segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

EX-GAYS DIZEM QUE É POSSÍVEL SER HÉTERO


EX-GAYS TENTAM MOSTRAR QUE É POSSÍVEL MUDAR A HOMOSSEXUALIDADE


Durante a maior parte de sua vida, conta Blake Smith, "meu corpo todo ansiava por contatos sexuais masculinos".

Smith, 58, que diz acreditar que comportamento homossexual seja errado por motivos religiosos, tentou resistir ao máximo. Dedicou 17 anos a um casamento fracassado, combatendo suas necessidades dia a dia, conta, e sonhando com elas a cada noite.

Mas nos últimos anos, ao avaliar sua infância em seu processo de terapia e em encontros de final de semana com grupos com nomes como "as pessoas podem mudar" e "jornada para a masculinidade", ele descobriu que "meus sentimentos homossexuais praticamente desapareceram". Smith concedeu a entrevista em sua casa em Bakersfield, na Califórnia, onde vive com sua segunda mulher, que se casou com ele oito anos atrás, conhecendo sua história. "Depois dos 50 anos, pela primeira vez consigo olhar para uma mulher e achá-la realmente gostosa."

Smith é um dos milhares de homens americanos, muitas vezes definidos como ex-gays, que acreditam que conseguiram mudar seus desejos sexuais mais básicos por meio de alguma combinação entre terapia e oração -algo que a maioria dos cientistas diz jamais ter sido provado empiricamente, e que provavelmente representa uma ilusão.

Os homens ex-gays muitas vezes vivem no armário, temendo ser ridicularizados pelos militantes homossexuais que os acusam de se autoiludirem, e também temem a rejeição de suas comunidades religiosas, que podem repudiar seu passado maculado.

Na Califórnia, essa sensação de pressão se intensificou depois de setembro, quando o governador Jerry Brown assinou uma lei que proíbe o uso de "terapias de conversão" sexual, desacreditadas por quase todos os estudiosos, por menores de idade o que, na opinião de alguns dos ex-gays, representa uma contestação à sua validade pessoal.

Ao assinar a lei, o governador Brown repetiu a posição assumida pelo sistema psiquiátrico e organizações médicas, afirmando que "esta lei proíbe 'terapias' não científicas que levam os jovens à depressão e ao suicídio", acrescentando que essas práticas "agora ficarão relegadas à lata de lixo da história".

Mas muitos ex-gays continuam a buscar ajuda desses terapeutas e dos grupos de auxílio para homens, afirmando que sua experiência pessoal é prova suficiente de que o tratamento pode funcionar.

Muitos ex-gays guardam seu segredo mas se reúnem discretamente em grupos de apoio em todo país, compartilhando ideias sobre como evitar tentações ou, talvez, como revelar seu passado a mulheres com quem estejam saindo. Alguns deles estão tentando salvar casamentos heterossexuais. Alguns esperam um dia casar com uma mulher. Outros optam pelo celibato como alternativa superior ao que veem como vida de pecado homossexual.

Tendo passado por terapia reparadora formal ou não, a maioria dos ex-gays concordam com seus preceitos, ainda que estes sejam rejeitados pelos cientistas convencionais.

As teorias, que também foram adotadas pelos religiosos conservadores que se opõem ao casamento gay, afirmam que o homossexualismo masculino deriva da dinâmica familiar - por conta de um pai distante ou de uma mãe dominadora - ou de abusos sexuais sofridos na infância. Confrontar essas feridas psíquicas, afirmam, pode causar mudança no desejo sexual, se não necessariamente uma "cura total".(Embora algumas mulheres também enfrentam problemas de identidade sexual, o movimento dos ex-gays é quase exclusivamente masculino.)

Cameron Michael Swaim, 20, diz estar no estágio inicial de seu esforço para superar o desejo homossexual. Swaim não trabalha e vive com os pais no condado de Orange, Califórnia, onde seu pai é pastor da Igreja dos Amigos Evangélicos do Sudoeste.Ele tentou a vida gay, "mas não me acomodei a ela", diz, e por fim decidiu que "tem de haver um meio de curar esse mal".Por meio de reuniões de final de semana e de sua participação em um grupo de apoio no sul da Califórnia, Swaim começou a estudar seus relacionamentos familiares, o que vem sendo doloroso mas parece estar ajudando.

"Estou criando confiança no convívio com homens", disse, "e isso aumenta minha confiança quando estou em companhia de mulheres".

Dentro de cinco anos, Swaim espera estar noivo ou casado. Enquanto isso, ele está tentando juntar dinheiro para começar a se consultar com um terapeuta "reparador".



Fonte: Folha de São Paulo




18 comentários:

  1. Mudança de comportamento apenas.
    Se não fosse uma baita lavagem cerebral não seria necessariamente religioso, mas apenas terapêutico.

