quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DEPOIMENTO DE UM ESQUIZOFRÊNICO


COMO APRENDI COM MINHA DOENÇA A SUPERÁ-LA


Meu nome é Wilson, tenho 40 anos, sou casado há cinco anos e sou portador de esquizofrenia.

Nasci dia 04/11/1971 no Rio de Janeiro. Meu pai era funcionário público federal do antigo DNER e minha mãe, doméstica. Morávamos no bairro de Brás de Pina e por alguns desentendimentos dos meus pais com minha avó paterna e minha tia, devido a conflitos religiosos, fomos morar em São João de Meriti, na baixada fluminense. Isso aconteceu por volta de 1975, quando eu estava com 3 anos de idade. Meu pai percebeu minha aptidão com a leitura e ainda com 3 anos aprendi a ler minhas primeiras palavras e com 4 anos já sabia ler e escrever, pois fui alfabetizado por uma professora que dava aulas para crianças. Ela também percebeu a minha aptidão com os números. Aos 6 anos meu pai viu a necessidade de me matricular em uma escola. Após alguns testes de matemática, português e outras matérias decidiram que eu estava apto para começar na segunda série do 1º grau do Instituto de Educação Líbia Garcia.

Minha infância foi maravilhosa. Tive muitos amigos na escola e nas ruas próximas da minha casa. As ruas não eram asfaltadas e eu aprendi a jogar futebol de pés descalços, brincava de bolinhas de gude, queimado, pique bandeira, polícia e ladrão, etc. Por incrível que pareça, o meu primeiro beijo na boca foi dado pela minha vizinha Simone quando eu tinha 7 anos. Os dois irmãos dela me imobilizaram e ela me beijou.

Na escola, apesar de eu ser o mais novo da classe, eu sempre era o melhor aluno. Em 1983, na sétima série, por motivos financeiros, mudei para a escola Independência, em Rocha Miranda. Nessa escola minha mãe conseguiu uma bolsa. No 2° grau escolhi o curso de técnico em química e fui para o Centro Educacional Fluminense, no centro de São João de Meriti, onde estudei no horário noturno com um de meus amigos chamado Silvio. Eu era muito tímido e romântico e o Silvio era um conquistador de mulheres.

Em 1991, o meu amigo Silvio entrou para trabalhar em uma farmácia de manipulação e acabou levando-me para trabalhar com ele como técnico químico. Fiquei três meses, e lembro-me que nessa época eu arrumei a minha primeira namorada, a Glorinha. Ela morava próximo à minha casa, só que existia uma diferença de dez anos entre nós. Eu tinha 18 anos e ela 28. Eu a escolhi para namorar porque ela era diferente. A minha turma de amigos tentava me influenciar para que eu tivesse minha primeira relação sexual com ela, mas eu era um cara romântico e queria ter algo a mais com a pessoa que eu amasse de verdade, e eu não a amava. Fiquei quatro meses namorando e depois terminei.

Resolvi fazer um concurso para supervisor do IBGE e acabei passando. Foi um contrato de seis meses e eu não fui efetivado, porque o presidente Fernando Collor de Melo estava colocando funcionários públicos em disponibilidade e não estava efetivando. O meu amigo Silvio entrou em uma empresa multinacional e me indicou. Eu fiz uma prova e logo depois passei na entrevista. Comecei a trabalhar em fevereiro de 1992 como analista de laboratório, no controle de qualidade da empresa. Passei para o turno da noite e fiquei trabalhando de 18 ás 6h. Doze horas de trabalho todo dia e uma folga na semana.

Eu chegava a ganhar dez salários mínimos na época. Meu pai morava em casa alugada e eu o ajudei a comprar a casa onde morávamos. Ampliamos a casa e todo mundo esperava que eu, com o tempo, casasse, tivesse filhos, crescesse na empresa. Só que aí veio o que ninguém esperava. Em março de 1995 eu tive o meu primeiro surto, durante a jornada de trabalho. Na hora da saída (6h da manhã) eu fui para casa a pé, andei 25 km, trajeto que normalmente fazia com dois ônibus. Cheguei em casa e meus pais notaram que eu estava diferente. Comecei a falar sozinho, coisas sem sentido. Meus pais telefonaram para meus colegas de trabalho pedindo ajuda. Chamaram uma ambulância e me internaram.

