segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PSICOLOGIA E A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS


A mediação é um método de resolução de conflitos que tem se expandido cada vez mais mundo afora. Trata-se de um método onde duas partes participam de sessões de diálogo mediados por um terceiro que tem como função promover a comunicação, o entendimento mútuo e a construção de uma solução positiva para o conflito. Não se trata de aconselhamento nem de conciliação ou arbitragem. O mediador tem a função de questionar e direcionar a conversa para a construção de uma solução que seja boa para ambas as partes. Alguns dos modos mais comuns de mediação são entre familiares ou vizinhos.

Apesar de ser uma área muito trabalhada pelo Direito, a Psicologia também se insere muito neste campo. A Psicologia pode auxiliar no entendimento dos conflitos e no manejo das emoções envolvidas no processo, visto que a mediação busca olhar bastante para os sentimentos envolvidos na relação em conflito. Importantes pensadores sobre o tema como Luis Alberto Warat, apesar de serem da área do Direito, usam muito da psicologia e da psicanálise. Muitos psicólogos já trabalham e se envolvem com mediação.

Acho uma área bastante fascinante, que rende ótimos frutos. Muitas vezes as pessoas encontram-se presas à ótica do perde-ganha, acreditando que este é o único meio de lidar com um conflito. Por exemplo, em questões como separação de casais e decisão da guarda dos filhos, as pessoas encontram-se com mágoas tão fortes que, ao invés de visar o bem-estar da criança, acabam guiando-se muito mais pelo rancor, tristeza e desejo de vingança, que se arrasta por inúmeros processos judiciais. No entanto, a mediação pode ajudar nesse tipo de situação, mostrando a possibilidade de um processo de ganha-ganha, ou seja, onde todos saem ganhando. 

Isso pode parecer difícil em um primeiro momento, mas é possível com a mediação. Isso ocorre porque a mediação não impõe soluções: ela é um processo de construção das mesmas. Os sentimentos são valorizados e trabalhados. A Psicologia pode ajudar a entender, como propõe Warat, os desejos conscientes e inconscientes que estão presentes ali. Sentimentos como a necessidade de respeito e reconhecimento, de empatia e compreensão. Ao trabalhar considerando esses desejos, fica-se mais próximo da verdadeira elaboração do conflito.

Desta forma, a mediação de conflitos é um tema muito interessante para a Psicologia, tanto como campo de investigação quanto de atuação.



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