quinta-feira, 14 de junho de 2012

PROMETEU ACORRENTADO


Por Telminayara dos Santos Sousa


Que sorte tenho eu!
Pois sou mortal,
Mesmo que uma águia devore meu fígado,
Ainda sim tenho escolha!
Mesmo amaldiçoado por Zeus,
Que puniu minha ousadia,
Em roubar deveras supremacia,
Restrita somente aos deuses.
Mesmo que minha história
Não vire mitologia
Ainda sim tenho sorte!
Consumido por um fogo que dá vida,
Ainda resta-me a morte
Como uma saída.
Devora-me o fígado
Mas, deixe-me o coração,
Para que o entregue a Deus
Em um rito de gratidão,
Pela minha sorte de ser mortal.

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