sexta-feira, 27 de setembro de 2013

COMO FALAR DE SEXO COM OS ADOLESCENTES

A sexualidade juvenil é como uma tempestade: um turbilhão de emoções confusas e indomáveis.
Com a ajuda de Eunice Neta, psicoterapeuta especialista em adolescentes, tentamos perceber como lhes falar de sexo sem dramas.
 
A adolescência traz, inevitavelmente, o despertar da sexualidade. E é normal e saudável que assim seja. Mas sem pressas ou pressões, até porque não há uma idade ideal para deixar de ser virgem. Para que saiba lidar com esta situação, sem dramas, aqui deixamos seis ideias chave.
 
 
1.Não faça distinções
 
Como a moça engravida e o rapaz não, os pais costumam preocupar-se mais com a vida afetiva das filhas e restringir-lhes a liberdade. As responsabilidades de uma gravidez têm que ser assumidas por ambos os sexos.
 
 
2.Comece cedo a falar do assunto
 
Aos quatro ou cinco anos, já se começa a explicar 'de onde vêm os bebés'. Mais tarde, entre os 11 e os 13, pode vir o esclarecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e contracepção. Quase todos os pais ficam constrangidos a falar do assunto, é normal. Mas não é desculpa para não o fazer. Os adolescentes falam de sexo entre si, mas trocam muita informação errada, sobretudo no que toca à saúde e a contracepção. Porém, planeiam mais do que pensamos: "São muito poucos os adolescentes que têm a sua primeira experiência sexual sem pensarem muito nisso. O começo da vida sexual uma decisão única, pessoal e intransmissível", diz Eunice Neta. Moças e rapazes idealizam muito a primeira vez e querem que aconteça com alguém especial.
 
 
3.Lembre-o que há vida para além do sexo
 
"A vida sexual não se resume ao ato sexual. O grande papel que os pais podem ter como educadores é contextualizá-la com amor, amizade, sentimentos, respeito para consigo e para com o outro", observa Eunice.
 
 
4.Ensine-lhe o valor do 'não'
 
Muitas meninas são coagidas, física e psicologicamente, pelos namorados a ter sexo, sem considerarem isso como uma forma de agressão. Explique-lhe que é normal ter dúvidas, achar que se está preparado para, na hora H, estar nervoso e decidir que não é o momento certo; que ninguém 'deve' sexo a ninguém, que 'não' é 'não' e deve ser respeitado. E que quem ameaça ficar zangado e acabar a relação não merece o amor dela. Se quiser conhecer o pretendente, porque não convidar o namorado(a) para ir lá a casa?
 
 
5.Tenha presente que o "fruto proibido é o mais apetitoso"
 
Os adolescentes passam muito tempo por sua conta e risco. Pensar que os podemos proibir de ter sexo é ilusório e costumam aguçar a vontade de transgredir. "Vão fazê-lo à mesma, mas sentindo que não podem procurar ajuda junto aos pais", observa a terapeuta.
 
 
6.Valorize a confiança que ele tem em si
 
Se um dia ele lhe perguntar se a primeira vez é muito difícil, sinta-se de parabéns: o seu filho confia em si! O que não quer dizer que, por ter posto a questão, esteja a pensar em iniciar, de facto, a vida sexual.
 
 
Vamos falar de sexo?
 
 
A Associação para o Planeamento da Família dá alguns exemplos de perguntas importantes que podem ser feitas e debatidas com o seu filho.
 
- "Está preocupada(o) por ser virgem?"
- "Sabe se proteger da gravidez e de infecções?"
- "Está sendo pressionada(o) para ter relações sexuais?"
- "Ter sexo faz você se sentir diferente?"
- "Tem mesmo que fazer sexo com o teu namorado(a)?"
- "Será capaz de dar a conhecer os teus limites ao teu parceiro?"
- "Está preparada(o) emocional e financeiramente para as consequências de uma gravidez ou doença?"

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