terça-feira, 6 de dezembro de 2011

UM POUCO MAIS SOBRE ESQUIZOANÁLISE


Por Dann Toledo



Como foi dito no primeiro artigo, a esquizoanalise foi criada Guattari e Deleuze, sendo uma concepção da realidade como um todo, desde as coisas mais simples, até as mais complexas, tendo como responsáveis por toda a parte real, a produção e a realidade.

Era a década de 1970, envoltos pelos ideais libertários que ainda pairavam sob o ar parisiense o filósofo e o psicanalista, idealizaram essa nova corrente teórica, que mais tarde influenciaria fortemente as vertentes da psicologia clinica no Brasil.

Essa então recém nascida teoria, propõe uma substituição de conceitos psicanalíticos como a relação entre Família e Neurose, por uma nova visão onde as relações institucionais, clínicas e sociais são percebidas através da relação entre Capitalismo e Esquizofrenia, trazendo uma nova forma de se enxergar conceitos como o desejo e o inconsciente sendo respectivamente a produção e a usina, e não como dantes, onde eram vistos como falta e teatro.

Dentro da esquizoanalise surgiram novos conceitos, tais como rizoma, micropolítica, transversalidade e corpo sem órgãos e também um novo paradigma: O ético-estetico-politico.

Ela não é somente uma pratica clinica, visto que sua intenção primordial é estabelecer o rizoma, que seria caracterizado como um saber mais subterrâneo que para Deleuze rompe com as barreiras da estrutura lingüística dos saberes.

Por fim a esquizoanalise vem para romper com os padrões médicos onde seus diagnósticos por meio de códigos de doenças, ainda formam a base da clínica médica e da psicologia clássica.

0 comentários:

Postar um comentário