terça-feira, 8 de julho de 2014

INVESTIR OU NÃO INVESTIR NA EDUCAÇÃO?

Uma dúvida comum que muitos tem é sobre os investimentos em educação. Especialmente quem é mais velho e não tinha à disposição instituições de ensino acessíveis e teve que aprender na experiência, pode ser contrário a um alto investimento em educação. Ou seja, gastar com escolas particulares, faculdade e especializações.
Porém, sabemos que mais anos de estudo tem como consequência salários e ganhos mais altos. Isto é um fato e é simples de observarmos em nosso dia-a-dia.
Profissionais liberais como psicólogos, dentistas, médicos, engenheiros, advogados estudaram em média 20 anos (contando Ensino Fundamental, Médio e Superior).
Mas quando é hora de parar? Existe uma hora de parar de estudar e apenas trabalhar?
Por exemplo, sempre recebo emails ou comentários questionando se o ideal é fazer uma pós-graduação ou ir direto para o mercado de trabalho. E então?

Como saber quando investir e quando não investir em educação?

Pensando no critério acima, de que mais anos de estudo significa mais dinheiro no bolso, poderíamos vir a pensar que todo e qualquer curso seria benéfico financeiramente.
Mas, claro, este não é o caso. Temos sempre que avaliar o ROI (Return on Investment), no retorno sobre o investimento.
Pois fazer uma pós-graduação ou um Curso caro que contará apenas como mais um diploma e não vai acrescentar nada na carreira pode não ser a melhor opção.
Evidentemente, um Curso sempre trará conhecimentos e habilidades. Contudo, temos que avaliar com cuidado até que ponto será também lucrativo.
Além disso, temos que pensar com cuidado sobre se o investimento em um Curso será lucrativo direta ou indiretamente.
Explico: imagine um Curso de inglês. Geralmente, para se ter fluência levamos cerca de 5 anos. Portanto, além do dinheiro, temos que considerar o tempo de dedicação.
Será que vale a pena?


Pode ser que você nunca use o inglês em seu trabalho e nunca se aventure pela área de tradução e talvez até nunca viaje para um país de língua inglesa.
Porém, pense no fato de que 3 bilhões de pessoas (metade da população mundial) fala inglês. Com isso, você poderá ter acesso a muito mais informações – se falar inglês do que se não falar.
Neste caso, o investimento é, digamos, indireto.
O retorno direto de um Curso é visto quando temos que apresentar um determinado diploma para conseguir uma vaga, um emprego ou um contrato.

Conclusão

Podemos dividir o retorno do investimento em educação em 3 tipos básicos:
- Retorno Direto: quando precisaremos utilizar o diploma para conseguir mais trabalho (e, consequentemente, mais dinheiro). Todo diploma de graduação ou técnico se enquadra nesta categoria;
- Retorno Indireto: é quando não vamos precisar apresentar o diploma ou certificado de conclusão, mas o conhecimento adquirido será útil para conseguir outras habilidades ou facilitar o caminho na carreira;
- Retorno apenas de conhecimento: como disse no começo, existem Cursos que não darão retorno financeiro. É o tipo de Curso que pode ser útil para conhecer outras pessoas ou para ampliar o nosso saber. Porém, este saber pode não ser utilizado em nosso trabalho.
Para saber escolher se aquele Curso é adequado para ti, o caminho mais fácil é avaliar a sua condição financeira no momento. Pesquisar se o investimento vai representar realmente mais dinheiro no bolso ou não. Caso represente mais conhecimento (mas não necessariamente mais dinheiro), seria interessante pesquisar se não é possível adquirir o mesmo conhecimento de forma gratuita ou mais em conta.
Por outro lado, se você tem condições de fazer um Curso apenas pelo gosto de aprender e saber mais – seja no seu ramo de atuação, seja em outro como hobby – o retorno poderá ser avaliado por outros critérios e não apenas os financeiros.

Duvidas, críticas, sugestões, comente abaixo!


Fonte: Psicologia MSN

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