quinta-feira, 28 de março de 2013

SOLIDARIEDADE E QUESTÕES SOCIAIS


No entanto, muitos dos autores de atitudes caridosas acabam retornando aos antigos hábitos comportamentais nos primeiros meses do ano. Nesse momento, o plano de um ano novo melhor com uma visão mais altruísta vai por água abaixo e passa a 'magia do natal'.

O Natal costuma aflorar os sentimentos positivos. Entre eles, a solidariedade. Nesta época, pessoas se unem em prol de quem precisa com o objetivo de alegrar a celebração para os mais necessitados. Para especialistas, a vontade dos homens em promover mutuamente o bem uns aos outros pode estar associada também à educação recebida pelos familiares e à pressão social.

Para os cristãos, a festa natalina celebra o nascimento do salvador Jesus Cristo. Acredita-se, então, que a onda de positividade tenha origem na influência da pureza que essa época representa. As boas ações, segundo a psicóloga social Maria Vilani Siqueira, fazem bem para a saúde e estão interligadas aos valores do indivíduo e à cultura religiosa de cada um.

A consciência social e a necessidade de aceitação é uma das principais necessidades humanas que atinge os indivíduos em época de solidariedade aguçada. "Esse sentimento altruísta só acontece da verdade quando as pessoas que o praticam estão socialmente amadurecidas e não esperam nada do outro. Muitos agem com bondade no natal porque já virou tradição. Significa ceder a uma pressão social já que todos estão se comportando dessa mesma maneira", disse Vilani.

A motivação em prol de ajuda ao próximo, recebida ainda na infância, é a origem do desenvolvimento dos valores éticos exercidos independente do mês. Em geral, a família que tem costuma realizar trabalhos voluntários, principalmente no fim do ano, passam a tradição para os filhos. "No Natal, há a questão do salvador. Lembra-se dos sonhos que se realizarão no ano que chega. É um tempo de muita esperança", disse Maria Vilani.

O sentimento por um tempo melhor é a inspiração da assistente social, Andreia Alves que arrecada roupas para doação independentemente do período do ano. Neste natal, a jovem está concentrada em conseguir objetos para as vítimas do incêndio que atingiu a comunidade Artur Bernardes, na Zona Oeste de Manaus, no último dia 27. Os desastres, na opinião de Andreia, é um dos fatores que mais motiva as pessoas a mostrar o lado sensível ao próximo. "Algumas pessoas abraçam a causa. Levamos sacolas imensas com doações para os moradores da área incendiada", afirmou.

Há cinco anos, Andreia continua com a peregrinação em busca de roupas, alimentos e produtos de higiene pessoal. Desta vez, para os sem-teto que vivem no centro da capital. "Participo de um grupo que realiza doações e faz sopa para os moradores de rua. É um sentimento de gratidão muito grande que invade meu coração. Atualmente, não me preocupo com presentes do Natal, mas sim no que posso angariar para quem mais está precisando. Quando a gente ajuda, ganha muito mais", disse.

A vontade de se doar pelos demais e o espírito de alegria, principalmente nos últimos meses do ano, no entanto, não atinge a todos. "Nós temos que levar em consideração as pessoas depressivas. O próprio espírito de Natal nos leva a esse sentimento de solidão ao depressivo quando nós não realizamos tudo o que gostaríamos de ter realizado", explicou a psicóloga Maria.



Fonte: Globo.com


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