terça-feira, 22 de outubro de 2013

SINTOMAS DE DEPRESSÃO PODEM SER DIFERENTES ENTRE HOMENS E MULHERES

Homens podem sofrer de depressão quase tão frequentemente quanto as mulheres, de acordo com um novo estudo da Universidade de Michigan. Tradicionalmente, as mulheres foram diagnosticadas com depressão com mais ou menos o dobro da taxa dos homens, cerca de 20% das mulheres tornando-se deprimidas em algum momento de sua vida.
 
Nos últimos anos, no entanto, alguns pesquisadores tem se questionado se talvez eles não tem feito aos homens as perguntas certas.
 
Por exemplo, enquanto as mulheres podem mostrar a sua depressão através de sintomas como choro ou insônia, a depressão masculina pode mostrar-se como a raiva, agressão, abuso de substâncias ou a exposição a riscos, tais como jogos de azar ou flertes, disse a principal autora Lisa Martin, Ph.D., professora assistente na Universidade de Michigan.
 
Quando estes tipos de sintomas foram levados em conta na pesquisa, os especialistas descobriram que cerca de 30% dos homens e mulheres haviam estado deprimidos em algum momento de suas vidas, de acordo com o estudo publicado no JAMA Psychiatry.
 
O estudo envolveu 3.310 mulheres e 2.382 homens e é o primeiro a olhar para as diferenças de gênero nas taxas de depressão em uma grande amostra nacional, disse Martin.
 
No entanto, nem todos os especialistas aceitam que a depressão se manifesta de forma diferente em homens e mulheres, disse Peter Kramer, MD, professor clínico na Universidade de Brown, não envolvido no novo estudo. Ele acrescentou que a noção de diferenças de gênero em sintomas de depressão ainda é uma ideia nova.
 
Kramer observou que as taxas de transtorno bipolar – em que as pessoas podem alternar entre depressão e mania – são semelhantes entre homens e mulheres. Mas as taxas de muitas outras condições variam de acordo com o sexo.
 
Por exemplo, autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade são muito mais comuns entre os homens, enquanto que os transtornos alimentares são mais comuns entre as mulheres.
 
No entanto, Martin acredita que a mudança dos critérios para o diagnóstico de depressão pode levar a mais homens a procurarem ajuda.
 
“Se conseguirmos fazer com que os homens que sofrem de depressão a reconheçam em si mesmos e comecem o tratamento, será muito significativo”, disse Martin.
 
Homens deprimidos são tipicamente muito menos propensos a procurarem tratamento, disse Martin, em parte porque alguns homens veem o pedido de ajuda como um sinal de fraqueza.
 
Ela acrescentou que os médicos lhe dizem que os homens não são tão propensos a procurarem ajuda por eles mesmos. Pelo contrário, os médicos dizem que os homens entram em seus escritórios só porque “tem recebidos ultimatos de suas esposas ou seus empregadores”, que ameaçam com divórcio ou demissão, a menos que mudem seu comportamento.
 
 
 
Texto de TRACI PEDERSEN, Editora Associada de Notícias
Revisado por John M. Grohol, Psy.D., em 31 de Agosto de 2013
 
 
Fonte: PsychCentral

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