quarta-feira, 21 de maio de 2014

VOCÊ ESCONDE SEUS SUPER PODERES

Você conhece a história do Superman, correto? Nascido em Kripton, foi enviado ao planeta Terra e aqui foiencontrado pelo casal Martha e Jonathan, que o adotaram e lhe deram o nome de Clark Kent e uma excelente educação. Apesar disso Clark não era humano, possuia poderes diferentes, força extraordinária, visão de raio X, superaudição, velocidade fantástica entre outros.

Imagine agora que o casal, pelo bem do seu filho lhe ensinasse que ele não possuia superpoderes, que era coisa da sua cabeça, que ele não podia ouvir, ver, fazer o que fazia. E imagine também que Clark acreditasse em seus pais, aceitasse que era coisa da sua cabeça, que era impossível fazer essas coisas e dali em diante vivesse como um homem comum.  Como seria sua história? É provável que nunca se cassasse com Louis Lane, uma vez que a paixão dela era pelo herói e não pelo repórter. Ela era fascinada por homens ousados e que faziam acontecer e o alter ego Clark Kent era o tipo bonzinho, pacato, até um pouco passivo.


CLARK KENT

Provavelmente se tornaria jornalista, iria lutar por um lugar ao sol, talvez não fosse tão bem sucedido, uma vez que os maiores furos jornalísticos de Clark eram encontrados nas grandes aventuras de Superman. Como seria sua vida? Não posso imaginar, até tento, alguns finais diferentes me veem à mente. Mas a grande questão é, com todo respeito ao Clark, mas ser apenas  Clark Kent é muito pouco para quem pode ser Superman.

E o que eu quero dizer com tudo isso? Constantemente encontro pessoas que se encaixam perfeitamente nesta analogia, tem todo o potencial para virem a ser um Superman mas se condicionaram a ser apenas Clark Kent.

Pessoas de todo o tipo e em situações diferentes, como o rapaz inteligente e criativo, que sonhava ser roteirista de cinema mas trabalha arrumando computadores. Nada contra quem arruma computadores, ainda bem que existem, é diferente quando se busca essa profissão. No caso do jovem citado, preferiu a computação não por prazer, mas por estabilidade, por alta no mercado e acabou “escondendo” todos seus superpoderes, a criatividade exuberante, a facilidade em criar personagens, a paixão pela sétima arte. Preferiu ser Clark Kent.

A advogada que fez Direito por pressão do pai famoso, mas que sonhava em ser arquiteta, nas viagens que fizera pelo mundo na adolescência seu grande encanto era pelas obras de arte gigantes, como ela definia os arranhas céus das grandes capitais. Desanhava como hobby, rabiscava faixadas ousadas , mostrava grande habilidade com as formas. Sorria só de imaginar seu futuro, e hoje sobrevive tentando gostar do que faz, o bom salário não é sufuciente para lhe trazer um sorriso no rosto, a vida nos fóruns e as leituras dos processos não a inspiram. Quando tira seu terninho a noite, por baixo não tem a roupa da supergirl, poderia ter, mas foi engolida pela história de que arquiteto não tem espaço no mercado de trabalho, de que é muito defícil, que fazer direito será a certeza do seu futuro. Culpa de quem falou isso ou dela que acreditou?

Com todo respeito as histórias que nos contaram, é possível escrever sua própria história. Reza a lenda, que certa vez, quatro jovens cabeludos entraram em uma gravadora na Inglaterra e apresentaram seu som, ao final ouviram do produtor (homem seguro, conhecedor de música): “- Jamais uma banda com quatro garotos cabeludos irá fazer sucesso”. Bem, eles poderiam ter acreditado no que lhes foi dito, e se isso tivesse acontecido, não teriamos nunca ouvido falar nos Beatles.

No fundo, o Clark Kent do inicio do texto, saberia que é diferente. Nós sabemos de nossas capacidades, apesar disso preferimos ocultá-las, afinal ser diferente exige coragem, ousadia e humildade. Sucesso e fracasso andam lado a lado. Saber recomeçar é uma virtude e tentar de novo um movimento natural.

Recentemente bombou na net um texto onde dizia que não, você não precisa fazer o que gosta. Particularmente não gostei do texto, em resumo ele dizia que precisava existir as pessoas que não gostam do que fazem. Acredito que um dos motivos do sucesso do texto foi justamente o alívio da multidão de Clarks Kents espalhados pelo mundo.

É verdade que também conheço muitas pessoas que ao longo de seu caminho descobriram que existia muito potencial a ser descoberto e foram em busca de seus ideiais.

Para encerrar a história, imagine agora que o Calrk Kent da nossa história descobrisse que sim, que era real, que era possível, que ele poderia correr mais que os outros, que ele poderia usar sua força, visão, audição e sim, de forma diferente dos demais e que ele passasse a fazer isso, a permitir “que sua luz brilhasse”, a trabalhar com todo seu potencial, a descobrir quais eram seus limites se é que eles existiam e a partir dai experimentar um mundo diferente, uma sensação única dali em diante, toda vez que ele abrisse seu blazer, puxasse sua gravata e entrasse em contato com sua essência.


CLARK KENT - SUPERMAN

Acredito, que maior que o medo dos nossos defeitos é o medo das nossas virtudes. Há um medo intrínseco de não conseguir lidar com nosso potencial.

Há muita beleza em ser Clark Kent e Superman. Em poder se movimentar entre essas duas forças. Se você nunca experimentou abrir a camisa e sair voando, tem a grande oportunidade de tentar, fazer, até para conhecer a experiência. Não importa sua idade.

Nem sempre uma vida segura é sinônimo de rotina. Será que o Superman se sentia mais seguro sentado em sua mesa no Planeta Diário ou voando em busca de seus ideais? E você, qual a fonte da sua segurança? E se você nunca se permitiu voar, como saber que o chão é mais seguro?


Fonte: OUTRO LADO

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