sábado, 18 de maio de 2013

FALTA TEMPO O TEMPO TODO

Por Shayene Mariano


Para todos aqueles que mesmo sem tempo, “arrumam” um tempo para fazer tudo o que não têm tempo para fazer...


Viver na sociedade atual é sinônimo de estar sem tempo. Tempo para estar com a família; ver os amigos; viajar; dormir correto e satisfatoriamente; ler um livro que não seja obrigado, mas sim pelo simples prazer da leitura. Falta tempo para testar uma receita nova e até para, simplesmente, não pensar em nada.

A urgência em realizar todas as nossas responsabilidades nos impossibilitam certa reflexão a respeito da qualidade exercida em nossas atitudes, onde estas estão sendo apenas reproduzidas para o cumprimento de regras, regras as quais nos são impostas pelos outros com o auxílio do “tempo”.

Deixamos de ligar para um amigo porque acreditamos na impossibilidade de nos satisfazer e proporcionar ao outro um momento de felicidade, por ter tempo apenas para uma conversa informal de alguns minutos. Porém esquecemo-nos que a sinceridade e simplicidade num ato de carinho fazem a diferença, não somente a você mesmo, mas também contribui para uma humanidade mais humana.

O relógio nos permite visualizar nosso próprio fracasso quando não atingimos as metas esperadas, consequentemente nos culpamos. Deixamos de enxergar as possibilidades de reorganização e administração do nosso próprio tempo, e não aquele que o relógio nos mostra de minuto em minuto. O seu tempo e o tempo marcado pelos ponteiros do relógio podem e, geralmente são, distintos.

Provavelmente chegou ou chegará o momento em que as cobranças começarão a surgir devido ao tempo estar passando e suas atitudes não corresponderem às expectativas dos outros. Portanto, torna-se possível que o tempo estampado em seu rosto não seja o seu tempo. Pensando agora a partir do outro, talvez até o seu tempo, que é diferente do tempo marcado pelos ponteiros do relógio, também seja diferente do tempo do outro, mesmo que você queira e acredite que deva ser igual ao seu, pois acredita ser o seu tempo o correto.

Pensar em tempo, torna-se relativo e devemos considerar a pluralidade dos “tempos” e, não o tempo do senso comum o qual estamos acostumados a correr para executar todas as tarefas e superar as expectativas. Faz-se necessário a compreensão dos significados dos tempos e, consequentemente a aplicação destes em sua vida, não descartando o todo, mas também considerando a importância de cada tempo em seu cotidiano, seja o tempo do relógio, o seu ou o do outro. É possível satisfazer as expectativas dos outros e principalmente as suas, sabendo utilizar “cada tempo em seu tempo”, agindo e esperando conforme o momento.

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