domingo, 7 de outubro de 2012

NÃO TENHO DIREITO DE SER PSICÓLOGO?

Por Dann Toledo


Acabei de postar em meu perfil no Facebook, o link do artigo Psicologia Cristã em Destaque e na mesma hora um contato (que acabou me excluindo) começou com os seguintes comentários e eu o questionei.

Transcrevo aqui os comentários:

E##o - Nojo

Dann - Nojo?

E##o -Muito

Dann - Por quê? Exponha teus argumentos.

E##o -  Psicologia cristã. Não precisa nem argumentar, o absurdo de misturar as duas coisas já é autoexplicativo.

Dann - Você leu o texto? sabe do que eles estão falando? Essa tua fobia pelo cristianismo se fundamenta em que?

E##o - escolhe outra profissão, cara, sério


Sou estudante de psicologia, sou cristão e sou cidadão. O contato referido disse sentir nojo de cristãos. 

Como deveríamos nos portar em relação a isso?

O que fazer?

Falando como cidadão, sem me ater a leis, teorias e termos técnicos, digo que me senti extremamente ofendido com os comentários dessa pessoa. Procuro respeitar as diversidades. Já escrevi sobre isso (LINK AQUI), luto contra qualquer tipo de preconceito cristão para com qualquer outro seguimento da sociedade.

Vivemos num país laico onde temos o direito de professar a fé que quisermos, e temos garantido por lei o direito de sermos sim psicólogos cristãos, mulçumanos, macumbeiros, espíritas, judeus e qualquer outra fé.

Então, por que essa theofobia?

Se eu, enquato cristão disser algo do tipo em relação a uma postura de outrém, serei tomado por judas no dia de malhação. Então como agir quando eu, estudante de psicologia/psicólogo sou vítima de ataques como esse?

Como nós, enquanto profissionais em psicologia devemos agir para que atitudes como esta (vindas de qualquer lado) não exista mais?

O meu contato disse que eu deveria procurar outra profissão pelo motivo de eu ser cristão. Então eu pergunto: 
Como uma pessoa que tem uma postura dessas diante da crença do outro será ou é um bom profissional?

Dentro da psicologia não podemos levantar bandeiras atacando outrem. Devemos levantar bandeiras em favor da diversidade. E quando eu digo diversidade, me refiro a todo o tipo de cidadão, cristão ou não, muçulmano ou não, espiritualista ou não, homossexual ou não. Ou seja, cidadãos, que merecem respeito e têm direito a liberdade independente da crença, ideologia, orientação sexual ou o que quer que seja.




12 comentários:

  1. Nem sei o que dizer. Sou psicóloga e cristã e confesso que vejo muita gente torcer o nariz por causa do cristianismo, acho que a CFP deveria se posicionar em relação a isso.

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  2. O que realmente merece nojo, é a conduta dessa entidade, que se acha melhor que os cristãos. --'

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  3. Acredito que meu posicionamento não difere muito do seu. Não vejo nenhum problema em um cristão, ou umbandista ou espírita ou qualquer engajamento religioso (ou a falta dele) vá determinar que profissão ele deve ou não seguir. Mas eu preferia que houvesse menos religiosos tão fervorosos nessa profissão. Você pode ser profissional o suficiente para não deixar que sua fé cristã lhe influencie em seu ambiente de trabalho, o que é muito difícil mas não impossível. Durante a formação em Psicologia é complicado para as pessoas que "não usam as lentes religiosas" concluírem o curso e atuarem no mercado e acredito que deve ser mais difícil para as que levam consigo essas lentes. Em alguns momentos nos deparamos com situações em que nos causam mal estar e desconforto, seja com leituras, estudos, observações em campo e pelo menos durante a formação profissional nosso olhar e escuta ainda não são "treinados o suficiente" para deixarmos de lado naquele momento algumas questões de fé ou até preconceitos e estigmas. Acho que poderia haver sim uma vigilância maior ao que se refere a profissão do psicólogo já que é tão tênue a linha que separa o ser do profissional. Não é correto ao meu ver a conduta da pessoa que usa suas lentes religiosas na profissão psicólogo, como também aquela que vive de psicologia e acaba fazendo desta a sua religião.

