quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ESQUIZÓIDE

O Transtorno de Personalidade Esquizóide (TPE) é definido como um transtorno de personalidade primariamente caracterizado por falta de interesse em relações sociais, tendência ao isolamento e à introspecção, e frieza emocional, e simultaneamente por uma rica e elaborada actividade imaginária interior. Embora os termos sejam parecidos, o transtorno de personalidade esquizóide não é o mesmo que esquizofrenia (ainda que haja uma prevalência maior de pessoas com este transtorno em famílias com esquizofrenia e ambos compartilhem características como distanciamento ou embotamento afetivo).


HISTÓRIA


O termo "esquizóide" foi criado em 1908 por Eugen Bleuler para designar uma tendência para dirigir a atenção para a vida interior em vez de para o mundo exterior, um conceito próximo da "introversão" de Carl Jung. Bleuler também designou o exagero mórbido mas não-psicótico dessa tendência como a "personalidade esquizóide".

Desde então, os estudos sobre a personalidade esquizóide têm seguido dois caminhos distintos: por um lado, a tradição da psiquiatria descritiva, que se foca no comportamento observável e nos sintomas descritíveis, que é exposta nas descrições apresentadas no DSM e na CID; por outro lado, a tradição da psiquiatria dinâmica, que inclui o estudo das causas ocultas e/ou inconscientes da personalidade.

A tradição descritiva começa com a descrição que Ernst Kretschmer (1925)[5] faz do comportamento esquizóide, que ele catalogou em três tipos de características: (1) insociabilidade, tranquilidade, reserva, seriedade e excentricidade; (2) timidez, segredo sentimental, sensibilidade, nervosismo, excitabilidade e gosto pela natureza e pelos livros; e (3) docilidade, amabilidade, honestidade, indiferença, silêncio e atitudes emocionais frias. Nessas características podemos ver as raízes da divisão (no DSM-IV) do carácter esquizóide em três diferentes transtornos de personalidade, embora o próprio Kretschmer não concebesse a separação desses comportamentos até ao ponto do isolamento radical entre eles, considerando, em vez disso, que eles se encontram simultaneamente presentes nos indivíduos esquizóides. Para Kretschmer a maioria dos esquizóides não são ou hipersensíveis ou frios, mas hipersensíveis e frios "ao mesmo tempo" em diferentes proporções relativas, com uma tendência para se moverem entre estas dimensões de um comportamento para o outro.

O segundo caminho, da psiquiatria dinâmica, começou com a observação por Eugen Bleuler (1924)[6] de que a pessoa esquizóide e a patologia esquizóide não são entidades que possam ser separadas. Em 1940, W.R.D.Fairbairn apresentou o seu trabalho sobre a personalidade esquizóide,[7] onde a maior parte do que é hoje conhecido sobre o fenómeno esquizóide pode ser encontrado. Aí Fairbairn referiu quatro temas esquizóides centrais: primeiro, a necessidade de regular a distancia interpessoal como um foco central de preocupação; segundo, a habilidade para mobilizar as defesas de auto-preservação e autoconfiança; terceira, uma difusa tensão entre a necessidade carregada de ansiedade de ligação e a necessidade defensiva de distancia, que se manifesta exteriormente como indiferença; e, em quarto, uma super-valorização do mundo interior face ao mundo exterior. Na sequência de Fairbairn, continuaram a serem feitos ricos estudos sobre o carácter esquizóide, nomeadamente por autores como Nannarello (1953)[8], Laing (1960)[9], Winnicott (1965)[10], Guntrip (1969)[11], Khan (1974)[12], Akhtar (1987)[13], Seinfeld (1991)[14], Manfield (1992)[15] e Klein (1995)[16].


CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO


O diagnóstico é baseado nas experiências reportadas pelo paciente, como também marcadores do transtorno observados por um profissional da saúde mental. A lista de critérios, que precisam ser alcançados para o diagnóstico, está descrita no DSM-IV.
Critérios do DSM-IV

A última versão do (Diagnostic and Statistical Manual of Mental) Disorders (DSM) - o guia americano amplamente usado por médicos à procura de um diagnóstico de doenças mentais – define o TPE[17] como: "um padrão invasivo de distanciamento das relações sociais e um alcance restrito de expressão de emoções, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos".

