quinta-feira, 31 de julho de 2014

PSICÓLOGA ACONSELHOU MINHA MULHER A PROCURAR OUTRO HOMEM!

O QUE EU FAÇO?
Por Sandra Vasques


Minha mulher sente pouco prazer e uma psicóloga disse para ela procurar outro homem. Isso tem cabimento?

"Se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa quem tem de saber se quer ou não ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional"

Resposta: Sua esposa tomou uma boa decisão ao buscar o apoio psicológico ao perceber que tinha dificuldades para sentir prazer, pois um profissional da área realmente pode auxiliar homens e mulheres a viver com mais satisfação e saúde esse aspecto da vida que é a sexualidade.
Mas vamos às considerações que envolvem a sua questão, pois existe uma concepção errada entre as pessoas de que um psicólogo interfere sobre a vida de seus clientes determinando o que os mesmos devem fazer. Isso não deve ser feito e é passível de consequências legais junto ao Conselho que rege a profissão.

O psicólogo não escolhe pelo seu cliente quais as atitudes deve tomar. O profissional promove, dentre outras coisas, o autoconhecimento, leva o cliente a perceber seus comportamentos em determinadas circunstâncias, auxilia o reconhecimento dos sentimentos associados, o auxilia a perceber de maneira mais clara todo o contexto em que está vivendo. O psicólogo oferece condições para que as pessoas enfrentem conflitos e dores de origem psíquica.

Esse trabalho e apoio podem levar o cliente a fazer escolhas diferentes das que vinha fazendo até aquele momento. Então, o psicólogo não diz o que o cliente tem que fazer, é o mesmo quem tem que descobrir o que quer fazer, adotando atitudes e comportamentos mais saudáveis e de acordo com suas necessidades e possibilidades reais.

No Código de Ética Profissional do Psicólogo, no item “Das responsabilidades do Psicólogo” no Art. 2º, item b, está escrito: “Ao psicólogo é vedado: Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.”

Você poderá ler o Código integralmente e ter mais informações a respeito no site www.pol.org.br, do Conselho Federal de Psicologia.

Finalizando, as pessoas que estão psicologicamente capazes de assumir a responsabilidade por seus atos podem fazer escolhas diferentes das sugeridas por qualquer outra, se isso não corresponde ao que ela deseja para ela. Assim, se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa quem tem de saber se quer o
u não ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional. 


Fonte: UOL

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