conceito de complexo, a análise dos sonhos e o surgimento de sua linha teórica.
- Memórias, Sonhos e Reflexões. Autor. C. G. Jung. Editora: Nova Fronteira. Pouco antes de morrer, em 1961, Jung contou sobre a sua história de vida e sobre a sua obra teórica. Há um capítulo apenas dedicado à relação dele com Freud e outro no qual podemos ler a opinião dele a respeito de cada livro que ele publicou. Além de ser fácil de ler, é interessante observar o modo como um sdos principais teóricos da psicologia via a psicologia.

Melhores Livros de Behaviorismo ou Comportamental

A psicologia comportamental possui um outro olhar sobre o homem e sobre o modo como temos que estudar o psiquismo. Ao invés de focar na introspecção e no relato que o indivíduo faz de si mesmo no consultório, a comportamental vê que deve-se estudar o que é observável, o que pode ser medido e contado: o comportamento. Evidentemente, não desconsidera os pensamentos, que são chamados de comportamento verbal encoberto.
Embora não seja um especialista nesta abordagem, estudei com um dos principais psicólogos comportamentais do Brasil, Roosevelt Starling. Então vamos aos principais livros:
- Ciência e Comportamento Humano. Autor: Skinner. Editora: Martins Fontes. Apresentação geral e completa a respeito da abordagem comportamental, desde o seu surgimento. É, na minha opinião, o melhor livro e que deve ser comprado por todos que gostam de psicologia.
- Sobre o Behaviorismo. Autor: Skinner. Editora: Pensamento. Análise da linha teórica do behaviorismo
- Comportamento Verbal. Autor: Skinner. Editora: Cultrix. O behaviorsimo tem uma visão peculiar a respeito da linguagem, do comportamento verbal (como fala) e como comportamento verbal encoborto (como pensamento). Este é o livro que inicia o debate na área.
- O mito da liberdade. Autor: Skinner. Editora: Summus. Análise de Skinner do velho problema filosófico da relação entre a liberdade e a contingência. Até que pontos somos controlados por nosso ambiente?
Behaviorismo radical: crítica e metacrítica - Link para comprar no site da Amazon
- Livro que pretende oferecer ao leitor uma idéia bastante geral da literatura crítica acerca do behaviorismo. Ensaio introdutório preocupado em facilitar o trabalho dos interessados em melhor entender algumas das principais polêmicas que envolvem essa abordagem, baseadas em preceitos éticos, dimensões metodológicas, alegações filosóficas ou dissensões conceituais. Obra que caracteriza a crítica ao recuperar parte significativa da literatura científica publicada e reunindo-a sob critérios previamente enunciados. Apresenta algumas respostas de behavioristas a parte dessas críticas e acrescenta novas considerações sobre seu conteúdo e implicações a partir de alicerces internos do behaviorismo – daí um esboço de metacrítica.

Melhores Livros de Humanismo

A terceira abordagem principal da psicologia é o humanismo. Por vezes, é chamado de humanismo-existencial. Os livros abaixo podem servir de introdução ao estudo do humanismo. Entre as principais ideias do humanismo é a ideia de que o paciente não é paciente (por não ser doente) mas sim cliente; a ideia de que temos necessidades fisiológicas, emocionais, mentais e de auto-realização – a famosa pirâmide de Maslow; a ideia de que o homem é mais do que o seu sofrimento e que deve realizar o seu self, o seu potencial total. Veja a lista:
- Tornar-se Pessoa. Autor: Rogers
- Terapia Centrada no Cliente. Autor: Rogers
- Introdução à Psicologia do Ser. Autor: Maslow
- Motivação e Personalidade. Autor: Maslow

Conclusão

Neste texto, procurei indicar os principais livros para começar a estudar psicologia. Toda lista de “mais” ou “dos melhores” deixa de fora necessariamente livros excelentes que também poderiam e poderão ser incluídos posteriormente. Por isso, se você gosta do tema da psicologia, cadastre o seu email para receber os novos textos por email! É gratis!
Também ficaram de fora os livros a respeito das especialidades da psicologia. Ou seja, os melhores livros de psicologia clínica, hospitalar. educacional, organizacional, recursos humanos, etc. A lista procurou mostrar os principais livros de início de estudo. De modo que começando por estes, poderemos nos aprofundar depois nas áreas de atuação, já que diversas práticas utilizam os conceitos das três grandes forças da psicologia.
O objetivo, portanto, foi dar uma visão geral da história da psicologia e dos principais livros a respeito da psicanálise, do humanismo e do behaviorismo.