Na clínica recebi o diagnóstico esquizofrenia paranóide de cunho místico. Tive muitas alucinações visuais e táteis. Fiquei internado dez dias e quando saí tive que tomar Haldol e Fenergan todos os dias. Meus pais e minhas irmãs sofreram muito e não sabiam como lidar com tudo que estava acontecendo. Às vezes escutava minha mãe chorando e via meu pai olhando para o céu com o olhar fixo como que pedindo ajuda divina.

Voltei a trabalhar um mês depois, mas, por causa das medicações, estava lento e com baixa auto-estima. Consegui trabalhar sem cometer erros, porém ainda sofria com as alucinações, distorções e tinha que fazer a maior força para que ninguém notasse. Quando eu dormia, tinha pesadelos horrendos, geralmente com monstros ou com seringas e agulhas me furando. Todo mês eu ia à clínica para dar prosseguimento ao tratamento ambulatorial com uma psiquiatra.

Um ano depois, em fevereiro de 1996, tive outro surto e voltei a ficar internado. Dessa vez fiquei 13 dias (porque o plano de saúde não permitiu que ficasse mais). Fiquei um mês afastado do trabalho, porém, quando voltei, o INSS não permitiu que eu trabalhasse mais. Fiquei em casa recebendo meu salário e fazia a perícia a cada três meses. A empresa cortou meu plano de saúde, alegando que eu era um funcionário que “pesava” e já não tinha utilidade.

Tive que pagar um plano de saúde com o salário que recebia para continuar o tratamento. Em outubro de 1997 o INSS me deu alta. Eu fui até a empresa para voltar a trabalhar e eles simplesmente me demitiram, alegando que eu não estava apto para exercer o meu cargo. Como é que eu poderia receber alta de uma doença que não tem cura (era o que eu pensava)? Antes da doença eu pesava 72Kg, quando eu fui demitido estava pesando 98Kg. Meu metabolismo não era mais o mesmo por causa dos remédios. Eu estava sem emprego, gordo e sem perspectiva nenhuma de viver!

Continuava com as alucinações e agora estava com problemas para dormir. Comecei a tomar Rohypnol e só conseguia dormir 3 horas por dia. Resolvi pagar carnês de autonomia para depois de dois anos conseguir o auxílio doença, recebendo um salário mínimo. Só que uma pessoa me informou que segundo uma lei assinada em 1995 eu teria direito a receber sobre a média das horas que eu trabalhei na empresa multinacional. Como eu trabalhava 12 horas por noite, eu teria direito a receber mais do que eu imaginava. Paguei 2 anos os carnês de autonomia. Depois fui à empresa que trabalhei e eles me deram um relatório com a média de todas as horas trabalhada. Passei a receber quatro salários mínimos por mês do INSS.

Nessa época fazia tratamento ambulatorial em um posto em São João de Meriti que fazia parte do SUS. Em 2004 entrei para uma Igreja Batista séria e nesse mesmo mês fui a um médico que trocou os meus remédios. Parei de tomar Haldol, Akineton e Rohypnol e comecei a tomar Melleril e Rivotril. Aconteceu uma virada na minha vida. Passei a dormir mais de 8 horas toda noite e minhas alucinações diminuíram. Eu comecei a fazer novos amigos, fui me socializando cada vez mais. Quanto mais amigos eu fazia era como se a doença fosse “se diluindo”. Eu comecei a frequentar a escola dominical, depois de 1 ano me tornei professor de uma classe.

Em 2005, durante um passeio em um sítio, eu conheci a Tânia, que também era membro da igreja. Começamos a namorar sério, do jeito que eu sempre quis, porém eu falei para ela sobre a minha doença no nosso primeiro encontro. Falei para ela que só casaria se me aposentasse, pois o auxílio doença não me dava segurança alguma. Fui aposentado em setembro de 2005 (um mês depois que começamos a namorar) e nos casamos em 2006.

Ninguém notava mais que eu tinha esquizofrenia, fazia 10 anos que fui internado pela última vez. Em 2008 eu comecei o curso de Teologia no Seminário Batista do Sul do Brasil (único curso de Teologia reconhecido pelo MEC), no bairro da Tijuca. Eu pesava agora 75Kg, comecei a reduzir o remédio por minha conta, pois notei que os efeitos colaterais eram aumento de peso e perda da libido. Por favor, não façam isso que eu fiz! Diminuir o remédio sem orientação médica não é a solução.

