segunda-feira, 15 de julho de 2013

E A TAL DA INFIDELIDADE



A infidelidade é uma temática de bastante repercussão no cenário contemporâneo. Em uma época em que relacionamentos conjugais mudam de configuração, ou melhor, emergem novas maneiras de se relacionar, o sentido da palavra fidelidade, ou falta desta, sofre uma transformação. Deixando de dizer respeito a simplesmente o ato de ter um relacionamento à parte ao casamento/namoro, a palavra infidelidade passa a compreender outros sentidos.

A nomenclatura infidelidade carrega o significado de deslealdade, falta de sinceridade e traição. Isto posto, remete ao entendimento de que trata-se de uma eventualidade com valores particulares, mensurado de maneira variável de casal para casal. Infidelidade é a quebra do acordo estipulado por ambos os cônjuges que, independente das regras aceitas socialmente, selaram uma espécie de contrato entre sí.

Vulgarmente a infidelidade é descrita como a prática sexual fora do casamento, a maioria das pessoas a concebe assim, no entanto, não se reduz simplesmente a isso. Não se remete a realização do sexo extraconjugal propriamente dita, mas principalmente à falta de honestidade para com a relação, uso de mentiras e rompimento de acordos outrora estabelecidos.

Existem casais que de comum acordo aceitam que o companheiro pratique sexo com outras pessoas desde que não haja um envolvimento maior, outros permitem que o companheiro pratique sexo com outros apenas se o corpo for instrumento de trabalho e não por prazer, há ainda os que permitem que o cônjuge tenha outros parceiros sexuais desde que sejam atos homossexuais, entre outros. Existem infindáveis tipos de acordos feitos por parceiro o que torna o quesito infidelidade muito subjetivo.

Por mais que a integridade social insista em delimitar um comportamento ético moral aceitável, não há como controlar o pensamento de todos. Cada um tem um histórico de vida que construirá suas próprias concepções de certo e errado. Se duas pessoas concordaram que o sexo com outros é aceito, assim o será. Totalmente diferente de quem fez juras de praticar sexo apenas com o companheiro, aí sim, sendo quebrada a promessa é infidelidade.

Entre homens e mulheres é diferente a maneira de se posicionar frente à infidelidade, principalmente pelo contexto histórico marcado pela intensa vertente do machismo. 

Querendo ou não, é mais ‘comum e aceitável’ que o homem traia, quanto este o faz é mais compreendido e não passa pelo estigma que passa uma mulher se for infiel.
Algumas mulheres embora não aceitem explicitamente que seus companheiros tenham relação com outras mulheres acabam relevando justificando para si própria e para os outros que a traição se deu devido ao instinto sexual masculino. Já os homens que não aceitam que suas mulheres tenham outro companheiro, caso elas venham a ter, fato que seria uma traição, não tem uma atuação passiva como a da mulher, raramente justificam as ações desta, muito pelo contrário, as condenam veementemente.

A temática infidelidade é muito debatida, as pessoas querem entender o motivo causador da infidelidade, mas não existe uma resposta absoluta. Uns traem porque estão insatisfeitos em alguns aspectos do relacionamento atual, outros porque precisam disso para se reafirmar, ainda há quem o faça por hábito, vingança e há os que realmente se apaixonaram por alguém que não o companheiro. As pessoas são diferentes, cada uma tem uma motivação subjetiva para trair (ou para ser fiel).


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