segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE CONVERSAR SOBRE SEXO



Por Viviane Varial



É sempre muito bom falar de sexo, não é mesmo? Falar de sexo com os filhos pode não ser uma coisa muito confortável, mas é fundamental e necessário para o desenvolvimento deles.

Por mais que tentamos fugir desse assunto ou se você ainda não começou a falar de sexo com seus filhos, a TV e a internet certamente já começaram. Por isso, a educação sexual deveria ser iniciada na infância. Com o surgimento dos meios de comunicação, o processo de mudança de concepções e quebra de tabus ficou bastante acelerado. Neste sentido, a mídia se tornou, nas últimas décadas, uma poderosa instância de produção do conhecimento.

O sexo por ser um dos mais essenciais exercícios do instinto humano, tem sido causa de numerosos desacertos e mitos, por outro lado, nossa sociedade ainda é muito preconceituosa e ignorante em relação à sexualidade. Os mitos são instituídos com a função de divulgar a expressão social, e são transferidos de geração para geração. O que dificulta e muito, o acesso a uma vida sexual saudável e sem angústias. Com o passar dos tempos, vão surgindo novos mitos, reveladores de receios e inseguranças pessoais, que podem levar a certa inadequação e até mesmo à disfunções sexuais. Pois muitas pessoas ainda vêem o sexo como pecado. A virgindade atualmente, por exemplo, deixou de ser tabu para se tornar uma opção.

Podemos perceber que nos dias de hoje, existem muitas fontes de informação e um ambiente mais favorável onde o tema já é discutido em muitas famílias e escolas, ainda que seja com restrições e preocupações. Um excelente remédio contra esse mal-estar, não só para os jovens, mas para todas as pessoas em geral é a informação e sinceridade para poder lidar com diferentes pontos de vista.

A sexualidade é um assunto que desperta a curiosidade de muitos e ao mesmo tempo protagoniza uma discussão que envolve tabus, polêmicas, preconceitos e mitos. Por outro lado, ela acompanha o desenvolvimento da vida do sujeito desde a infância e vem sofrendo modificações ao longo de toda vida.

Existem diversas justificativas para a ausência de diálogo sobre sexo, por exemplo: “o pai não pode falar sobre sexo com a filha”, “meus pais nunca conversaram comigo sobre isso, não sei como falar com meus filhos”, “meu filho é homem, tem que ser o pai a conversar”, ou ainda “a escola que é responsável pela educação dos meus filhos, ela é que deve abordar o assunto” e por aí vai... E assim, jovens tem tido sua primeira experiência sexual cada vez mais cedo. O que observamos também é que tanto meninos quanto meninas, por motivos diversos, tornam-se sexualmente ativos num período da vida em que há ainda muitas dúvidas sobre essa temática, simplesmente por não recebem a devida orientação da sua própria família.

E ainda nos surpreendemos hoje em dia com crianças ainda muito pequenas fazendo diversas perguntas relativas à sexualidade. São perguntas simples de como é beijar na boca (de língua)? Como se faz um bebê ou por onde eles entram na mulher, e ainda, por onde eles nascem? Para essas perguntas é fundamental não mentir. É comum que alguns pais e educadores mesmo que inconscientemente, acabam reprimindo o tema e reproduzem por aí frases do tipo: “tira mão daí”, “isso é sujo”, “isso é feio”, “vai machucar”, “vai ficar doente”, “seu pipi vai cair”, “é pecado”... Sem saber que posturas como estas, podem trazer dificuldades sexuais futuras para a criança e o jovem.

Falar sobre o corpo e sexo perpassa por uma boa comunicação construída entre pais e filhos. As conversas ajudam a derrubar mitos e corrigir informações equivocadas. Então, para que você aborde o assunto de uma maneira séria e principalmente sem muitos rodeios, seguem algumas sugestões:


Não fique esperando as perguntas surgirem. Procure ser intencional e aproveite para criar momentos que dêem liberdade para seus filhos perguntarem sobre qualquer coisa. Quando seu (sua) filho (a) se sentir à vontade vai perguntar sobre tudo.

Lembre-se de se preparar para as respostas, pois não existe a hora certa de falar sobre sexo. Os momentos das dúvidas chegarão mais cedo ou mais tarde.

Explique o que a criança lhe perguntar, sem muitos detalhes e com calma, pois é normal ficar nervoso (a) e ansioso (a) diante dessa situação.

Responda pacientemente apenas o que for perguntado. Porém antes de responder, é importante descobrir o que ele (a) já sabe. O que não vale é deixar a criança sem resposta. E se por acaso, não souber responder, não se preocupe, é improvável que saibamos mesmo sobre tudo, então não tente disfarçar, convide seu filho para buscar a resposta junto com você. Pode ser uma excelente oportunidade de aproximá-los para discutir o assunto e ensinar sobre os propósitos da sexualidade como, por exemplo: a união, o amor, a procriação, a gratificação, o prazer e a doação, sempre num contexto familiar. E se por acaso as perguntas se repetirem, é sinal de que seu (sua) filho (a) ainda possui dúvidas sobre o tema.

O ideal é falar o nome correto dos órgãos do corpo humano evitando apelidos principalmente para os genitais.

Uma boa dica também é se informar e manter-se atualizado sobre bons livros.

Contudo o resultado será ter um (a) filho(a) bem informado(a) e com maiores chances de viver no futuro, sua sexualidade sem medos, dúvidas ou culpa. E ainda, vale ressaltar aqui que crianças precisam aprender desde pequenas a conhecer e respeitar seus corpos, para defenderem- se de possíveis abusos.

O senso comum indica o psicólogo como o profissional mais preparado para dar conta da sexualidade. Porém, somente com um esforço conjunto entre família e escola é que se poderá superar uma visão preconceituosa com relação ao corpo, ao desejo, ao sexo em sua função de equilíbrio vital e à sexualidade como direito e exercício de liberdade e cidadania.

Sendo assim, promover saúde sexual e reprodutiva dos jovens é uma importante contribuição para a sua formação pessoal e social. E futuramente, a sensibilização para a importância da educação sexual como meio de promoção da saúde deve dar origem a modelos de intervenção para as escolas e centros de saúde, permitindo que se consiga promover mais saúde para esses jovens.


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