terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VICIADOS EM SEXO



Longe do tabu de outros tempos, hoje o sexo é visto e aceite como algo natural. O mais comum é perder a virgindade por volta dos 17 anos, quando o sexo, o desejo e a excitação invadem a mente dos adolescentes. A vivência da sexualidade arranca sem medo de serem criticados ou reprimidos sem pressões éticas ou morais, o que se revela muito positivo para relações sexuais saudáveis.
Aos meios mais vulgares para estabelecer contactos fortuitos como discotecas e bares, juntam-se as novas tecnologias, como a internet e os seus fóruns, tão propícios a ciberrelações e ao cibersexo. O anonimato da rede fomenta fantasias, seja através de chats e correio electrónico ou de pernografia mais explícita. “ O cibersexo é mais uma forma de ir buscar satisfação sem compromissos. Não se tem que ter contacto real com o outro. Não há exigências de compromisso. O que há é o momento e depois cada qual para seu lado. O cibersexo também é utilizado por pessoas que têm dificuldades de contacto e relacionamento mais acessível”, axplica o Dr. Vasco Catrino Soares, Psicoterapeuta e Director da clínica Insight-Psicologia. O problema começa quando a fantasia se mistura com a realidade e quando as pessoas se viciam nela.




O Limite entre o natural e o patológico

A sexualidade é uma função biológica, tão natural como comer e dormir, “temos que encará-la como normal e necessária a vários níveis: emocional, físico, social (procriação)... Todos os seres humanos adultos, com uma sexualidade saudável, procuram no relacionamento sexual a satisfação física e emocional, o orgasmo e a partilha emocional com o outro com quem se tem intimidade e amor”, explica 

Vasco Catarino Soares. Quando a actividade sexual é abalada por factores físicos ou psíquicos, pode desencadear conscientemente ou não, obstáculos à vida normal de qualquer indivíduo. “Apesar de não existir uma fronteira em termos de número de vezes em que já se pode falar de sexo exagerado, como para todas as compulsões, podemos ter como parâmetro o facto de não existir uma verdadeira compensação emocional duradoura, e o facto de este comportamento – e rituais a ele associados: engate, combinações, encontros, internet... - roubar tempo às actividades normais, como o trabalho, convívio com os amigos e família”, assegura o psicólogo, acrescentando que “ a partir do momento em que o indivíduo não consegue investir na esfera do trabalho, convívio e intimidade podemos falar de uma situação de patologia”. Falamos então de “viciados em sexo” quando a necessidade intensa de actividade sexual interfere com o trabalho e com os relacionamentos, quando a pessoa passa a gastar enormes quantidades de tempo ordinário em vivências sexuais e a negligenciar aspectos importantes da vida quotidiana em áreas sociais, ocupacionais e recreativas. A necessidade de aumentar a intensidade, a frequência, o número ou o risco dos comportamentos sexuais para conseguir o efeito desejado, ou sentir que o efeito diminuiu apesar do mesmo nível de intensidade, da frequência, número ou risco, constitui outros dos critérios indicativos da existência de vício sexual.


Chiu...é segredo

O predomínio do vicio sexual é difícil de determinar, em parte porque os viciados em sexo são pessoas rodeadas de secretismo. Um facto é que o segredo rodeia o mundo do viciado sexual, “ fora da rede de contactos que tem comportamentos semelhantes esta actividade é relactivamente secreta. Pode falar-se de sexo mas não do seu exagero, que já não é muito bem visto social e culturalmente. Apesar da sexualidade estar cada vez mais aberta e não existir muita dificuldade em falar dela, os comportamentos exagerados continuam a ser pouco aceites. Até mesmo para os próprios indivíduos, que também podem não estar completamente à vontade com este seu comportamento”, diz-nos o nosso especialista. Quem sofre deste problema sente-se envergonhado, e normalmente as dificuldades em reconhecê-lo, só são ultrapassadas quando surgem problemas a níveis familiares, económicos (muitos recorrem à prostituição para manter o vício), profissionais ou de saúde.

Esta patologia acarreta frequentemente consequências a nível social indicativas da sua existência, como são o caso da perda de amizades e de relações familiares. “ O comportamento sexual pode levar o indivíduo a desligar-se dos seus contactos não sexuais “, da mesma forma, “os contactos sexuais também tendem a não ser duradouros e até acabar em ruptura. O que reenvia para o isolamento, relativamente a relações estáveis e frequentes relações ocasionais e superficiais”, explica Vasco Catarino Soares. A ansiedade, o stress, a vergonha e a culpa são comuns no viciado em sexo que vive constantemente com medo de ser descoberto. O vício progride conduzindo a possíveis situações de depressão. “A nível emocional vai sempre permanecendo o “vazio” o não preenchimento de afectividade que desejariam (como aliás todos os seres humanos). Quanto mais se tenta e menos resultados aparecem, maior é a sensação de ineficácia, de vazio”, esclarece o psicólogo.