    Bom que tenha sido proibido. É um insulto à psicologia em geral.
    E eu nem sou psicólogo.

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  2. Ok! Entendo os depoimentos dados pelos esntrevistados, mas queria saber o que a Psicologia efetivamente diz sobre a possibilidade ou nao de existencia de um "ex-gay", uma vez que sabemos se tratar de uma estrutura do sujeito.

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  3. Seria essa (a estrutura) possível de mudança então?
    Necessidades tão intrinsecas do sujeito, que são trazidas desde a infância, ligadas a vivencias tão inconscientes, são possíveis de serem manipuladas a ponto de transformar o sujeito em seus anseios, uma vez que sabemos não tratar de apenas uma escolha?

    Tbm concordo que há apenas uma mudança de comportamento, mas não sei se é possível dizer de uma alteração nos desejos e na resposta corporal e psicológica pelo individuo do memso sexo.

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  4. Nunca me senti tão ofendido, quando A SOCIDADE PARAR DE SER HOMOFÓBICA, PRECONCEITUOSA, NÃO EXISTE EX: JUDEU,EX: NEGRO E ASSIM SUCESSIVAMENTE, o que aconteçe é o seguinte as pessoas tem que se camuflarem de novo com a fantasia da ressosiabilizar-se de novo tendo esse direito tomado por algum transtorno principalmente a auto aceitação, com isso tendem a se esconder em religiões seitas ou cultos onde podem se camuflar bem,e até fingir maravilhosamente...sociedade hipócrita,falta de opinião e ainda por cima covardia, saem do Armário e sejam felizes, como dizia nosso querido Renato russo "mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira"

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  5. Existe ex-hetero também?

    O que eles falam que mudam é o comportamento. Fala em repressão e religião. Duas coisas citadas como "motivos" para a mudança. Achar uma mulher "gostosa" não faz ninguém hetero ou gay. Eu posso achar uma mulher linda e sou hetero.
    A analise deveria ser cerebral mesmo. Ligar aparelhinhos e ver se funciona. Falar, qualquer um fala.
    Eu ainda falo po curiosidade no sentido de provar cientificamente, porque não vejo nenhum interesse nisso. É passar uma vida inteira lutando contra um desejo, mas posso errar. Só não consigo me imaginar frequentando um grupo para me mudarem para que eu passe a gostar de mulheres (vez que sou hetero). Então imagino que o contrário seja a mesma coisa.

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  8. Nossa, que ridículo esses psicólogos. Lembrem-se a profissão de psicólogo não existe só no Brasil. O site está apenas informando que outros países ainda praticam a tal terapia de reorientação. Qual o profissional que não precisa de estar informado da sua categoria a nível mundial?

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  10. A minha maior preocupação em relação a extinção das terapias de reorientação é cairmos no outro extremo... Acho importante o sujeito, caso queira mudar algo em sua vida, encontrar estruturas que o apoiem nessa mudança, independente de religião, opinião da sociedade... Não seria inteligente a exclusão das terapias e também a obrigação em fazê-las, somente assim teremos uma sociedade justa e democrática onde cada indivíduo busca melhorias para sua vida. A maior dificuldade que vejo hoje é respeitar aquilo que é contrário a nós, independente do lado que nos encontramos. Liberdade é vital para quem quer estar 'dentro' e para quem quer estar 'fora'.
    Abraço a todos !

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  11. Galera, o post é de fonte ''folha de são paulo''. Isso ja nos explica muita coisa como por exemplo: o jornalismo parcial e tendencioso desta empresa que geralmente se apoia na direita, logo, apoia o projeto de lei ridículo que propõe a ''cura gay'', de autoria de um pastor-deputado. Se ela apoia esta posição claramente cristã, incumbe a ela buscar ''reportagens'' que vão tentar imprimir uma mensagem de que há coerência e realidade nestas propostas de lei. Daí o resultado é esta matéria mal feita, que pega exemplos norte americanos, ou seja, busca um exemplo que se consegue tirar a cada um milhão, buscam a exceção da regra pra tentar explicar que é possível transformar esta regra em exceção. Isto talvez explique muita coisa. Lembremo-nos de que por traz de qualquer matéria destas empresas de ''jornalismo'', há uma imagem, uma autoridade, sempre uma pessoa ''especializada'' para dar força no argumento que está sendo trazido. Para um caso de criminalidade, temos capitães da polícia (que não sabe nada sobre os porquês da violência, pois eles mesmos são violentos), para qualquer caso tem um bosta de um ''especialista'' que dá seu parecer e assim vão, aos poucos, estas empresas deturpando toda a realidade que nos rodeia e que não vemos por nossos olhos pois torna-se difícil, exige muita reflexão e imparcialidade, enxergar a realidade é refutar a maioria dos argumentos que vemos na grande mídia.