Fonte: Psicologia MSN

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O QUE É SER RICO HOJE EM DIA?

Lembro como se fosse hoje uma conversa que presenciei quando era criança entre minha tia – que infelizmente faleceu cedo demais – e a minha avó. Minha tia, excessivamente jovem e cheia de sonhos, queria ganhar mais dinheiro, ser bem sucedida, superar a posição social em que se encontrava. Na década de 1980, a situação econômica do Brasil era mais difícil e complicada do que é hoje e ela estava considerando formas de sair daquele círculo e se sobressair.
Minha avó, uma das pessoas mais sábias e amorosas que tive a oportunidade de conhecer, dizia para ela que ela não tinha que pensar em quem tinha mais do que ela e sim pensar em quem tinha menos, muito menos e estava na miséria.
Por vários motivos essa conversa me marcou e frequentemente me lembro das duas dialogando sobre a riqueza e a pobreza. Como qualquer adjetivação, como qualquer qualidade, a riqueza e a pobreza são relativas, ou seja, sabemos se há riqueza ou se há pobreza a partir da comparação de, no mínimo, dois elementos.
Por exemplo, quem ganha 10 salários mínimos é considerado uma pessoa rica?
Poderíamos dizer que sim, se compararmos com quem ganha salário mínimo. Se convertermos os 10 salários mínimos em euros, veremos que 10 salários mínimos aqui no Brasil é menor do que um salário mínimo na Noruega. Se compararmos 10 salários mínimos com quem ganha 300.000 reais por mês, poderemos pensar que não é nada. Por outro lado, quem ganha menos do que 70 reais por mês, e é miserável, pode achar 1 salário mínimo brasileiro uma fortuna…
Enfim, avaliar o que é pouco ou o que é muito depende do ponto de vista e dos elementos levados em conta na comparação.
Há um tempo, publiquei esta imagem no facebook:
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Penso que é uma mensagem forte e tem uma conotação de ser abençoado que pode extrapolar um pouco os limites dos objetivos desse texto. Entretanto, a mensagem é na minha opinião importante, pois ela compara o que temos não com quem tem 1 bilhão de dólares, mas sim com quem tem menos, muito menos, assim como a minha avó havia feito algumas décadas atrás.
Eu também li uma matéria recentemente – infelizmente não consegui localizar – que trazia outras informações. Se você tem uma moto de 5 mil reais, você está entre os 10% mais ricos do mundo. Se você tem uma boa casa, você está entre os 1% mais ricos do mundo. O que me impressionou nesta estatística é que o que é pensado como pouco, digamos pela classe média, seria avaliado como muito, em comparação com quem tem muito menos ainda.
Na verdade, este texto não tem a ver com a psicologia e com a política, dizendo de uma forma de política partidária e tudo o mais. É mais um texto de reflexão sobre o mundo que nos cerca.

Menos sofrimento


Evidentemente, não há problema de querer e conseguir boas coisas para si e para os familiares e amigos. Porém, talvez possamos ampliar os nossos horizontes e refletir sobre o que está ao nosso alcance para ajudar, com tempo ou recursos.

Bem, cada um pode, é claro, escolher uma instituição para ajudar ou ajudar diretamente alguma ONG ou criar uma ONG. Eu vi a propaganda do MSF – Médicos sem Fronteiras e a música e o vídeo me tocaram bastante, porque me fez lembrar a minha infância, com REM, e também a época em que minha tia faleceu.
Quando digo pouco, é realmente pouco. Segundo o site do MSF, com apenas 30 reais é possível tratar 2 crianças desnutridas por mês; com 60 reais uma pessoa com HIV consegue receber os medicamentos que vão prolongar sua vida; com 84 reais conseguimos tratar 254 pessoas com cólera por mês; com 120 reais 1980 pessoas são vacinadas contra a meningite e assim por diante…
Se quiser saber mais sobre o MSF, clique aqui – Médicos sem fronteiras
Outra instituição que conheci recentemente foi a Action Aid, que possibilita ao doador acompanhar de perto o desenvolvimento da criança que é apadrinhada e da comunidade carente em que ela vive, através de fotos e mensagens por carta enviadas por ela. Veja o vídeo:
Se quiser saber mais sobre a Action Aid, clique aqui.

