quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O ABANDONO EFETIVO

Por Amanda Oliveira



Em 2012, por decisão inédita, o superior tribunal de justiça, condenou um pai a pagar R$ 200 mil a uma filha por abandono afetivo. Ao ler a respeito, me veio em mente a pergunta, como indenizar algo ou alguém por um dano emocional causado pelo abandono afetivo?! Como pagar em cifrões uma mistura de sentimentos que possui emoções e paixões, e ter o caso como encerrado?!

A afetividade tem um papel crucial no processo de aprendizagem do ser humano, pois está presente praticamente em todas a áreas da vida, influenciando profundamente o crescimento cognitivo. E geralmente nos é dado desde a infância, através do vínculo afetivo familiar. No qual tem um grande papel no crescimento do ser humano. A afetividade nos permite criar laços afetivos e nos potencia a revelar nossos sentimentos em relação as outras pessoas. E a falta do mesmo gera tanto danos psicológicos, tanto danos jurídicos.

Como pagar em dinheiro um dano afetivo? Será uma forma da vítima aliviar a dor e o sofrimento do abandono?! Ganhar R$ 200 mil de indenização, por um abandono desse tipo não visa reverter o não afeto, mas sim punir o genitor pela falta de afeto. O dever dos pais não se limita apenas a pensão alimentícia, inclui também o dever de convívio, cuidado e atenção e o acompanhamento sócio psicológico.

Afeto não se compra em dinheiro, e sim com laços de convivência, cuidado e amor. Ser pai e mãe é muito mais do que impor regras e limites, incluir amar, respeitar e principalmente cuidar.

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