terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

SÓ MAIS UMA LAMBIDINHA

 Por Dann Toledo




Ah, o prazer!

O prazer que nos move, nos intriga, nos aprisiona e nos fascina.

Freud afirmou que o ser humano vive em busca dele para consequentemente evitar a dor.

Sendo assim, temos o prazer como um antagonista da dor.

Então, onde o encontramos?

O prazer pode ser encontrado de diversas maneiras: Numa viagem, numa lambidinha na cobertura de um bolo, numa comida, num passeio no parque e claro no sexo.

Bauman corrobora com o pensamento de Sig¹ ao dizer que buscamos a felicidade e fugimos da infelicidade.

Tudo que nos dá prazer nos dá vida. O prazer vicia, ele nos faz querer mais que uma lambidinha no bolo, nos faz querer mergulhar e comer o glacê inteiro.

Só mais uma lambidinha?

Então, o que seria o prazer se não a felicidade?

Por isso o sexo é uma fonte inesgotável de felicidade e vida.

Durante o sexo, milhões de fogos de artifícios estouram dentro de nossos cérebros. Um orgasmo é mais intenso que a queima de fogos no réveillon de Copacabana. Sinapses, conexões e hormônios se movem no ritmo dos nossos quadris.

Além do mais, o prazer sexual evita que doenças psíquicas ocorram². A ausência dele segundo Magdalena Salamanca³ faz com que as doenças e transtornos mentais sejam mais recorrentes.

Por séculos fomos proibidos de senti-lo. Fomos proibidos de viver, de gozar, de sentir a vida fluindo em nós.

Fomos proibidos em virtude de uma moral monoteísta judaico cristã de ao menos conhecer o prazer.

A mulher não podia gozar.

O casamento era só pra procriação.

A masturbação é pecado mortal

Porém, com o advento do pensamento, começamos a pensar o prazer. Começamos a buscá-lo e a vê-lo como essencial para nossa vida.

Freud então vem nos falar sobre o mal-estar na cultura onde o princípio do prazer se choca com o princípio da realidade. Algo que em toda nossa busca pelos frutos dos nossos neurotransmissores irá sempre acontecer.

Então, mergulhemos no prazer, nos lambuzemos em orgasmos únicos, duplos, triplos, múltiplos. Deixemos-nos ser aprisionados pelo prazer, pois não há nada melhor do que ser preso pela fonte de vida.

Permitamos-nos gozar. Gozemo-nos.

Pois o prazer nos move, nos intriga, aprisiona, fascina e também não nos deixa adoecer, nos cura e nos faz viver.

Foi um prazer falar com vocês.





¹    Sigmund Freud
²    Globo.com
³    Psicanalista especialista em sexo.







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