Conclusão

Quando nós trabalhamos com psicologia clínica, em consultório particular, é mais comum encontrar pacientes com certa condição econômica e social. Embora o sofrimento seja sofrimento independente da conta bancária, às vezes o problema que uma classe privilegiada pensa ser um problema é simplesmente a falta de um luxo qualquer como o Iphone ter descarregado ou a TV a cabo estar fora do ar.
Veja o vídeo
Por isso acho importante levar em conta o sofrimento que é de outra ordem, como não ter água potável ou o mínimo de comida suficiente que seria considerado digno para um ser humano. E por isso acho importante nos perguntarmos “o que é ser rico hoje em dia?”
Será que é como a excelente definição de status que diz “que satus é comprar coisas que você não quer, com o dinheiro que você não tem, a fim de mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é”?
Não sei. Só acho que é necessário invertermos um pouco o olhar e, ao invés de enxergar o que ainda é preciso adquirir, enxergar também o contexto mais amplo. Apesar de vivermos em um período histórico de imensa produção de riquezas, não faz sentido nenhum uma pessoa passar fome e viver abaixo da linha da pobreza (que é viver com menos de 1 dólar ou 2,20 reais por dia), assim como não faz sentido também um animal passar fome…

E para você? O que é ser rico hoje em dia?


Fonte: Psicologia MSN

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A MORDIDA DE SUÁREZ

Teorias sobre mordida de Suárez vão de 'infância difícil' a 'resposta primitiva'


A mordida do uruguaio Luis Suárez no italiano Giorgio Chiellini em um jogo da Copa do Mundo desta terça-feira (24) motivou a formulação de diferentes teorias para explicar o comportamento surpreendente do jogador. Psicólogos ouvidos pela imprensa internacional afirmam que a mordida pode ser resultado da pressão do jogo, uma “resposta primitiva” a fortes emoções e até uma consequência de sua infância difícil.

Apesar das diversas teorias levantadas, eles são unânimes em afirmar que Suárez precisa de tratamento profissional para controlar seus impulsos violentos.

O próprio Suárez, ao comentar uma mordida anterior - em 2013, a vítima foi Branislav Ivanovic, do Chelsea -  descreveu seu comportamento como “uma questão de frustração no calor do jogo”, em entrevista à “Sports Illustrated”. “Você reage em uma fração de segundo. Algo que pode não parecer uma grande coisa, de repente é e você não está consciente de sua reação ou das repercussões”, disse o jogador.

Em entrevista à “BBC”, o psicólogo do esporte Thomas Fawcett, da Universidade de Salford, disse que a mordida é rara no esporte, mas, quando acontece, é geralmente uma “resposta primitiva em que a emoção precede o processo do pensamento”. Segundo a avaliação de Fawcett, que viu as imagens da mordida diversas vezes, não foi um ato planejado, mas uma resposta emocional espontânea.

Ele acrescentou que a infância pobre pode ter contribuído para a formação de sua personalidade. “Se você olhar para seu histórico, Suárez teve uma criação difícil, em que ele teve de lutar pela sobrevivência.”

Um artigo do psicólogo Saima Latif no diário britânico “The Telegraph” também levanta a possibilidade de o comportamento ter relação com sua infância. “Talvez seu hábito de morder tenha começado na infância e foi desencadeado por alguma coisa, talvez ele tenha sido mordido. Para chegar à raiz do problema e lidar com ele de forma efetiva, ele precisa procurar a psicoterapia, que analisa as questões mais profundas que possam ser de interesse”, diz o texto.

Adam Naylor, psicólogo do esporte e professor da Universidade de Boston, afirma que, durante uma partida, as emoções podem desempenhar um papel mais forte do que o pensamento racional. À “New York Magazine”, ele afirmou que, quanto mais uma pessoa tenta controlar os impulsos em um momento de estresse, mais difícil fica.

Segundo ele, a mordida pode ter sido, inclusive, resultado dos esforços crescentes do atleta para controlar suas emoções. “É mais fácil lembrar-se que algo como bater é inaceitável, mas sem outra maneira eficaz de controlar o estresse, alguma liberação emocional estranha vai acontecer”, diz Naylor.

