terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PERVERSÕES SEXUAIS

Por Katree Zuanazzi
 
 
 
O nome contemporâneo usado para se referir a perversões sexuais é parafilia. Originada da junção do grego “para” que tem como significado “fora de” e “philia” que traduz-se como “amor”. Assim, o próprio nome já deixa evidenciado que é uma pratica diferenciada do ato de fazer amor.
 
Parafilias são comportamentos sexuais não aceitos pela sociedade e a maioria de suas categorias é desconhecida para esta. São praticados por pequena parcela da população sendo que o índice de ocorrência mais comum é entre pessoas do sexo masculino. Entendidos como praticas incomuns, exclusivas, anormais que coloquem em perigo alguém e/ou represente prejuízo físico, psicológico ou emocional a um dos envolvidos no ato.
 
A pessoa acometida por este transtorno se fixa em um objeto ou coisa para obter o prazer sexual que comumente é obtido no coito. Dificilmente uma pessoa parafilica permanece em uma única pratica estranha, o interesse pela primeira tende a se tornar monótono, a pessoa começa a procurar novas praticas e se envolvendo em outras atividades sexuais excêntricas. Com o tempo ocasiona a exclusão de atos sexuais normais, fazendo a pessoa ficar adepta apenas a praticas antinaturais.
 
O catalogo das parafilias é vasto. Entre as mais conhecidas e menos rechaçadas estão: o sadismo (o ato de sentir prazer com o sofrimento físico ou psicológico alheio), o masoquismo (ter prazer originário da dor, esta é a parafilia oposta e complementar a primeira mencionada), exibicionismo (fazer sexo em lugares públicos ou mostrar os órgãos genitais a estranhos), fetiche (a fixação sexual direciona-se a um objeto especifico inanimado como roupa, sapato...), podolatria (desejo por pés), bondage (prazer originado no ato de amar ou imobilizar o parceiro), voyeurismo (gostar de observar o ato sexual ou corpos, sem ter nenhum contato fixo).
 
Averiguando as parafilias mais vistas como insanas fica em evidencia: a zoofilia (pratica sexual com animais), emetofilia (excitação com o ato de vomitar ou com o vomito do outro), necrofilia (desejo sexual por cadáver), asfixiofilia (prazer em reduzir a oxigenação do cérebro intencionalmente durante a relação, pratica bastante perigosa), espectrofilia (atração sexual por fantasmas).
 
É diagnosticada como parafilica a pessoa que tem hábitos sexuais considerados “desviados” com exclusividade, ou seja, usando sexo bizarro como única fonte de prazer sexual, excluindo o sexo convencional/normal, ou fazendo por obrigação (social), mas sem obter o prazer máximo.
 
Alguns desses comportamentos sexuais (das parafilias mais “leves”, que cataloguei acima como as mais conhecidas) podem se apresentar em pessoas consideradas normais, que apenas ampliaram a gama das possibilidades de obtenção de prazer, que aderem algo diferenciado ocasionalmente sem representar perigo a si mesmo e a terceiros. Se não for algo continuo, fixo, prejudicial a alguém e o sexo normal continuar sendo a principal fonte de prazer não é enquadrado como transtorno.
 
 
Fonte: Temas de Psicologia

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