Tive compaixão da minha avó, pois ela estava bastante velha e tinha um impasse entre quem cuidaria dela: minha tia (com quem ela ficava) e os meus pais, que não queriam ficar com ela devido à incompatibilidade de religiões. Eu, que já estava diminuindo os remédios, assumi a responsabilidade de ficar com ela, pois minha esposa é técnica de enfermagem e eu achei que poderia ajudar. Deixei a faculdade para cuidar dela. Depois de um mês de muito estresse, eu surtei e minha esposa teve, pela primeira vez, a experiência de um surto psicótico. Eu não fiquei violento fisicamente, mas agredia verbalmente. Ela se assustou e foi para casa da mãe.

Eu ficava internado esporadicamente no PAM, um posto de saúde em São João de Meriti que não tinha psiquiatra. A SAMU me levava da minha casa para esse posto, lá eles me amarravam, davam injeções e no dia seguinte me liberavam. Isso aconteceu umas quatro vezes no período de quatro meses. Aí meu pai resolveu pagar um plano de saúde para que eu pudesse ter um atendimento em uma clínica melhor.

Em outubro de 2008 eu telefonei para minha esposa e prometi que ia me tratar de forma correta e pedi que ela me internasse. Ela e uma amiga me levaram para uma clínica onde fiquei dez dias. Depois que saí da internação fui morar com minha esposa próximo à casa da mãe dela. Tinha consulta médica todo mês. Expliquei à minha psiquiatra que diminuira o remédio porque ele me deixava gordo e sem libido. Ela falou que mudaria o remédio até encontrar um que pudesse atender às minhas expectativas.

Primeiro ela tentou a Risperidona. Não deu certo! Aí ela receitou a quetiapina 100mg e me ensinou como conseguir o remédio pela Secretaria de Saúde do Estado. Esta dosagem de quetiapina era muito baixa, por isso acabei saindo de casa e fiquei dois dias vagando pelas ruas do centro do Rio. Distribuí R$800,00 para os mendigos! Nesse período minha família ficou desesperada, acharam que eu estava desaparecido e tentaram me encontrar de todas as maneiras. No terceiro dia, depois que saí de casa, tive a idéia de entrar no rio Maracanã. Os bombeiros me resgataram. Pedi a eles que me levassem para o Hospital Philippe Pinel. Depois fui transferido para uma clínica privada, onde fiquei por 10 dias. Minha médica aumentou a quetiapina para 600mg e acrescentou 2mg de Rivotril.

A partir daí minha vida ficou do jeito que eu sempre quis. Tomo meus remédios e eles não causam os efeitos colaterais que os outros causavam. Minha psiquiatra me aconselhou a fazer terapia uma vez por semana, ter uma atividade intelectual (eu escolhi fazer um curso de inglês) e não parar com os remédios.

Desde julho de 2010 que eu não tenho alucinações, estou com meu corpo em forma e posso fazer tudo o que uma pessoa normal faz, sabendo dos meus limites: eu observei que todas as vezes em que surtei o fator principal foi o estresse. Estou feliz, centrado e vou todo mês ao Hospital Philippe Pinel (que faz parte do SUS) para minha consulta. Todo mês pego sete caixas de fumarato de quetiapina 100mg gratuitamente em um posto de Duque de Caxias, na baixada fluminense.

Antes da doença eu era um rapaz tímido e medroso. Depois de passar por toda essa experiência, eu me tornei mais forte, corajoso e maduro. A cada inspiração e expiração nós aprendemos alguma coisa nova. A vida é uma professora muito perspicaz. Tem uma citação do filósofo Friedrich Nietzsche que resume a minha vida: “Aquilo que não me mata, me torna mais forte”.

Saudações a todos!


16 comentários:

  1. Vivenciei tudo outra vez em minhas lembranças!

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  2. Eu também Dri, li e vivi tudo junto pensando em vc, pra mim é quase como se eu tivesse passado junto.

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  3. Poxa, uma história muito comovente e também uma inspiração aos que tem a doença . Parabéns ! e que Deus continue abençõando você e sua familia.