Por mais estranho que pareça o comportamento de Suárez, ele não é necessariamente sinal de um comportamento obsessivo, na opinião do psicólogo clínico Peter Kinderman, da Universidade de Liverpool. “É errado presumir que as pessoas sempre fazem as coisas por causa de uma obsessão ou um fetiche – mesmo que Suárez tenha feito isso mais de uma vez, não podemos presumir que ele tenha o desejo de sair por aí mordendo as pessoas todos os dias”, disse Kinderman ao veículo “Liverpool Echo”.

Para o psicólogo, é como se o jogador temporariamente “desligasse” o cérebro e ficasse sem poder nenhum para inibir o comportamento agressivo. Ele enfatiza que Suárez precisaria se submeter a uma terapia para aprender a lidar com os impulsos. “Se ele quiser evitar que isso aconteça de novo, provavelmente terá de aceitar que tem um problema que precisa ser enfrentado e talvez trabalhar com um terapeuta para aprender como pensar antes de agir.”

Já na avaliação do médico Rodrigo Bressan, do departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o ato de Suárez pode ter relação com o chamado transtorno dos hábitos e dos impulsos, distúrbio caracterizado por atos repetidos, muitas vezes incontroláveis, e sem motivação racional clara. "Quando as atitudes se tornam frequentes, é sinal de que há falha no processo de controle desses impulsos, e indica que a pessoa sofre de um transtorno", disse Bressan, em entrevista ao G1.



Fonte: G1




segunda-feira, 23 de junho de 2014

48 DOCUMENTÁRIOS DE PSICOLOGIA: ONLINE E GRATUITOS

Neste texto, vamos listar 48 Documentário e vídeos de Psicologia, online e gratuitos que são simplesmente imperdíveis! São documentários completos e vídeos menores que tratam temas importantes da psicologia – como os principais autores e teorias – além de falar sobre as doenças mentais e, também, a respeito da motivação e mudança comportamental.
Sem mais demora, vamos à lista completa:
O documentário mostra muito material fotográfico e vídeos raros como o de Jung descrevendo seu primeiro encontro com Freud e relato de Ernest Jones, como também as últimas imagens de Freud em seu apartamento em Viena, pouco antes do exílio em Londres, feitas por Marie-Bonaparte, neta de Napoleão Bonaparte. Traz ainda a única gravação em áudio da voz de Freud em entrevista à BBC de Londres em 07 de dezembro de 1938. Mostra, detalhadamente, a trajetória da psicanálise, desde seu nascimento até as direções tomadas no período após a morte de Freud, associando-a aos fatos históricos de cada época. Todo o filme é comentado por Elisabeth Roudinesco e Peter Gay, biógrafo de Freud.
No Congresso de Salzburg em 1908, Freud apresenta o caso clínico conhecido como ‘Homem dos Ratos’. Desde então, muito se falou sobre este caso clássico de neurose obsessiva. O filme nos mostra as sessões com o paciente e a técnica do trabalho analítico. As famosas descrições da neurose do paciente são encenadas e podemos ver, através das representações cênicas, as experiências emocionais de Ernest Lanzer.
Filme/Documentário baseado no caso clínico de Sigmund Freud de 1909 “Notas sobre um caso de Neurose Obsessiva”, conhecido como O Homem dos Ratos — Ernest Lanzer. A obra foi realizada pela BBC, para a série “Horizons”, que foi ao ar em 21/06/1973.
C. G. Jung foi um dos maiores psicólogos do século XX. Trabalhou juntamente com Freud no início da psicanálise e, depois, elaborou sua própria abordagem a respeito da psique, a Psicologia Analítica. Conceitos como complexo, introversão, extroversão, inconsciente coletivo, anima, animus, Self, arquétipo, entre outros, são de sua autoria.
Descrever em poucas palavras quem foi Carl Gustav Jung não é uma tarefa fácil. Formado em medicina em 1900, ele se especializou em psiquiatria. No Hospital Psiquiátrico Burghölzli desenvolveu uma importante pesquisa utilizando o teste de associação de palavras, no qual conseguiu comprovar, experimentalmente, a influência de complexos inconscientes na fala. Esta pesquisa o aproximou de Freud.
Ao contrário do que normalmente se pensa, Jung não foi um simples aluno ou discípulo de Freud. Os dois pesquisadores trabalharam juntos na criação e divulgação da psicanálise. Porém, por divergências teóricas, Jung deixou o movimento psicanalítico e criou sua própria abordagem, a Psicologia Analítica. Conceitos fundamentais como introversão, extroversão, inconsciente coletivo, arquétipo, sincronicidade, individuação foram elaborados por ele.
No documentário “Questão do coração”, encontramos uma entrevista com Jung alguns anos antes de morrer, além de materiais especiais como entrevistas com colaboradores, como o escritor Sir Laurens van der Post e os analistas junguianos Marie-Louise von Franz e Joseph Henderson.
Documentário sobre Jacques Lacan, um dos maiores psicanalistas de todos os tempos.


