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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

CIÚMES DE VOCÊ

CIÚMES. QUE SENTIMENTO É ESSE?
Por Alessandra Amorim
 
 
 
Ciúmes… Que sentimento é esse? É muito comum rotularmos algumas pessoas ou até nós mesmos como “ciumentas” a partir de um conhecimento básico do que é este sentimento. Muitos acreditam que demonstrar ciúmes em relação ao parceiro é uma forma de demonstrar o amor que sente ou até mesmo uma maneira de fazer certo “charme” para chamar a atenção. Seja a primeira ou segunda opção (ou nenhuma delas), fato é que muitos relacionamentos tem se desgastado com uma dose a mais do famoso “ciúmes de você”… E quem paga a conta? Sim, com certeza somos nós mesmas. Isso acontece porque a princípio o ciúme pode parecer bom, mas se excede, o relacionamento tende a passar de interessante à estressante para ambos.   Mas afinal, como identificar um ciúme normal do patológico? Precisamos entender que esse sentimento faz parte do ser humano, pois está relacionado com os cuidados entre o casal que nutre amor um pelo outro. O problema ocorre quando vira uma obsessão, seguida de desejos de controle sobre a vida do parceiro.
 
 
CIÚMES E INSEGURANÇA - VILÕES DO RELACIONAMENTO
 
É muito comum a pessoa ciumenta sentir-se insegura. Interessante que essa insegurança não está relacionada apenas ao parceiro. Ela sente-se insegura em relação a ela mesma! O sentimento de insegurança leva ao medo (um deles o de perder o objeto de desejo – o parceiro) o que inevitavelmente levará mais cedo ou mais tarde a uma situação de controle.  O ciumento tende a criar um clima de tensão toda vez que se sente ameaçado, levando o relacionamento a um constante estado de estresse e desgaste. Existem ainda, aqueles casais que vivenciam essa situação em dose dupla – os dois são ciumentos. Muitos desses casais até criam situações para “provocar” o parceiro, ou simplesmente para dar o troco. Tudo isso demonstra certa imaturidade de ambos e aponta para uma rotina de discussões e cansaço emocional.  
 
 
ALERTA! QUANDO O SENTIMENTO SE TORNA PERIGOSO...
 
Ela não mais satisfeita com o relacionamento, decide romper, porém ele não aceita. Ok, você não me quer…não tenho você, então mais ninguém terá! Resultado: tragédia! Não raro, ouvimos nos telejornais ou lemos as matérias de relacionamentos que tiveram um fim trágico. O parceiro (a) rejeitado não concebe a possibilidade de seu antigo amor ter uma vida alheia à sua e por esse motivo prefere dar cabo a vida de pessoas que ainda tinham muito que viver. Esse alerta é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que é bom fazer uma autoanálise, também é necessário observar tipos de comportamentos do parceiro que apontam para reações agressivas ou imprevisíveis devido aos ciúmes. Sempre é bom lembrar que em muitos desses casos que tanto ouvimos, o relato é de que o “ciumento” já havia demonstrado traços mais agressivos anteriormente. 
 
 
DE UM EXTREMO A OUTRO (8 – 80)
 
Assim como existe um exagero em determinadas pessoas no que se refere aos ciúmes, existem outras pessoas que exageram, mas na arte de confiar “demasiadamente”. O que isso quer dizer? Que essas pessoas que confiam demais, podem muitas vezes não perceber alguns sinais que o relacionamento nos dá, de que alguma coisa está fora do lugar. O ciúme pode, muitas vezes até ser um aliado ao casal, no sentido de zelar pelo relacionamento, através sempre de um bom diálogo e da maneira de conduzir esse sentimento. Como diz a psiquiatra italiana Donatella Marazziti, o ciúme na medida certa, protege; em excesso, mata a relação. Concordo com a doutora e afirmo: a saúde está no equilíbrio!
 