Os critérios são (pelo menos quatro):
Não deseja e nem aprecia relações íntimas, incluindo ser parte de uma família.
Quase sempre escolhe atividades solitárias.
Tem pouca, se alguma, vontade de ter relações sexuais com outra pessoa.
Tem prazer em poucas atividades, se alguma.
Falta de amigos íntimos ou confidentes que não sejam parentes de primeiro grau.
É indiferente às críticas ou elogios.
Mostra frieza emocional, distância ou afetividade limitada.
Para o DSM-V, está proposto que o T.P. Esquizoide deixe de ser considerado como um tipo especifico, mas sim como uma combinação de traços de personalidade patológicos (retraimento social, isolamento social, fuga à intimidade, afetividade restrita, anedonia)[18]

Critérios do CID-10

O CID-10 da Organização Mundial de Saúde define o TPE[19] de forma muito semelhante ao DSM-IV. Segundo o CID-10, são necessários pelo menos 4 destes sintomas:
Tem prazer em poucas atividades, se alguma.
Mostra frieza emocional, distância ou afetividade limitada.
Capacidade limitada para expressar tanto sentimentos de calor e ternura como de ira para com outras pessoas
Aparente indiferença às críticas ou elogios.
Pouca vontade de ter relações sexuais com outra pessoa (atendendo à idade)
Quase sempre escolhe atividades solitárias.
Preocupação excessiva com fantasia e introspecção.
Falta de amigos íntimos ou confidentes (ou apenas um) e de desejo de os ter
Marcada insensibilidade às normas e convenções sociais estabelecidas
Exclui: Síndrome de Asperger, Transtorno Delirante, Transtorno Esquizóide da Infância, Esquizofrenia e Transtorno de personalidade esquizotípica


PERFIL FENOMENOLÓGICO DE AKHTAR


Num artigo publicado no American Journal of Psychotherapy, Salman Akhtar, M.D.,[13] fornece uma descrição alargada do Transtorno de Personalidade Esquizoide, sintetizando as descrições clássicas e contemporâneas com obervações psicanaliticas.

Este perfil é sumarizado na tabela reproduzida abaixo, listando manifestações clínicas em seis áreas de comportamento psicosocial e designadas como "abertas" e "encobertas".

Note-se que tal não pretende significar que haja dois tipos de esquizoides ("abertos" e "encobertos"), mas que cada indivíduo esquizoide tende a ter uma faceta "aberta" que mostra ao mundo e uma faceta "encoberta" que raramente revela.


Características Clínicas do Transtorno de Personalidade Esquizoide[13] [20] ÁreaCaracterísticasAbertoEncobertoAuto-conceito
  • complacente
  • estóico
  • não competitivo
  • autosuficiente
  • pouco assertivo
  • sentindo-se inferior e um "estranho" na vida
  • cínico
  • inautêntico
  • despersonalizado
  • alternativamente sentindo-se vazio ("como um robô") ou cheio de fantasias onipotentes e vingativas
  • grandiosidade oculta


Relações interpessoais

  • afastado
  • indiferente
  • poucos amigos chegados
  • impermeável às emoções dos outros
  • medo de intimidade
  • extremamente sensível
  • profundamente curioso
  • sedento de amor
  • invejoso da espontaneidade alheia
  • necessitando intensamente de envolvimento com os outros
  • capaz de excitação com amigos íntimos cuidadosamente escolhidos


Adaptação social

  • prefere actividades recreativas e ocupacionais solitárias
  • marginal ou ecleticamente sociável em grupos
  • vulnerável a movimentos esotéricos devido a uma forte necessidade de pertença
  • tendência à preguiça e indolência
  • falta de clareza nos objectivos
  • fraca afiliação étnica
  • usualmente capaz de regularidade no trabalho
  • por vezes bastante criativo, podendo fazer contribuições únicas e originais
  • capaz de persistência apaixonada em certas esferas de interesse


Amor e sexualidade

  • assexual, por vezes celibatário
  • sem interesse românticos
  • aversão a boatos e insinuações sexuais