Um vídeo de animação muito interessante que mostra como é o trabalho dos psicólogos (e também de outros profissionais como psicanalistas e psicoterapeutas). Além de ouvir os pacientes e ajudá-los na mudança, outro aspecto da clínica é que o próprio terapeuta precisa de terapia.
Vídeo de José Angelo Gaiarsa sobre Ansiedade e Angústia, e sobre a importância da respiração para modificar nossos estados emocionais.
Neste vídeo Susan Cain, autora do livro O Poder dos Quietos, mostra a força que existe nas pessoas que são introvertidas ou tímidas.
Entrevista de C. G. Jung a BBC – Face to Face. Realizada pela BBC em 22 de Outubro de 1959
Documentário de 33 minutos sobre o universo da Esquizofrenia, intitulado “Entre o Corpo e a Alma”. Este vídeo tem por objetivo contribuir para uma melhor compreensão da esquizofrenia e oferecer uma esperança realista aos que convivem com o transtorno.
Brene Brown estuda conexão humana – nossa habilidade de sentir empatia, pertencer, amar. Em uma palestra comovente e divertida no TEDxHouston, ela compartilha uma percepção profunda de sua pesquisa, que a levou a uma busca pessoal para conhecer a si mesma e entender a humanidade. Uma palestra para compartilhar.
Analista de carreira Dan Pink examina o quebra-cabeça da motivação, começando pelo fato que cientistas sociais sabem mas a maioria dos gerentes não: recompensas tradicionais não são tão eficientes quanto pensamos. Escute histórias iluminadoras — e talvez, um caminho a trilhar.
Documentário “Em Nome da Razão – um Filme sobre os porões da loucura”  - quase todo filmado no manicômio de Barbacena, Minas Gerais. A câmera penetra em todos os ambientes do hospital – pavilhões de velhos, aleijados, crianças, homens e mulheres. As sequências são interligadas pela imagem de um longo e escuro corredor do hospício e uma ‘louca’ que canta uma música. Texto narrado em off propõe uma reflexão sobre a função social do manicômio a quem servem os hospitais psiquiátricos, quem são as pessoas enviadas para lá, qual o processo de ‘cura’ e recuperação a que são submetidos. O filme encerra com depoimentos da família de um paciente.
Vídeo sobre os arrependimentos listados no livro “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”. escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
No documentário “A ira de um anjo”, conhecemos a história de Beth Thomas, uma criança que sofreu abusos do próprio pai e quais as consequências comportamentais que isso desencadeou durante sua vida. Além deste documentário, a história de Beth Thomas também rendeu um filme para a TV.
Excelente documentário que define o que é autismo, os diferentes tipos e mostra casos reais e como podemos lidar de uma forma melhor com esta doença. Leia também o texto – Autismo e Psicologia – Respostas às principais dúvidas
Maravilhosa ideia descrita por um dos engenheiros do google: tente algo novo e crie novos hábitos ou deixe hábitos negativos.. Tente, descubra, divirta-se
Patch Adams ficou conhecido por levar alegria para os hospitais e criar ao redor do mundo práticas como os Doutores da Alegria. Entrevista especial com ele no Programa Roda Viva, da TV Cultura.
A depressão é considerada o mal do século. Uma doença que não se vê. Especialistas defendem que este é um dos principais motivos para tanto preconceito e desconhecimento em relação à depressão, que atinge um em cada oito brasileiros. Uma doença incapacitante em muitos casos, em outros está associada a diversos transtornos graves. Série de reportagens exibida pelo Jornal EPTV de Ribeirão Preto O objetivo da série é ajudar quem tem depressão, e também quem convive com essas pessoas. Na série de reportagens são contadas histórias de pessoas depressivas, suas limitações e seus medos. Também foram ouvidos médicos psiquiatras, psicólogos e cardiologistas
