quarta-feira, 27 de março de 2013

SONANBULISMO: CAUSAS E IMPLICAÇÕES

O Sonambulismo é atualmente, e desde sempre, marcado por um certo desconhecimento e mistério. Mas afinal o que é o sonambulismo e como devemos ajudar o sonâmbulo?

O Sonambulismo é caracterizado por episódios recorrentes de atividade motora complexa durante iniciada durante o sono. O indivíduo, levanta-se da cama, calça os sapatos, vai à cozinha, come, fala, acende as luzes, contorna obstáculos, chega a ter comportamento de fuga perante uma eventual ameaça, tudo como se estivesse acordado. Existem casos extremos de durante a noite subir uma montanha, vir para a rua enquanto neva (acabando por falecer com hipotermia) ou mesmo atacar outro ser humano (acabando por o levar à morte).

O Sonambulismo ocorre durante o primeiro terço da noite, antes do sono REM, durante o sono profundo. 
Como é antes do completo tonos muscular e da completa desativação cerebral, o cérebro fica parcialmente ativo. As áreas motoras permanecem ativas, contudo áreas relacionadas com a consciência e memória se mantém praticamente inativa, explicando a amnésia do que fez, no momento que acorda.

Durante os episódios, o sonâmbulo torna-se menos despertável, com um olhar vazio e relativamente indiferente à comunicação, aos estímulos externos e aos esforços para o acordar. Quando acorda pode haver um período de alguns minutos confusionais e/ou de dificuldades de orientação, seguindo da recuperação total das capacidades cognitivas e dos comportamentos adequados.

Ao contrário do que se acreditava no passado, acordar um sonâmbulo, não representa nenhum perigo, nem para o sonâmbulo, nem para a pessoa que acorda. Pelo contrário, como referi num parágrafo acima, o sonambulismo pode se tornar perigoso, visto que o sonâmbulo pode por a sua vida e a vida de outros em risco, assim sendo, deve-se acordar um sonâmbulo, visto que o comportamento deste não obedece a regras ou lógica, é imprevisível.

Dados estatísticos referem que de 10 a 30% das crianças têm pelo menos um episódio de sonambulismo, enquanto de 2 a 3% têm episódios frequentes. Nos adultos, entre 1 a 7% possuem episódios de sonambulismo, mas esporádicos. O primeiro episódio costuma surgir entre os 4 e 8 anos, apresentando um pico aos 12 anos.

Aproximadamente 80% das pessoas com sonambulismo, possui um familiar com sonambulismo ou terrores noturnos. Uma criança a ter pais com história de episódios de sonambulismo, possui 60% de também ter episódios de sonambulismo. Através de estudos de gémeos monozigóticos e dizigóticos, pode-se afirmar que existe pré-disposição genética.

Existem fatores que aumentam a probabilidade dos episódios de sonambulismo, tais como: uso de sedativos ou drogas; consumo de álcool; stress; ansiedade; febre; problemas respiratórios; stress pós traumático, entre outros.

No passado, por vezes, o sonambulismo era associado a fenómenos de “possessão espírita”. Atualmente o sonambulismo continua envolvido por mistério, não apenas pela sua origem, mas também pelo funcionamento cerebral associado. Por curiosidade, o que sonâmbulo vê e interage parece um misto de realidade e sonho, visto que este usa objetos com extrema precisão, ao mesmo tempo que pode olhar para o lado e começar a falar com alguém imaginário ou fugir / atacar um perigo que não existe.


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