ética, padrões e ideais

  • convicções morais e políticas idiossincráticas
  • tendência para interesses espirituais, místicos e para-psicológicos
  • instabilidade moral
  • ocasionalmente contundentemente amoral e vulnerável a crimes bizarros, outras vezes auto-sacrificando-se altruisticamente


Estilo cognitivo

  • distraído
  • absorto em fantasia
  • discurso vago e empolado
  • alternando entre a eloquência e o discurso pouco articulado
  • pensamento autista
  • flutuações entre agudo contacto com a realidade exterior e a hiper-reflexão acerca de si
  • uso autocentrico da linguagem



RELACIONAMENTO COM OS OUTROS

As pessoas que tem TP Esquizóide são mais felizes quando estão num relacionamento em que o parceiro coloca poucas exigências emocionais ou íntimas nelas, já que não são as pessoas por si só que elas querem evitar, mas ambas as emoções negativas e positivas, intimidade emocional, e auto-revelação.[21]

Isso significa que é possível para indivíduos esquizóides formar relacionamentos com outros baseados em atividades intelectuais, físicas, familiares, ocupacionais e recreacionais, se esses modos de relacionamento não exigirem ou forçarem a necessidade de intimidade emocional, o que o indivíduo irá rejeitar.

Donald Winnicott resume a necessidade do esquizóide de modular interações emocionais com outros com seu comentário de que estes indivíduos "preferem formar relacionamentos nos seus próprios termos e não nos termos dos impulsos de outras pessoas"[22], e se não puderem fazê-lo, preferem o isolamento.

Pessoas com TP Esquizóide são vistas como distantes, frias e indiferentes, o que causa alguns problemas sociais. A maioria dos indivíduos diagnosticados com TP Esquizóide tem dificuldade em estabelecer relacionamentos sociais ou expressar seus sentimentos em uma maneira significativa, e podem permanecer passivos em face de situações desfavoráveis. A maneira destes se comunicarem com outras pessoas às vezes pode ser indiferente e concisa. Por causa da carência de comunicação com outras pessoas, aquelas que são diagnosticadas com TP Esquizóide não são capazes de ter uma reflexão de si mesmas e o quanto eles conseguem se dar bem com os outros. A reflexão é importante para estes se tornarem mais conscientes de si mesmos e suas próprias ações em ambientes sociais. R. D. Laing sugere que sem ser preenchido com injeções interpessoais de realidade, ocorre um empobrecimento na própria imagem pessoal que se tem, tornando-se mais e mais vazia e volátil, fazendo o próprio indivíduo se sentir irreal.[23]


SEXUALIDADE ESQUIZÓIDE

As pessoas com TP Esquizóide são às vezes sexualmente apáticas, embora não sofram normalmente de anorgasmia. Muitos esquizóides tem uma vontade sexual normal mas alguns preferem a masturbação ao invés de lidar com os aspectos sociais de buscar um parceiro sexual. Por isso, as necessidades sexuais destes podem parecer menores que aqueles que não tem TP Esquizóide, já que preferem permanecer sozinhos e dissociados. Quando praticam sexo, indivíduos com TP Esquizóide frequentemente sentem que seu espaço pessoal está sendo violado, e normalmente acreditam que a masturbação ou abstinência sexual é preferível à proximidade emocional que eles precisam tolerar quando fazem sexo.[8][11] Expandindo significativamente esse retrato, há notáveis exceções de indivíduos com TP Esquizóide que se engajam em ocasionais ou mesmo frequentes atividades sexuais com outros.[24]

Harry Guntrip[25] descreve o "affair sexual secreto" introduzido por alguns indivíduos esquizóides casados como uma tentativa de reduzir a quantidade de intimidade emocional focada num único relacionamento, um sentimento ecoado pela personalidade resignada descrita pela psicoanalista alemã Karen Horney que pode excluir o sexo como sendo "muito íntimo para um relacionamento permanente, e no lugar satisfazer suas necessidades sexuais com um estranho. Contrariamente, ele pode mais ou menos restringir um relacionamento meramente a contactos sexuais e não compartilhar outras experiências com o parceiro."[26]

Mais recentemente, Jeffrey Seinfeld, professor de serviços sociais na New York University, publicou um volume sobre o TP Esquizóide[27] em que detalha exemplos de "fome esquizóide" que pode se manifestar como promiscuidade sexual,dando o exemplo de uma mulher esquizóide que ia sorrateiramente a vários bares se encontrar com outros homens pelo propósito de gratificação sexual, mas impessoal, um ato que, segundo Seinfeld, aliviava seus sentimentos de desejo e vazio.