Wear Sunscreen (em português Use filtro solar) é o nome comum de uma obra chamada “Advice, like youth, probably just wasted on the young” escrita por Mary Schmich e publicada no Chicago Tribune como uma coluna em 1997. A forma mais conhecida da obra é uma música gravada em 1999, “Everybody’s Free (To Wear Sunscreen)”, produzida pelo cineasta australiano Baz Luhrmann. Narrado pelo dublador australiano Lee Perry, e usando um sample de “Everybody’s Free”, da cantora africana Rozalla (com o refrão cantado por Quindon Tarver) – canção que Luhrmann usou em seu filme Romeo + Juliet – a canção foi sucesso internacional, chegando ao primeiro lugar no Reino Unido e Irlanda. No mesmo ano a agência de publicidade DDB produziu um vídeo com o single.
Fritz Perls é um dos terapeutas mais importantes do século XX. Desenvolveu e elaborou a Gestalt Terapia, que é utilizada nos dias atuais por milhares de terapeutas e psicólogos.
A psicóloga Dra. Olga Tessari, autora do livro “Dirija sua vida sem medo” esclarece dúvidas sobre o medo de dirigir, no programa Olga  OLGA BONGIOVANNI da TV Aparecida.
Frederico Mattos (Psicólogo), fez treinamento com o terapeuta inglês Tony Wellet e é autor dos livros “Por que fazemos o mal?” e “Mães que amam demais”. Nesta interessante entrevista ele fala sobre complexo de inferioridade e baixa auto-estima
Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. A tradução para o português foi feita para o blog “Assim como Você”, de Jairo Marques
Poliamor é uma forma de estruturar os relacionamentos amorosos e afetivos entre parceiros, não se limitando a uma relação entre duas pessoas apenas. Veja o vídeo e compreenda!
Excelente Palestra do Professor Pier que explica como estudar melhor e estimular a inteligência
Vejas as dicas:
- Aula dada, aula estuda hoje
- A importancia da leitura, procure ler aquilo que gosta para adquirir o hábito de leitura
- O segredo é estudar pouco e todos os dias
- Estudar sozinho.
- Anotar o que se está estudando para guardar com mais facilidade e não esquecer.
Vídeo sobre como alcançar os seus sonhos, sair da zona de conforto, e conquistar os seus objetivos!
O Programa Cenários recebe a fonoaudióloga Fernanda de Morais que fala sobre a importância da comunicação nas apresentações em público, seja ele para uma grande plateia ou um grupo pequeno de pessoas e amigos. Uma boa comunicação pode ser traduzida como a facilidade em ser compreendido.
O modo de falar e se expressar influencia e muito as relações pessoais e profissionais, podendo impressionar, cativar e ganhar a simpatia do público. Portanto, veja nesta entrevista como você pode melhorar a sua fala e ser bem sucedido em suas apresentações, palestras, entrevistas e conversas.
A ONG australiana (NAPCAN) fez este vídeo para alertar sobre a influência do comportamento de pais e educares no comportamento infantil. Mais importante do que dizer o que é bom ou ruim, moral ou imoral, o que se faz é o que tem mais impacto na futura vida da criança em desenvolvimento.
O neurologista e escritor Oliver Sacks chama nossa atenção para a síndrome de Charles Bonnet — na qual pessoas visualmente deficientes experimentam alucinações lúcidas. Ele descreve as experiências de seus pacientes com detalhes afetuosos e nos conduz à biologia desse fenômeno pouco divulgado. O palestrante é biólogo, neurologista, escritor e, também, químico amador.
