quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

COMO LIDAR COM A GRAVIDEZ PSICOLÓGICA?

Um sintoma começa a se manifestar e a pessoa desconfia que ele é decorrente de uma determinada doença, de acordo com seus conhecimentos básicos. Quando consulta um médico, descobre que esses sinais são consequência de outro quadro, e não daquela doença que foi imaginada. Por vezes, isso dificulta, inclusive, o diagnóstico do problema.

Situação semelhante acomete a grávida psicológica. Sintomas como enjôos, menstruação atrasada e crescimento da barriga, que caracterizam uma gravidez, podem aparecer mesmo quando um embrião não foi fecundado. E ao pensar que está grávida, a mulher sofre alterações em seu corpo que podem levar outras pessoas, inclusive médicos, a também acreditarem na sua gestação.

“É descrito na literatura que 20% dos profissionais médicos acreditam que essa mulher esteja realmente grávida, baseados nos sinais que ela mostra. A barriga pode crescer mesmo e ela pode até sentir movimentação do bebê”, observa a ginecologista Eura Lage, professora da Faculdade de Medicina.

Além desses sintomas físicos, a gravidez psicológica, como o próprio termo sugere, também gera sintomas psicológicos na mulher. Mesmo após ter sua gestação desmentida por meio da menstruação, exames laboratoriais, clínicos ou de imagem, como o ultrassom, ela pode permanecer convicta de que está grávida. 
Segundo a ginecologista, é preciso fazer uma abordagem psicológica do quadro, já que esse apoio emocional é muito importante. “Deve-se discutir isso com a família, com um profissional da área de psicologia e, às vezes, é preciso até fazer algum tratamento com medicações”, revela.

Há dois tipos de mulheres que estão mais aptas a desenvolver uma gravidez psicológica: aquela que tem forte desejo, sem sucesso, e aquela que tem pavor de engravidar. “A primeira, então, precisa desse apoio psicológico, da família, e uma ajuda médica para ter uma gravidez real. Já aquela que tem pânico de engravidar tem que procurar uma equipe de planejamento familiar pra evitar essa situação e também apoio psicológico”, reforça Eura Lage.

Por fim, vale destacar as diferenças entre a gravidez psicológica e a simulada. De acordo com Eura, na gravidez simulada, a mulher tem intenção e, conscientemente, finge a gestação. Já na gravidez psicológica, é uma fantasia dela. “Nesse caso, a mulher realmente acredita que está grávida, por isso ela tem todos os sintomas e sinais. Então, ela merece um apoio relevante, principalmente quando ‘cair na real’, quando perceber que realmente não está grávida”, alerta.


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