quinta-feira, 25 de julho de 2013

DESMISTIFICANDO A HIPNOSE

Fenômeno permeado por um ar de misticismo, desperta a curiosidade do público que se depara com os famosos shows de hipnose de circo. Em frequentes programas de televisão e em alguns eventos fechados a exposição da hipnose é feita de uma maneira sensacionalista, fato que provoca em seus espectadores a estranha sensação de que os feitos extraordinários apresentados resultem de poderes sobrenaturais do hipnotista e que significarão submissão absoluta do sujeito hipnotizado.

Apesar de exposições serem uma boa maneira de difundir os benefícios da hipnose, por vezes estes métodos podem aparentar meio invasivos para quem não tem conhecimento a respeito do assunto e estabelecer ideias errôneas acerca do fenômeno. Faz-se necessário desarraigar crenças infundadas, desemaranhar conceitos e tornar claro o verdadeiro significado do poder da mente do ser humano.  
A ideia, sustentada por muita gente, de que a pessoa estando em hipnose ficará totalmente vulnerável e em total submissão ao hipnotizador não é verídica, aliás, não condiz nenhum pouco com a realidade. Não existe nenhuma possibilidade de alguém se apoderar da volição, da mente, do querer de outra pessoa, o sujeito jamais irá fazer algo que a moral dele condene estando em transe, ele só aceitará sugestões que não lhe apresentarem perigo algum.

Longe de ser sinônimo de magia, anormalidade, misticismo e dominação plena, o transe hipnótico faz parte do cotidiano natural de qualquer pessoa. Sendo um evento corriqueiro, trivial que vivenciamos frequentemente sem nos darmos conta disso. Os acontecimentos que são chamados popularmente de “sonhar acordado”, “sair do ar”, “falar sozinho”, “viajar na maionese” são exemplos de estados de transe. Sempre que estamos em um estado alterado de consciência podemos o assim denominar.

Não existe no mundo uma pessoa que consiga infligir o transe hipnótico em outra pessoa sem a autorização da mesma. Toda hipnose é uma autohipnose, ela só se faz possível por via da aceitação do sujeito, o hipnotizador é apenas um facilitador, alguém que sabe as técnicas adequadas para tanto e como fazer de uma maneira eficaz que proporcione benefícios para o sujeito que procura utilizar os benefícios da programação da mente.

O Professor de Hipnose Rogério Castilho em um de seus cursos comentou que há casos em que a pessoa já chega ao consultório em transe hipnótico porque vê na televisão e já faz o trabalho de autohipnose antes mesmo de chegar ao local. Isto já demonstra que o processo de hipnose depende da pessoa em questão, porque o hipnotizador não tem nenhum poder sobrenatural, ele apenas tem os conhecimentos sobre os métodos, mas ninguém é hipnotizado se não permitir.

Com a imensidão de benefícios proporcionados por esta sem implicar em sequer um efeito colateral a hipnose ganha cada vez mais reconhecimento. Usada desde tempos primórdios com fins curativos, apesar de ser desvirtuada em alguns casos, não perdeu sua potencialidade no auxilio a tratamento e até mesmo sendo o próprio tratamento em questões de saúde física e mental.



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