O vídeo mostra a transformação do método de tratamento como era no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, de um lugar semelhante a um campo de concentração nazista para métodos de tratamentos que consideram o indivíduo como um ser humano, possibilitando para eles a alfabetização, oficinas de terapia ocupacional, pinturas, bordados e atividades culturais.
Desde a Grande Depressão, a situação financeira atual é descrita pelos analistas financeiros como a pior crise acontecida desde então. Este documentário tenta revelar as razões pelas quais as teorias da economia clássica não foram capazes de prever esta crise global, e ainda não encontraram maneiras de detê-la.
Neste contexto surge uma nova ciência que tem por objeto incorporar a psicologia humana nas finanças e economia. Seremos testemunhas de reveladoras experiências que mostram como responde o cérebro de um corretor da bolsa de Wall Street durante a sua estressante jornada de trabalho, por que o ser humano reage com pânico perante situações econômicas extremas ou como as mentes dos consumidores se vêem ultrapassadas pelo excesso de oferta sem serem capazes, por vezes, de tomarem decisões racionais. Além disso, comprovaremos que o estado de ânimo, a tomada de decisões e a atividade econômica estão mais estreitamente ligados do que pensamos. Descobriremos a misteriosa e surpreendente relação entre as duas forças mais poderosas do planeta: a mente humana e o dinheiro.
Distúrbios de desenvolvimento em crianças são geralmente diagnosticados por observação de comportamento, mas Aditi Shankardass sabia que deveria-se olhar diretamente para o cérebro. Ela explica como o equipamento de eletroencefalografia,EEG, de seu laboratório descobriu diagnósticos errados e transformou a vida de crianças.
O vídeo mostra o treinamento realizado por pesquisadores da Universidade Positivo de Curitiba. Ao encadear reforçadores positivos (comida e clicker) com o comportamento desejado (jogar a bolinha na cesta de modos específicos), os pesquisadores vão modelando o comportamento do ratinho até fazê-lo jogar basquete. O título do vídeo é: “Encadeamento de resposta: a construção de comportamentos incríveis”.
Vídeo-didático utilizado na apresentação com o mesmo título realizado no I Congresso Brasileiro de Terapia por Contingências de Reforçamento. Campinas, 2012. Autores: Helder Lima Gusso, Rodrigo Puppi, Fabíola Fleishfresser, Guilherme Ramos e Karina Pinheiro.
A fala é algo único, que nos faz humanos, mas – ainda assim – permanece um mistério. O documentário conversa com cientistas que começam a desvendar os segredos da fala, incluindo um pai que está filmando cada segundo de vida de seu filho para descobrir como nós aprendemos a falar; um autista savant que pode falar mais de 20 línguas, e o primeiro cientista que identificou um gene que faz a fala possível.
O documentário também comenta sobre o pai da linguística, Noam Chomsky, o primeiro que sugeriu que a nossa habilidade de falar é inata. Um experimento único mostra como uma língua estranha e desconhecida pode surgir em apenas uma tarde, na tentativa de se descobrir de onde a linguagem vem e porque é do jeito que é.
 * A Evolução da Psicoterapia: Uma Conferência.* Workshop filmado no Phoenix Civic Plaza.
* Dia 11 de Dezembro de 1985* A Abordagem Centrada na Pessoa.
* Palestrante: Carl Rogers.
* Co-palestrante: Ruth Sanford.Meu filho bipolar – Documentário sobre Bipolaridade