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  4. Me desculpe mas gostaria de fazer alguns questionamentos? O que é uma Esquizofrenia Paranóide de cunho Mistico? Quem foi a pessoa que fez esse diagnóstico? Já pensaram que alguém poderia ter dado uma droga para essa pessoa fazer o que foi chamado de "primeiro surto" e que logo depois com todos aqueles remédios e mudança de vida do sujeito ele foi desenvolvendo problemas psicológicos? Naquela época a saúde mental era feita pela máfia dos médicos que enchiam as pessoas de remédios que mudavam todo o metabolismo da pessoa e também desestruturava a sua personalidade transformando-os em loucos e viciados na medicação... Vide efeitos colaterais de Fenergan http://www.medicinanet.com.br/bula/2423/fenergan.htm
    e Haldol http://www.psicosite.com.br/far/anp/haldol.htm

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  5. Essa doença é sinistra...imaginem, aconteceu até comigo!
    pra mim o ruim, mesmo e ter que defrontar com indivíduos idéias de jerico pra ouvir:

    Jesus levou todas nossas dores...Não aceite a doença...

    Eles estão certos,porém, a "doença" (esta) não dá ouvidos à jogos de palavras.
    Pra mim, Ele a levou chamando...mas,a "minha", inda não quer me deixar...

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  6. Wilson, estou muito feliz por você.
    Tenho uma parente que sofre da mesma doença e sei quanto é difícil de lidar com ela. Ler um depoimento como esse nos dá força e esperança de que tudo pode ficar bem. Muita força e continue com essa garra!
    que Deus continue o abençoando ricamente.

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  7. Sua história é muito emocionante(até chorei). Lembrei-me que ha 1 ano sofrei uma depressão terrível que me tirou de tudo que eu amo: leitura, a Educação(sou professora), amizade, me arrumar, compras e sexo. Parece que eu tinha morrido para o mundo.Tudo por pressão do stress.Me livrei da depressão, mas sofro de ansiedade e panico. Deixei a medicação. mas pretendo voltar e depois do seu relato percebi que pode-se viver bem tomando medicação controlada. Que te abençoe sempre!!!

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  8. Muito legal o depoimento desse rapaz... é a constatação de que o tratamento correto (medicação acertada + psicoerapia + atividades intelectuais, físicas), realmente faz a diferença e traz excelentes resultados! Que Deus te faça sempre forte! Saúde e sucesso!

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  9. Fala porque se cura, cura-se porque se fala, a palavra é o sintoma e esse dizer, falar da sua dor, simbolizar foi importante para sua cura. A cura em psicanálise é saber lidar com nossa dor, tornar mais íntimo esse estranho que habita em nós, lidar com a impossibilidade e fazer algo útil e prazeroso nossa precária existência...muito interessante o relato desse rapaz...ele não cedeu de seu desejo, foi em busca, se confrontando com sua dor e encarou de frente o sofrimento inerente a todo ser humano

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  10. A minha mãe tem esquizofrenia paranoide deixei de trabalhar para cuidar dela já completou 9 meses que estou em casa, é triste ver a própria mãe nessas condições e não poder fazer muitas coisas, tem coisas que depende só dela. Vejo hoje em dia a esquizofrenia como um tabu as pessoas não comenta e muito menos nos meios de comunicação.

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  11. Excelente relato Wilson. Sou médica especializada em psiquiatria e você discorreu sobre o dia-a-dia que estamos acostumados: o susto nas primeiras crises, a perplexidade da família e do paciente frente ao diagnóstico, efeitos colaterais de medicações, vontade de suspender o tratamento e pensar que tudo não passou de um pesadelo distante. Mas sua coragem e determinação lhe dirigiram até aqui para que ajudasse outras pessoa a superar a doença. Parabéns!
    http://www.psiquiatria-hoje.blogspot.br.

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  12. Corrigindo: http://www.psiquiatria-hoje.blogspot.com.br

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  13. Olá pessoal, sou idealizador de um projeto de auto ajuda chamado projeto conscientizar - Viver bem é Possível e quero compartilhar com vocês um artigo publicado ainda hoje em meu blog, sobre ESQUIZOFRENIA. Obrigado. http://deondeparei.blogspot.com.br/2014/08/esquizofrenia.html

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  14. aos 17-18 anos, pensamentos (de acusação...) imensamente intrusos e frequentes surgiam em minha mente, fugindo ao meu controle. não conseguia mais me concentrar, passei a tirar muitas notas baixíssimas. Mas graças a Deus conclui o segundo grau.

    cheguei a um estresse tão grande que passei a dizer muitas palavras carregadas de raiva. Fiquei extremamente revoltada e angustiada ,me isolei dos colegas e até da minha família em geral. Meus pais me levaram para o psiquiatra, psicólogos e cheguei até tomar por 6 meses remédios ,mas nada adiantou e eu mesma decidi parar de tomá-los. fui diagnosticada com toc e depressão

    cheguei a um ponto tão crítico, que já estava vendo terríveis monstros em meu quarto, nas ruas e por trás das paredes; via vultos, serpentes e outros animais em tamanho gigantescos. também via corpos carbonizados ... eu via várias pessoas com armas ...para me matar.