    Lendo agora o artigo que você destacou achei desnecessário essa Psicologia/Psiquiatria Cristã. Entendi que não há intensão em fazer Psicologia/Psiquiatria cristã em meio clínico e social, então porque misturar as coisas? Sabe, Se a pessoa é cristã, satanista, ateu ou acredita em seres extra terrestres, bem vindos ao nosso mundo de diferentes! Acho válido o estudo das religiões dentro da formação já que o profissional lida com essas diferenças, mas será que esse debate não pode ser ampliado de tal forma que não privilegie apenas o cristianismo?

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  4. Em nosso ambiente de trabalho recebemos pessoas de diferentes crenças. Temos que saber respeitá-las e entendê-las. Como esta pessoa que diz ter nojo vai lidar ao receber algum cristão?? Não vai atender pq tem nojo? Sempre questiono porque psicólogo não pode ser cristão, acreditar em Deus, mas pode ser espírita por exemplo....

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  5. Denner William de Macêdoterça-feira, 30 outubro, 2012

    Compartilho teus pensamentos. Bem sei dos fundamentos que por vezes pairam na cabeça de certas pessoas. Carl Gustav Jung já recomendava: “aprenda todas a teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”, porque é da sintonia afetiva dessa relação que se estabelecerá uma interação emocional para ser lembrada com carinho ou desprezo”. Sou psicólogo humanista e fico triste quando leio comentários jocosos, contudo o ser humano é um ser dinâmico em seus posicionamentos. Como disse o grande psicologo norte americano Carl Rogers: "Um dia a gente vai perceber que não se pode prender pássaros nem corações; e que,estar junto, não é estar do lado, mas sim do lado de dentro." Abraços!!!!

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  6. Olá.
    Nós do campo da Psicologia temos sim, assim como qualquer outro profissional ter nossas preferencias pessoais.
    Não sei se quem escreveu o comentário "nojo" também é Psicólogo e por esse motivo talvez tenha se revoltado por associarem a Psicologia com outras coisas, mas isto não justifica a falta de educação e respeito para contigo. Acaso nós, Psicólogos, atenderemos apenas pacientes com a mesma religião que nós?
    Mas em relação a este negócio de psicologia religiosa tenho o direito e dever de me opor. Não existe Psicologia crista! Nem Psicologia umbandista, nem psicologia satânica, nem psicologia hare krishna!!! Ciência é ciência, fé é fé. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
    Mas a pergunta foi:" Não tenho direito de ser Psicólogo?". Você te sim todo o direito de exercer a psicologia independente de ser cristão ou ateu. Acima de sermos Psicólogos somos serem humanos e temos o direito de optarmos por que acharmos conveniente... Apenas tenha cuidado para não misturar as coisas.
    Abraço.

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  8. O psicólogo tem todo o direito de ser cristão ou professar a fé naquilo que quiser desde que não misture a religião e psicologia que são coisas diferentes.Usar técnicas psicológicas fundamentadas em questões religiosas ou cristãs ou denominar a psicologia de psicologia cristã é anti ético, isto está claro no código de ética podendo acarretar em processos. verifique o código de ética e atente-se para isso.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Religiosidade e Espiritualidade são coisas diferentes. Uma pessoa pode ou não ter a sua religião e o psicólogo não deve impor, influenciar, condicionar (ou condicionar-se) pela religião (embora exista algum coping religioso positivo existe também coping religioso negativo). Já a Espiritualidade é inerente ao Homem (não confundir com espiritismo que é uma prática religiosa). O Cristianismo faz tanto parte do indivíduo quanto o ateísmo. A crença na ciência no geral e na psicologia em particular faz também parte da espiritualidade. É pois, sensato e inevitável utilizar a espiritualidade na prática da profissão e expressar a religiosidade própria apenas em casos específicos em que se perceba que o cliente/paciente vive a sua religiosidade e o psicólogo consiga ser congruente com ela. Assim, não há nem pode haver choque entre a prática da psicologia e da crença que se professa. Respeito e admiração pela diferença é o que se quer!

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  11. Apenas um comentário a fazer, depois de ver que quem posta nesse blog é um estudante que concorda com tal especialização, ou seja, um estudante que se se tornar profissional será um contra a ética, parei de seguir a página e incentivarei outros a fazerem

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    1. E outra questão, concordo que deva escolher outra profissão, mas não por ser cristão, se não tem capacidade para ser ético, escolha um profissão que não precise disso

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