Este especial acompanha quatro famílias com filhos diagnosticados com transtorno bipolar e mostra como essa condição afeta significamente suas vidas
Neste vídeo, Alex, um adolescente diagnosticado com a Síndrome Asperger, faz uma simples e clara apresentação da sua mente: como se sente, como interage com o mundo e como aprende.
James Hillman é  considerado um dos maiores psicólogos dentro da Psicologia Analítica, que foi elaborada por C. G. Jung. Tanto é assim que a forma de Hillman interpretar e explicar a Psicologia Analítica foi designada por Psicologia Arquetípica, ao lado de outros desdobramentos possíveis da abordagem junguiana, como a psicologia junguiana clássica ou desenvolvimentista.
Neste vídeo ele fala sobre  a Psicologia Arquetípica e a Sociedade sem Alma.
As lembranças sãos os bens mais apreciados do ser humano e constituem uma visão do mundo única e própria para cada indivíduo. Mas, o que é realmente a memória e como funciona? Uma viagem espantosa pela nossa memória, desde o útero materno, onde se começam a formar as primeiras lembranças e o bebé aprende a reconhecer a sua mãe; passando pelo nascimento e pela infância, onde os genes conduzem o desenvolvimento do sistema da memória e determinam o seu bom funcionamento; até à idade adulta, quando a memória começa a falhar, e a morte, onde todas as lembranças de uma vida desaparecem em questão de minutos.
Não percam os últimos avanços científicos neste campo e as novas técnicas que estão a ser aplicadas para ajudar pacientes com problemas psicológicos causado pela dor que as lembranças lhes provocam. Veremos como o cérebro não é apenas um arquivo ordenado de dados mas também uma rede caótica, que armazena lembranças fidedignas mas, da mesma maneira, inclui defeitos e erros. O que é notável é que a identidade, a história da nossa vida, está guardada tanto nestes erros como nas nossa lembranças, uma vez que tudo diz respeito a um padrão genético. Nós vemo-nos a nós próprios como habitantes dos nossos corpos mas serão as nossas lembranças algo mais do que uma disposição de células no nosso cérebro?
Mais de 90 % das nossas ações diárias, tais como beber um café, mudar de canal ou abrir uma porta, fazem-se inconscientemente através de uma espécie de piloto automático que temos no cérebro. Com a ajuda de alguns dos neurocientistas mais prestigiados do mundo, como os professores Allan Snyder ou John Bargh, veremos quais são os mecanismos que regem estes processos e, em que medida, o cérebro inconsciente é capaz de moldar a nossa atenção, percepção e memória. Na verdade, investigações recentes já revelaram que o inconsciente determina também decisões mais importantes, como por exemplo, escolher o nosso companheiro afetivo ou pilotar um caça de combate. O Odisseia tem o prazer de apresentar este apaixonante documentário sobre o cérebro inconsciente, em que desafiaremos os espectadores através de divertidos e interessantes desafios mentais. Descobriremos que enganar o nosso próprio cérebro é muito mais fácil do que pensamos.
No dia 10 de agosto de 1990, a American Psychological Association prestou merecida homenagem a um dos mais eminentes psicólogos do século passado e nos ofereceu a oportunidade de ouvir e ver Skinner, uma semana antes de sua morte.
A apresentação de Skinner é comovente em vários aspectos. Sabe-se que, ali, ele está com a saúde profundamente abalada mas sua fala é serena, concisa, clara, fluente. Ele não precisou recorrer a anotações para sintetizar a essência da produção intelectual de toda uma vida.
Em poucos minutos, ele nos transmitiu o seu legado. Uma contribuição que mudou drasticamente a concepção de homem, oferecendo, aos que o ouvem, um novo paradigma sobre a natureza humana. Ele se coloca ao lado dos grandes homens que mudaram a historia da humanidade. Esta contribuição ainda está por ser plenamente reconhecida.
Atualmente, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro. Projeções da OMS estimam que no ano de 2030, entre todas as doenças, a depressão será a mais comum. Existem tratamentos efetivos, mas menos da metade dos afetados pela doença recebem qualquer tipo de tratamento. Se você ou alguém próximo a você sofre de depressão, procure ajuda profissional. Esse pode ser o primeiro grande passo em direção a uma grande mudança.
Anthony Robbins ou simplesmente Tony Robbins é um dos mais famosos autores do chamado Coaching, palavra inglesa para Treinamento. Utilizando os conhecimentos da PNL – Programação Neuro-linguística – e da psicologia comportamental e cognitiva ele é o autor de diversos livros de sucesso como Desperte o Gigante Interior (1992) e Poder sem Limites (1987).
Recomendo muitíssimo os livros dele. Neste vídeo, ele explica as forças invisíveis” que motivam as ações de cada um. Porque você faz o que faz, do jeito que faz? O que te levou a tomar as suas mais importantes escolhas? Não se trata aqui, de racionalizar, mas sim de entender a emoção por trás dos comportamentos…
Documentário a respeito da Síndrome do Pânico, feito para a disciplina de Audiovisual de pós-graduação em Gestão e Produção em Jornalismo, PUC – Campinas, feito sob orientação do Prof. Duilio Fabbri.
O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma das doenças mentais mais conhecidas. Também chamado de TOC, o transtorno atinge cerca de 2 a 3% da população e os sintomas podem ser mais leves e quase imperceptíveis até quadros graves, nos quais a pessoa portadora vê sua vida impedida.
Os sintomas mais comuns do TOC são:
- lavar frequentemente as mãos;
- checar se a casa está fechada ou o fogão está desligado;
- ter que cumprir um ritual como falar 3 vezes a mesma frase ou – como no vídeo – dar um número X de beijos;
- pensamentos obsessivos envolvendo desastres ou a própria morte;
- andar de determinado jeito nas calçadas, pulando as frestas e rachaduras ou outras “imperfeições”
- etc.
O vídeo ficou famoso por unir estes e outros sintomas com o sentimento de amor do autor do poema por uma mulher. Misturando as questões da doença com o sentimento romântico e com a intensidade com que fala, o resultado é impressionante.


Fonte: PsicologiaMSN