terça-feira, 9 de julho de 2013

SOCIEDADE DE CONSUMO

Baseados numa lógica de produção, nós seguimos desejando objetos irreais, talvez inalcançáveis, que são impostos e colocados como ideais. Essa condição se liga também aos relacionamentos e como imaginar um relacionamento duradouro numa sociedade em que a lógica é sempre a troca?

Z.Bauman aponta que nossa cultura está para o esquecimento em detrimento do aprendizado, não há como se concentrar num objeto de desejo porque ele precisa ser substituído rapidamente. A lógica de produção exige que os objetos sejam substituídos muito rápido, impedindo a concentração do desejo. O investimento que é esperado da sociedade está para uma série infinita e não a um objeto individual, assim o sujeito fica impossibilitado de saber qual objeto lhe causa desejo. Também é impedido de pensar sobre o ponto de origem deste e se vai lhe trazer satisfação.

Acontece assim também com as relações pessoais, que cada vez mais se aproximam da lógica do consumo. Não há investimento individual porque o objeto muda constantemente, o esquecimento toma o lugar do aprendizado, uma vez que, é melhor livra-se de um problema de relacionamento do que aprender com ele. Atualmente os meios de comunicação parecem estar influenciando mais e mais esse tipo de relação, curta e de satisfação instantânea, que para uma sociedade gradativamente jovem se torna eficaz e menos dolorosa.

Não é notado ainda, que essa forma rápida de satisfação traz consequências em longo prazo. Uma delas seria o sujeito demonstrar um investimento exagerado na procura de algo que satisfaça, mas com o sentimento de que nada em que invista baste.

Como atentar para isso? Como saber se está agindo assim e como mudar?

0 comentários:

Postar um comentário