Por Dann Toledo
Olá leitores do Psicoquê?, é com muito prazer, que venho (tentar) falar sobre a Esquizoanálise. Confesso a vocês, que não sou tão íntimo dela assim, mas tenho sentido uma grande atração por essa "mocinha".
Bom, sem muito rodeio, vamos a princípio nos contextualizar historicamente e também sobre alguns conceitos sobre a esquizoanálize.
UM POUCO DA HISTÓRIA ESQUIZOANALÍTICA.
Foi apresentada pela primeira vez em O Anti-Édipo surgindo como uma linha de pensamento idealizada por Gilles Deleuze (1925 - 1995) e Félix Guattari (1930 - 1992), como uma forma de resposta às deficiências em premissas básicas da prática analítica.
Guattari foi confrontado por alguns problemas na obra freudiana, tais como o papel autoritário do psicanalista em relação ao paciente e também o uso do Complexo de Édipo como um marco inicial para a análise do sujeito.
"Em vez de se mover na direção de modificações reducionistas que simplificam o complexo, a esquizoanálise vai trabalhar para a complexificação, seu enriquecimento processual, para a coerência das suas linhas virtuais de bifurcação e diferenciação, em suma para a sua heterogeneidade ontológica". (Caosmose: Um Novo Paradigma Estético. São Paulo: Ed. 34, 1992).
ALGUNS CONCEITOS
Bom, sem muito rodeio, vamos a princípio nos contextualizar historicamente e também sobre alguns conceitos sobre a esquizoanálize.
UM POUCO DA HISTÓRIA ESQUIZOANALÍTICA.
Foi apresentada pela primeira vez em O Anti-Édipo surgindo como uma linha de pensamento idealizada por Gilles Deleuze (1925 - 1995) e Félix Guattari (1930 - 1992), como uma forma de resposta às deficiências em premissas básicas da prática analítica.
Guattari foi confrontado por alguns problemas na obra freudiana, tais como o papel autoritário do psicanalista em relação ao paciente e também o uso do Complexo de Édipo como um marco inicial para a análise do sujeito.
"Em vez de se mover na direção de modificações reducionistas que simplificam o complexo, a esquizoanálise vai trabalhar para a complexificação, seu enriquecimento processual, para a coerência das suas linhas virtuais de bifurcação e diferenciação, em suma para a sua heterogeneidade ontológica". (Caosmose: Um Novo Paradigma Estético. São Paulo: Ed. 34, 1992).
ALGUNS CONCEITOS
A esquizoanálise traz quatro componentes circulares:
Componente generativo, sendo
o estudo da semiótica concreta mista, as variações e misturas da mesma.
Componente de transformação:
Componente que estuda a semiótica pura, suas transformações, criações de nova
semiótica e suas traduções.
Componente de esquemas:
Estuda as máquinas abstratas, do ponto de vista das matérias semioticamente não
formadas em matérias fisicamente disformes.
Componente Maquínico: Estuda
as assembléias que operacionalizam as máquinas abstratas, ao mesmo tempo
semiotizando matérias e psicologatizando
questões de conteúdo.
A esquizoanálise apresenta
oito princípios que norteiam toda sua forma de ação. Nesse nosso primeiro
encontro, apenas os apresentarei sem muita profundidade, pois os mesmos são bem
mais complexos e cheios de conteúdo.
1 – “Não impedir.”
2 – “Quando acontece alguma coisa, isso prova que acontece alguma coisa”
2 – “Quando acontece alguma coisa, isso prova que acontece alguma coisa”
3 – “A melhor posição para
se ouvir o inconsciente não consiste necessariamente em ficar sentado atrás de
um divã.”
4 – “O inconsciente
compromete aqueles que dele se aproximam.”
5 – “As coisas importantes
nunca acontece onde nós as esperamos.”
6 – “Transfers-maquínicos.”
7 – “Nunca nada é adquirido.”
8 – “Toda idéia de
principio, deve ser mantida, como suspeita.”
REFERÊNCIAS
GUATTARI, F. (1992, 61).
DELEUZE E GUATTARI 1980 (p.
160-2).
DELEUZE E GUATTARI, O Anti-Édipo 1972 (p. 351-352 e 381)
GUATTARI, F. O Inconsciente Maquínico – Ensaios de
Esquizoanálise. Campinas: Papirus, 1988 (p. 187 – 191)




0 comentários:
Postar um comentário