 
AS REDES SOCIAIS E O CIÚME
 
Não tem como negar: as redes sociais são motivos de muitas brigas, ciúmes e relacionamentos rompidos… Fato! O facebook, a rede social mais popular da atualidade, por exemplo, não é somente uma via comum de flertar, mas um meio usado por muitos para “acompanhar” atuais e ex-parceiros.
 
Segundo uma pesquisa da Universidade de Guelph, no Canadá “a maioria das brigas por motivos de ciúme estão relacionadas ao site – fotos colocadas por ex-namorados (as) e comentários deixados por amigos do sexo oposto são as principais causas”. Vale a pena analisar que, se tratando de mundo virtual, uma “curtida” em uma foto pode sugerir ao ciumento algo mais. É importante trazer todo desconforto criado em rede para a vida real, através de uma conversa franca e direta, sem maiores implicações. Isso porque conversando “a gente se entende”. Mas há quem não se contente! Algumas mulheres passam dos limites, se tornam detetives por excelência e vasculham todo o espaço de privacidade do parceiro. Esse comportamento além de viciante pode ser nocivo ao casal.
 
 
CIÚME DE TUDO E TODOS
 
Existe ainda, aquele ciúme que a pessoa nutre pelo parceiro, e por tudo que o cerca: parentes, amigos, atividades e hobbies. Esse sentimento tem mais a ver com o sentimento de posse em relação ao outro do que qualquer outra coisa. Para ela, tudo (e todos) é sinônimo de perigo e para se defender do medo que sente, ataca. Suas armas são a manipulação e o controle. Podemos perceber claramente que o foco do ciumento em questão não é o parceiro, e sim ele mesmo, tornando assim um ciúme patológico. É nessa hora que buscar uma ajuda profissional pode ser a melhor opção.
 
 
ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO
 
A terapia auxilia nesse processo, ajudando o paciente a encontrar a real motivação para o ciúme, muitas vezes enraizado lá no passado. Essa escolha fortalecerá sua autoestima, aprendendo a exercitar o autocontrole, a confiar em si mesmo e consequentemente, nos outros. Procurar uma ajuda profissional neste sentido é sempre sinal de força e não de fraqueza. Vale a pena investir em si mesmo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CONSIDERAÇÕES SOBRE A TRAIÇÃO

Por Alessandra Amorim


 
A traição é mais pertinente em relacionamentos amorosos e cada dia que passa se torna mais comum. As mídias através de meios como novelas, revistas e internet, têm trazido ao nosso dia a dia a noção de normalidade ao tema. Até mesmo em algumas rodas de conversas, e em qualquer faixa etária, podemos perceber como o assunto tem ganhado proporção no decorrer dos anos. A traição é uma quebra de contrato, quebra da aliança, seja ela feita por namorados, noivos ou casados. E ao contrário do que se pensa o traído não é o único a sofrer com a situação. Todos esses motivos nos levam a uma maior reflexão sobre a infidelidade. Além disso, as últimas pesquisas revelam que a maioria dos homens é infiel e alguns psiquiatras revelam que 67% dos homens e 23% das mulheres já traíram o parceiro.

O que leva alguém a trair? Muitas pesquisas apontam para o fato de que homens traem mais, devido ser atraídos sexualmente ou devido às circunstâncias favoráveis e de que as motivações das mulheres seriam decepção, desamor e raiva do parceiro. A verdade é que homens e mulheres têm necessidades diferentes e geralmente não estão conscientes disso. Como resultado, eles não sabem pedir e dar apoio um ao outro o que leva a um relacionamento cheio de insatisfações e ressentimentos. É aí que mora o perigo. As desculpas para um caso extraconjugal podem ser diversas e as motivações também. Mas a raiz do problema é sempre a mesma.