    eu relutava para impedir que tudo isso não viesse a minha mente, mas não adiantava e sim piorava ,Fiquei em um estado tão angustiante que tinha dias que não reconhecia minha própria família ;desaprendi a escrever ,minha memória quase por completo se apagou e eu não mais me conhecia , me sentia perdida em um abismo ;passava dias sem emitir som algum e era a maior dificuldade para comer e para tomar banho, esta fase foi o final das opressões...

    Apesar dos detalhes ,ainda existe muito mais para se contar, porém agora quero declarar a obra tremenda que Cristo fez por mim.

    No decorrer desta fase tenebrosa ( 17 e 18 anos ) visitamos muitas igrejas ,foi aí que num desses cultos aos 18 anos em junho de 1992, neste estado deplorável eu decidi aceitar a Jesus como meu único salvador;
    maravilhoso dia foi aquele tanto para minha conversão principalmente , quanto para o início da minha cura e libertação. Jesus fez proezas e até hoje continua a fazer por mim; naquele mesmo dia já comecei a me sentir mais leve .

    em poucos dias ,após a conversão, Deus enviou vários servos amados em meu lar e juntamente com meus pais e família e também principalmente pela minha fé e amor por Jesus, eu fui liberta das imagens terríveis que via ,voltei a escrever...minha memória retornou ao normal, não retornei a tomar remédios e Jesus tem cuidado das cicatrizes que ficaram em minha alma, para honra e glória de Deus.

    Aos 20 anos fui para são Paulo .Aos 21 anos Deus me deu o dom da confeitaria e usou a minha mãe para me ensinar este ofício, foi um presente que Deus me deu . Aos 23 anos retornei a são Paulo e evangelizei mais

    falei sobre cristo e testemunhei nesses lugares como também em minha terra de origem; tudo para a glória do nosso senhor Jesus cristo, que merece muito mais .Aos 30 anos, Deus me concedeu uma grande benção que foi a compra do meu apartamento outras bênçãos que tenho a dizer é com relação a conversão do meu pai ;minha mãe,e todos nós oramos por 15 anos para isso acontecer.


    portanto algumas dificuldades que enfrentamos e outras que poderão a vir sei que Deus está comigo, o tempo está em suas mãos e sei que a nossa tribulação produz eterno peso de glória(2 corintios 4:17).

    saibamos que mesmo em meio a grandes bençãos a vida terrena não é perfeita, passamos por lutas ;porém um dia Jesus voltará e nos dará o novo céu e uma nova terra . Quero dizer a todos que Jesus faz diferença na vida daquele que crer que Jesus cristo é o próprio Deus e todo poder está em suas mãos.

    Agora neste momento aceite a Jesus como seu único salvador, se arrependa dos seus pecados ,pois cristo morreu numa cruz sofrendo dores incalculáveis para nos salvar do inferno e da maldição do pecado;

    agora só depende de você crer em Jesus e pedir perdão e viver uma vida santificada , adorando a Jesus por toda eternidade..

    meu e-mail casiabromelia@hotmail.com

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  15. Meu filho foi diagnosticado com esquizofrenia.fiquei tão assustada que perdi o chão.Ele e estudante de engenharia e física tem 28 anos.Dificil de acreditar mais os indícios eram bem fortes.Ele passou a fazer cálculos e a acreditar em coisas grandiosas.foram apresentados aspectos positivos e também de ordem religiosa.Comecou a ler apocalipse e a acreditar que o mundo da ia acabar.Comecei a estranhar a mudança so que não se tornou agressivo.E um rapaz muito inteligente tira as melhores notas na faculdade toca cavaquinho muito bem estudou todos os filósofos tem boa retórica.Estamos no começo do tratamento ele e meu único filho.Acredito que tudo dara certo e que ele poderá voltar a fazer atividades embora sendo sempre medicado.A nossa jornada no planeta e com muitas tarefas sei que Deus tem um plano nas nossas vidas e estamos aqui de passagem fazendo uma viagem aprendendo o caminho da luz.Que Deus abençoe a todos.

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  16. O meu médico acha que tenho depressão.mal sabe ele que o meu mundo TÁ pra acaba

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