quarta-feira, 4 de julho de 2012

ALFRED ADLER

Viena, 7 de fevereiro de 1870 — Aberdeen, 28 de maio de 1937


Filho de judeus húngaros, formou-se em medicina, psicologia e filosofia pela Universidade de Viena. Praticou clínica geral antes de se dedicar à psiquiatria. Em 1902 foi trabalhar com Sigmund Freud, realizando pesquisas no campo da psicanálise. Mais tarde, desliga-se dele por considerar o fator sexual superestimado por Freud.

Adler é o fundador da psicologia do desenvolvimento individual. Segundo sua teoria, o meio social e a preocupação contínua do indivíduo em alcançar objetivos preestabelecidos são os determinantes básicos do comportamento humano, o que inclui a sede de poder e a notoriedade. Os complexos de inferioridade, provocados pelo conflito com o envolvimento social, podem traduzir-se numa dinâmica patológica (psicose, neurose), que deve ser tratada de um ponto de vista psicoterapêutico.

Também se ocupou da orientação da criança como método preventivo na psicologia médica. Com o apoio do governo austríaco, abriu centros de orientação infantil em escolas de Viena, Berlim e Munique. Entrevistas públicas de orientação familiar, seguidas de discussões, disseminaram seus métodos e teorias, especialmente entre educadores. Realizou inúmeras conferências na Europa e Estados Unidos. Em 1930, seus esforços para divulgar sua doutrina de interesse social diante do totalitarismo europeu, marcaram-no mais como pregador do que como cientista.

Morreu quando se encontrava em Aberdeen, Escócia, ministrando um curso de psicologia. Merece lugar de destaque no movimento psicanalítico pela importância que deu ao fator da agressividade.

Escreveu um livro intitulado: What Life Should Mean to You. Nesse livro diz: "É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. É entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos".

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