quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ASSOCIAÇÕES OU ÂNCORAS: IMPORTANTES NA CONSTRUÇÃO DA REALIDADE INDIVIDUAL

Associações em psicologia e âncoras em PNL, são formas de relacionar estímulos. Estas são importantes estratégias conscientes e/ou inconscientes do nosso cérebro organizar a realidade que nos rodeia. Elas muitas vezes são a chave para compreender medos, ou sintomas/doenças psicossomáticos. Mas como são assim tão importantes?
 
Quem não conhece a experiência de Pavlov? Resumidamente, durante algum tempo alimentou-se um cão, porém mesmo antes de lhe dar comida, tocava uma campainha. Depois de várias sequências, bastava tocar a campainha, nem necessário a comida, para o cão começar a salivar. Aqui está um bom exemplo de como uma simples associação de estímulos pode modificar um sistema fisiológico (a salivação do cão).
 
Como é que isto se aplica à realidade do ser humano?
 
Todos os objetos, pessoas, acontecimentos, da nossa realidade, só por si, não têm conotação nenhuma. Toda e qualquer conotação e significado de qualquer elemento da nossa realidade são construídos por nós, pelo nosso conhecimento e experiência.
 
Já se perguntaram porque é que uma musica vos faz sentir tão bem, enérgicos ou positivos, enquanto outra, faz-vos sentir mal, tristes e depressivos? A letra da música é irrelevante, pois podemos verificar o mesmo em músicas unicamente instrumentais. A música só por si, não possui qualquer conotação ou significado.
 
A resposta está nas associações que fazemos, provavelmente a música está associada a um momento, a um acontecimento, a um filme, a uma emoção, a determinadas pessoas, etc. Isto é, o contexto em que ouvimos a música, estavam presentes um conjunto de outros estímulos que de forma inconsciente ficaram “agregados” à música. Tal como a campainha à comida, na experiencia do Pavlov. Depois basta ouvir a música, para “invocar” o “estado” psicológico e fisiológico do momento em que nos acostumamos a ouvir a música. Tal como a campainha e a salivação.
 
Este processo de “agregação” é feito de forma inconsciente, por isso, em muitos casos pode ser a origem de alguns medos. Mas como? É simples, como referi anteriormente, os estímulos são “agregados”, isto é, percecionados como um todo, e não como partes individuais e independentes constituintes de um todo comum. Provavelmente foi a forma mais eficaz, eficiente e económica do nosso cérebro armazenar as nossas memórias.
 
Cada memória é constituída por uma “agregação” dos vários inputs externos e estados internos. Isto é, em determinada memória seguramente, estavas a ouvir, ver, cheirar, tocar, saborear “coisas” muito específica, ou mesmo tempo que internamente tinha um conjunto de emoções muito específicas. A combinação de todas estas variáveis constroem uma memória única.
 
Imaginemos então que nesse momento a Dor (física e/ou psicológica) estava presente, juntando-se a todos os restantes elementos. Hipoteticamente o que acontece com frequência, é o individuo associar a um estímulo ou a um conjunto de estímulos essa dor física e/ou psicológica. Ficando assim com medo de ver, ouvir, cheirar, tocar ou saborear, algo que estava presente no momento dessa dor.
 
Assim, um individuo (por exemplo) pode ter pavor à cor vermelha; ao toque das campainhas; sentir-se mal com o frio; ficar enjoado com o cheiro a cozido; sentir náuseas com sumo de laranja, sem conseguir perceber porquê. Mas o seu inconsciente sabe que estes elementos estavam presentes no momento de dor extrema, e assim provocam essa reação no individuo, mesmo fugindo à sua compreensão.
 
A diferença entre associações e âncoras, ambas são formas de relacionar estímulos. Porém, na minha opinião a âncora é fundamentalmente consciente, planeada e com objetivo específico, distinguindo-se da associação. Ainda assim, existem autores que afirmam que ambas são a mesma coisa.
 
 
E você, algum medo a algo muito especifico? E reestrutura-se as suas associações?
 
 
 
Fonte: PsicologiaFree

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