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  12. E outra coisa: olhem para a imagem. Vejam o tanto que ela retrata uma mentalidade tendenciosa, vejam que há um homem meia face mulher. Isso nos traz uma sensação de que a homossexualidade seria uma parte feminina do homem, seria um defeito masculino, e leva ao extremo como que se um homem homossexual fosse logo uma mulher. A imagem predominante do homossexual é aquela da bicha afeminada(não menos dignos), isto faz esquecer dos que são homossexuais e são discretos, quase imperceptíveis. Um ''ex-homossexual'',(se é que existe isso) ao ser retratado numa imagem que retrata um antes e um depois, seria igual nas duas pois não mudou nada, o que muda é o que se passa na sua mente.

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  13. Eu acredito q existe sim a cura gay porque pra Deus nada eh impossivel e se na Biblia Ele diz q isso eh errado eu penso q Ele quer q todos se libertem em nome de Jesus.

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  14. Eu acredito q existe sim a cura gay porque pra Deus nada eh impossivel e se na Biblia Ele diz q isso eh errado eu penso q Ele quer q todos se libertem em nome de Jesus.

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  15. Eu acho que o ser humano é dotado de um sexualidade múltipla, e não deveriam existir rótulos como 'homo", "hetero" ou "bissexuais". É questão de escolha.
    Não se pode impôr isso a alguém, portanto falar em terapia ou tratamento é realmente absurdo.
    Mas pode acontecer sim, de um homem gay vir a ter interesse por uma mulher, sentir-se atraído por ela. Por que não? Assim como uma mulher hetero sentir-se atraída por outra?
    Por que temos que viver com rótulos? Por que temos de nos limitar a ser isso ou aquilo? A ter esse nome por gostar disso e ter outro por gostar de outra coisa?
    Se a pessoa sentir atração por pessoas do mesmo sexo pela vida toda, é um direito dela.
    A Psicologia não deveria buscar alternativas para mudar isso.
    Entretanto, não vejo problemas em se falar em múltiplas sexualidades, a natureza humana é complexa, vive em constante mutação, e é perfeitamente possível se interessar por uma pessoa, independente do sexo a qual ela pertença!

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  16. Acho que é possível um gay deixar de ser gay. Mas se tornando bissexual e nunca hétero. Se um dia ele já foi gay, é porque a atração que ele sente pelos Homens se sobressai e ele sempre vai sentir aquilo. Eu mesmo se viesse a gostar de rachas algum dia, jamais ia querer ser hétero, e sim bissexual. Homens amo vocês! Jamais quero ficar longe de vocês.

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  17. Olá, meu amigo, bom dia.
    Primeiro eu gostaria de dizer que, independente da sua orientação sexual, Jesus te ama da mesma maneira que ama um hétero e ninguém pode te julgar. Mas há muita desinformação acerca da homossexualidade. O homossexualismo não é uma condição genética; ninguém nasce ‘gay’. Pesquisar científicas já confirmaram isso; se fosse assim, dois gêmeos idênticos seriam necessariamente gays, e pesquisas sérias confirmaram que, na maioria das vezes, não são, e deveriam ser, se o problema fosse genético. A homossexualidade é mais um problema emocional, que propriamente sexual. Tem a ver com ausência afetiva do pai na infância do garoto e com a identidade masculina negligenciada por um pai ausente, a falta de identidade masculina, e também com a presença de uma mãe presente demais, mas existem outros fatores. E há sim como reverter essa condição. O Dr. Joseph Nicolosi, americano, trabalha com homossexuais há anos, e não apenas, um, dois ou três, mas centenas de pessoas, largaram sua conduta homossexual, através de um acompanhamento psicológico e religioso. Não sei porque escondem isso dos gays. Veja a entrevista dele em: https://www.youtube.com/watch?v=oHsvTps57Xc Veja também o vídeo a seguir, onde vários estudiosos falam sobre o assunto de uma forma aberta e fundamentada, inclusive o depoimento do médico que ajudou a tirar a homossexualidade da categoria de doença.
    https://www.youtube.com/watch?v=rNAxH5aNBWg
    Pesquise sobre o homossexualismo na Bíblia. Mas não permita que nenhum religioso julgue você... Porém, Jesus permite que você possa nascer de novo, desde que você queira. Leia o livro “Amor Restaurado”, contando a história de um ex-homossexual que conseguiu se libertar. Sugiro também o livro “Restaurando a Identidade”, onde conta a história de várias pessoas que conseguiram - ambos disponíveis em pdf na net Você é livre para escolher o caminho, e independente do qual escolher, Deus irá amá-lo do mesmo jeito, Ele só ficará muito triste, se você escolher o caminho que te levará à tristeza e desilusão, mas acredite, há outra opção para a sua vida. Um abraço e que Deus te abençoe.

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