quarta-feira, 25 de julho de 2012

APOIO À LUTA PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Por André de Morais

Sofremos historicamente em escala municipal, estadual e nacional, um sucateamento na educação pública desde o ensino fundamental até o superior. Enquanto estudante do ensino superior percebo o quanto sofremos nas mãos de um estado que preza por somente uma classe, esta que é a “mais abastada”, a burguesia.

O ano de 2011 foi marcado por alguns protestos ao redor do Mundo, como o exemplo da queda de regimes ditatoriais em históricos levantes populares no Egito e na Líbia, o início de uma queda no império capitalista Europeu em uma crise que atinge a todos, segundo a configuração neoliberal que tomam nossos governos neste período. Ainda trazendo para um recorte nacional, fomos marcados por greves em diversas instituições de ensino público, como a greve dos professores do ensino fundamental e médio no Nordeste ou as ocupações em reitorias como na Universidade Federal do Paraná e na Universidade Estadual de Maringá.

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, fomos marcados por duas paralisações por parte do corpo de professores, onde foi encaminhado um documento ao governo que pautava alguns pontos como a revisão da carreira docente e a equiparação salarial com os servidores da instituição de nível técnico superior. Como já esperado, dia 03 de fevereiro de 2012, houve a devolução deste documento em uma reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, informando que não seria possível atender as pautas exigidas pelos professores, já informando o corte de verbas de custeio nas Universidades Estaduais, que atingirá nossas bolsas de extensão, iniciação científica e estágio, nossa infra-estrutura e assim nossas condições de estudo dignas, e o “congelamento” do concurso em que houve 45 professores aprovados para a instituição UEPG e 10 técnicos.

Percebe-se aí o descaso do governo Tucano para com a educação, seguindo a política podre e egoísta neoliberal. Por isso é imprescindível o apoio aos professores e aos ser vidores que farão paralisações nos próximos dias 07 de março e 14 de março, respectivamente.

Não ao acordo com o governo, basta com o silêncio medroso! Não somos capacho do governo! Já à greve, já à luta! Lutemos por uma só bandeira, uma EDUCAÇÃO PÚBLICA E DE QUALIDADE!

“Mas quando os operários levantam juntos suas reivindicações e se negam a submeter-se a quem tem a bolsa de ouro, deixam então de ser escravos, convertem-se em homens e começam a exigir que seu trabalho não sirva somente para enriquecer a um punhado de parasitas, mas que permita aos trabalhadores viver como pessoas.” (Lenine, V.I., Sobre a Greve. 1899)


André de Morais é estudante de Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, militante do Centro Acadêmico de Geografia da UEPG e do coletivo Barricadas Abrem Caminhos

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