quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A RELATIVIDADE DO SUCESSO

O sucesso tornou-se atualmente um dos maiores temas de discussão. O “sucesso“  é agora talvez mais ambicionado, de que em toda a historia do Homem. Porem o sucesso está longe de ser algo objetivo e concreto. Afinal o que é o sucesso?
 
Atualmente o Sucesso é um tema que atrai pessoas, visto que todas querem ter sucesso, nas suas vidas, nos seus empregos, nas suas relações, enfim querem ser pessoas de sucesso.
 
Podemos dizer então dizer que não há um “sucesso”, mas vários “sucessos”?
 
O sucesso está essencialmente relacionado à dimensão profissional e monetária das pessoas, mas também pode estar relacionado com outras dimensões da vida. O que faz com que o conceito de sucesso se disperse um pouco. Já que pode-se ter sucesso no amor, na família, na saúde, etc. Sendo assim, pode existir sucesso numa dimensão da vida e não existir noutra, isto é, pode ser milionário sem ter o amor da sua vida, ou pelo contrário, pode ter encontrado o amor da sua vida e ser pobre.
 
Porém algo a meu ver fundamental perceber para se ter sucesso é compreender qual a sua origem. De onde vem o sucesso? Das nossas ações? Dos nossos comportamentos? Dos nossos pensamentos ou personalidade? Vem de dentro de nós ou de fora de nós?
 
A sua origem prende-se inevitavelmente com a definição do próprio conceito. Numa definição breve e clara, sem recorrer a dicionários, o sucesso é a capacidade de atingirmos objetivos. Esta definição, remete claramente para a ação, o comportamento, a capacidade, a competência para atingir os objetivos.
 
O que esta definição não nos diz, é que 99% dos objetivos das nossas vidas são definidos por nós próprios. Isto é, de uma forma metafórica, numa corrida, nos definimos o tempo a atingir, onde vai estar a meta, quem vai participar, ao mesmo tempo que controlamos os recursos e o ritmo em cada passo que damos.
 
Visto que os objetivos são pessoais e o sucesso é a capacidade que temos de os atingir, o sucesso surge como um julgamento pessoal e subjetivo. É perfeitamente normal, alguém achar que temos sucesso em determinada área e nós não concordarmos, ou sentirmo-nos com sucesso, quando as outras pessoas não concordam.
 
É verdade que em vários contextos, principalmente académico e profissional são definidos objetivos e muitas vezes, impostos. Independentemente da capacidade, competência, motivação do individuo para o atingir. Contudo existem outros objetivos superiores e pessoais, que englobam esses objetivos propostos, como: “Ser bem sucedido na escola!”, “Ter uma média de 16 valores”, “Ganhar 5000 mil por mês!” e estes sim nos motivam.
 
O sucesso é sinónimo de felicidade?
 
Podemos dizer que sim, já que se tivemos sucesso nas áreas que são realmente importantes para nós, vamo-nos sentir bem connosco próprios, bem com os outros, sentimo-nos felizes! Os objetivos impostos, podem não serem justos, visto serem independentemente da vontade dos indivíduos, contudo, o sucesso ou insucesso nesses tem um peso mínimo na felicidade.
Se o sucesso é um julgamento pessoal e subjetivo, surge então uma questão curiosa: Podemos ser pessoas de sucesso e não sabermos?
 
Sim podemos! Tudo depende do julgamento que fazemos de nós próprios, isto é, da perspetiva como olhamos para as nossas vitórias e derrotas. Questionar porque pormos o objetivo tão alto, ou a meta tão longe. Porque não ver o esforço como uma aprendizagem e não apenas o atingir do objetivo um fim em si mesmo?
 
Se podermos ter sucesso sem sabermos, e se o sucesso é sinónimo da felicidade, logo podemos ser felizes sem sabermos!
 
E você, será que é feliz e não sabe?
 
 
 
 

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