sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PSICOPATOLOGIA FENOMENOLÓGICA


RESUMO PSICOPATOLOGIA FENOMENOLÓGICA-HUMANISTA
Por Denilson Paixão


Inicialmente, creio, o esquema a seguir não contêm nada de original, pois foram apenas transcrições das primeiras aulas de “Psicopatologia I – Fenomenologia e Humanismo”, ministradas pelo professor em doutoramento e mestre Marcio Arthony, da Universidade Federal do Ceará, a quem tenho grande respeito.

Alguns trechos podem parecer confusos, então tentarei explicar melhor depois. Outros, definitivamente, ficarão confusos, já que ainda não consegui debruçar-me com maior calma e afinco sobre estes.




Em resumo, o esquema acima apresenta de que maneira nasceu a perspectiva de Clínica Psicológica de veia humanista-fenomenológica. Trata-se de uma insatisfação de alguns profissionais frente a psiquiatria e psicanálise de sua época e uma necessidade ver o homem por outras vias, que não apenas àquelas impostas pelos círculos acadêmicos.

Bom, em resumo, as setas mais grossas representam “influenciou a” e as finas representam “formulou o conceito de”.

É importante entendermos que intencionalidade não se trata da “intenção de um eu” ou “intenção de um individuo maldoso” de ver o mundo ou fazer algo deste que seja atípico. Devemos entender intencionalidade como o modo pelo qual vivemos, que influência o modo de lidarmos como o mundo. Por exemplo, há certas culturas que tratam este ou aquele ato sagrado/profano e em outros não, isto se dá pela relação vivida e experienciada como tal fenômeno que nos faz vê-lo assim, vê-lo intencionalmente como bom/mau, sagrado/profano...

Époché é de modo simples a tentativa do filosofo volta ao estágio infantil de sempre perguntar o “porquê” das coisas. É a tentativa de minimizar nossas naturalizações sobre os fenômenos e vê-lo a partir de outra perspectiva, uma perspectiva mais neutra, do fenômeno mesmo. Um exemplo muito bonito de naturalização às avessas é da filha de uma psicóloga, que vi em algum artigo sobre mundo da vida, em que a filha dela pede para a mãe “desligar o sol” que estava ofuscando seu rosto no horário de ir à escola. A pequena criança naturalizou a luz como algo que se pode desligar sempre que se quer pelo modo como ela viveu, sempre podendo fazê-lo. Ela intencionalmente creditou à luz do sol a possibilidade de desligá-lo.

Bom, se houver alguma outra dúvida, podem postar no blog que futuramente estaremos respondendo.

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