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

O TP Esquizoide tem semelhanças com outras condições psicológicas, mas com importantes características distintivas:

Depressão: Embora as pessoas com TP Esquizóide podem também sofrer de depressão, isto não é certamente sempre o caso. Ao contrário das pessoas deprimidas, o esquizoides geralmente não se consideram inferiores ao outros, embora provavelmente reconhecerão que são diferentes.

Transtorno de personalidade esquiva: ao contrário destes, os esquizoides não evitam a interação social devido à ansiedade ou sentimentos de incompetência, mas porque são genuinamente indiferentes ao relacionamento social; no entanto, segundo um estudo de 1989[28] "detectou-se que as personalidades esquizóide e esquiva demonstram níveis equivalentes de ansiedade, depressão e tendências psicóticas em comparação à outros pacientes controlados por psiquiatras. "Um paciente com TP esquizóide observou que o conhecimento prévio, as expectativas e suposições poderiam resultar nesses níveis elevados. Os pacientes podem mentalmente simular cenários ameaçadores para diluir os efeitos negativos, se um vier a ocorrer.".

Transtorno de personalidade esquizotípica: O Transtorno Esquizóide distingue-se do Esquizotípico pela ausência de distorções cognitivas ou perceptivas, como ilusões ou delírios.

Autismo de alta funcionalidade e Síndrome de Asperger: ao contrário destas Perturbações do Espectro do Autismo, o Transtorno Esquizóide não envolve déficit na comunicação não-verbal ou um padrão de interesses restritos e comportamentos repetitivos (como a adesão rígida a rotinas ou um interesse obsessivo por um tópico restrito). Comparado com a SA, o Transtorno Esquizóide é caracterizado por maior tendência a transtornos de conduta, melhor ajustamento na idade adulta, e um ligeiramente maior risco de esquizofrenia.[29]


PROBLEMAS ASSOCIADOS

Mediante stress, algumas pessoas com personalidade esquizóide podem ocasionalmente experimentar breves instantes de reação psicótica[30].

Indivíduos esquizóides também são propensos a desenvolver dependência patológica de atividades fantasiosas concomitante ao seu afastamento do mundo. Vista por essa ótica, a fantasia constitui um componente chave do exílio pessoal[31], embora num exame mais próximo, fantasiar nos indivíduos esquizóides é bem mais complicado que um meio de facilitar a reclusão. A fantasia é também um relacionamento com o mundo e com outros por meio de uma "procuração". É um relacionamento substituto, mas um relacionamento de qualquer forma, caracterizado por mecanismos idealizados, defensivos e compensatórios, livre das ameaças e ansiedades associadas com a conexão emocional às pessoas e situações reais.

De acordo com Klein, "é uma expressão de si mesmo num esforço de se conectar aos objetos, embora objetos internos. A fantasia permite aos pacientes esquizóides se sentir conectados, e ao mesmo tempo livres do aprisionamento dos relacionamentos. Em suma, em fantasia, alguém pode ser apegado (aos objetos internos) e ainda assim ser livre."[31]

Esse aspecto da patologia esquizóide foi generosamente elaborado em trabalhos de Laing (1960)[32]; Winnicott (1971)[33]; e Klein (1995)[16].

De acordo com Seinfeld[34], indivíduos esquizóides frequentemente agem sob efeito de substâncias, abuso de álcool ou outros vícios que servem como substitutos para relações humanas. O substituto de um objecto humano por um não-humano serve como defesa esquizóide. Dando exemplos de como o indivíduo esquizóide cria uma relação pessoal com a droga, Seinfeld explica como "um viciado chamava a heroína de seu 'mascote branca e tranquilizadora'. Outro se referia ao crack como sua "mãe malvada". Eu conhecia uma viciada que considerava o crack seu 'namorado'. Nem todos os viciados dão nomes às drogas, mas normalmente se observa o traço de um sentimento pessoal com aquele relacionamento."

