segunda-feira, 29 de setembro de 2014

AS ESTRUTURAS DA PERSONALIDADE

Por Patrícia Renata



A personalidade é a estrutura de funcionamento de uma pessoa e como esta, afeta sua vida. É ela que molda e diferencia um sujeito do outro, principais características da pessoa que a faz exatamente como é. A persona (essência da condição humana) é biopsicocultural e é constituída durante toda a vida, é dinâmica. Alguns traços são essenciais, situações boas e ruins de Édipo influenciam nas características da personalidade do sujeito.


Aspectos específicos da Personalidade:

- Biossocial: correspondência com o uso popular; valor da impressão social que o indivíduo provoca; é a reação dos outros indivíduos ao sujeito o que define a sua personalidade.

- Biofísica: baseia-se firmemente a personalidade em características ou qualidades do sujeito; há um lado orgânico e aparente na personalidade e pode ser vinculada a qualidades específicas do sujeito suscetíveis à descrição e à mensuração objetivas.

- Globalizante ou do tipo coletânea: personalidade por enumeração; inclui tudo sobre o sujeito; lista de conceitos considerados de maior importância para descrever o sujeito e sugere que a personalidade consiste nisso.

- Integrativa ou organizadora: é a organização ou padrão dado às várias respostas distintas do sujeito.


A estrutura da persona é composta pelo temperamento e caráter a partir da interação de três grandes sistemas: id, ego e superego.

Por Id, entende-se o sistema original da persona. É a sede dos instintos e pulsão. Freud chamava o Id de “a verdadeira realidade psíquica”, pois representa o mundo interno da experiência subjetiva e não tem nenhum conhecimento da realidade objetiva. Ações psicológicas inconscientes, porém não podemos descartar o consciente, pois aparece no consciente, no corpo. Representa o mundo interno do sujeito, rege nossas ações, comportamentos e desejos. Obedece ao Princípio do Prazer: satisfazer todos os nossos desejos independentes das conseqüências.

O Ego nasce devido à necessidade de ter contato com a realidade. É por meio dele que temos interação com o mundo, pois sem essa interação, não conseguimos viver. Ele distingue as coisas da mente, das coisas do mundo externo. Uma parte consciente e outra inconsciente. Obedece ao Princípio da Realidade: tem consciência das conseqüências. Há um questionamento se é a hora correta de satisfazer determinado desejo ou se pode prorrogá-lo. Há um conflito o tempo todo entre os dois, porém no final das contas quem fala mais alto é o ego, mediador entre o id e o meio externo.

Superego: é a força moral da personalidade. Sua principal preocupação é decidir se alguma atitude é certa ou errada, para poder agir de acordo com os padrões morais autorizados pelos agentes da sociedade. É como um árbitro internalizado de conduta. Tudo aquilo que os pais dizem ser impróprio, castigando a criança, e tudo o que é aprovado, recompensando a criança é incorporado, respectivamente, à consciência e ao seu ideal de ego. Essa incorporação é chamada de introjeção. A criança absorve ou introjeta os padrões morais dos pais. As principais funções do superego são: inibir os impulsos do Id, especialmente aqueles de natureza sexual ou agressiva, pois são condenados pela sociedade, persuadir o ego a substituir objetivos realistas por objetivos moralistas, buscar a perfeição.

Para se desenvolver a personalidade é preciso a resposta a quatro fontes de tensão: processos de crescimento fisiológico, frustrações, conflitos e ameaças. Somente dessa forma a pessoa é obrigada a aprender novas formas de lidar com essas fontes. É essa APRENDIZAGEM que seria o 


DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE

Existem dois métodos para que se possa resolver as frustrações, os conflitos e as ansiedades: 

Identificação e deslocamento.

A identificação é a forma como uma pessoa assume as características de outra pessoa e torna-as parte integrante de sua personalidade. Ela aprende a reduzir a tensão modelando o próprio comportamento segundo o de outra pessoa. A criança, primeiramente, se identifica com os pais, para depois haver outras identificações ao longo da vida. A maioria dessas identificações ocorre inconscientemente. É também uma forma de resgatarmos um objeto perdido, por exemplo, de alguém que já se foi.

O deslocamento ocorre quando um objeto original se torna inacessível por barreiras externas ou internas (anticatexias), uma nova catexia se forma, a menos que haja uma forte repressão. Para essa escolha objetal ser eficiente, é preciso que haja alívio da tensão originada. Esse processo acontece sempre que o objeto em questão não mais consegue aliviar a tensão. Um deslocamento que produz uma realização cultural superior é chamado de sublimação.

A capacidade de formar catexias objetais substitutas é o mecanismos mais poderoso para o desenvolvimento da personalidade.

A personalidade é vital para um tratamento psicológico mais adequado.

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