Infidelidade Virtual O índice de infidelidade iniciada virtualmente tem crescido ultimamente. O fato é que a rede social proporciona ao sujeito uma maior liberdade para realizar alguns desejos que no mundo real seria mais complexo. Fora da internet, começar uma conversa que levaria a uma possível traição seria complicado... já no mundo virtual as coisas ficam mais fáceis, assim acreditam muitos pesquisadores e eu concordo com as estatísticas. Assim como para um adolescente, criar um personagem na rede pode o ajudar a expressar alguns pontos de sua personalidade, assim também, alguns homens ou mulheres, podem através da rede, expressar alguns desejos que são reprimidos fora dela. Tudo isso em suma, sugere uma fuga de sua própria realidade, da qual mais cedo ou mais tarde, todos terão que se voltar e encarar.

 
CULPA EXISTENTE E CULPA AUSENTE

Em muitos casos, a pessoa que traiu se sente culpada e a melhor forma de resolver esse problema é contando sua traição. Muitos defendem que é melhor que o outro não saiba, para evitar mágoas e dores. Discordo com esse pensamento. Se o traidor se colocar no lugar da outra pessoa, pode ser que mude de ideia. O mesmo vale para aquele ou aquela que traiu e não sente nenhuma culpa pelo ocorrido e continua traindo. Se colocar no lugar do outro é bom para analisarmos se daríamos conta de lidar com uma traição. E ainda vale o famoso ditado: um dia da caça... Outro do caçador!

Relacionamento abusivo – quando o traidor não muda Muitas mulheres convivem em um relacionamento “abusivo”, pois não visualizam um novo estilo de vida para as mesmas. Não raro, podemos

perceber essas mulheres se lamentando quando existe um rompimento do caso amoroso: “Sei que ele não me tratava bem, mesmo assim, sinto falta dele”. A questão é que, bom ou mau o relacionamento, a separação deixa feridas e um sentimento de perda quer seja através do divórcio ou da morte. A ligação emocional, positiva ou negativa, resulta numa perda quando é rompida e nem todo mundo está preparado para lidar com essa situação. Se desligar envolve deixar para trás sonhos e planos que nutriam juntos – e que agora todos foram por água abaixo. Com a tristeza envolvida no processo, surge o sentimento de rejeição e este sentimento sugere que o futuro que planejou não volta mais.

Muitas vezes, pelo medo da perda e da dor que envolve, a mulher permanece com o mesmo parceiro e entende o ocorrido como um deslize. Ela não avalia a situação de perto, não admite o confronto e com isso a raiz do problema não é alcançada. Então elas perdoam, e infelizmente lá na frente, acontece de assistir o mesmo filme... sem um final feliz!

Mas um fim de relacionamento não é o fim da VIDA! Segundo o Dr. Myles Munroe, autor do livro “Solteiro, casado, separado e vida após o divórcio”, a separação é apenas um evento, um incidente e não o fim da vida. Em seu livro, ele retrata a situação das mulheres, que nas gerações passadas eram rejeitas. Elas “entravam em declínio” e por vezes, passavam o resto de suas vidas na cama ou confinadas em casa. Bom, hoje a história mudou. Percebemos que a reação das mulheres tem sido mais diversificada possível, mas infelizmente algumas ainda optam pela atitude daquelas mulheres, citadas pelo Dr. Myles. Lidar com essas feridas não é uma tarefa fácil, porém é possível tratá-las!

Recomeçar Num hospital , as vezes aparece um sinal de “não é permitido visitas”. No seu processo de cura, também. Esse tempo é essencial para avaliar o relacionamento de outro ponto de vista. Sem buscar culpados ou vítimas. É a chance de reavaliar seu próprio comportamento e escolha de suas parcerias amorosas. Sempre há o que melhorar e uma pausa no decorrer do caminho nos faz pensar. E então, seguir em frente.

É comum surgirem algumas dúvidas e curiosidades sobre o tema abordado, responderemos algumas:

1) Trair é normal?

Não. Quando se fala de infidelidade, estamos dizendo que uma das partes não cumpriu com um acordo e isso não é normal. Não digo que normal, mas seria aceito, caso ambas as partes estivessem de acordo.

2) Quando você é quem foi traído. É possível perdoar?