Na visão do relacionamento com os objetos, é enfatizado que o uso de drogas e alcoolismo reforçam a fantasia de união com um objeto interno, enquanto possibilitam ao viciado ser indiferente ao objeto do mundo exterior. O vício é portanto visto como uma defesa esquizóide e simbiótica.

S. C. Ekleberry[35] sugere que a maconha "pode ser a droga simples mais egosintônica para indivíduos com TP esquizóide porque permite um estado dissociado de fantasia e distância de outros, provendo uma experiência interna mais rica do que esses indivíduos podem normalmente criar, e reduz o senso interno de vazio e fracasso de participar na vida. E também, o álcool, já pronto/seguro para obtenção, é outra escolha óbvia como droga para estes indivíduos. Alguns ainda usam ambos (maconha e álcool) e vêem quase nenhum sentido em largar um dos dois. São mais propensos a usar em isolamento para o efeito nos processos internos." [35]

De acordo com Ralph Klein, o suicídio também pode ser um tema recorrente em indivíduos esquizóides, no entanto eles não são propensos a tentar um. Podem ficar cabisbaixos e deprimidos quando todas as conexões possíveis foram cortadas, mas enquanto houver algum relacionamento ou mesmo esperança de um, o risco será baixo. A idéia de suicídio é uma força contrária às defesas da pessoa esquizóide. Como Klein afirma: "Para alguns pacientes esquizóides, sua presença é como um fraco e quase impossível de discenir som de fundo, e raramente alcança um nível em que se manifesta na consciência. Para outros, é uma presença sinistra, uma espada emocional de Dâmocles. De qualquer maneira, é um temor subjacente que todos experimentam." [36]


PREVALÊNCIA

As estimativas da prevalência do Transtorno Esquizoide são variadas, com valores entre os 0,5% e os 7% da população.[37][38]

O T.P.Esquizóide é raro em contextos clínicos, embora tal possa ser devido aos indivíduos afectados raramente procurarem auxilio psiquiátrico - Philip Manfield, no livro Split Self, Split Object (1992), comenta sobre a baixa prevalência de portadores desta desordem: "Eu acredito que a condição esquizóide é bem mais comum, compreendendo provavelmente em torno de 40% de todas as desordens de personalidade. Esta grande discrepância se deve muito provavelmente ao fato de que indivíduos com a desordem esquizóide são menos propensos a buscar tratamento que os demais com outras desordens do Eixo II."[39]

Manfield suporta este entendimento com um estudo de Valliant & Drake (1985)[40] que descobriu que aproximadamente 40% de um grupo particular avaliado de homens da área central de uma cidade eram esquizóides.


