terça-feira, 6 de março de 2012

SUPER-HOMEM

É UM SER? É UM HOMEM? NÃO! É O SUPER-HOMEM
Por Lorena Bandeira




 Na hipermodernidade, Super-Homem não é simplesmente um super herói que luta contra criminosos, busca a paz do mundo e blá blá blá. Não! Super-homem é também o próprio homem hipermoderno.
 
Essa comparação surge a partir da perfomatividade tanto do Super-Homem como do homem hipermoderno. Esse tende a querer sempre ser o mais performático possível, quase se comparando a um super-herói capaz de fazer coisas impossíveis aos olhos dos outros, seja na área pessoal ou profissional.
 
Isso se deve ao nível elevado de competitividade entre os homens na hipermodernidade, em que ser o mais forte é ser mais performático, garantindo assim, sua sobrevivência, se sobressaindo sobre os demais.
 
O foco não é sentir-se bem, mas, sim, superar a si e os outros. Super-Homem corresponde à superação no que concerne aos desejos, aos excessos, como exemplo a cultura disseminada dos recordes no Guinness Book (Livro dos recordes). Sobre excesso e superação, Lipovétsky teoriza que

“Sobre este pano de fundo, o Super-Homem é retratado como pura vontade, puro impulso no sentido de auto-superação, como se o activismo desenfreado, a exibição de poder em nome do poder, a corrida ao sucesso e ao dinheiro tivessem conseguido absorver toda a energia das subjetividades”. (LIPOVÉTSKY, p. 241, 2006)

No campo afetivo, a figura do Super-Homem aparece no desejo do homem hipermoderno se tornar uma sex machine, também com performances inimagináveis aos olhos dos outros, sempre com uma superioridade comparada aos demais, tudo desembocando na competitividade já mencionada acima.

Além da performance, o homem hipermoderno tende a sobreexpor sua felicidade aos outros, como modo de validar mais ainda sua superioridade perante o os outros: o homem incapaz de sofrer com a vida perfeita. No entanto, isso é assunto para outro tópico. O que se pode adiantar é que cada super herói tem seu inimigo e seu ponto fraco. No caso do homem, o inimigo é ele mesmo e a fraqueza é sua própria ganância.

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