segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DO SENTIMENTO DE LIBERDADE

O sentimento de “liberdade” é fundamental para o desenvolvimento humano. Este está presente desde quando nascemos e começamos a explorar o meio à nossa volta, acompanhando-nos até ao fim das nossas vidas. Esse sentimento proporciona o auto-desenvolvimento e o auto conhecimento.
 
Sentirmo-nos livres é fundamental para sermos que somos, ou mesmo descobrimos que somos. Mas por vezes é tão subtil que o negligenciamos e nem lhe damos a devida importância. É necessário muitas vezes alguma consciência, para perceber esse sentimento de liberdade.
 
Quantas vezes perguntamo-nos “porque me sinto mal” ou “porque me sinto bem” ao pé de determinada pessoa e não conseguimos encontrar uma resposta. Em muitos casos deve-se ao sentimento de liberdade que sentimos (ou não) ao pé de determinada pessoa.
 
O sentimento de liberdade é sentir que podemos ser genuinamente nós em toda a nossa essência e ao mesmo tempo somos aceites. O sentimento de liberdade, passa pela aceitação incondicional do meio.
 
Porém, essa “abertura” do meio ou de determinada pessoa, essa “aceitação incondicional” é tão subtil que passa desapercebida e consequentemente não lhe dando o seu devido valor.
 
Todas as tentativas de alterarem quem nós somos prejudicam esse sentimento de liberdade. Tudo o que não nos permite ser genuinamente quem somos, não favorece o sentimento de liberdade. Como referi anteriormente desde que nascemos esse sentimento pode acompanhar-nos (ou não). A vinculação mais adequada deve-se a um misto de liberdade e segurança na exploração do meio, proporcionando um “melhor” desenvolvimento.
 
Cada vez que julgamos, impomos as nossas ideias ou tentamos modificar o outro, não o estamos a aceitar incondicionalmente, logo o outro vai-se inibir de ser ele genuinamente. Quando isso acontece, consoante a personalidade e características cognitivas de cada um, podem surgir essencialmente duas opções possíveis:
 
1º A pessoa reage negativamente – a pessoa afasta-se ou entra em conflito com a outra pessoa, tentando garantir e conservar a genuinidade do seu ser.
 
2º A pessoa tenta reagir positivamente – a pessoa abdica da sua essência para “agradar” o outro. Esta pode ter dois fins possíveis a médio/longo prazo:
 
A)                         a pessoa “abdica” completamente da sua essência e convence-se que é diferente, porém é perseguida por uma intensa tristeza e até mesmo depressão. Porque sem ela saber, está a ser algum que não é.
 
B)                         a pessoa “cansa-se de não ser ela”, ou apercebe-se que não a sua genuinidade não é aceite. Por consequência, esta reivindica “o seu ser”, que pode traduzir-se num afastamento ou até mesmo num  terminando uma possível relação.
 
 
E você aceita os outros incondicionalmente? Sente que pode ser genuína com as pessoas à sua volta?
 
 
Fonte: PsicologiaFree

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