REFERÊNCIAS

  1.  Authur S. Reber- Dictionary of Psychology, Penguin p.690 (1995)
  2.  What is schizoid personality disorder?. Página visitada em 27-08-2010.
  3.  Personality Disorders. Página visitada em 27-08-2010.
  4.  Schizoid Personality Disorder. Página visitada em 13-10-2010.
  5.  Kretschmer, Ernst. Physique and Character. London: Kegan, Paul, Trench & Trubner, 1925. ISBN 978-1-4067-4497-2
  6.  Bleuler, Eugen. Textbook of Psychiatry. New York: Macmillon, 1924.
  7.  Fairbairn, William R.D.. (1940,1952). Schizoid Factors in the PersonalityPsychoanalytic studies of the personality: 3-27. ISBN 0-415-05174-6.
  8. ↑ a b Nannarello, Joseph J.. (Setembro 1953). SchizoidJournal of Nervous and Mental Disease 118 (3): pp. 237-249.
  9.  Laing, R.D.. The Divided Self. [S.l.]: Tavistock Publications, 1960. ISBN 978-0-415-19818-9
  10.  Winnicott, D. W.. Maturational Process and the Facilitating Environment. [S.l.]: International Universities Press, 1965. ISBN 978-0-946439-84-3
  11. ↑ a b Guntrip, Harry. Schizoid Phenomena, Object-Relations, and The Self. New York: International Universities Press, 1966. ISBN 978-1-85575-032-6
  12.  Khan, Masud R.. The Privacy of the Self. [S.l.]: Karnac Publications, 1974. ISBN 978-0-8236-4310-3
  13. ↑ a b c Akhtar, Salman. (Outubro 1987). Schizoid Personality Disorder: A Synthesis of Developmental, Dynamic, and Descriptive Features.American Journal of Psychotherapy: pp. 499-518. PMID 3324773.
  14.  Seinfeld, Jeffrey. The Empty Core: An Object Relations Approach to Psychotherapy of the Schizoid Personality. [S.l.]: Jason Aronson, 1991.ISBN 978-0-87668-611-9
  15.  Manfield, Philip. Split self/split object: understanding and treating borderline, narcissistic, and schizoid disorders. [S.l.]: Jason Aronson, 1992.ISBN 978-0-87668-460-3
  16. ↑ a b Klein, Ralph. Disorders of the Self: New Therapeutic Horizons. [S.l.]: Brunner/Mazel, 1995. ISBN 978-0-87630-786-1
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  18.  2301.20 Schizoid Personality Disorder (em Inglês)Proposed Revision / APA DSM-5.
  19.  Organização Mundial de Saúde. The ICD-10 Classification of Mental and Behavioural Disorders: Diagnostic criteria for research (em inglês). [S.l.: s.n.], 1993. p. 151.
  20.  Kelley, David. Schizoid Personality Disorder - A Comprehensive Phenomenological Profile (em inglês). Página visitada em 15 de Janeiro de 2010.
  21.  Manfield, Philip (1992), p. 207
  22.  Winnicott, D. W.. The Family and Individual Development (em Inglês). [S.l.: s.n.], 1965. p. 73. ISBN 0-415-04325-5
  23.  R. D. Laing (1965), chapter-5 'The Inner Self of the Schizoid Condition' p.82-100
  24.  Nannarello, J. (1953), p.240-242
  25.  Guntrip, Harry (1966), p.303
  26.  Karen Horney. Neurosis and Human Growth' (em Inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: Resignation: The appeal of freedom', p. 264-265. ISBN 0415-21095-X
  27.  Seinfeld, J (1991), p. 104
  28.  Overholser, JC. (Novembro 1989). Differentiation between schizoid and avoidant personalities: an empirical test. Canadian Journal of Psychiatry 34 (8): 785-90. PMID 2819642.
  29.  Woodbury-Smith MR, Volkmar FR. (2008). Asperger syndrome. Eur Child Adolesc Psychiatry 18: 2. DOI:10.1007/s00787-008-0701-0PMID 18563474.
  30.  American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-IV-TR (em Inglês). [S.l.]: American Psychiatric Pub, 2000. p. 695.. Página visitada em 2011-02-15.
  31. ↑ a b Klein, R. (1995), p. 64
  32.  Laing, R. D. (1960), pp. 82-100
  33.  W. D. Winnicott- pp.26-38 in Playing and Reality, Routledge (1971)
  34.  Seinfeld, J. (1991), p. 101
  35. ↑ a b Sharon S. Ekleberry- Dual Diagnosis and the Schizoid Personality Disorder - 2000
  36.  James F. Masterson & Ralph Klein- pp. 54-55 in Disorders of the Self: New Therapeutic Horizonds, The Masterson Approach, Brunner/Mazel (1995).
  37.  Kalus, Oren; Bernstein, David P.; Siever, Larry J. (1995). "Chapter 4 - Schizoid Personality Disorder". The DSM-IV personality disorders. Ed. Livesley, W. John. Guilford Press. 61. ISBN 978-0-89862-257-7. Consultado em 2011-04-13. 
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6 comentários:

  1. Realmente. Eu tenho TPE e apresento cerca de 90 - 95% dos sintomas apresentados...
    Muito interessante e informativo.

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  2. parabens ,gostaria de saber qual terapia,tem melhor performace!

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  3. parabens ,gostaria de saber qual terapia,tem melhor performace!

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  4. PARABÉNS PELO TEXTO! ME DESCREVEU. GOSTARIA APENAS DE PONTUAR QUE NÃO FOI DESCRITA AS FORMAS DE TRATAMENTO... HÁ CURA! "/

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