segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SEXUALIDADE E HOMOSSEXUALIDADE

INDEFINIÇÃO SEXUAL NA ADOLESCÊNCIA



A sexualidade é um dos importantes aspectos da adolescência, muito enfatizada, porque é nesta fase da vida do ser humano que a identidade sexual está se formando (Cano e Ferriani, 2000).

Nesta fase a homossexualidade pode estar ligada a uma necessidade de aprendizagem de ambos os papéis sexuais. Observam-se meninas que andam de mãos dadas, meninos ou meninas que dançam formando pares com o mesmo sexo, etc. O estabelecimento de relações heterossexuais evolui para novas experiências e emoções sexuais por meio de atividades sociais, esportivas, escolares e namoros. Estas atividades permitem uma aproximação mais íntima e protegida dos perigos que representam para o adolescente o ato sexual ( Levisky, 1998).

Segundo o autor citado acima, após determinada a definição da identidade sexual, os adolescentes já estão desejando ter um namorado (a), podem ter vivido emoções e estímulos sexuais mais íntimos, por meio de carícias ou contatos, e estão querendo explorar ainda que inconscientemente novas emoções e sensações que a vida sexual pode lhes oferecer.

As experiências sexuais surgem a partir da formação de pares de namorados, a sexualidade nesta fase é intensa, brusca e o adolescente geralmente não sabe como lidar com ela (Rappaport, 1982).

Geralmente os rapazes começam a ter relações sexuais em torno de quatorze a dezesseis anos de idade, e as moças entre quinze e dezoito anos de idade, sendo que na grande maioria as moças iniciam suas relações sexuais com os rapazes que estão afetivamente envolvidas. Já os rapazes iniciam suas relações sexuais geralmente com mulheres mais velhas e com pouco ou nenhum envolvimento afetivo (Tiba, 1985).

A sexualidade na adolescência cada vez se torna mais precoce, os adolescentes cada vez mais novos ainda não têm todas as informações ou cuidados necessários e não se preocupam com isso, pois com o sentimento de onipotência próprio da adolescência, de acreditar que nada acontecerá com eles, que estão imunes a qualquer perigo, acabam por fazer as coisas sem pensar nas conseqüências (Cano e Ferriani, 2000).

Quando o adolescente passa por todo esse processo de identificação e começa a criar sua própria identidade, tanto social, como sexual ou afetiva, passa a se separar progressivamente do grupo, assume comportamentos individuais que podem afastá-lo do grupo definitivamente, o adolescente busca saída destas situações tentando criar outros objetivos mais definidos, como universidade ou trabalho. O grupo deixa de ser a referência principal (Carvajal, 1998).


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