Primeiro precisamos entender o que é perdão. Muitos pensam que perdoar é esquecer. Se assim fosse, perdoar uma traição seria impossível. Pois quem esqueceria tal situação? Perdoar é uma decisão. Você decide perdoar seu parceiro. Assim sendo, não falar mais sobre o assunto ajuda a continuar o relacionamento da melhor maneira. Perdoar é libertar-se.

3) Quando você é quem traiu, mas se arrependeu: como contar ao parceiro e se livrar da culpa para recomeçar?

Arrependimento leva à confissão. Tenha uma conversa franca sem justificativas com o parceiro. Quando existe arrependimento, não precisamos buscar aliados e argumentos que possam justificar nossa falha. Não agir dessa forma é consequentemente seguir rumo a mais um erro.

4) Quem trai uma vez, vai trair duas?

Não tem como dizer que sim ou que não. Simplesmente por que não temos controle sobre o comportamento da outra pessoa. O mesmo motivo que pode levá-lo a trair uma única vez pode ser o mesmo que o levaria a trair pela décima quarta! Claro que a parte envolvida, a pessoa traída, pode contribuir com esse número, já que se aceitar algumas vezes, poderá aceitar quantas vezes o traidor necessite.

5) Eu tenho culpa de ser traída?

A culpa da traição sempre é de quem trai, porque trair é uma escolha. Mas se você sabe da traição e permanece no relacionamento de forma passiva, certamente você tem uma parcela de responsabilidade.

6) Todo homem traí?

Assim como ir na igreja não te faz um cristão e ir ao Mc Donalds não te faz um hambúrguer, da mesma forma ser homem não o constitui um traidor.

7) A traição pode ajudar a esquentar um relacionamento, quer dizer, uma traição pode ser positiva para o casal?

Nunca é. O que pode acontecer e alguns casais vivenciam essa realidade, é que, após uma traição-arrependimento-mudança-perdão-reconciliação, o relacionamento tomou nova direção. Claro, ficaram mais atentos ao que levou ao erro cometido e fortaleceram a comunicação entre os dois. Mas dizer que a traição em si é positiva seria o mesmo de dizer que um câncer é bom. Fazer um tratamento da doença e ser bem-sucedido ao final, mesmo passando por cirurgias, quimioterapias, é um verdadeiro sucesso. Porém só quem passou pelo tratamento saberá das dores envolvidas no processo.

8) É possível saber quando um homem está traindo a partir do comportamento dele?

É claro que existem possíveis sinais e indicativos da infidelidade masculina, mas não podemos generalizar. Pontuar alguns comportamentos para indicativos de infidelidade é perigoso, pois o ser humano é um universo de possibilidades. Muitos seguem regrinhas básicas para descobrir uma infidelidade, mas o objetivo final é só ter

certeza, algo concreto para concordar com o que já é imaginado pela pessoa.

9) Nos amamos e queremos a presença um do outro, porém a relação está abalada por causa de uma traição. Como recomeçar? É possível dar uma nova chance?

Sempre há uma nova chance quando existe vontade. O primeiro passo é decidir se vale a pena o recomeço. Isso vai depender de muitos fatores e muitos deles são externos ao casal, como filhos, entre outros. Assumindo o compromisso com uma nova chance, o melhor é perdoar, reconstruir um novo tipo de relacionamento, baseado na comunicação e intimidade. No mais, os próximos dias do casal poderão ser os melhores possíveis, vai depender de como cada um vai lidar com isso, por isso a parceria, amizade e compreensão serão ainda mais importantes.

10) Quando a melhor opção é terminar?

Acredito que quando não há respeito e confiança, surge uma enorme tendência à falta de amor próprio. Sendo assim, terminar um relacionamento pode ser doloroso, mas a melhor opção. Não vale a pena permanecer junto se no lugar dos dias alegres e afetuosos, ficaram foram os dias tristes e cinzentos por causa da sombra de uma traição.

Ser fiel vale a pena? Sim, principalmente quando somos fiéis a nós em primeiro lugar!

“Só podemos alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a 
nós mesmos.” (Nietzsche)