quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

TRAÇOS DE PERSONALIDADE QUE LEVAM AO SUCESSO SÃO OS MESMO QUE SERVEM PRA ENGANAR

"Para 81% dos entrevistados, confiança é a qualidade mais esperada de um líder"
Além do que os olhos podem ver, a vida diária organizacional inclui episódios regulares de abusos, quebras de regras, e quebra de confiança por pessoas em posições de autoridade - justamente aquelas que deveriam dar o exemplo comportamental para o seu time e para a organização.

De fato, uma pesquisa realizada pela Hogan Assessments Systems com mais de 700 pessoas revelou que mais de 80% dos respondentes disseram ter sido enganados ou tratados de forma desonesta por um supervisor ou colega de trabalho.
 
 
A traição nas organizações
 
A maior parte das pessoas possui uma resistência quase que natural a um líder tirano. Imagine que boa parte da existência de nossa espécie foi marcada pela convivência de humanos em sociedades nas quais as pessoas viviam da caça e da coleta de frutos, cujas relações eram igualitárias. Nessas sociedades havia uma resistência feroz a chefes formais.
 
E justamente essa resistência evolucionária à tirania se reflete até nossos dias nas organizações. Líderes que inspiram um comprometimento voluntário tendem a engajar seguidores e tendem a valorizar a autoestima e as atitudes de sua equipe, que por sua vez, vai produzir mais, ou tratar melhor os clientes, por exemplo. Um líder dominador vai produzir indivíduos obedientes, mas não o será de forma sustentável, pois terá o custo da alienação e do ressentimento dos subordinados.
 
 
Quatro condições essenciais de um líder
 
Segundo o Modelo de Liderança de Hogan, as qualidades essenciais de um líder são: integridade, julgamento, competência, e visão. Desse grupo, a integridade é a principal.
 
Em uma outra pesquisa, realizada recentemente, desta vez com mil pessoas, a questão era identificar as qualidades do "melhor líder". Ao menos 81% dos respondentes citou a confiança como a característica de personalidade mais importante, ao passo que 50% citou que o pior chefe é justamente o "manipulador".
 
 
Os piores tipos de líderes
 
Com as pesquisas, a Hogan Assessment Systems chegou à triste conclusão de que as mesmas características de personalidade de líderes enganadores são aquelas que impulsionam seu sucesso na hierarquia organizacional.
 
 
Quatro características do líder enganador
 
Carisma - Há três maneiras de se influenciar uma pessoa: pela força, pela razão ou pelo carisma. A força e a razão são racionais - mesmo quando as pessoas são forçadas a alguma coisa, elas obedecem por uma boa razão. Por outro lado, o carisma, tão cantado e decantado como um talento de certos líderes organizacionais e políticos (como alguns que conseguem chegar ao cargo mais alto da nação) pode ser baseado na manipulação emocional e na habilidade de "enganar" qualquer consideração racional.
 
Foco em si mesmo - A segunda característica de um bom enganador é o narcisismo, ou sejam, um grau de foco em si mesmo fora do comum, ou uma busca sem descanso por melhor status ou posição. Os enganadores possuem uma dedicação constante a si mesmos, ao ponto que as outras pessoas perdem o valor como seres humanos e tornam-se somente objetos a serem manipulados.
 
Autoengano - A terceira característica que tipifica o enganador ideal é o autoengano. As pessoas já têm uma tendência de se enganarem para ocultar de si mesmas as verdadeiras razões para seus atos; alternativamente, algumas pessoas também são relutantes em realmente se perguntarem sobre as reais razões para seus atos. O autoengano - ou mentir para si mesmo - geralmente é um gatilho que faz com que o indivíduo também minta para outros.
 
Síndrome do núcleo vazio - A característica final - que une as anteriores, e permite que um profissional torne-se um enganador - é a síndrome do núcleo vazio, que se refere a pessoas que conseguem ter um bom trânsito social, são autoconfiantes, carismáticas, e esperam que os outros as aceitem e gostem delas. Só que no seu íntimo, essas pessoas são extremamente infelizes e inseguras.
 
Todo esse charme, carisma e talento para conquistar a simpatia das pessoas dá aos enganadores o que eles precisam para encontrar emprego e, rapidamente, ascender nas organizações. Em seu interior, sua insegurança é turbinada pelo dinheiro, poder e prestígio oferecido pelas posições sêniores nas organizações. Cerca de 1% das pessoas nas organizações possuem essa característica - a maior parte delas estão nos cargos alta gerência.
 
Segundo Hogan, a boa liderança não necessariamente se encontra naquelas pessoas de grande status em posições elevadas. Muito frequentemente, estas pessoas avançaram em suas carreiras por habilidades políticas e não pelos resultados que conseguiram gerar. A Liderança, ainda segundo Hogan, deveria ser avaliada pelos subordinados e segundo a performance da equipe. Uma equipe que se sente enganada e manipulada acaba mostrando sua revolta e frustração, como seus ancestrais, ainda que mais sutilmente, mostrando uma produtividade reduzida e um engajamento pífio.
 
 
Fonte: Vya Estelar

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