quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

EFEITO PLACEBO

Quase todos nós já ouvimos falar do efeito placebo, nos documentários, nos telejornais, em hospitais ou centros de saúde. Mas o que é o efeito placebo? Qual é o seu poder? E de onde vem esse poder? São questões que irei tentar responder neste artigo.

Placebo é chamado a uma substância inerte ou procedimento falso, que apresenta efeitos terapêuticos unicamente devido à crença e expectativa do doente que está a ser tratado. Entre essas substâncias podemos encontrar a farinha, açúcar ou soro fisiológico. Isto é, na prática, o terapeuta administra ao paciente um comprimido de farinha, mas dizendo-lhe que é um analgésico, surpreendentemente as dores diminuem. Como é possível?

Chama-se a essa “melhoria” descrita pelo paciente, quando administrado um placebo, o efeito placebo. O Efeito Placebo é semelhante ao Efeito Pigmalião, porém ao nível dos medicamentos e terapias. O Efeito Placebo deve-se exclusivamente a um truque mental, proporcionado pelas crenças e as expectativas do sujeito face a determinado efeito terapêutico do suposto medicamento ou terapia. Logo variáveis como a credibilidade, reputação, confiança, do terapeuta irá aumentar o efeito, como também a inocência, desconhecimento e suscetibilidade do “paciente” também o irá intensificar. Assim pessoas mais inteligentes e conhecedoras dos procedimentos médicos serão menos suscetíveis a esses efeitos.



 ACREDITAR QUE ACONTECE, FAZ (SENTIR) QUE AS COISAS REALMENTE ACONTECEM.



Estudos sobre placebos, chegam a conclusões surpreendentes e curiosas.

O mesmo placebo pode ter a metade do efeito analgésico da aspirina e noutros pacientes pode ter a metade do efeito analgésico da morfina, sendo que a morfina é muito mais poderoso, torna-se curioso. Um mesmo placebo pode reduzir ou aumentar a dor.

Quando se fala em Placebo, referi-mo-nos não apenas a comprimidos, mas também a cremes, injeções, cirurgias, bebidas e até mesmo botões. Mas vamos então a uma compilação de conclusões de estudos:
  • Quanto maior for o comprimido, maior é o efeito.
  • Tomar 2 comprimidos o efeito é maior, do que tomar apenas um.
  • A cápsula tem efeito maior que o comprimido.
  • Injeções têm efeito maior que a cápsula.
  • Intervir com uma máquina científica (falsa), tem maior efeito que as injeções.
  • Um comprimido com “marca” tem maior efeito que um sem marca.
  • Quanto mais caro o comprimido for, maior é o efeito.
  • Quanto mais “bonita” a caixa (dos comprimidos falsos) maior é o efeito.
  • Comprimidos azuis funcionam melhor como calmantes.
  • Comprimidos vermelhos funcionam melhor como estimulantes. 
  • Estudos indicam também que as pessoas que tomam medicamentos, estão menos propensas a morrer que as que não tomam, mesmo que os medicamentos tomados sejam placebos.
  • Estudos também indicam que placebos, podem originar dependência (quando os pacientes são convencidos disso), originando inclusive sintomas de abstinência.

Acredita-se que qualquer medicamente verdadeiro, uma parte do seu efeito, deve-se ao efeito placebo. 
Acredita-se também que muita homeopatia e “curas” caseiras se devem exclusivamente ao efeito placebo. Afinal de contas o maior “remédio” está no nosso cérebro.
 
E você, já conhecia o efeito placebo? Quantas vezes sentado à mesa com crianças, elas “inventam” mil e uma dores para não comer, você pega em água, esfrega no sítio  e passa rapidamente a dor?



Fonte: Psicologia Free



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