segunda-feira, 19 de novembro de 2012

HIPOATIVIDADE SEXUAL




Por Victor Figueiredo de Noroes Brito


A falta de informações, a vergonha e o despreparo na forma de falar sobre as disfunções sexuais, em geral, acabam gerando dificuldades de se entender questões relativas ao corpo masculino. Uma das disfunções que atinge o homem é o transtorno do desejo sexual hipoativo, no qual, para Leiblum (2011) o sujeito passa a ter uma queda significativa do seu desejo sexual, este problema é um transtorno ainda maior dentro de um relacionamento amoroso, tendo em vista que a mulher espera que o seu parceiro a deseje e o próprio sujeito se vê em uma posição imposta socialmente de que o homem deve dar prazer a sua parceira e de que nunca pode deixar de ter desejos sexuais.

Para um diagnóstico positivo do transtorno de desejo sexual hipoativo, o DSM IV (2000) exige que se tenham três critérios: Deficiência ou ausência de fantasia e desejo sexual para as atividades sexuais; Fator de causar “sofrimento marcante e dificuldade interpessoais”; Que o transtorno não seja mais bem visto como resultado de uma condição mais grave de natureza psiquiátrica ou médica, ou do abuso de substancias.

Importante pontuar que na disfunção da hipoatividade sexual, o DSM IV (2000) subcategoriza as disfunções e no caso do transtorno do desejo sexual está separada em primária, quando a falta de desejo sexual sempre foi evidente desde a puberdade; Adquirida, quando o sujeito tinha um desejo sexual satisfatório, mas que houve uma diminuição após um determinado período; Generalizada, existente em todas as circunstâncias sexuais; Situacional, apenas em alguns momentos.


Um problema adquirido requer uma explicação e pesquisa diligente de uma razão; da mesma forma, uma dificuldade situacional significa que o corpo do paciente não está defeituoso e que não se precisa buscar uma explicação biogênica para a sua origem (Leiblum, 2011. P 174).


O desejo sexual tem a possibilidade de ser analisado principalmente pelas perspectivas biológicas, psicológicas e sociais. Antigamente, alguns autores colocavam o sexo como algo “natural”, portanto, o individuo não precisaria ser ensinando a ter uma ereção ou ter desejos sexuais por mulheres, porém, somente pelo fato dos reflexos sexuais serem considerados inatos “não significa que estejam imunes à falha devida à saúde enfraquecida, a condicionamento cultural ou estresse interpessoal” (Leiblum Apud Kolodny, Masters e Johnson, 2011. P178).

Leiblum afirma que as formas de se tratar o transtorno do desejo sexual em homens envolvem psicoterapia, drogas e hormônios, portanto, para que haja uma melhoria mais efetiva na qualidade de vida do sujeito, faz-se necessário um tratamento no qual medico e psicólogo possam trabalhar em conjunto, respeitando suas áreas de atuação. Em casos mais graves, o uso de drogas é necessário para poder fazer com que o corpo responda de uma forma satisfatória, mas mesmo nessas situações a presença do psicólogo é importante, pois, não se pode negar que existe um sofrimento diante da disfunção.

O psicólogo também tem um grande papel neste caso porque o sujeito que apresenta um quadro de disfunção sexual quer a cura de forma rápida e fácil e isso pode ser perigoso, pois, os medicamentos passam essa ideia de “cura”, mas na verdade estão apenas estimulando o corpo a responder de uma forma mais adequada e com isso as questões psicológicas que podem ser a verdadeira causa da disfunção não entram no foco do tratamento e isto poderá se manifestar de outra forma no futuro. Portanto, o Profissional da Psicologia precisa olhar para essa questão e sempre buscar mostrar a sua importância diante das terapias sexuais.



ESTE AUTOR ESTÁ PARTICIPANDO DO CONCURSO PARA NOVO COLUNISTA DO BLOG PSICOQUÊ?. 
O VENCEDOR SERÁ AQUELE QUE TIVER CONSEGUIDO O MAIOR NÚMEROS DE LIKE.


0 comentários:

Postar um comentário