Para alguns viciados, pode mesmo chegar ao ponto de substituírem o desejo de interacção sexual com outras pessoas por actividades como a pornografia, internet, masturbação. Quando o viciado sexual se sente confortável para se envolver com outros indivíduos, normalmente procura desconhecidos para sexo anónimo ou um caso extraconjugal. A protituição é também bastante procurada pelo seu carácter anónimo, voluntário e pela facilidade com que se consegue realizar qualquer fantasia.

Embora no passado, tenha sido frequentemente contextualizado como um problema maioritariamente masculino, actualmente vários autores sugerem que podem também revelar-se nas mulheres, embora manifestando-se de diferentes maneiras. “Também existem mulheres viciadas em sexo. O mecanismo é o mesmo que nos homens. Apesar de no caso das mulheres, e por questões culturais, este comportamento ter que ser mais secreto. No caso feminino falar de conquistas sexuais abertamente é ainda mais censurado socialmente”, esclarece o psicoterapeuta.


O que procuram os viciados em sexo

A conduta sexual compulsiva é indicativa de que algo não está bem noutros âmbitos da vida, além do sexual. “Os viciados em sexo procuram no relacionamento sexual exagerado ( frequência e variabilidade) o orgasmo. Não nos podemos esquecer que se trata de uma compulsão (um comportamento impulsivo para compensar um “vazio” emocional). Ao praticar sexo estas pessoas procuram uma compensação em termos emocionais, que na realidade, de um modo inconsciente, sentem não ter”, comenta Vasco Catarino Soares. Segundo ele, tratam-se de “pessoas inseguras, mesmo que aparentem ser confiantes. As pessoas inseguras não acreditam verdadeiramente que os outros as aceitem ou possam gostar deles, porque se sentem menos capazes emocionalmente. Assim sendo o mais próximo que estão desta aceitação, e o seu comportamento vai no sentido de sentir que são gostados, é o comportamento sexual porque é um acto com a conotação de maior intimidade e aceitação possíveis”.

Os indivíduos viciados em sexo, mais do que uma satisfação física do orgasmo, procuram superar problemas de auto estima, insegurança, afectividade, ansiedade e insatisfação. Apesar de “o comportamento sexual desprovido de afectividade não lhes dar o afecto que gostariam de sentir e assim continuam a procurá-lo em cada novo relacionamento. Mas paradoxalmente também não desejam ficar comprometidos com ninguém”. De facto, os contactos esporádicos são mais frequentes entre os viciados em sexo “como o que vão encontrando nos relacionamentos que têm é apenas o momento do orgasmo e pouco mais, e não há uma verdadeira afectividade, tudo o que vem por arrasto, como as vontades e particularidades dos outros, apenas lhes interssa o relacionamento sexual e não a convivência a dois, nem os desencontros e negociações que a vida de casal exige. 

Deste modo, acabam por apenas privilegiar os contactos esporádicos, sem qualquer tipo de compromisso duradouro”, afirma o psicólogo.


Onde está o perigo?

Na opinião de Vasco Soares viver num mundo em que os costumes sexuais se alteram não é motivo suficiente para se ser considerado viciado em sexo. Sair à noite, frequentar discotecas e associar este comportamentoao vício sexual, seria tão extremo como acreditar que por se viver rodeado de bares somos alcoólicos. Efectivamente, bares e discotecas facilitam o sexo casual mas “não é razão para afirmarmos que alguém se torna viciado em sexo apenas por frequentá-los. É necessário existirem determinadas características de personalidade e condicionates de vida para que alguém se torne viciado em sexo”, clarifica o psicoterapeuta.

Mas será então uma predisposição genética? Vasco Catarino Soares explica-nos que os antecedentes familiares não têm que ver com esta conduta, “o que pode influenciar este comportamento em termos de família é a forma muitas vezes errada como a sexualidade é vivida pela família... Os modos muito severos e muito permissivos como se educam as crianças e jovens, que produzem indivíduos com baixa autoestima, podem, associados a uma cultura de promoção do sexo (o marketing moderno apela ao sexo), levar a este comportamento sexual compensatório de inseguranças afectivas”, ou seja, o vício sexual está relacionado, sobretudo, com a insatisfação pessoal com que alguém se depara na vida.

O verdadeiro perigo prende-se com questões de saúde. Falar com um viciado sexual de sexo seguro não lhe diz nada. A procura pelo prazer agrava-se com o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis. “Uma vez que se trata de um comportamento compulsivo, o raciocínio de “tomar precauções” não é prioritário. Numa situação de emergência do acto sexual não havendo contraceptivos este não é inibido e realiza-se na mesma”, explica.

Cada vez mais gente recorre a especialistas por causa deste problema. Há sempre uma solução para quem pretender reconduzir a sua conduta e viver o sexo de forma saudável.


Fonte: Insight


3 comentários:

  1. Respostas


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  2. Muito interessante o artigo. recentemente assisti a um filme que trata do assunto. Se chama Shame e é muito expressivo quanto o vício, a essa compulsão.

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