terça-feira, 18 de dezembro de 2012

EJACULAÇÃO PRECOCE


Uma das disfunções sexuais bastante conhecida e temida pelo homem é a ejaculação precoce, nela existe uma grande discussão sobre como definir e mensurar o problema, tendo em vista que a duração de um estímulo sexual para que ocorra uma ejaculação é totalmente subjetiva, o tempo de uma relação sexual satisfatória dependerá de cada individuo.

A ejaculação precoce deve ser definida em permanente ou adquirida, sendo a primeira quando o homem sempre conviveu com este problema, enquanto que a adquirida se refere a um sujeito que tinha a possibilidade de controlar sua ejaculação, mas que posteriormente, devido a algum problema fisiológico ou psicológico desenvolveu tal disfunção. Faz-se necessário investigar a forma com que a disfunção sexual surgiu, pois, o caminho que será traçado dependerá dessa informação. Prioriza-se um tratamento focado mais nos medicamentos quando a disfunção é permanente e foca-se em tratamentos psicológicos em disfunções sexuais adquiridas. O que não impede de haver uma parceria dos tratamentos em ambos os casos.

Muitos estudiosos procuraram entender a origem da ejaculação precoce, Master e Johnson (apud Leiblum 2011) afirmam que a disfunção sexual em questão deve ser vista sob uma perspectiva de aprendizagem/comportamento, enfatizando o conceito de experiência que foi aprendida na sua historia de vida. Os homens passaram a ficar condicionados a ter uma relação mais rápida porque suas primeiras experiências os “obrigavam” a diminuir o seu tempo de ação. Podemos ter como exemplos as relações sexuais realizadas dentro de um carro ou escondidos em algum lugar, com o risco de serem flagrados, a pressão para terminar logo é muito maior, portanto, o corpo passa a responder desta forma ao longo do tempo.

Leiblum (2012) afirma ser uma das reclamações mais frequentes nos homens, por isso, os tratamentos medicamentosos cresceram bastante na ultima década. O “poder” que um medicamento possui é enorme, pois, o sujeito acaba depositando suas esperanças em remédios que fazem o corpo responder de uma forma mais apropriada, mas em alguns casos a causa da disfunção é psicológica e o medicamento não possui a capacidade de trabalhar essas questões.

De acordo com Leiblum (2011) a ejaculação precoce possui um impacto na qualidade de vida do sujeito, como também no relacionamento. Em uma pesquisa realizada por Hartmann, Shedlowski e Kruger (2005), caracterizaram os sujeitos estudados como bastante preocupados com o controle de seu orgasmo, apresentando um comportamento ansioso, antecipando uma possível falha sexual e com pensamentos sobre vergonha e também sobre a manutenção da ereção. Percebe-se que existem muitos fatores psicológicos envolvidos nesses casos e é por isso que a psicoterapia se faz tão importante para esses sujeitos.

Percebe-se que a ejaculação precoce tem um efeito negativo na parceira, pois, estudos apontaram que as mulheres se sentiam insatisfeitas e até com raiva por acreditar que o seu parceiro não lhe deu a devida atenção. Em contra partida, os parceiros “acreditam que as mulheres não entendem o grau de frustração e humilhação que eles experimentam rotineiramente. Essa desconexão entre homens e suas parceiras é uma questão de considerável tensão no relacionamento.” (Leiblum, 2012)

Este movimento de negar a dor e buscar uma solução rápida para as questões que incomodam o sujeito tendem a criar o efeito da “bola de neve” no qual as questões psicológicas vão se acumulando e posteriormente desmoronam diante do sujeito de uma forma inesperada. Cuide, olhe e aceite a dor de hoje para que ela não venha te atormentar no futuro.



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