quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PROFISSIONAIS APRENDEM COM PALHAÇOS


A psicóloga Morgana Masseti, coordenadora do Centro de Estudos "Doutores da Alegria", avaliou a influência do grupo de palhaços sobre os profissionais de saúde em sua tese de mestrado e verificou que médicos e enfermeiras tornaram-se mais abertos ao conviverem com os "clowns".

Os profissionais de saúde são estimulados a brincar e levar alegria para os pacientes, abrindo uma conexão com seu lado emocional. "Eles percebem que podem tentar outra abordagem do paciente", afirma a psicóloga.

Os palhaços são vistos como pessoas que mudam a rotina do hospital, afirma a psicóloga na tese. "Depois deles, pudemos pintar a parede, fazer um monte de coisas que não podíamos fazer antes", disse um médico no estudo.

O grupo, formado por atores especializados no teatro "clown" (mágica, malabarismo, mímica, improvisação e música), é pioneiro na aplicação do humor como recurso para auxiliar crianças 
a superar o trauma de internações.

Especialista em psicologia hospitalar, Morgana reuniu um grupo de palhaços e profissionais de saúde e colheu seus depoimentos, bases para o trabalho, cujo título é "Boas Misturas". Em um primeiro estudo, o "Soluções de Palhaço", já havia verificado a melhora dos pacientes depois da atuação dos "Doutores da Alegria".

Para Morgana, o principal problema dos profissionais de saúde está em não valorizar pequenas ações que nada têm a ver com a técnica médica, mas que podem ajudar o paciente . "Uma série de problemas que ocorrem no hospital, como depressão, tem relação com nossa incapacidade de estabelecer uma relação com o paciente."

Hoje, os "Doutores da Alegria" dão cursos para residentes de pediatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.








Fonte: Folha de SP, Caderno cotidiano,São Paulo, domingo, 11 de novembro de 2001

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